O medley perfeito de Alta Fidelidade, Sally Rooney e Amanhã, amanhã e ainda outro amanhã.
"Olha, a música sussurrou para mim, naquele dia na minha sala de estar. A vida pode ser tão grande!"
Noite de sexta, início dos anos 2000, um bar do campus de Berkeley. A universitária Percy Marks está falando de música, como de costume. Hall & Oates começa a tocar no jukebox, e Percy — que não tem talento musical, só muitas opiniões sobre o assunto — não consegue parar de analisar a canção, apesar de saber que quase ninguém tem paciência para esse tipo de conversa. Mas, esta noite, algo diferente acontece. O cara ao seu lado, Joe Morrow, é compositor, e parece disposto a passar a noite toda ouvindo Percy falar de música.
Joe pede a opinião de Percy sobre uma de suas composições, e isso dá início a uma parceria de anos, que vai despertar paixões e destruir seus egos repetidas vezes. Será que a conexão eletrizante entre os dois vale o sofrimento? Ou será que essa parceria está, na verdade, impedindo Percy de encontrar a própria voz?
De bares do Brooklyn a pistas de dança de São Francisco, Lado B é uma declaração de amor à cena indie do início dos anos 2000. Um romance realista, ao mesmo tempo sensível e hilário, e uma reflexão amorosa sobre o que significa ter talento, ser fã, sentir-se parte de algo e, acima de tudo, ser ouvido.
"Um hit." — Publishers Weekly
"Adorável, nostálgico, impossível parar de ler. Eu amei." — Liz Moore, de Ecos da floresta
"Emocionante e lindo. Uma história de amor épica, e a busca de uma mulher pelo próprio poder criativo. Extraordinário." — Beth O'Leary, de Teto para dois
"Vai entrar para a história junto com todas as músicas inesquecíveis sobre as quais Holly escreve tão bem." — Cameron Crowe, diretor e roteirista vencedor do Oscar por Quase famosos
"Brickley não só escreve sobre música, ela vai ao âmago do porquê e como amamos certas canções, e nos ensina por que vale a pena amar." — Claire Dederer, de O dilema do fã
"Terno como uma balada e divertido como uma canção pop, Lado B é tanto uma viagem no tempo para a era 'indie sleaze' do início dos anos 2000 quanto uma história de amor atemporal." — Coco Mellors, de As irmãs Blue
Holly Brickley is originally from Hope, British Columbia, and now lives in Portland, Oregon, with her husband and two daughters. She studied English at UC Berkeley and received an MFA in fiction from Columbia University.
Que decepção! Uma história envolvendo a paixão pelas canções e como isso nos molda ao nos fazer sentir tudo ao máximo em diversas situações não merecia um romance tão xoxo capenga sem tensão e tes@o
Comprei este livro completamente "no escuro", em uma rápida passada para conhecer a Livraria da Travessa que abriu em Porto Alegre, no final do ano passado. O livro estava lacrado, então nem pude folheá-lo, mas os blurbs na contracapa foram o suficiente para me convencer a dar uma chance à obra. Agora, terminada a leitura e dando uma pesquisada sobre o romance, descobri que ele é um dos queridinhos do momento (ao menos no Exterior), havendo já, inclusive, uma adaptação cinematográfica a caminho. Até faz sentido, porque o livro realmente é daquele tipo que parece que já foi escrito pensando em ser adaptado para filme.
A narrativa se inicia no ano 2000 e é narrada por Percy, uma estudante da universidade de Berkeley, na Califórnia, obcecada por música pop, que se interessa romanticamente por Joe, um colega aspirante a músico. Fascinado com o aguçado senso crítico musical de Percy, Joe pede a ela que o ajude com feedbacks sobre as músicas que ele está escrevendo. A partir daí, a obra vai mostrando o desenvolvimento das vidas de ambos os personagens ao longo da década de 2000, intercalando as idas e vindas da problemática relação entre eles com reflexões espirituosas sobre música, em especial sobre a cena que posteriormente foi rotulada de "indie sleaze".
É verdade que o livro é um pouco água com açúcar além da conta, e que, embora a autora escreva muito bem, falta a ela a finesse e o cinismo de um Nick Hornby, por exemplo. E a premissa é um pouco chupada daquele filme "Letra & Música". Mas é um romance muito divertido, que me prendeu até que eu vencesse suas 350 páginas, principalmente pelas referências à cultura pop dos já saudosos anos 2000. Foi interessante também revisitar a época do surgimento das redes sociais, ou verificar que os antigos "criadores de tendências" (trendsetters) foram o embrião dos atuais influencers. Para quem busca uma leitura despretensiosa, é uma ótima pedida.