O primeiro volume da série literária sobre a construção do Mosteiro dos Jerónimos Portugal, 1479
A morte do rei Henrique IV abriu no reino de Castela uma crise sucessória grave, provocando um conflito armado com a Coroa vizinha. De um lado, encontravam-se os partidários de Isabel, a irmã legítima do monarca; do outro, Joana, a filha bastarda, que se casara com o tio, o rei português, para certificar a sua pretensão ao trono.
Numa altura em que o poder da política externa de um país se media pela influência do casamento, a paz na Península Ibérica foi deixada sob a caução de dois infantes — o príncipe Afonso de Portugal e a primogénita de Fernando de Aragão e Isabel de Castela.
Mas foi, então, que os caprichos da História colocaram no caminho de ambos duas outras crianças: João, o filho renegado de um abade, que sonhava com estruturas impossíveis, e o descendente mais novo de uma família poderosa, cuja ambição fez com que os seus destinos se cruzassem na edificação da maior obra-prima da arquitetura portuguesa.
Inspirado nos factos históricos que envolveram a construção do Mosteiro dos Jerónimos, O Mosteiro, O Rei Improvável é a estreia surpreendente de Nuno Nepomuceno na ficção histórica. Uma grande narrativa passada na Europa medieval e simultaneamente uma recriação magistral de uma época fascinante, onde o amor e a traição tecem um enredo empolgante, pleno de emoção, romance e tragédia, que irá apaixoná-lo até à última página.
Nasceu em 1978 e é autor da trilogia Freelancer, da série Afonso Catalão, de duas séries em formato podcast e de vários contos. Os seus livros são acarinhados pelos leitores, que o transformaram num escritor bestseller e em líder nacional de vendas nas maiores livrarias portuguesas. O Mosteiro, O Rei Improvável é o seu primeiro romance histórico e o volume inicial de uma nova série literária. Para mais informações, consulte o site oficial do autor, www.nunonepomuceno.com.
Obras Trilogia Freelancer O Espião Português, A Espia do Oriente, A Hora Solene
Série Afonso Catalão A Célula Adormecida, Pecados Santos, A Última Ceia, A Morte do Papa, O Cardeal, A Noiva Judia Os Ficheiros Catalão, Histórias do Bem e do Mal, O Assassino, A Morte de Dario
Série O Mosteiro O Rei Improvável
Outras Ligações trilogiafreelancer.com afonsocatalao.com oassassino.com omosteiro.pt
Este é um romance histórico muito bem construído. A história é sólida e coerente. O autor conseguiu criar um mundo detalhado, mas nunca excessivo. Há um grande cuidado com o contexto histórico, com a atmosfera, com os pequenos pormenores que tornam tudo mais real, mas sem que isso torne a leitura pesada ou lenta.
O ritmo é um dos grandes pontos fortes do livro. Há sempre algo a acontecer, sempre uma tensão latente. É daqueles livros que nos fazem dizer “só mais um capítulo” e quando damos por isso, a leitura está finalizada.
Terminei o livro com aquela sensação de satisfação que nem todas as leituras proporcionam. Recomendo O Mosteiro – O Rei Improvável sem qualquer hesitação a quem gosta de romances históricos.
Nuno Nepomuceno regressou depois de alguns anos – pelos vistos proveitosos – com o que se anuncia como a primeira entrega de um romance histórico de fôlego. Apressei-me a comprar em pré-venda uma cópia que a WOOK anunciava como autografada pelo autor – não era verdade, mas em tudo o resto, o Mosteiro – O Rei Improvável, superou as minhas expectativas. Nunca li nada, menos que muito bom, assinado pelo NN. O registo anterior, policiais e thrillers, com as séries freelancer e afonso catalão, já lhe tinha granjeado bastante sucesso, a espera, mais longa, que se lhes seguiu, sabemo-lo agora, foi investida na investigação e criação do livro editado na semana passada. São pouco mais de 400 páginas que se lêem numa penada e com grande prazer. NN recriou um conjunto de episódios históricos, com grande rigor, ligados por um talento inegável que transforma uma trama eminentemente política e humana, num relato fascinante. Se esse talento já estava presente nos livros anteriores, encontro agora, com prazer, um discurso mais maduro, mais sofisticado e uma escrita irrepreensível. Detesto quando me fazem isto: prendem-me à leitura com quatrocentas páginas que me sabem a pouco e fico agora em desassossego aguardando os próximos volumes. Seguramente do melhor que já li em romance histórico nacional. Ide ler!
