Haverá Mar é um romance sobre o percurso de vida de cinco mulheres da mesma linhagem, desde o início do século XX até ao presente. Relata dramas e amores vividos por essas mulheres, espartilhadas pelas condições sociais da época em que viveram ou pelas suas próprias decisões, em particular a primeira personagem que, ao fugir de um casamento de acordo com a sua classe social, desencadeia uma sucessão de acontecimentos que se vão repercutir no destino das gerações futuras.
As referências históricas contidas na narrativa destinam-se unicamente a contextualizar os acontecimentos, não havendo a pretensão de uma abordagem mais aprofundada.
Haverá Mar é uma história de ficção inspirada em alguns acontecimentos reais.
“Os livros não se medem aos palmos” foi a expressão que me veio à mente para sublinhar esta obra.
Haverá Mar é uma travessia que mergulha na alma de várias gerações de mulheres, onde os silêncios e afectos se guardam e se transmitem como as ondas que regressam sempre à margem.
Entre 1910 e 2017, o tempo histórico desenha um espelho de contrastes... nasce na penumbra de um passado onde a mulher era sombra e desagua na claridade de um presente que reclama a própria voz.
O ambiente é moldado por uma melancolia suave, onde as casas, o horizonte e as memórias se fundem para mostrar que o destino é algo que se herda, mas também se transforma.
O título encerra um simbolismo poético e vital...Mar... é a distância que separa, mas é também a força imensa da onda que agarra o recomeço..
Mais do que uma sucessão de datas, a narrativa deixa que se sinta que, por mais profundas que sejam as dores de outrora, existe sempre um horizonte... um Mar...onde a liberdade e a cura se tornam possíveis.
A escrita de Ann Yeti acompanha estas vidas com o vem e vai das marés, numa prosa poética onde se sente o sopro da memória a atravessar gerações.
Uma leitura vivamente recomendada para quem procura emoção e alma.
"...a vida é feita de decisões de indecisões, de escolhas mas também de impulsos, de palavras expelidas e de palavras sufocadas, de quartos escuros e de caminhos marítimos, de palavras escritas e de sonhos fechados na gaveta."
Muitos parabéns à autora, Ann Yeti, por este belíssimo contributo para a nossa literatura e por partilhar connosco este mar de emoções.
Este foi um livro que me passou despercebido, mas que felizmente, graças à Maria João Covas, me veio parar às mãos. Muito obrigada!
"Haverá Mar" contam-nos a história de várias Marias numa mesma família, todas elas carregando um peso herdado das suas antecessoras, quase como uma maldição. Porque nesta família só nascem mulheres, todas batizadas de Maria e todas com situações trágicas/complexas nas suas vidas.
É um livro pequeno, que se lê quase de um fôlego e que cativa pela forma como é contado. Contudo, por ser pequeno, fiquei com vontade de conhecer mais de cada uma destas mulheres, mais da sua experiência de vida, mais tempo de leitura dedicado a cada uma delas.
Em suma, gostei bastante da escrita da autora e da forma original como a história é contada, mas precisava de mais vida de cada uma destas mulheres para realmente me conectar com elas, para sentir que as conheci. Ainda assim foi uma agradável surpresa.
Que leitura viciante. Acabei de ler o livro e adorei. De todos os livros da autora foi o que gostei mais. Adorei a história, o facto de se passar em várias épocas diferentes e com mulheres com uma vida dura. Fantástico. Leiam!!!!
Comecei e não parei de ler este pequeno romance até o terminar. Acho que é o melhor elogio que posso começar por lhe fazer mas haverá outros. Não conheço a autora por quem tenho estima mas gosto do que escreve e este é um livro que me tocou particularmente porque tem pormenores próximos da minha história pessoal. Sem dúvida que, não deve ter sido fácil escrever esta história de mulheres que, condicionadas pelas suas circunstâncias e paixões decidiram rumos de vida que não corresponderam aos seus anseios mas foram mães dedicadas e afetuosas. Mulheres dignas e decentes. Claramente este romance tem alguns acontecimentos reais por trás e talvez também por isso seja tão bom e enternecedor. Histórias de vidas. Uma excelente prenda de Natal, mesmo para quem não tem hábitos de leitura. Um prazer de ler. Espero ler muitos mais livros da Ana. Estou fã. Escrito com alma.
