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A solidão das aranhas

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"Existem vários jeitos de entrar em uma construção desmoronada", começa assim A solidão das aranhas, romance sensível e sutil sobre perdas. Gabriel cresceu com pavor de perder os pais. Quando recebe a notícia de suas mortes, viaja até o povoado de São Jorge do Pomar. O que ele encontra ao passar pelo limiar são ruínas agora ocupadas pelas aranhas, pacas e lagartixas, dentre várias criaturas misteriosas soltas pela mata. E também encontra Domingos, um jovem cientista de passagem pelo interior que captura e coleciona aranhas em caixas de fósforo. Gabriel e Domingos têm mais em comum do que pensam a princípio e desenvolvem uma nova intimidade enquanto desbravam juntos as terras do sítio, à procura de pistas e verdades na natureza que toma conta de tudo ao redor.

160 pages, Paperback

Published February 10, 2026

2 people are currently reading
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About the author

Diogo Bercito

8 books33 followers
Diogo Bercito nasceu em São Paulo em 1988. Foi correspondente da Folha de S.Paulo em Jerusalém e em Madri. Sua HQ "Rasga-Mortalhas" foi finalista do prêmio Jabuti de 2017. Mestre em estudos árabes pela Universidade Georgetown, onde cursa o doutorado. Publicou em 2021 o livro "Brimos: Imigração sírio-libanesa no Brasil e seu caminho até a política". "Vou sumir quando a vela se apagar" é seu romance de estreia.

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Community Reviews

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Displaying 1 - 6 of 6 reviews
Profile Image for Andre Bezerra.
12 reviews
February 25, 2026
Incomoda de um jeitinho bom. A escrita é direta com camadas que aos poucos vão revelando um mundo de solidões contemporâneas. A sensação é de se estar lendo algo íntimo e, ao mesmo tempo, bem conectado com o nosso tempo. Não é um livro para se ler com pressa. Pede pausa e atenção, e entrega uma experiência bacana e despretensiosa.
Profile Image for Aliki Ribas.
10 reviews
February 19, 2026
Depois de “Vou sumir quando a vela se apagar” achei que ia ser difícil superar, mas superou. Belo livro!
Profile Image for Andre Aguiar.
503 reviews134 followers
Read
December 29, 2025
Existe uma relação entre o que está fora da gente e o que está dentro. Organizar os bichos era um jeito de organizar também sentimentos. Cada um dentro de uma caixinha, como os naturalistas do século passado.
Profile Image for Carla Parreira .
2,344 reviews4 followers
Read
April 5, 2026
O livro trata de temas bastante sensíveis e pessoais, acompanhando a vida de Gabriel, um jovem que vive em São Paulo e que, ao receber a notícia da morte dos pais, retorna à cidade natal, São Jorge do Pomá. Lá, ele precisa lidar com a perda, com as questões não resolvidas de sua infância, além de confrontar fantasmas do passado e suas próprias emoções.

A narrativa também apresenta um personagem enigmático, um andarilho que aparece na propriedade dos pais de Gabriel. Aos poucos, uma relação de amizade — que pode evoluir para algo mais — se desenvolve entre eles, dentro de um universo que sugere uma ambientação de meados do século XX. A história é marcada por um universo masculino, com um romance que, embora carregue boas intenções e uma escrita competente, acaba se perdendo na sua execução. A construção do relacionamento entre Gabriel e o andarilho, por exemplo, é apresentada de forma demasiado lenta, e de repente, o enredo acelera abruptamente, com cenas que parecem acontecer de uma hora para a outra, sem uma preparação adequada. Esse movimento repentino, por vezes, prejudica a imersão do leitor na história e dificulta o apego aos personagens.

Outro ponto que chama atenção é a tentativa de abordar múltiplos temas ao mesmo tempo — a infância, o passado, o amor, as questões de identidade — mas que, na prática, parecem não se aprofundar verdadeiramente em nenhum deles. Há uma tentativa de explorar a simbologia das aranhas, que dá nome ao livro, com algumas passagens que tentam conectar essa metáfora à trama, mas que acabam soando como excessos ou dispersões, diluindo o foco da narrativa principal.

No geral, a impressão é de que o livro tenta fazer muito, querer abarcar diferentes emoções e temas, mas acaba não conseguindo desenvolver bem nenhum deles. O final, por sua vez, parece apressado, como se o autor tivesse que fechar a história de forma rápida, deixando algumas pontas soltas e um sentimento de que faltou uma construção mais sólida para gerar maior impacto emocional.

Apesar dessas críticas, é importante destacar que o livro não é ruim. Existem momentos de beleza na narrativa, trechos que realmente tocam e que revelam uma sensibilidade do autor na sua escrita. Em suma, é uma leitura que pode agradar a quem gosta de histórias introspectivas, de universos masculinos e de temas de luto, identidade e amor. Ainda assim, fica a sensação de que, com um pouco mais de atenção à construção narrativa e ao ritmo, essa obra poderia ter sido muito mais impactante. Afinal, é um livro que, embora não seja perfeito, possui partes que valem a pena serem apreciadas, e que certamente encontrará um público que se identifica com sua proposta.
Profile Image for Barbara Matsuda.
47 reviews311 followers
March 22, 2026

gabriel encara aquilo que sempre foi seu maior medo: a perda dos pais. ao retornar ao sítio onde passou a infância, mergulha em lembranças que misturam afeto e inquietação. nesse cenário, conhece domingos, um andarilho fascinado pela natureza das aranhas, que desperta em gabriel um interesse inesperado.

sinceramente, achei que o livro pareceu uma espécie de série da globo, daquelas que você não precisa prestar muita atenção. a ambientação no interior, embora rica em sensações, apoia-se em frases de efeito ao fim de cada capítulo que pouco acrescentam em profundidade. o tema das aranhas, que poderia render uma abordagem diferenciada, acaba sendo sentido de modo aleatório e monótono.
Profile Image for tati.
91 reviews
April 9, 2026
3.5. Extremamente sensível e delicado, gostei muito de algumas frases e amei demais a temática. Não posso dar cinco porque essa eu reservo aos meus favoritos; não posso dar quatro porque, apesar de embarcar na improbabilidade de algumas coisas, às vezes isso me deixava incomodada. Quando não deixava: ótimo. Mas, às vezes, deixava.

Dito isso: livro lindo.

Lembre-se que há de morrer.
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