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Pitangas Verdes
“Ao mesmo tempo delicado e duro, este livro fala das agruras de mulheres que se tornam mães cedo demais – pitangas verdes – sem ter noção do que isso significa. “O que eu ia fazer com uma criança? De onde eu tinha tirado a ideia de ter um filho?”, se pergunta Ana. Acompanhamos a personagem em uma espécie de processo terapêutico. Ao esvaziar o apartamento da mãe, falecida durante a pandemia, ela revive – agora como adulta – aspectos dolorosos da infância. Percorre o museu de sua vida com cada “cacareco” que sua mãe, curadora dos afetos, preservou.
O processo prossegue graças à presença de um therapon – em grego, aquele que cuida – na figura de Marcia, uma motorista de Uber. Essa desconhecida a ajuda a dar um destino às cinzas da cremação à qual não pôde estar presente. Ao fim do percurso, Ana
consegue “deixar num canto três décadas de abandono”. O livro nos toca porque todas conhecemos o valor de uma frase dita por Marcia, tão simples quanto rara: “Descansa, querida”.”
— Marion Minerbo
O processo prossegue graças à presença de um therapon – em grego, aquele que cuida – na figura de Marcia, uma motorista de Uber. Essa desconhecida a ajuda a dar um destino às cinzas da cremação à qual não pôde estar presente. Ao fim do percurso, Ana
consegue “deixar num canto três décadas de abandono”. O livro nos toca porque todas conhecemos o valor de uma frase dita por Marcia, tão simples quanto rara: “Descansa, querida”.”
— Marion Minerbo
160 pages, Paperback
Published November 1, 2025
About the author
Mariana Lobato Botter
2 books17 followersMariana Lobato Botter é diplomata, formada em Direito pela USP, pós-graduada em Escrita Criativa pelo Instituto Vera Cruz e graduanda em Letras. Como diplomata, serviu na Palestina, em Boston e em La Paz. Apaixonada pelas palavras — que movem diplomacia e literatura —, criou o perfil @livro.diverso.
Pitangas Verdes, seu primeiro romance, foi vencedor do Concurso Literário Vila-Labrador, eleito por um júri formado por Jeferson Tenório, Mariana Salomão Carrara e Socorro Acioli, nomes proeminentes da literatura brasileira na atualidade.
A autora é casada com Bel Botter e mãe de Bruno e João.
Pitangas Verdes, seu primeiro romance, foi vencedor do Concurso Literário Vila-Labrador, eleito por um júri formado por Jeferson Tenório, Mariana Salomão Carrara e Socorro Acioli, nomes proeminentes da literatura brasileira na atualidade.
A autora é casada com Bel Botter e mãe de Bruno e João.
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Community Reviews
Displaying 1 - 15 of 15 reviews
November 21, 2025
Um livro delicado e sensível, em que memórias de toda uma vida vão sendo narradas à medida que pequenos objetos ou fatos as trazem à superfície. E apesar de tratar de temas delicados -- como a morte da mãe durante o isolamento da pandemia, o distanciamento entre as duas ao longo da vida, a solidão que é ser mulher e ser mãe neste mundo, etc --, a leitura não é necessariamente pesada. Pelo contrário: a autora consegue empacotar todos esses assuntos em uma escrita leve e fluída, mas que ao mesmo tempo te faz refletir sobre temas profundos da vida.
Não consigo deixar de pensar que a narração deste livro se parece muito com um colar de contas, em que cada "bolinha" é um objeto, uma lembrança, um cheiro, um som da vida da Ana. Se ela entrou na casa da mãe com o objetivo de limpar rapidamente a casa das lembranças "que não eram dela", durante os 5 dias que duram esta narrativa a gente vai percebendo que o distanciamento das duas não conseguiu apagar algo inevitável: que ambas compartilhassem muitas recordações -- querendo elas ou não. É como a própria autora coloca em um trecho:
Enfim, recomendo demais a leitura! Tanto pela escrita maravilhosa da Mariana, quanto pela jornada que percorremos junto à narradora.
Não consigo deixar de pensar que a narração deste livro se parece muito com um colar de contas, em que cada "bolinha" é um objeto, uma lembrança, um cheiro, um som da vida da Ana. Se ela entrou na casa da mãe com o objetivo de limpar rapidamente a casa das lembranças "que não eram dela", durante os 5 dias que duram esta narrativa a gente vai percebendo que o distanciamento das duas não conseguiu apagar algo inevitável: que ambas compartilhassem muitas recordações -- querendo elas ou não. É como a própria autora coloca em um trecho:
Achei que seria fácil me livrar dos objetos da minha mãe. Afetos dela. Só dela, repeti para mim mesma. Ao abrir aquela caixa, no entanto, me dei conta de algo novo, algo que eu, apesar de mãe, ainda não tinha aprendido: os afetos de uma mãe são os afetos dos filhos.
Enfim, recomendo demais a leitura! Tanto pela escrita maravilhosa da Mariana, quanto pela jornada que percorremos junto à narradora.
November 20, 2025
“Pitangas Verdes”, de Mariana Lobato Botter, é um romance que se destaca pela sensibilidade com que acompanha a trajetória de Ana, sua protagonista. A autora constrói, com delicadeza, um percurso marcado por acontecimentos que vão moldando essa personagem de forma profunda, revelando suas vulnerabilidades, forças e contradições.
Ao acompanhar Ana, o leitor é convidado a olhar com mais gentileza para a condição feminina — não como um conceito abstrato, mas como uma experiência concreta, feita de pressões, descobertas e transformações contínuas. A autora cria uma narrativa que acolhe, provoca e faz pensar, expondo nuances do feminino que, muitas vezes, permanecem silenciadas no cotidiano.