[PT] Veredito do Auditor O Mosteiro é uma obra de fundações sólidas e execução magistral. Nuno Nepomuceno disseca o Portugal de 1479 com uma precisão cirúrgica, transformando factos históricos num tabuleiro de xadrez vivo. Do esmagamento do poder feudal à ascensão improvável de D. Manuel I, o livro revela que cada pedra dos Jerónimos foi assente com sangue e estratégia política. Um relatório essencial sobre o custo humano do império. Veredito: 5 Estrelas
[EN] Full Audit Report Case File: O Mosteiro - O Rei Improvável (The Monastery, Vol. I) Status: Completed Final Rating: ★★★★★
Executive Summary: Three days post-launch, I’ve closed the audit on one of the most ambitious historical thrillers of the year. As a Night Auditor, I looked for the foundations of this narrative and found ourselves in 1479 Portugal—a time when power wasn't inherited; it was conquered through blood and geopolitical strategy. Nuno Nepomuceno doesn't just show us a finished monument; he reveals the high political cost behind every stone of the Jerónimos Monastery.
Key Findings: • Geopolitical Volatility: The book operates like a living chessboard. The author dissects the diplomatic backstabbing and the high-stakes conflict between Portugal and Spain with forensic precision. • The "Write-off" of the Nobility: We witness the brutal birth of a centralized State. The moment the King crushes feudal power—culminating in the tragic events in Setúbal—serves as a stark reminder that loyalty was a high-risk asset in the 15th century. • The Improbable Asset: The title reflects the succession of tragedies and political accidents that placed the crown on D. Manuel I, a man destiny seemed to have forgotten. His rise is a fascinating study of resilience and chance.
Final Audit Statement: Nepomuceno’s work is a masterclass in historical reconstruction. It shifts the reader's perspective: you will never look at those Manueline towers at sunset the same way again. The research is impeccable, and the narrative pacing is relentless.
Investigation closed. Volume I is archived with honors. Ready for the time jump to Volume II!
Não estava de todo preparada para ler um romance histórico escrito pelo Nuno Nepomuceno! Habituada aos thrillers, estava um pouco reticente ao iniciar a leitura, mas surpreendeu-me. Gostei muito deste romance histórico. Sabemos que é uma ficção mas baseada em factos históricos, a forma como foi escrito, leve, mostra-nos um pouco da nossa história fabulosa. Os enredos da corte, os romances entre reis e aias, as combinações secretas, a combinarem assassinatos, muito bom. Em muitos momentos eu conseguia sentir-me lá no meio, a sentir os cheiros e a ver as acções a decorrer.
4,75⭐️ Um romance histórico brilhante. Já li vários romances históricos sobre os Tudor e muito me apraz ler agora sobre a nossa história, que será tão ao mais rica que a das outras cortes europeias. A forma como tudo foi interligado neste livro é simplesmente fenomenal.
Ps- Se me tivessem ensinado história desta forma teria aprendido muito mais.
DNF Muito conteúdo informativo e pouca construção literária. Não consegui chegar nem a meio, por isso não vou classificar. Respeito o trabalho de pesquisa que o autor certamente fez, mas já li livros de não ficção muito mais apelativos e interessantes do que este romance histórico, quanto a mim muito mal "romanceado".
Tendo lido a obra completa do Nuno Nepomuceno, atrevo-me a dizer que este é o seu melhor livro. O rigor histórico e a maturidade na apresentação das personagens, e a envolvencia dos diálogos, faz-nos mergulhar de cabeça no melhor que a nossa História tem. Há mais na nossa História do que aquilo que os Manuais escolares nos apresentam. São episódios como os apresentados no Livro, que nos faz querer saber mais e mais sobre este período de tempo, do qual o comum leitor pouco sabe. A História é muito mais do que datas numa cronologia, do que saber os reis e as dinastias. São os pequenos episódios que fazem o Todo, episódios esses que conduzem a desfechos surpreendentes.
