Neste livro, temos uma sociedade em evolução que opta por usar a tecnologia numa forma de facilitar a vida das pessoas, submetendo as a uma realidade paralela considerada tóxica e implantando uns chips cerebrais que são vendidos como se fossem uma atualização de eficiência e liberdade. Mas esta não é uma distopia no qual estão habituados, porque aqui a espiritualidade tem um papel fundamental no ser humano... A forma como a fé pode implicar nas escolhas que as pessoas tomam, que papel terá Deus nisso tudo e se é ele o principal responsável de todas as mudanças que vão acontecendo na sociedade.
Wilson é um jovem que decide ir contra a sua nova sociedade ao se tornar numa espécie de desencaixe, optando por se rebelar e lutar pelo fim do desconhecido. Aqueles que ele conhece que ainda conservam vestígios de humanidade ao conseguir sentir por eles mesmos e que ainda não foram vítimas e feitos reféns do sistema, podem estar aos poucos a cair numa ilusão incerta cheia de perigos que se podem revelar desastrosos. Ele assim vai entrar numa luta contra o tempo para tentar impedir que o caos se instale ao questionar a própria fé, entrando numa caminhada de autodescoberta da sua espiritualidade.
O mundo está constantemente em evolução e ter a incerteza do que o futuro no reserva, torna se assustador, porque podemos não estar de todo preparados as vantagens e desvantagens que nos irá trazer para o nosso quotidiano. E numa era em que a Inteligência Artificial parece querer dominar o mundo, as dúvidas e as incertezas instalam se. Mas essa evolução pode demorar ou chegar quando menos esperamos.
Mas é a espiritualidade e o próprio papel de Deus neste livro que torna esta história mais interessante, tornando esta distopia diferente, entregando nos assim uma mensagem provocadora e profundamente atual, com uma densidade emocional e até filosófica, porque as reflexões que vamos encontrando ao longo do livro fazem nos pensar e refletir.