Todos nós, em algum momento, já dissemos ou pensámos talvez um dia. Talvez um dia, eu diga o que sinto. Talvez um dia, eu entenda o que aconteceu. Talvez um dia, eu me perdoe. Este livro é uma forma de concretização, uma forma de levar por diante a decisão de fazer algo, de seguir em frente pelo caminho escolhido. Por vezes, um talvez é o suficiente para continuar a viver. E no fim, talvez não seja a conquista que nos define, mas a sede que nos empurrou até ela. Helena Sacadura Cabral, uma mulher que não desiste de ser feliz.
HELENA SACADURA CABRAL nasceu em Lisboa, a 7 de Dezembro de 1934. É licenciada em Economia pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, tendo obtido o prémio para o melhor aluno do seu curso. Desempenhou vários lugares de chefia na Administração Pública e foi a primeira mulher a ser admitida nos quadros do Banco de Portugal. Colunista de diversos jornais e revistas, foi também colaboradora da RTP e da SIC. Hoje, mantém uma coluna semanal no DN e um programa na RDP1.
Mais uma vez temos vários textos com pensamentos e reflexões. Estes textos são divididos por partes, temas.
Um livro para podermos ler devagar e que principalmente nos faz refletir. Existe sempre uns quantos que nos tocam, que nos fazem repensar atitudes, por vezes até nos destroem a ponto de refletirmos e nos reconstruir.
“Talvez Um Dia” é um livro inspirador e cheio de sabedoria, que nos convida a olhar para a vida com mais leveza, mais propósito e mais esperança. A escrita é simples e direta, como uma conversa tranquila com alguém que já viveu muito e tem muito para partilhar. Ao longo das páginas, encontramos reflexões sobre as escolhas, a felicidade, o tempo e aquilo que realmente importa. É um livro que não pesa, muito pelo contrário, acolhe. Faz-nos parar, pensar e, de certa forma, recentrar.
O livro está muito bem escrito, algo que já esperava desta escritora. No entanto, se me cativou bastante nas primeiras 80 páginas, aborreceu-me um bocadinho nas restantes. Pareceu-me muito repetitivo e nalgumas partes excessivamente poético.