Um livro com cheiro de terra molhada e urgência do céu
A zona rural nordestina não pode mais ser apenas um cenário de belas fotografias nem tampouco uma lembrança poética das cantigas populares. O Sertão é vida real, é gente que caminha quilômetros para buscar água, crianças que crescem sem esperança, comunidades inteiras que vivem sem nunca terem ouvido falar verdadeiramente de Jesus. O Sertão é um campo missionário que clama, sofre e aguarda.
Este livro nasceu da estrada. É fruto de décadas de caminhada, visitação, oração, pranto e plantação. Não é teoria sobre missões. É vivência. É poeira nos pés, é suor no rosto e fé no coração. Escrito por dois autores que, mais do que narrar, decidiram viver o chamado ministerial e missionário, este livro é uma convocação. Não para admirar a zona rural sertaneja de longe, mas para pisar nela com reverência e amor.
Luciano Paes Landim e Silvany Luiz da Silva não escrevem como quem apenas observa; eles falam como quem conhece os nomes, os rostos, os caminhos. Representando duas agências missionárias comprometidas com a causa missionária, a SAEM - Sociedade de Apoio Evangelístico e Missionário e a MAS - Missão Alcançando o Sertão, eles unem suas vozes para fazer ecoar o clamor de um povo esquecido.
Cada capítulo é uma fresta pela qual se pode enxergar a realidade espiritual do sertão rural. Você encontrará aqui os desafios, os vazios, os clamores, as ausências, mas também as possibilidades, as estratégias, os testemunhos e o fogo que arde no coração de quem “Eu vou”.
Este livro é, acima de tudo, uma oração escrita com tinta missionária. É uma tentativa santa de acordar a Igreja. De balançar os muros da indiferença. De lembrar que a missão não começa no aeroporto, mas no quintal do nosso próprio país. E que, alcançar os confins da terra, inclui alcançar os confins do Sertão.
Nossa esperança é que estas páginas incomodem e toquem os corações de pessoas que estão na igreja brasileira e fora do país. E que cada leitor se perceba como parte da resposta de Deus a um povo que chora sem consolo. Se, ao fim da leitura, uma vida se colocar nas mãos do Senhor para servir no Sertão, já teremos cumprido nossa missão.
Que o Espírito Santo sopre sobre estas palavras e transforme este livro em sementes de vida. Porque o Sertão continua esquecido, mas o céu jamais o abandona.
Por amor à missão. Por amor ao Sertão. Por fidelidade ao Senhor da seara.