O resultado é um livro que toca não apenas pela história que conta, mas pela forma como nos faz reconhecer, em Ana, fragmentos de muitas mulheres — e de nós mesmos. “Pitangas Verdes” é uma leitura breve, mas que fica conosco por muito mais tempo..
Ao acompanhar Ana, o leitor é convidado a olhar com mais gentileza para a condição feminina — não como um conceito abstrato, mas como uma experiência concreta, feita de pressões, descobertas e transformações contínuas. A autora cria uma narrativa que acolhe, provoca e faz pensar, expondo nuances do feminino que, muitas vezes, permanecem silenciadas no cotidiano.
O resultado é um livro que toca não apenas pela história que conta, mas pela forma como nos faz reconhecer, em Ana, fragmentos de muitas mulheres — e de nós mesmos. “Pitangas Verdes” é uma leitura breve, mas que fica conosco por muito mais tempo..
May 23, 2026
Como é bom ver literatura nacional de qualidade.
A autora retrata a jornada de uma mulher que volta ao apartamento da mãe falecida para organizar as coisas, e se aprofunda em memórias, sonhos, questionamentos, e lembranças.
Não é uma história que tem plot Twist, não tem um ápice, é só uma história sobre a vida e as suas questões emocionais.
Fiquei muito emocionada durante o livro, e a leitura foi super rápida.
A autora retrata a jornada de uma mulher que volta ao apartamento da mãe falecida para organizar as coisas, e se aprofunda em memórias, sonhos, questionamentos, e lembranças.
Não é uma história que tem plot Twist, não tem um ápice, é só uma história sobre a vida e as suas questões emocionais.
Fiquei muito emocionada durante o livro, e a leitura foi super rápida.
February 28, 2026
Um Livro que falar das perdas na vida de SER mulher, das construcoes de memorials e afetos. Toca em questoes tao corriqueiras e de como essas mesmas nos afetam profundamente. Como a violencia chega de mansinho para irmas nos acostumando com ela sem alarde. Um livro necessario, sem respostas e que me fez revisitar parties de MIM ja esquecidas.
July 15, 2026
3.5
“Ter um filho é um pouco como morrer. Um suicidio, um suicidio parcelado.“
“Ter um filho é um pouco como morrer. Um suicidio, um suicidio parcelado.“
August 31, 2026
Um romance muito sensível no tópico maternidade. Acabei dilacerada pela história da Ana e das infinitas camadas que a autora colocou.
Acho que no final saí tão dilacerada pelo “amanhã” da Ana. Ela é mais um retrato de tantas mulheres que conhecemos que casaram e tiveram filhos, mas não são necessariamente felizes em ambas escolhas por vários motivos.
O título “Pitangas Verdes” se remete a quando estamos realmente maduros para a vida. Somos maduros quando casamos? Ou isso acontece na maternidade? Ana nos faz lembrar que, mesmo se tivermos mães, não saberemos ser quando (e se) chegar a nossa vez. Traz uma vulnerabilidade linda da sua infância, adolescência e vida adulta com seus altos e baixos, principalmente no relacionamento com mãe dela.
A leitura vale MUITO a pena. Ansiosa para os novos trabalhos da Mariana.
Acho que no final saí tão dilacerada pelo “amanhã” da Ana. Ela é mais um retrato de tantas mulheres que conhecemos que casaram e tiveram filhos, mas não são necessariamente felizes em ambas escolhas por vários motivos.
O título “Pitangas Verdes” se remete a quando estamos realmente maduros para a vida. Somos maduros quando casamos? Ou isso acontece na maternidade? Ana nos faz lembrar que, mesmo se tivermos mães, não saberemos ser quando (e se) chegar a nossa vez. Traz uma vulnerabilidade linda da sua infância, adolescência e vida adulta com seus altos e baixos, principalmente no relacionamento com mãe dela.
A leitura vale MUITO a pena. Ansiosa para os novos trabalhos da Mariana.
August 9, 2026
Gostoso de ler, mas nada de muito extraordinário. Gostei q a personagem é minha vizinha
November 17, 2025
Muito bom livro, que abre o leque para temas que vão muito além da história central de Ana, que retorna ao apartamento da mãe falecida para colocar a casa em ordem. A narrativa toca em assuntos fundamentais sobre a forma como as mulheres são tratadas em nossa sociedade (assédio, solidão, maternidade, entre outros) e faz isso com muita sensibilidade.
É um livro que prende sua atenção pelo enredo, enquanto discorre sobre temas que nos fazem pensar.
É um livro que prende sua atenção pelo enredo, enquanto discorre sobre temas que nos fazem pensar.
September 2, 2026
O livro é muito bonito e a escrita envolve você na vida e nas reflexões da narradora. Infelizmente, achei que o final deixou a desejar.
January 26, 2026
Sofrimento bem real, real demais. De sofrimento de classe média já basta minha vida
December 10, 2025
Belíssima coletânea sobre a experiência da mulher. Acessível e desnorteador.
November 27, 2025
Um romance forte e sensível que acompanha uma filha revisitando a própria história para entender a mãe e a si mesma. Entre perdas, afetos imperfeitos, abusos e outras feridas antigas, Mariana Lobato revela, com honestidade e sutileza, a complexidade de crescer, cuidar e finalmente se reconciliar com o passado.
Literatura da mais alta qualidade. Capa e projeto gráfico igualmente incríveis.
Literatura da mais alta qualidade. Capa e projeto gráfico igualmente incríveis.
April 19, 2026
Odiei . Depressivo !
May 3, 2026
Uma narrativa bem construída sobre a maternidade atípica e o luto. Leve e, ao mesmo tempo, forte, encontra espaço para o retrato fiel de uma mulher, mãe, esposa, profissional.
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