O que leva duas pessoas a assistir a funerais de desconhecidos? Talvez a curiosidade, talvez a necessidade de pertencer a algo, mesmo que seja à dor dos outros. Um homem à deriva, prisioneiro de um vazio que não sabe nomear, procura nesses espetáculos silenciosos a resposta. E uma mulher que dedicou a vida a cuidar dos que ficaram para trás, na maternidade, como uma forma de curar a própria ferida. Ambos marcados por ausências antigas. Entre cerimónias, rostos e memórias difusas, nasce uma estranha familiaridade — como se um reconhecesse no outro a solidão que o habita. Um romance sobre o isolamento humano, o peso da ausência e as formas inesperadas que a vida encontra para nos reunir ao que perdemos.
3/5 ⭐️ Apesar de ter gostado da premissa, achei a construção do livro um pouco confusa. Senti-me perdida nalguns momentos e por isso a leitura não foi tão proveitosa quanto esperava. Contudo é um livro cheio de reflexões importantes!
Este romance surpreende pela sua originalidade e pela forma subtil como mistura humor e profundidade emocional. Com um olhar atento sobre as ironias da vida e sobre encontros aparentemente banais que acabam por nos transformar, constrói uma narrativa envolvente, humana e intemporal. A escrita tem uma leveza inteligente que nos faz sorrir, mesmo quando somos confrontados com emoções difíceis e desconfortáveis. É um livro que se lê com prazer e que acredito que revela uma nova escritora muito promissora.
Tinha alguma expetativas para Morte Aparente, sobretudo pela premissa e pelo mistério à volta da história, mas infelizmente a leitura acabou por não resultar comigo. A ideia base é interessante e até tem potencial, no entanto senti que a execução ficou aquém do que podia ter sido.
O ritmo é irregular, com partes que se arrastam e outras que avançam depressa, e a narrativa acabou por se tornar um pouco confusa em vários momentos, o que dificultou a minha ligação à história. As personagens não me pareceram suficientemente desenvolvidas para criar empatia.
Nota-se esforço na construção do enredo, mas faltaram profundidade, talvez, aquele fator de "page turner".
Sendo este o primeiro livro da autora, há claramente margem para evoluir. A base está lá, agora falta afinar a execução. Fico curiosa para perceber como será esse crescimento em futuros livros.
A premissa deste livro chamou-me a atenção e tinha tudo para ser uma leitura que eu iria adorar, pois parecia ser interessante e cheia de potencial.
No entanto, achei a narrativa muito confusa e senti-me perdida em vários momentos, o que dificultou a compreensão da história e o envolvimento com as personagens. A forma como a informação é apresentada nem sempre é clara, o que tornou a leitura aborrecida para mim.
Reconheço que este estilo pode agradar a leitores que gostam de narrativas mais desafiantes ou não lineares. É um livro com uma premissa forte, mas cuja execução não funcionou para mim enquanto leitora.
Morte Aparente é uma leitura envolvente e intensa. A narrativa prende desde as primeiras páginas, com um ritmo que mantem o leitor alerta, mas sem sacrificar a profundidade psicológica das personagens.
As personagens são credíveis, imperfeitas e humanas, e as suas motivações vão-se revelando aos poucos, obrigando-nos a reconsiderar julgamentos feitos no início. O final, sem entrar em spoilers, é impactante e memorável, sem recorrer a soluções fáceis.
Recomendo Morte Aparente para quem gosta de uma leitura que fica connosco depois de fechar o livro.
Gostei muito da premissa deste livro, da maneira como a autora escreve e da construção de personagens. Confesso que não li este livro na altura certa ou, de algum modo, não chegou até mim como gostaria. Apesar de ter gostado da narrativa sentia-me, por vezes, perdida no enredo o que me fez desligar algumas vezes. Acho que é um livro bom e que, com certeza, irei recomendar mas senti que faltou algo. O que mais gostei foi de viajar pelas consultas do personagem masculino para perceber de onde vinha, de facto, aquele prazer.