O desenho digital simplista e inexpressivo não impressiona, nem os 7 curtíssimos contos que compõem esta obra - ainda que colmatados por um estilo narrativo envolvente.
Para quem cresceu a associar os livros de Lucky Luke a personagens pitorescas e a cenários imersivos, ricos em detalhe e vida, os traços meio grotescos aqui apresentados desapontam, no mínimo...
...Até chegar à parte da entrevista, nos extras, e perceber que esta obra tinha de existir.
Afinal, Lucky Luke existiu mesmo.
Afinal, estes contos reproduzem os testemunhos do escritor negro Baldwin Chernier, que registou, em 1880, os primórdios do verdadeiro Lucky Luke. Gunman de uma companhia de diligências, Luke viveu e atravessou o far west de uma ponta à outra, conhecendo e moldando o destino de personagens lendárias, e até abraçando causas progressistas.
Termino esta leitura fascinado com a veracidade dos acontecimentos, só lamento a pobreza do traço.