Cada nuevo libro de Taina Tervonen es una pequeña antorcha que brilla en la oscuridad con determinación y verdad. Nos traen historias reales, que ocurren a pocos kilómetros de nuestros hogares, que quizá incluso suceden en el momento mismo en el que cogemos el libro y nos sentamos a leerlo: absolutamente contemporáneas y, sin embargo, desconocidas o ignoradas.
No hay duda: los flujos migratorios han estado siempre presentes en la historia de la humanidad; a lo largo de los siglos, han fomentado los encuentros y enriquecido nuestras culturas. También en el contexto de la globalización, donde la magnitud adquirida por el fenómeno migratorio ha transformado nuestras sociedades. ¿Quiénes son entonces «los vigías»? Cinco personas anónimas que trabajan en la sombra por una mayor humanidad en las rutas marítimas del exilio. A veces, proporcionan previsiones meteorológicas para prevenir naufragios, otras se comunican con personas en ruta o alertan a la guardia costera o, con demasiada frecuencia, ayudan en la búsqueda de los desaparecidos. Sus acciones son urgentes y metódicas y, sin embargo, cotidianas. Ellos constituyen una red informal que brinda asistencia a quienes intentan cruzar a Europa.
Hombres, mujeres y niños desaparecen sin dejar rastro, en medio de una indiferencia casi absoluta y, aun así, estos guardianes persisten, y las embarcaciones y los pasajeros cobran vida en este libro a través de sus voces. Mientras la prensa pierde interés en el tema y los Estados hacen la vista gorda, la autora nos ofrece un relato imprescindible sobre la magnitud de la catástrofe que se desata en nuestras fronteras. Y traza los retratos de estos cinco centinelas, portadores de esperanza, que actúan y documentan lo que nadie quiere ver. Que dedican su tiempo y energía a que se restituya la dignidad a los difuntos, a que los supervivientes tengan un futuro posible, a que no perdamos por completo nuestra humanidad. Aquí, ellos portan esa pequeña antorcha que brilla en la oscuridad.
Born in Senegal in 1973, Taina Tervonen is a Finnish journalist, filmmaker and author writing in French and currently based in Paris. Self-described as a “teller of true stories”, she is the author of several books of non-fiction that deal with serious social topics. Her work, “The Country of the Disappeared” was the winner of the 2019 Louise Weiss Prize for European Journalism, and her film “Speaking with the Dead” was her first full-length feature documentary and a selection of the Cinéma du Réel festival in 2020. She is the recipient of the Jan Michalski Award in 2022 for this title, originally published as “Les Fossoyeuses” (Editions Marchialy) in 2021, which celebrates a work of excellence by a European writer that concerns human rights. Her most recent work, “Les Otages” will be published by Schaffner Press in 2025.
Ce livre m’a profondément touchée et m’a redonné foi en l’humanité et en l’entraide. À travers le récit des veilleurs de disparus, Taïna Tervonen nous offre une plongée bouleversante dans la mémoire, la dignité et la solidarité. Un texte d’une grande humanité, écrit avec une sensibilité et une douceur infinies.
Um livro sobre os contrastes de um dos problemas mais preocupantes da atualidade que, por não ser de simples resolução, temos considerado aceitável não debater.
Sobre o desinteresse dos meios de comunicação, que não veem novidade no fluxo contínuo de pessoas que, há mais de uma dúzia de anos, tentam chegar por mar à Europa (uma das razões pelas quais subestimamos tanto o número de pessoas que tentam chegar por mar à Europa; o número de pessoas que morrem ao tentar chegar por mar à Europa). Sobre o interesse resiliente de jornalistas que, mesmo com financiamento insuficiente, fazem questão de noticiar o fluxo contínuo de pessoas que, todos os dias, tentam chegar por mar à Europa (e que se apercebem, todos os dias, de quão alto é o número de pessoas que tentam chegar por mar à Europa; o número de pessoas que morrem ao tentar chegar por mar à Europa).
Sobre o desespero de quem elege como solução entrar num barco demasiado frágil, perigosamente cheio, previsivelmente insuficiente perante uma onda ou uma rajada de vento mais forte - tantas vezes, com os/as filhos/as ao lado; com os/as filhos/as nos braços; com os/as filhos/as na barriga. Sobre a esperança dos/as familiares de quem entrou num barco demasiado frágil e perigosamente cheio, que anseiam a melhor das notícias - que, tantas vezes, não recebem quaisquer notícias (que, tantas vezes, muito menos recebem quaisquer corpos).
