A presente Antologia apresenta ao leitor português uma amostra da prosa satírica e humorística russa através de uma panóplia de mestres literários dos séculos xix e xx, muitos deles inéditos e totalmente desconhecidos do público português, outros tão conhecidos como Chekhov ou Goncharóv. Todos consagraram (e, por vezes, arriscaram) as suas vidas a aperfeiçoar a arte de farpear a sociedade russa e de fazê‑la rir‑se de si própria com inteligência, frontalidade e argúcia. Estes contos convocam o riso, a reflexão, o ridículo, o mero passar do tempo ou a transformação, enquanto o humor e a sátira são apresentados não unicamente como géneros literários, mas como meios circunspectos de expressão que revelam, expõem, consolam, salvam e novamente ostentam — por vezes com delicadeza, por vezes sem piedade, residindo nisso o seu poder intemporal.
Leonid Nikolayevich Andreyev (Russian: Леонид Николаевич Андреев; 1871-1919) was a Russian playwright and short-story writer who led the Expressionist movement in the national literature. He was active between the revolution of 1905 and the Communist revolution which finally overthrew the Tsarist government. His first story published was About a Poor Student, a narrative based upon his own experiences. It was not, however, until Gorky discovered him by stories appearing in the Moscow Courier and elsewhere that Andreyevs literary career really began. His first collection of stories appeared in 1901, and sold a quarter-million copies in short time. He was hailed as a new star in Russia, where his name soon became a byword. He published his short story, In the Fog in 1902. Although he started out in the Russian vein he soon startled his readers by his eccentricities, which grew even faster than his fame. His two best known stories may be The Red Laugh (1904) and The Seven Who Were Hanged (1908). His dramas include the Symbolist plays The Life of Man (1906), Tsar Hunger (1907), Black Masks (1908), Anathema (1909) and He Who Gets Slapped (1915).
para não nos esquecermos de que os russos (e os que escrevem) também têm sentido de humor. e, sobretudo na era soviética, eram capazes da mais fina ironia.