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Baikal

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A vida em Vestsa se resume a ser um bom cidadão.
Ser um bom cidadão significa obedecer aos Dogmas do Diretorado.
Alana Kestamir é física de partículas e vive no Baikal, um pequeno prédio na periferia de Katrinstad. Tudo o que Alana deseja é viver em paz e manter distância dos Fiscais, os temidos agentes do Diretorado.
A vida de Alana muda para pior quando um Fiscal a visita e a obriga a se tornar síndica do Baikal para espionar um novo morador.
O problema é que Alana tem um segredo — algo que ela a tanto custo vem tentando esconder.
No papel de síndica, ela logo percebe que não é a única no Baikal a guardar segredos. E, ainda pior, todos eles parecem interligados, e convergir para o maior de todos por que os Dogmas existem?
E se o regime brutal do Diretorado não for a maior ameaça que paira sobre Vestsa? E se houver um terror ainda maior — elusivo e inominado — disperso no ar?

A história principal de Baikal nunca deixa o prédio.
Em paralelo, desdobram-se outras duas
Memórias da Guerra é um relato de estranhos eventos que Alana testemunhou enquanto servia no último confronto.
Engenharia Proibida é uma metanarrativa, uma Radionovela que Alana acompanha nas tardes chuvosas, no conforto do seu apartamento.

459 pages, Kindle Edition

Published November 27, 2025

6 people want to read

About the author

Roberto Campos Pellanda

11 books8 followers

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Displaying 1 - 4 of 4 reviews
Profile Image for Alan Reis.
44 reviews
December 31, 2025
Nota: 4.5

Baikal, o primeiro livro da duologia Céu de Chumbo, tem como protagonista Alana, uma física de partículas que mora em um pequeno prédio na cidade de Katrinstad, chamado ✨️Baikal✨️. Carregando antigas culpas e angústias, Alana vê no presente mais e mais problemas surgirem sob o teto de seu prédio enquanto busca proteger quem ama das garras de diversos lados de um conflito complexo e extremamente perigoso. 

Vivendo sob um regime autoritário, os habitantes de Vestsa seguem as regras rígidas do Diretorado enquanto temem a ameaça constante de invasão por parte do país vizinho, Bolgar. Além de uma outra ameaça invisível e até então mantida em segredo...

Tudo isso é construído e mostrado ao leitor de forma constante durante toda a narrativa, nos dando o prazer de acompanhar reviravoltas que nos deixam apreensivos, angustiados e temendo pelo pior. Por conta da narrativa principal nunca deixar o edifício Baikal, somos transportados para o meio de um thriller repleto de personagens carismáticos, enigmáticos, durões, e o principal, nem um pouco confiáveis. Assim, acompanhamos Alana andando em uma corda bamba sem saber em quem confiar, enquanto nós, leitores, experimentamos os mesmos sentimentos ao não saber quem está falando a verdade nesta narrativa.

O desenvolvimento da personagem principal é incrível de acompanhar, pois nos mostra suas dores, medos e inseguranças, ao mesmo tempo em que vemos sua personalidade protetora e amorosa ajudando-a a lutar pelo que é certo, mesmo em meio às mais diversas ameaças.
Também acompanhamos o desenvolvimento de muitos outros personagens, que, mesmo com poucas páginas em cena, nos mostram seus ideais e o porquê de estarem onde estão em relação ao conflito. 

Uma distopia que mostra a face cruel de um regime autoritário que mata, oprime, chantageia e que priva a ciência de aplicar seus métodos e experimentos, convergindo tudo isso em consequências devastadoras e implosivas para o país. A narrativa nos apresenta uma complexidade muito interessante ao tratar da ambiguidade de todos os lados que compõem o conflito atual que o país está enfrentando, nos mostrando muitas nuances entre as ações e consequências que emergem de tudo isso. 

A cada página, a capacidade de criar uma escrita envolvente e dinâmica que incorpora aspectos típicos do suspense/horror em uma distopia política nos mostra a incrível capacidade do autor de transitar entre diferentes temáticas sem perder a essência principal da história. 

Como única crítica ao enredo: a aparição e a resolução da história de uma certa personagem não fez jus à expectativa que seu nome gerava na narrativa desde o começo do livro, pois esperava mais de seu desenvolvimento em relação à trama principal.

A radionovela Engenharia Proibida foi uma forma muito criativa de se introduzir outra história dentro do enredo principal, sendo muito interessante acompanhar com a protagonista os capítulos de uma radionovela que tem muito a dizer. A trama Memórias de Guerra também se junta à Engenharia Proibida como os dois acréscimos à trama principal do Baikal. Ambas tornam o enredo do livro ainda mais rico e interessante.

