Este trabalho surgiu do contacto frequente do autor com Setúbal desde há mais de vinte anos. Nele desenvolve, com base em fontes inéditas do respetivo Arquivo Distrital, e em documentação complementar, a vertente fluvial e marítima da vida da cidade, entre 1550 e 1650, sobretudo as atividades económicas que serviram de suporte material à sua população (a pesca, o sal, a moagem, o comércio marítimo e a construção naval) e os aspetos mais significativos da comunidade que a habitou (demografia, áreas de residência, hierarquias e dinâmicas sociais e associativismo).
JORGE MANUEL RIOS DA FONSECA, nasceu na Póvoa de Varzim, a 2 de Dezembro de 1946. É bacharel em História pela Universidade de Lourenço Marques (Moçambique), licenciado em História e Pós-graduado em Ciências Documentais (Variante Arquivo) pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Doutor em Estudos Portugueses (Especialidade de Cultura Portuguesa dos Séculos XV e XVI) pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Foi Professor do Ensino Secundário (1973/81), Técnico Superior de Arquivo da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo (1981-2007), Bolseiro da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, entre 1994 e 1995, para a realização do projecto Os Escravos no Alentejo do Século XVI e Membro do Comité Português do Projeto da UNESCO “Rota do Escravo”, de 1998 a 2005 e de 2011 a 2012. É ainda Investigador Integrado do Centro de História d’Aquém e d’Além-Mar (CHAM-FCSH/UNL-UAç).