"Aguarelas coloridas sinalizando a mudança das estações, os campos a ondular entre os tons de verde, os mantos floridos das flores silvestres e o amarelo palha; a cor do mar em matizes de azul fulgurante debaixo do sol ou em azul-escuro acinzentado sob as nuvens invernosas."
Algures entre a ficção e a realidade da sua história familiar navegando num mar de vicissitudes, Ann Yeti transporta-nos através do tempo para uma história multigeracional de mulheres inesquecíveis ao longo do século XX. As palavras são escritas com tal beleza como se de um quadro se tratassem. As memórias destas vidas são tecidas com o maior cuidado, numa prosa poética a que a autora já nos habituou. Personagem secundária mas omnipresente em todas as partes, Maria da Conceição ganhou um cantinho no meu coração. Oxalá todas tivessemos uma tia assim ❤️ Uma leitura sublime que transborda em sentimentos o número de páginas que encerra. Sem dúvida que recomendo!
"Balançamos na vida com a cadência das marés, quanto do teu sal são lágrimas... Mais tarde ou mais cedo, haverá um mar dentro de nós."
Parti para esta leitura sem esperar nada: autora desconhecida, editora desconhecida, pouco badalado.
Que surpresa maravilhosa! Uma novela que se lê em poucas horas (tem 115 páginas), mas cuja grandeza é inexplicável.
Em "Haverá Mar", acompanhamos cinco gerações de mulheres pertencentes à mesma família. Começamos pela tetra avó, Maria da Graça, nascida em 1910, e terminamos com a Ana Maria, nascida em 2017. Logo nas primeiras páginas percebi que a escrita da Ann é poética, cuidada e riquíssima. Fui facilmente transportada até ao início do séc. XX, onde os casamentos eram arranjados e a mulher, mesmo pertencendo a uma classe social alta, teria sempre de se subjugar ao patriarcado imposto. O problema surge quando o amor, a verdadeira paixão, entra em cena. Que loucura poderá uma mulher cometer por amor? De que forma esse acto de rebelião poderá influenciar o futuro das gerações vindouras?
Compreendi a verdade impressa nestas páginas, acreditei que estas mulheres podiam ser reais, com todas as suas singularidades. Simultaneamente, senti que representavam muitas outras mulheres.Com os seus sonhos, as suas dúvidas, as suas lutas, os seus impulsos, as suas paixões, a busca incessantemente por uma felicidade que não dependesse de ninguém para além dela própria. Tenho a certeza de que reconhecerão aqui a história de alguém próximo de vocês: uma avó, uma tia, uma prima ou uma vizinha. Fascina-me observar o passar das épocas, dos anos que parecem ser eternos na nossa juventude mas que são apenas uma faísca. Mas o mar... O mar estava cá e vai continuar.
Se tiverem coragem de mergulhar, haverá muito para desbravar nesta(s) história(s).
Há livros que nos pedem tempo… e há livros que simplesmente nos agarram pela mão e já não nos largam. Haverá Mar foi exatamente assim Li-o de uma só vez, incapaz de o pousar.
Uma das coisas que mais apreciei na escrita da autora foi a sua honestidade e autenticidade. Não há páginas a mais, não há palavras supérfluas, não há exageros nem artificialidade. A escrita é fluída, bem estruturada, simples na forma mas profundamente bonita e intensa nos momentos certos. E é precisamente essa simplicidade que lhe dá tanta força, porque conseguimos sentir todas as emoções.
Nesta história acompanhamos cinco gerações de mulheres da mesma família, cujas vidas, apesar de seguirem caminhos diferentes, estão ligadas por um fio invisível de coragem, resistência e herança emocional.