Que rufem os tambores que o Nuno Nepomuceno fez-nos esperar uns anos para podermos ter a sua nova narrativa em mãos mas a espera valeu a pena que após os thrillers bem compostos com que nos presenteou no passado, agora veio com uma série de romance histórico que já neste primeiro volume conquista e deixa qualquer bom leitor preso do início ao fim e em expectativa para o que virá a seguir. O Mosteiro, O Rei Improvável relata de forma sublime momentos históricos importantes de Portugal a rondar o ano de 1479, mostrando tudo o que aconteceu na monarquia nacional antes e após este ano. Este livro é o início de uma grande obra que vai ser publicada ao longo de vários volumes e que se inicia no que foi acontecendo antes de ser idealizado o projeto do Mosteiro dos Jerónimos por parte de D. Manuel I. Entre políticas, intrigas, amores e traições, este grande romance une de forma sublime factos históricos com algumas mexidas a favor da ficção e presenteia o leitor com uma grande aula de História que só um bom pesquisador conseguiria contar. Com um ritmo de escrita incrível e irrepreensível, um grande rigor histórico e sem momentos vazios, O Mosteiro, O Rei Improvável é, arrisco-me a dizer, o melhor com que Nuno Nepomuceno presenteou os leitores e se antes sempre esteve bem, agora então foi a superação das superações. Que o segundo volume desta grande narrativa não nos faça agora esperar muito tempo para que possamos voltar a devorar cada capítulo de forma rápida já que a curiosidade de saber sempre o que irá acontecer a seguir fala bem alto!
“O Mosteiro – O Rei Improvável” devolveu-me o amor pelos romances históricos e relembrou-me o quanto eu tinha saudades deste género.
Este foi daqueles livros que se leem quase sem respirar. Li grande parte num só dia, levada por uma narrativa viciante, construída em capítulos curtos e bem ritmados, que convidam sempre a virar mais uma página. No início, a multiplicidade de vozes e relações pode causar alguma confusão, mas depressa a história se organiza e passa a fluir com naturalidade, sustentada por uma escrita segura, elegante e envolvente.
As personagens são profundamente humanas: imperfeitas, contraditórias, movidas por sentimentos intensos e paixões silenciosas. Tocou-me, em particular, a forma como o autor coloca as mulheres no centro da narrativa-fortes, presentes, donas do seu lugar e da sua voz. Não há heróis idealizados nem vilões absolutos, apenas pessoas reais, com escolhas difíceis, que nos conquistam precisamente pela sua verdade.
Um romance histórico intenso e sensível, que honra o passado sem o romantizar em excesso. Fiquei genuinamente ansiosa por continuar esta história e regressar a este lugar na história de Portugal pela escrita deste brilhante autor.
3° livro do ano! "O Mosteiro - O Rei Improvável" de Nuno Nepomuceno . Já conheço o autor há uns anos, li a trilogia Freelancer e a coleção Afonso Catalão (aconselho vivamente as duas!) . Desta vez o autor resolveu deixar-se de crimes, assassinos, espiões (será que deixou mesmo?😁) e resolveu entrar no mundo do romance histórico. E apesar de eu ainda querer muito voltar a ter o Professor Afonso Catalão num livro novo, esta nova "aventura" do autor foi uma aposta ganha. Situado num período da nossa História que eu não conheço tão bem como outros, o enredo deste primeiro volume da coleção "O Mosteiro" (vai haver mais!!!) guia-nos pelo reinado de D. João II. Um rei que viveu sempre com o medo de morrer sem um varão que lhe sucedesse, apesar de ter um filho, que tentou sempre manter a soberania de Portugal, um rei que foi um bom rei apesar de todos os seus defeitos (quem não os tem?...). Mas este livro não se fica por aí. Também nos vai introduzido na vida de João de Castillo e de D. Manuel. Mas esse ficarão para um segundo volume. E quem chegar ao fim deste livro não se preocupe com o salto no tempo que nos dá a ideia de descontinuidade. Foi só uma maneira que o autor arranjou para nos agarrar ao próximo volume (não era preciso, já estávamos agarrados!!!) onde vai voltar um pouco atrás e explicar tudo o que aconteceu!!! Leiam que vale muito a pena!!!
