«Demorou duas semanas a desabituar-se. Nas primeiras noites, quase não dormiu, arrastando-se pela casa como um farrapo, mais miserável do que um condenado. Lembrava-se de evitar a varanda, temendo olhar lá para baixo. Não falava com ninguém e desviava-se dos espelhos. Faltou três dias ao emprego, mas ultrapassou a privação. Ainda tinha o cartão com o contacto do psiquiatra em cima da cómoda quando compreendeu que estava grávida.»