Durante duzentos anos, a humanidade acreditou viver num paraíso — sem fome, sem doenças, sem miséria, sem guerra. O preço dessa paz? Todos os guerreiros, rebeldes e agentes da lei foram banidos para o Submundo — um abismo esquecido sob a superfície.
Mas dois séculos de silêncio apenas alimentaram a vingança. Agora, eles regressam. E o mundo não está preparado.
No caos, as corporações erguem-se como salvadoras, apresentando um novo tipo de herói: mercenários que lutam não por bandeira, mas por quem pagar mais.
Entre eles, emerge um jovem dividido entre o dever e a sobrevivência — aquele que poderá ser o campeão de uma nova era… ou o prenúncio da sua ruína.
Após duzentos anos de paz ilusória, War Unlimited vai começar.
Mário Pereira, nascido a 19 de abril de 1984 em São Roque, Oliveira de Azeméis, é o autor de War Unlimited, uma série de fantasia épica militar e distopia corporativa que marca a sua estreia literária.
Autodidata, criou um universo que combina ação intensa, intriga política e dilemas morais, inspirado em autores como Gemmell e Sanderson, e influências de anime e RPG como Warcraft e Final Fantasy. Mais do que narrar batalhas, escreve com ritmo cinemático e propósito reflexivo, explorando as contradições humanas e espirituais que emergem em tempos de guerra.
Que bom é ver mais um autor português a criar mundos fantásticos!
Este livro, acima de tudo, surpreende! Como tenho dito, é uma fantasia clássica 2.0. Tive sempre a sensação de estar a acompanhar uma quest clássica com intervenientes clássicos que evoluiu com o tempo, que se adaptou ao gosto dos novos leitores e que, a cima de tudo, se soube adaptar ao mundo moderno.
Entre personagens super carismáticas, ambientes lindíssimos descritos de forma exímia, e um imaginário absolutamente fantástico, encontramos um mundo no limiar da guerra. E quando esta chega... Nem há palavras para estas descrições.
Espero mesmo que, nos próximos livros, possamos explorar melhor as origens deste mundo, deste conflito e destas personagens.
O primeiro de uma nova serie de fantasia que promete ser diferente.
Gostei da ação e do formato, do salto entre locais e personagens e das suas interações. Parecia que estava dentro de um vídeo jogo, mas sem as side quests. Senti vibes de suicide squad com o apêndice final, não sei se foi a intenção do autor, mas gostei.
A escrita é acessível e recomendo a quem nunca tentou ler algo de género e se quer aventurar na fantasia épica.Vão ser entretidos durante dias.
Adorei a personagem da Vaniah, uma personagem feminina com muita personalidade e do pequeno Fabian, que roubou todas as cenas que entrou.
Dito isto, gostava de mais construção do universo, o prólogo prometeu bastante e agradou-me, mas não foi o suficiente,penso que nos próximos livros haverá mais sobre este assunto. As personagens começaram bem, mas poderia ter havido mais desenvolvimento pessoal de cada uma. Sabendo das capacidades do autor penso que terá havido uma questão de quantidade de paginas para publicar.
O livro tem arte!! Parabéns por isso e claro temos um mapa.