Primeira leitura deste autor, que me deixou positivamente surpreendida. Apesar de eu não ser fã de romances baseados em história, Nuno Nepomuceno consegue criar um arco verossímil, claro e apaixonante sobre a vida de Dom João II até ao rei improvável, D. Manuel. Ficarei à espera do próximo livro com alguma expectativa. Apesar de saber que parte dos diálogos e acontecimentos foram ficcionados a partir dos registos históricos, não pude deixar de imaginar os detalhes singulares deste tempo, com um rigor e exatidão que se devem à forma clara e descritiva com que o autor as descreve. Dou especial destaque às personagens femininas, retratadas com uma força e influência talvez não tão comum à época, e que contrastavam com outras frágeis mas retas no seu dever moral. Venha o próximo.
Eu já tinha lido outros livros do Nuno Nepomuceno e este surpreendeu-me por sair tanto do género dele com este sucesso.
Os detalhes ajudam-nos a construir os cenários e é incrível como há sempre uma tensão que nos deixa curiosos pelo que vai acontecer em seguida.
Não sei se o próximo livro volta atrás, à data da morte do príncipe Afonso, mas seria interessante ler sobre o que levou ao início do reinado de D. Manuel (visto que no final deste livro se saltou esses anos tão importantes).
Fico ansiosa pela continuação!
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Um livro fantástico, o primeiro que tive oportunidade de ler do Nuno. Rigor histórico. Trama. Romance. Intriga. Traição. Num relato extraordinário de uma era incrível para Portugal, este é daqueles livros que se leem de forma intensa, onde nos sentimos parte da história em pleno século XV ficando, desde já, à espera dos próximos capítulos!
"Inquieta-se quem tem culpa. E a culpa é como uma árvore: quanto mais cresce, mais fácil é de cortar."
Gostei bastante deste livro. Para quem gosta de romances históricos, é uma ótima aposta.
Está muito bem escrito, é fluído, as personagens e os enredos são intensos e envolvidos numa aura de suspense.
A parte do livro que acredito ser o epílogo encontra-se muito afastada do final do livro, com um grande salto temporal entre essas duas partes, onde há enredos que devem ser tratados. Aliás, a construção do Mosteiro dos Jerónimos ainda não é abordada neste livro. Contudo, julgo que será esse a base do próximo livro da série.
Se não for, então falta ali mais história que deveria ser contada para que o livro faça sentido.
Este é um género literário que me é muito caro, dada a minha ligação à história, que sempre me apaixonou. E este é um período rico em acontecimentos e manobras de bastidores, envolvendo figuras maiores da política ibérica. Conhecendo relativamente bem os acontecimentos narrados, deixei-me guiar pela escrita do autor, que já conhecia da série Catalão. Ele conseguiu dar corpo a estas personagens, muito na linha dos romances históricos do Ken Follett. A sua escrita é sempre muito visual, quase cinematográfica, transportando-nos para os espaços que passamos a partilhar com as personagens. Confesso que, no final, ao encontrar já o D. Manuel como um rei em sofrimento, me faltou fazer o caminho com ele até ao trono, de uma forma mais concreta, associado ao infortúnio do príncipe herdeiro D. Afonso. Talvez encontremos estas histórias no próximo volume? Um 4.5, que me deixou com muita vontade de ler a continuação desta nova série. Um bom regresso do autor, que francamente recomendo.
Sou leitora do Nuno, que agora nos apresenta um livro de tema diferente ao que conhecemos, como apreciadora de História tinha que o ler. A escrita, como sempre, é rigorosa e exímia.
A nota do autor a explicar as alterações feitas na realidade para a ficção ficar mais apelativa é demonstrativa do rigor que o Nuno nos tem habituado ao longo dos tempos na sua obra literária.
Bem sabemos que o Nuno através da sua escrita nos leva a sítios e lugares, e neste livro não é exceção. Recuamos ao século XV e á morte do Rei Henrique IV, que abriu uma crise sucessória entre Castela e o Reino Português, o karma histórico
O Rei D. Manuel, responsável pela edificação do Mosteiro dos Jerónimos, um dos maiores Reis de Portugal que conduziu o reino ao império, conduziu os descobrimentos e influenciou e mandou edificar tantos edifícios sob o estilo a que mais tarde apelidaram de Manuelino e que ainda hoje temos tão presente nos nossos edifícios.