Tudo começa no início do século XX, quando uma das mulheres desta linhagem toma uma decisão que desafia as normas da sua época, fugir a um casamento arranjado e ao destino que lhe tinha sido imposto. Esse gesto de rebeldia acaba por ecoar ao longo das gerações seguintes, influenciando, direta ou indiretamente, as vidas das mulheres que virão depois.
Entre 1910 e 2017, vamos acompanhando estas histórias entrelaçadas. O tempo histórico surge como um espelho de contrastes, partimos de uma época em que a mulher vivia muitas vezes na sombra, limitada por regras sociais rígidas e por uma voz que raramente podia ser ouvida, e caminhamos gradualmente até um presente em que essa voz começa finalmente a afirmar-se.
Gosto muito de livros assim. Livros que não romantizam a vida, que não a pintam apenas com cores bonitas, mas que a mostram como ela realmente é: crua, imperfeita, por vezes dura… mas profundamente humana.
Quanto às personagens, Maria da Conceição, embora tenha um papel mais secundário na narrativa, foi sem dúvida a minha favorita. Há nela uma sensibilidade muito especial, uma humanidade tocante e uma empatia natural que a tornam impossível de ignorar. Mesmo dentro das limitações e dos preceitos rígidos impostos às mulheres da sua época, revela uma coragem silenciosa que me marcou muito.
Liliana, ou Lily Ann, também me conquistou. É uma personagem com uma grande profundidade emocional, alguém que carrega dentro de si os ecos das gerações anteriores, mas que procura encontrar o seu próprio caminho e a sua própria identidade.
Ao longo da leitura, senti muitas vezes vontade de continuar a acompanhar estas mulheres, de conhecer ainda mais das suas histórias, dos seus medos, dos seus sonhos e das suas escolhas. E quando fechei o livro, fiquei com aquela sensação que para mim é sempre sinal de uma grande história: queria continuar dentro daquele mundo mais um bocadinho...
Por isso mesmo, deixo aqui os meus sinceros parabéns à autora, Ann Yeti, por este belíssimo contributo para a nossa literatura e por partilhar connosco este verdadeiro mar de emoções.
Fico também muito grata pelo convite que me fez para conhecer esta história. Uma leitura sublime, cheia de humanidade e de sentimento, que recomendo muito.
E para quem ainda não leu Ann Yeti… façam mesmo o favor de o fazer. Este livro merece ser descoberto.
De todos os livros da Ann Yeti (e gostei de todos) este é sem dúvida muito especial, é um pequeno livro avassalador! Uma das coisas que eu gosto na escrita dela, é que não há páginas a mais, não há palavras supérfluas. Cada palavra é utilizada com a precisão de um bisturi e por vezes, metaforicamente falando, faz sangue! Conseguimos sentir aquele fio de dor, aquele aperto no peito. Na sua forma narrativa, o narrador é uma personagem omnipresente ao longo de todo o livro e que dá voz àquelas mulheres. A capa não podia ser mais adequada: cinco figuras despojadas de vestimentas e de rosto, apenas com as bocas entreabertas para que possam ser ouvidas. É uma história em que viajamos no tempo e no espaço, entre gerações e continentes, com pequenos toques mordazes e laivos de beleza poética. Como é que se consegue fazer isto num livro com menos de 100 páginas? Com um bisturi afiado! (Em boa verdade, o livro podia e devia ter mais páginas se a editora tivesse optado por outro tipo de apresentação…) Quem nunca leu Ann Yeti porque não é uma autora famosa nem vem de uma editora conhecida, dêem-lhe o benefício da dúvida porque este livro merece ser lido.
Nostalgia. Foi exatamente isso que senti ao terminar Haverá Mar, da maravilhosa Ann Yeti. Mas não uma nostalgia minha — antes, uma saudade emprestada das mulheres que habitam estas páginas, da Maria da Graça à Liliana, como se as suas memórias me atravessassem.
