Agatha Fonseca, uma bruxa da pior reputação, vê a oportunidade de se redimir quando os Clãs da Lua enfretam a ameaça mortal dos Caçadores de Bruxas. Determinada a provar seu valor, Agatha embarca em uma jornada em busca dos grimórios gêmeos, artefatos que, segundo as memórias fragmentadas da sua encarnação passada, são a única esperança para salvar seu lar. Enquanto isso, Rubra Santiago, uma jovem sem grandes perspectivas de vida, é levada para trabalhar no castelo após um encontro inusitado com o Rei, e logo se vê imersa nas traiçoeiras tramas da Corte. Para seguir sua ambição e escalar os degraus da hierarquia social, Rubra deverá primeiro se livrar da cruel Princesa Arabella e desvendar seus sentimentos com relação ao Príncipe Arthur. À medida que suas histórias se desenrolam, as escolhas de Agatha e Rubra moldam o destino uma da outra e o final fará o leitor se quem é o verdadeiro inimigo?
Às vezes a gente tem que parar e pensar: esse plano tem futuro? (Isso é para você Agatha)
No livro, a gente acompanha a história por dois pontos de vista: o da Rubra, uma garota pobre que consegue um emprego de criada no palácio, e a Agatha, uma bruxa que viveu sua vida inteira em um clã escondido dos humanos. Como cenário, temos um reino com grande influência da fé católica, que odeia bruxas e queima mulheres (muitas vezes inocentes) sob a acusação de bruxaria. Também, temos uma guerra com um reino vizinho batendo na porta e todas as consequências que isso traz ao povo.
O pano de fundo é interessante e você deveria logo saber que esse é um livro que tem romance como subplot, o foco está na jornada das protagonistas. Eu gostei muito disso aqui. Fiquei interessada para saber o que iria acontecer e como o plot iria se desenvolver.
Falando sobre as personagens, a priori, eu jurei que a Agatha seria a minha favorita, mas quem diria, Agatha Fonseca se tornou a minha odiadinha. Tanto ela quanto a Rubra têm algo em comum, uma confiança nos próprios planos que beira a arrogância. Rubra começa a trabalhar no castelo e vai, com uma boa dose de sorte no início, subindo a hierarquia da criadagem, chegando a um posto que em uma situação comum, ela jamais conseguiria. Rubra é esquentada, fala quando não deve e subestima muito seus adversários, mas ela vai sofrendo as consequências das próprias ações e sinto que vai ficando mais esperta (apesar de que, mesmo no fim, acho os planos dela muito mirabolantes e alguns pontos da sua jornada estremeceram a minha suspenção da descrença).
Agora… A Agatha, senhor pai amado. A Rubra tinha seus planos meio malucos, sim, mas a Agatha, não consegui sentir muita empatia. A menina vem com um plano terrível, a gatinha faltou em várias aulas e saiu na sua jornada altamente perigosa com pouquíssimas habilidades e só sobreviveu por causa dos companheiros. Eu senti que ela foi construída propositalmente assim para acontecer o que acontece no final e fomentar seu crescimento na sequência. Ainda assim, foi cômico vê-la saindo por aí com um plano e um sonho (literalmente), e acreditando piamente que tudo daria certo com o poder da força de vontade (pensando agora, queria eu ter a confiança nos meus próprios planos como a Agatha tem nos dela).
No fim do livro, fiquei curiosa para ver como a história da Rubra vai se seguir depois daquela reviravolta. A Agatha, contudo, vai ter que se esforçar para cair nas minhas boas graças.
uma fantasia safica com bruxas... amei! eu surtava com as migalhas de romance, as protagonistas são tão... uau. elas tem tanta personalidade que eu senti como se as conhecesse a vida inteira. achei muito bem representado seus motivos e oque leva elas a fazer aquelas coisas, sem aquele papo de estar fazendo isso para o bem maior.