A parte de toda a traição e intriga foi a que mais me entusiasmou, eu gosto mesmo é daquela adrenalina.
Na expectativa por conhecer mais do nosso Rei Improvável.
☆ 5.00 ☆ ❝ um livro absolutamente viciante, surpreendente e impossível de largar. ❞
O Mosteiro de Nuno Nepomuceno é uma experiência de leitura que me agarrou desde a primeira página. A narrativa entrelaça um grande elenco de personagens e segredos, e eu estive constantemente a regressar à árvore genealógica para perceber todas as conexões. Estava cheia de apontamentos, sublinhei, risquei… simplesmente adorei toda a jornada.
O ritmo é imprevisível e cativante, com mistério e reviravoltas que me deixaram curiosa e com necessidade urgente dos próximos livros do autor. Sinto que encontrei, sem dúvida, o meu autor português favorito de sempre. Uma leitura fantástica que recomendo fortemente!
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🇬🇧 ENGLISH VERSION
☆ 5.00 ☆ ❝ an utterly addictive and unforgettable read. ❞
O Mosteiro by Nuno Nepomuceno completely hooked me from the very first page. The story weaves together a large cast of characters and secrets, and I found myself constantly referring back to the family tree to track all the relationships. My notes were full of underlines and scribbles… I loved the entire experience.
The pacing is unpredictable and gripping, with twists that left me curious and desperately wanting more from this author. I can confidently say he’s now my favourite Portuguese author. A fantastic read that I highly recommend!
As expectativas eram altas e infelizmente não se concretizaram, o reinado de D. João II foi tão rico em acontecimentos que as intrigas palacianas descritas em exagero pelo autor sobrepuseram-se, nenhuma referência ao grande desenvolvimento da exploração marítima, não fosse D. João II sobrinho-neto do Infante D. Henrique, nada sobre a negociação do Tratado de Tordesilhas com os Reis Católicos...enfim. Por último gostava de saber o porquê do título, fica a ideia que antes de escrever o livro, deu-lhe o nome e a "ferros" colocou-o nas últimas página, tanto ao Mosteiro, como ao rei improvável, D. Manuel, personagem menor em todo o enredo. Fica a escrita de Nuno Nepomucemo intacta, a história nem tanto.
O Nuno trabalhou, pesquisou, envolveu-se, e como professora valorizo esse esforço. Mas desculpem-me os admiradores, não apreciei. O autor tentou colocar um elefante dentro de uma sala. A sua escrita vai escorrendo, lê-se, mas é enfadonha e sem deslumbre, frases mal construídas, ideias forçadas para encaixar. Como romance histórico considero banalíssimo, dou-lhe 3 estrelas pelo trabalho profundo que se nota ter feito, pela dedicação. O autor persiste em fazer-se maior do que na realidade é, e isso irrita-me profundamente. Tem uma necessidade exagerada de se fazer notar, de se autodenominar "autor best-seller", de se colocar na frente das obras e não tem esse estatuto! Muito longe disso.
O Mosteiro - O Rei Improvável marca uma incursão muito bem‑sucedida de Nuno Nepomuceno no romance histórico. Com uma escrita envolvente e um rigor histórico discreto, mas sólido, o autor recria a ascensão inesperada de uma figura destinada ao poder, explorando intrigas políticas, tensões religiosas e dilemas pessoais. As personagens são ricas e humanas, e o ambiente medieval está descrito com detalhe suficiente para envolver sem pesar. Um início promissor de saga, que combina emoção, história e um ritmo narrativo seguro.
Um romance histórico apaixonante, que vem colmatar uma falha a nível daquilo que já foi contado sobre esta época. Muitíssimo bem escrito, adaptado à época em que está inserido, com muita intriga, romance e jogos de poder. Um excelente primeiro romance histórico, de um autor que já parece que escreve o género há décadas.
Gostei muito do livro, mas achei o final apressado. Fiquei com aquela sensação de ter saltado um capítulo e me estar a escapar algo. Mas não, foi mesmo o autor que deu um salto para o final sem percebemos o que aconteceu para chegarmos lá.