Baikal é uma experiência eufórica de leitura, que merece ser experimentada por quem aprecia gêneros como: distopia, suspense, sci-fi... e a cereja do bolo ✨️horror cósmico✨️.
4 reviews
December 29, 2025
Este novo livro do Pellanda mostra, pelo menos para mim, um salto na maturidade de sua escrita. Gostei muito de seus livros anteriores e sempre recomendo, mas este me prendeu de uma forma totalmente nova que me fez devorar o livro.

A capacidade de nos prender em uma história com personagens reduzidos e se passando quase totalmente dentro de um predio, é incrível!

Vale completamente a leitura, cada novo capítulo nos deixa mais envolvido com a história.
Profile Image for João Pedro.
16 reviews2 followers
December 8, 2025
“A realidade das nossas vidas é um quadro em preto e branco. Não há nenhuma cor nele. Um dia, quem sabe, nem que seja para Marieta ou para os filhos dela, a luz do sol vai perfurar as nuvens, vai colorir essa cidade... essa terra sofrida... vai encher nossos olhos com algo novo, algo maravilhoso.”

Baikal é o primeiro livro da saga “céu de chumbo”, escrita por Roberto Campos Pellanda. Nessa história, acompanhamos a narrativa pelos olhos de Alana Kestamir, pós-graduanda em física e moradora do Baikal, um edifício que fica no país de Vestsa.

Vestsa é governada por um regime autoritário, conhecido como o Diretorado. Assim como tradicionalmente existem mecanismos de censura, o diretorado impõe dogmas sombrios e misteriosos na vida das pessoas. Alguns deles como “é proibido o voo animal ou humano”; “não falamos a respeito da mãe”.

Essa é uma história que nunca sai do edifício baikal, no qual Alana se torna síndica contra sua vontade para espionar um novo morador. Além disso, duas narrativas acontecem em paralelo, que ajudam a tornar o livro extremamente misterioso e instigante de ler. Memórias de guerra, um flashback de um acontecimento que Alana presenciou em guerra, e engenharia proibida, uma novela misteriosa que se passa na rádio de Vestsa.

Como todos esses acontecimentos estão ligados? Se você quer uma história ambientada num cenário distópico, cheio de mistério e com uma pitada de horror, esse é o livro certo.

Pessoalmente, gostei demais do livro. A escrita do Roberto é muito dinâmica e fluida, você se sente envolvido muito facilmente com a história. Além disso, todo o cenário distópico é muito interessante, ambientando-se na Alemanha dos anos 50.

Eu tenho duas críticas ao livro, que são: o estilo de escrita do Roberto premia uma leitura que se foca mais no plot e na ação do que na descrição de personagens. Apesar de entender e respeitar o estilo do autor, acredito que senti falta de saber como os personagens eram com mais clareza. Além disso, acho que uma relação em específico podia ter sido mais bem desenvolvida para quando chegarmos no momento decisivo, sentíssemos mais.

Baikal está disponível na Amazon por e-book.
Profile Image for Laisy Lopes.
3 reviews1 follower
January 27, 2026
"A guerra é uma coisa que transforma por completo a forma como pensamos e a visão que temos das coisas."

Em Baikal temos um país governada por um regime autoritário, conhecido como Diretorado. Assim como qualquer forma de regime autoritário existem mecanismos de censura, chamado Dogmas, e no meio disso temos os rebeldes. Nesse contexto acho que Roberto conseguiu me envolver como leitora, trazendo as diferenças e também semelhanças em cada grupo e conforme vamos acompanhando Alana na história também temos que lidar com a pressão e certeza que cada grupo trás de que é o lado certo da história e nada difere da verdade deles.

Uma das partes mais importantes de uma história para mim, é a ambientação, e apesar de achar que poderia ser confuso ou inconclusiva devido a estarmos apenas em um único lugar durante toda a história, sinto que pelo contrário, foi muito bem ambientado, é livro de ambientação única, onde se passa inteiramente em Baikal, um edifício que acaba virando o epicentro de muitos conflitos, mas isso nos prende de uma forma que tudo que queremos é saber mais sobre o prédio e seus intrigantes moradores.

Um dos pontos mais altos do livro é, sem duvidas, a radionovela Engenha Proibida, uma forma muito criativa de trazer uma história dentro de outra história, sendo uma parte que ajuda a quebrar a tensão imposta pela parte principal, mas também prendendo o leitor ainda mais.

Minhas únicas criticas são em relação ao desenvolvimento de uma personagem em particular, todo o mistério em cima dela foi muito bem trabalhado durante todo o livro, porém o final acredito ter deixado a desejar, não sei se fui com muita expectativa em cima dela, mas pelo menos esperava algo diferente. Além disso, a conclusão do livro é frenética, com muito suspense, tensão e muita ação, mas ao mesmo tempo que frenético é bom para causar um clímax para a história, o desfecho talvez pedisse algo mais organizado e não tão corrido.

Apesar disso, Baikal foi uma leitura excelente, principalmente para os fãs de suspense, distopia, sci-fi e até horror, com muita história ainda a ser contada.
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