Sobre a monetização doentia do sofrimento humano, por parte de quem obtém dinheiro das pessoas que procuram os barcos demasiado frágeis, deixando-as a aguardar à beira-mar durante horas por barcos que nunca irão chegar; por parte de quem obtém dinheiro dos/as familiares das pessoas que entraram nos barcos demasiado frágeis e perigosamente cheios, a quem prometem notícias que não têm para dar, a quem vendem fotografias de pessoas que não são as que os/as familiares procuram (garantindo-lhes que são as que os/as familiares procuram).
Mas, acima de tudo, o livro é sobre a dedicação sofrida de quem definiu como missão diária - como missão horária - não abandonar as pessoas à procura de entrar nos barcos demasiado frágeis, aconselhando-as a não partir quando a meteorologia ameaça ainda mais a viagem (conscientes de que elas partem mesmo quando a meteorologia ameaça ainda mais a viagem), telefonando-lhes durante a viagem para acompanhar o seu progresso (enquanto a falta de rede ou a falta de bateria não impossibilitam a comunicação), solicitando ajuda às autoridades quando o socorro é necessário (mesmo sabendo que a resposta é cada vez mais demorada; mesmo sabendo que, mesmo quando há resposta, alguns barcos não chegam a ser encontrados), atendendo repetidamente os telefonemas dos/as familiares esperançados (a quem podem dizer que, um dia, apareceu um barco após ter estado à deriva 34 dias, com oito das 21 pessoas ainda vivas), divulgando em massa pedidos de informação sobre pessoas desaparecidas e, quando o desfecho é o pior, ajudando a repatriar ou enterrar os corpos daqueles/as para quem a única solução foi entrar num barco demasiado frágil, perigosamente cheio, previsivelmente insuficiente perante uma onda ou uma rajada de vento mais forte.
Marie, Saliou, Hervé, Maria, Marie … ce ne sont pas leurs véritables noms, mais ils sont de véritables héros. Des héros de l’ombre, agissant en dehors des cadres officiels, parfois aux marges de la légalité, pour sauver des vies et arracher les morts à l’oubli et à l’indifférence. Résistants modernes, lanceurs d’alerte, leurs voix se succèdent et nous plongent peu à peu dans l’horreur.
Chacun, à sa façon, tente de venir en aide aux migrants désespérés qui embarquent dans les navires de fortune pour rejoindre l’Europe. L’une publie sur Facebook la météo maritime, l’autre échange en direct avec les naufragés, témoin impuissant de leur disparition. L’un harcèle les autorités jusqu’à ce qu’elles envoient de l’aide, l’autre compte les morts et recense les bateaux disparus. Pour les familles en quête d’une trace, ils sont souvent le dernier espoir.
Avec eux, on prend conscience de l’ampleur de la tragédie qui se joue dans la Mer Méditerranée, dans la quasi-indifférence et l’inhumanité. « Les veilleurs », de Taina Tervonen est un cri d’alerte et un cri d’effroi, glaçant, implacable, violent mais nécessaire.
À lire, pour prendre la mesure de la tragédie qui se joue en mer, tenter de comprendre ces gens prêts à tout perdre pour une vie meilleure et ceux qui périssent en essayant. Et reprendre foi dans le genre humain grâce à ces hommes et ces femmes qui aident les bateaux à la dérive à se faire secourir ou les familles des disparus à faire leur deuil.
Non fiction - Sélection de Mars - Grand Prix des Lectrices Elle 2025 🏆
Un récit touchant et bouleversant sur la migration et comment cinq personnes dévouées vont s’unir pour tenter d’apporter leur aide. Ces bénévoles vont écouter ces hommes, ces femmes et ces enfants prêts à tout pour une vie meilleure, ils vont les accompagner, les aider à retrouver leur famille séparée durant leur fuite… Ils seront en quelque sorte leurs anges gardiens, même si leur dévotion ne suffira malheureusement pas à tous les sauver.
Un récit rempli d’espoir et d’humanité grâce à ce groupe de veilleurs qui s’unissent face à la détresse humaine. Mais aussi un récit sombre qui nous rappelle que la mer est un cimetière rempli de rêves et d’espoirs anéantis. Il nous rappelle aussi que la mer n’a pas la même signification en fonction du côté de la frontière où l’on se situe.
L’autrice, également journaliste, nous propose ici un livre témoignage qui secoue et qui fait face à l’indifférence en mettant en lumière une réalité et en exposant des histoires et des vécus au delà des chiffres médiatiques qui déshumanisent.
💬 « Les bateaux vont se mettre à exister à travers vos voix. »