Li o livro de uma só vez, incapaz de o largar. A certa altura, parecia que as personagens se agarravam a mim, quase suplicando que as escutasse, que lhes desse espaço para partilharem as suas vozes, as suas tormentas, as suas angústias mais íntimas.
Gosto profundamente de livros assim: que não adoçam a vida, que a mostram tal como é — crua, visceral, por vezes dura de encarar. Ann Yeti confirma-se aqui como uma verdadeira tecedora de histórias, capaz de entrelaçar emoção, verdade e humanidade de forma magistral.
Não conhecia a autora e li o livro por sugestão de uma amiga minha e confesso que me surpreendeu! É um livro que nos conta a história de cinco mulheres por entre várias gerações, desde 1910 até 2017. É uma história familiar com muitos tropeços, inerentes ao contexto social das várias épocas, repleta de estigma e preconceito em relação ao papel da mulher na sociedade. Não obstante, o caminho faz-se caminhando e vemos que ao longo dos tempos a história vai mudando e evoluindo para um caminho mais interventivo. A autora descreve de forma simples e direta, como era e como foi ser mulher num tempo em que a voz das mulheres consistia na mudez das palavras, mas também como esse silêncio resignado se foi transformando ao longo dos tempos em viva voz. Em suma é um livro que nos instiga a perseguir o que, de facto, nos faz felizes! Gostei muito!
Sou absolutamente fã da maneira como esta autora escreve. Livros pequenos mas muito intensos. Esta história de 5 mulheres ao longo dos tempos é como uma tela onde são pintados vários retratos de várias cores desde a sépia ao azul do mar. Interpretei “haverá um mar dentro de nós” como referência às lágrimas que derramamos em algum momento doloroso das nossas vidas. A figura da narradora é curiosa porque por vezes parece que nos agarra para dentro da narrativa: “… aos poucos, com a passagem do tempo, os factos que rodearam a sua infância foram ficando esbatidos na neblina do esquecimento. A única coisa que perdurou foi o sentimento de perda pois esse, uma vez instalado, nunca nos abandona”. Gostei de ler a biografia da autora e da dedicatória que fez à avó que nunca conheceu. Amei o livro!
É um livro pequeno, que se lê muito rápido, mas uma história muito bonita sobre várias gerações de mulheres da mesma família. O livro começa no início do século XX quando a nossa primeira mulher toma uma decisão inesperada, indo contra tudo o que se esperava dela e assim dá início à sua sorte e ao futuro das suas descendentes. Vamos andando de mulher em mulher até chegarmos à atualidade. É um livro que nos fala da vida difícil das mulheres, daquilo que se espera delas e das consequências dos seus atos, mas também é um livro que fala de superação, coragem e luta. Como figura secundária temos sempre a irmã mais velha da primeira mulher, uma figura sempre presente na história embora sempre na retaguarda.
Gostei muito da leitura e fiquei curiosa para ler os outros livros da autora.
Gosto muito da escrita desta autora, com tão poucas palavras diz tanto e faz sentir tanto. Gostava que o livro tivesse mais umas quantas páginas, não porque ele precise, mas porque eu gostava de ler mais um pouco, sentir mais um pouco.
É um livro sobre a vida, sem floreados e, apesar de sentir que o fim é um pouco triste, sinto ao mesmo tempo que carrega uma quantidade gigante de esperança.
"Balançamos na vida com a cadência das mares, quanto do teu sal são lágrimas derramadas... Mais cedo ou mais tarde, haverá sempre um mar dentro de nós."
Um pequeno romance mas uma grande leitura! Mais uma vez confirmo que Ann Yeti escreve muito bem. Gostei da forma como cada personagem feminina se destaca pela sua individualidade, apesar das raízes comuns que as unem, de acompanhar os seus dramas e os seus amores. A história é tão rica que dá vontade de continuar a acompanhar cada uma delas em mais detalhe. Soube a pouco, o que é sempre sinal de uma excelente história!