Uma fantasia muito boa. Temos elfos,anões,guardiões,uma árvore mãe,a irmandade da sagrada mãe etc etc. Uma leitura muito boa que nos faz lembrar as antigas fantasias quando não era tudo com vampiros e dragões e com smut pelo meio. Gostei imenso e é de um autor português. Recomendo este livro, tendo em conta que não será uma fantasia para toda a gente devido a complexidade de personagens
War Unlimited é daqueles livros que não pede licença ao leitor — atira-nos diretamente para um mundo que já está em colapso e diz: agora desenrasca-te. Durante duzentos anos, a humanidade acreditou ter alcançado a utopia: sem fome, sem doenças, sem crime, sem guerra. Mas essa paz foi construída de forma brutal — exilando todos os guerreiros, rebeldes e agentes da lei para o Submundo. A violência não foi erradicada; foi simplesmente empurrada para debaixo do tapete. E como sempre… o tapete começa a mexer. Este primeiro volume apresenta-nos Cyfandir, um mundo onde as corporações têm mais poder do que os governos, onde a guerra é um serviço contratado e onde os mercenários são ferramentas descartáveis. Não há heróis clássicos aqui — há pessoas a sobreviver num sistema que as esmaga enquanto finge protegê-las. O grande trunfo de War Unlimited está no seu worldbuilding. O autor constrói um universo denso, credível e ambicioso, onde a política, a economia, a guerra e a magia antiga coexistem de forma orgânica. Nada parece colocado “só porque sim”. Há uma sensação constante de que este mundo existia antes da história começar — e vai continuar depois de fecharmos o livro. A narrativa não é simples nem linear, e isso é um elogio. Este não é um livro que segura o leitor pela mão. Pelo contrário: exige atenção, paciência e envolvimento. Mas quem aceita o desafio é recompensado com uma estória que cresce em escala, tensão e complexidade a cada capítulo. Outro ponto forte é o conflito moral. War Unlimited não oferece respostas fáceis. A paz é realmente paz se for mantida pela exclusão? A guerra pode ser justificada quando se transforma num negócio? Onde termina a responsabilidade individual e começa a culpa do sistema? Estas perguntas estão sempre presentes, mesmo quando a ação toma conta da página. Este é claramente um primeiro volume — há personagens que ainda estão a ser posicionadas, conflitos que só agora começam a revelar o seu verdadeiro peso e mistérios que prometem escalar de forma brutal nos livros seguintes. Ainda assim, o impacto é real, e o final deixa claro que isto está apenas a começar… e vai crescer muito. War Unlimited é fantasia épica adulta, ambiciosa e sem medo de ser densa. Não é para quem procura algo leve ou rápido, mas é absolutamente indicada para leitores que gostam de mundos complexos, intriga política, guerra sem romantização e histórias que confiam na inteligência de quem lê. Fico mais do que curioso para continuar esta saga — porque quando a guerra deixa de ter limites, as consequências raramente são pequenas.
Procuram um livro de fantasia com um universo próprio, ao estilo do Senhor dos Anéis, escrito por um escritor lusófono? War Unlimited Vol. 1 corresponde a esse desígnio e marca uma estreia muito competente do meu amigo Mário Pereira.
Neste universo paralelo, a humanidade relegou para o "submundo" todos os atores da guerra, sejam eles comandantes supremos ou guerreiros de armas de punho. Segiu-se uma paz de 200 anos, sem guerras, sem fome, até sem doenças, porém, como seria de esperar, essa paz revelou-se transitória.
Encontrámos um leque de personagens muito diversificado: um "escolhido" de poucas conversas e que parte bules sem querer, uma elfa albina que esconde um dos olhos e pede desculpa por sorrir, um órfão do circo que engana bandidos com graçolas, uma guerreira que troca de lado porque uma criança lhe puxa pelo casaco e uma velha que serve ovos escalfados e sabe coisas que não devia saber. Há uma árvore colossal, da qual todos dependem. Há jogos, há intrigas, e com isso, inevitavelmente, vêm à tona comparações óbvias com a nossa própria sociedade. Longe de ser panfletária, há uma crítica social subjacente.
O mais curioso desta obra, talvez o que lhe dê um brilho especial, é que o Mário Pereira iniciou a escrita deste livro ainda em adolescente, quase como brincadeira. Muitos dos personagens são inspirados nos próprios amigos da turma. É óbvio que este livro não é perfeito, um ou outro personagem é um pouco idealizado e a estrutura narrativa ali a meio precisava de mais incerteza e imprevisibilidade, mas os eventos são interessantes, os diálogos são globalmente cativantes, as pistas são bem plantadas e prosa é competente, por vezes imagética:
"Os dedos cravavam-se na pedra, a pele rasgava-se, o sangue escorria devagar pelos nós dos dedos até se misturar com a resina esverdeada. O brilho da seiva iluminava cada gota antes de a consumir."
Gostei particularmente do final, foi talvez o momento mais inesperado e original. Tem uma identidade própria, eleva toda a obra e deixa entrever um promissor segundo volume. Creio que o Mário pode surpreender ainda mais no próximo.
"Deuses são criaturas frívolas, vaidosas, disputando cultos e os corações que deviam nutrir, como se o poder sobre eles fosse apenas reflexo da sua própria glória."