Adorei ... De leitura fluída e que nos "agarra" desde a primeira página. Uma leitura que nos faz pensar... Como há um século as mulheres eram tratadas como objetos, não tinham querer e não eram donas do seu destino, e como foram conseguindo a sua liberdade ao longo dos anos... Na minha opinião é um "abre olhos" para continuarmos a lutar e não nos deixarmos subjugar nesta sociedade tão machista...
Gostei muito de conhecer estas mulheres fantásticas. Estas Marias que tanto passaram por conta das suas escolhas, dos homens que cruzaram as suas vidas,da cultura patriarcal e conservadora da época. Amei a ligação entre todas, o amor que se sente a ligá-las. Uma obra muito bem conseguida. Gostava que as personagens e as suas histórias fossem mais desenvolvidas e então seria uma saga familiar arrebatadora.
Uma leitura fácil e interessante sobre a vida de várias mulheres. As mulheres de uma única família, que vão passando pelas adversidades que as várias épocas lhes ia ditando. Dificuldades, angústias, superações ou renúncias são vividas por estas mulheres, proporcionando um reviver de várias épocas. Fiquei presa desde o início ao fim.
Um daqueles livros que queremos saber como acaba mas, ao mesmo tempo, gostávamos que tivesse mais páginas para nos prolongar o prazer de ler por mais um bocadinho. Gostei muito e recomendo!
“(…) Quanto à Ann Yeti tem um futuro promissor na escrita. Basta escrever e seduzir o leitor para novos caminhos, novas sensações.” Esta afirmação, que acompanhava a minha leitura de 𝑼𝒎 𝑭𝒊𝒐 𝒅𝒆 𝑺𝒂𝒏𝒈𝒖𝒆, confirma-se em 𝑯𝒂𝒗𝒆𝒓á 𝑴𝒂𝒓, onde a autora expande o seu horizonte narrativo e mergulha numa saga feminina que atravessa mais de um século.
Ann Yeti acompanha cinco gerações de mulheres da mesma linhagem, cada uma marcada por tempos de dureza e transformação. Da precariedade rural ao silêncio conventual, da mobilidade entre Lisboa e Austrália à rebeldia juvenil, dos desgostos amorosos à escolha pela escrita, estas vidas revelam como o patriarcado e a escassez atravessam épocas, mas também como a resistência e a solidariedade feminina abrem fissuras de luz. Entre elas, uma figura, aparentemente, secundária percorre discretamente as entrelinhas da narrativa, sustentando as outras com gestos de apoio, até que uma nova geração surge como promessa de futuro. O romance percorre geografias concretas - a região Oeste, entre Caldas da Rainha e Leiria Lisboa, e cidades abertas ao mundo na Austrália. Cada espaço é mais do que cenário, é território simbólico que molda o destino das personagens.
A escrita de Ann Yeti é um tecido cuidado e fluido, pincelado de lirismo, onde se cosem referências históricas e culturais com a delicadeza de quem borda memória. Há nela um sopro autobiográfico, talvez, mas o leitor não precisa de separar o real do imaginado, importa antes deixar-se levar pela tapeçaria que ambos formam. O que prende e cativa é a narrativa em si, sustentada por uma voz capaz de transformar experiência em literatura, como quem recolhe fragmentos da vida e os devolve ao mar em forma de onda.
O mar é metáfora e geografia: guarda memórias, devolve histórias, abre horizontes. O romance mostra que, apesar das perdas e da dureza, haverá sempre mar como promessa de continuidade e de futuro. “ Balançamos na vida com a cadência das marés, quanto do teu sal são lágrimas… Mais tarde ou mais cedo, haverá mar dentro de nós.”, lê-se no prólogo.
Numa trama emocionante, Ann Yeti explora a força interior de mulheres que enfrentam desafios adversos, tecendo uma história de superação e união. A escrita cativante da autora mergulha nas emoções humanas, destacando laços familiares e pessoais que moldam destinos. Uma história emotiva e reflexiva. Adorei esta jornada de resiliência e empoderamento. A minha opinião completa: