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O Lugar da Incerteza

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Depois da biografia de Maria Teresa Horta - Prémio Livro do Ano Bertrand e mais de 10 000 exemplares vendidos -, Patrícia Reis volta ao romance com uma história poderosa sobre a fé, esse lugar onde por vezes também há espaço para a incerteza.

O palco é Lisboa, o cenário principal, um consultório de poltrona, sofá baixo de tom amarelo-ocre e tapete garrido cuja singular relevância para a história é a de aludir aos labirintos em que as suas personagens se veem e verão enredadas. E são algumas as personagens e muitos os labirintos através dos quais António, o psiquiatra, as irá guiar, como Ariadne com o seu fio. A segurar a outra ponta, Eduardo, um padre que já não encontra consolo nesse lugar de fé, e Simone, arquiteta a braços com uma carreira e uma família em ruínas. Deste elenco, fazem ainda parte Tomás, Alice, Camila, Isabel e Bárbara, testemunhas de que o Diabo anda sempre à espreita.


Depois da biografia de Maria Teresa Horta, Patrícia Reis regressa ao romance com O lugar da incerteza, um livro que é também uma reflexão sobre a fé, os Homens e as teias em que se deixam enredar, por ser da sua natureza essa incapacidade de se manterem acima das coisas terrenas.

236 pages, Kindle Edition

Published January 19, 2026

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About the author

Patrícia Reis

65 books98 followers
PATRÍCIA REIS nasceu em Lisboa, a 12 de Dezembro de 1970. Começou como jornalista n' O Independente aos dezassete anos. Passou pela revista Sábado, de que foi editora, fez um estágio em Nova Iorque na revista Time e, no regresso dos EUA, colaborou no Expresso, trabalhou nas revistas Marie Claire e Elle e nos «projectos especiais» do jornal Público. Em 1997 passou a colaborar com o atelier de Henrique Cayatte, na produção de conteúdos para a Expo' 98. Desta colaboração surgiu o Atelier 004 de que é directora e que, entre outros projectos, produz a Egoísta.

Escreveu a curta biografia de Vasco Santana e o romance fotográfico Beija-me (2006), em co-autoria com João Vilhena, a novela Cruz das Almas (2004) e os romances Amor em Segunda Mão (2006), Morder-te o Coração (2007), que integrou a lista de 50 livros finalistas do Prémio Portugal Telecom de Literatura, No Silêncio de Deus (2008), Antes de Ser Feliz (2009), Por este mundo acima (2011), Contracorpo (2013) e O que nos separa dos outros por causa de um copo de whisky (2014).

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32 (22%)
4 stars
72 (50%)
3 stars
35 (24%)
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3 (2%)
1 star
1 (<1%)
Displaying 1 - 30 of 32 reviews
Profile Image for Rita da Nova.
Author 4 books4,833 followers
Read
March 4, 2026
«Gostei sobretudo da maneira como a autora explorou duas relações: a de António e Eduardo, pelo confronto constante entre ciência e fé, e a de António com a sua filha Camila, pelo confronto geracional. Ainda assim, senti que me faltou qualquer coisa para me envolver completamente nesta leitura, e acho que a forma como terminou reforçou esta minha sensação de estar a ler um livro, sem espaço para me esquecer de que era literatura e não vida real.»

Podem ler tudo em: https://ritadanova.substack.com/p/o-l....
Profile Image for Tamára.
342 reviews308 followers
February 9, 2026
Já conhecia a genialidade da Patrícia Reis através da leitura de A Desobediente.

Este romance agarrou-me verdadeiramente. Um enredo coeso, onde diferentes personagens se vão cruzando de forma subtil, construindo sem pressa uma teia de relações.

As personagens são imperfeitas, reais, cheias de dúvidas, falhas e contradições. Pessoas com problemas reais, com crises internas, com perguntas que nem sempre têm resposta. E isso torna a leitura mais próxima e íntima.

O romance aborda temas importantes: identidade, fé, fragilidade, escolhas, incertezas…
Tudo de uma forma leve, mas nunca superficial. Há espaço para o leitor pensar, sentir e questionar-se.

Uma leitura sensível, madura. O livro bonito que recomendo a quem gosta de histórias sobre pessoas reais.
Profile Image for Maluquinha dos livros.
334 reviews143 followers
March 14, 2026
Este é um livro sobre realidade.
Personagens imperfeitas, com dúvidas, com crises internas e com os seus fantasmas. Que têm falhas e contradições. Com várias camadas. Pessoas reais, portanto, o que torna a leitura mais próxima.
É a partir do psiquiatra António que a autora vai estabelecendo a teia de ligações entre todas as personagens e constrói a sua narrativa. Ao abordar de forma leve, mas nunca com superficialidade, temas como a fé, a fragilidade, as escolhas e a própria identidade, a autora leva-nos questionar e a refletir sobre as nossas próprias (in)certezas.
É um livro muito bem escrito, que convida à reflexão. Senti que este livro precisou de ser lido com tempo, devagar, porque convida à reflexão, nesta época em que todos estamos cheios de certezas e ter dúvidas é, muitas vezes, sinónimo de fragilidade.
Profile Image for Célio Da Cruz.
34 reviews10 followers
January 27, 2026
Num mundo cada vez mais dominado por certezas absolutas e opiniões inabaláveis, “O Lugar da Incerteza” propõe uma pausa para o pensamento. Através do cruzamento de vidas e convicções, Patrícia Reis constrói um romance com uma narrativa poderosa e profundamente reflexiva sobre a fé, a razão e a fragilidade humana.

A narrativa desenrola-se em torno de António, um homem confrontado com as suas próprias dúvidas, num jogo de espelhos entre um psiquiatra “cheio de razão” e um padre “cheio de interrogações”. Entre ciência e crença, o romance expõe as teias morais e emocionais em que os homens se deixam enredar, revelando a dificuldade de permanecer acima das coisas terrenas.

Neste romance somos atravessados por uma tristeza lírica e nostálgica, por uma dor que não provoca revolta, não amarga, mas que se entranha. Uma tristeza que se eleva das páginas e encontra lugar no coração do leitor. Aqui, a melancolia acompanha-nos enquanto seguimos António, exigindo entrega, imersão e escuta.

Este é um romance rico em sensações e emoções, profundo, amadurecido e muitíssimo bem escrito. Um livro que deve ser lido devagar para ser bem compreendido. “O Lugar da Incerteza” é um convite à escuta, à dúvida e à reflexão, num tempo em que opinar parece ser mais importante do que compreender.

Parafraseando a autora, vivemos num mundo em que “Todos têm razão e não há espaço para a dúvida. É como se a incerteza fosse uma fragilidade”.
Profile Image for Vera Sopa.
798 reviews79 followers
January 26, 2026
Assim que este livro saiu apressei-me a lê-lo mas apenas ontem me agarrei a ele, sem interferências ou interrupções, porque este livro exige que, imersa e acompanhe o António. Um romance que, me está a dar um imenso prazer ler.
Um romance rico, de sensações e emoções, profundo e amadurecido e muitíssimo bem escrito. Patrícia Reis é uma das minhas autoras de culto que não desilude. E ousa.
Profile Image for Leandra.
535 reviews18 followers
February 22, 2026
Neste livro acompanhamos várias personagens com histórias muito reais!
António é psiquiatra e é o elo de ligação a todas as vidas que são esmiuçadas neste belíssimo livro de Patrícia Reis.
É reconhecida a forma magnífica como a autora escreve e acompanhar as vidas destas personagens por ela criadas, é um privilégio tremendo.
Há descrições que me emocionaram muito aquando da leitura e uma delas em particular (final da parte 2) que, só de a recordar, me deixa de lágrimas nos olhos.
Os temas abordados são muito atuais e as personagens poderiam perfeitamente ser uma pessoa do nosso círculo de amigos ou família.
As personagens que mais me tocaram foram o padre Eduardo e Camila. O primeiro pela escolha de vida apesar do episódio atroz e cruel que surgiu no seu percurso. Já Camila será recordada pela sua luta interna.
Profile Image for Patrícia Aboim.
204 reviews
April 25, 2026
Gostei muito deste livro, sobretudo pela escrita — envolvente, fluida e quase hipnótica, deu-me muito prazer ler. A forma como a autora constrói as personagens e explora as relações humanas, os traumas e a forma como cada um lida com o que lhe acontece é muito interessante e deixa espaço para reflexão. O final pode soar um pouco inverosímil na forma como reúne as personagens, mas ganha força pelo seu lado mais simbólico e pela leitura poética dos possíveis caminhos de cada um.
Profile Image for Eduarda Luso.
86 reviews2 followers
March 13, 2026
Um 4,5⭐️!!!
António é psiquiatra e o centro de várias personagens, que a ele se ligam por motivos profissionais ou pessoais, mas que no final todas se ligam!
Revi-me muito em alguns dos momentos descritos, pela ligação filha Camila e mãe Alice, ou por simplesmente fazer referência a Santa Rita a santa dos casos difíceis! E tantas outras coisas…. Difícil escolher frases para guardar aqui de tantas que gostei!
Gostei imenso da escrita! Já tinha ficado fã de “A desobediente” mas não tinha lido mais nada de Patrícia Reis! Maravilhoso!
Embora um dos assuntos abordados ter criado em mim algum desconforto, esse mesmo desconforto é assumido posteriormente pelas personagens!
Sentem-se as emoções vividas por Eduardo o padre doente, por Camila, Isabel, Bárbara e Tomás em luta com uma decisão inusitada, por Simone a Arquiteta, mãe de Tomás e por Alice, mulher de Antonio e mãe de Camila, de cada vez que avançamos na leitura! A tristeza, o sofrimento, a nostalgia e a incerteza passa para nós ….e instala-se!

“O Amor António, não é o melhor que nos pode acontecer, o melhor é sabermos quem somos e aceitarmos essa realidade sem reservas. Esse autoconhecimento ajuda-nos e poupa-nos muitos dissabores! Um dia Camila vai perceber.”

“… as mães não devem nada ao raciocínio e à lógica, dizem coisas para apaziguar pesadelos, palavras que se constroem em frases completas e cujo sentido é apenas o do consolo. Agora Tomás diria: -Mãe, tenho medo-medo.”

“Simone gostava de pensar que um edifício é como um corpo, um esqueleto no gabinete do médico de família, o coração será sempre a cozinha.”

“A maternidade é um poço fundo de esquecimento, é urgente abraçá-lo e compreender que se fez o melhor possível e que não adianta questionar.”

“Gostaria apenas de lhe fazer notar que a força de uma mulher nas coisas do amor pode contribuir para uma crise funcional num homem.”

“tudo devia ter nota técnica e artística… se se aplicasse à vida, a maioria das pessoas seja desclassificada.”

“António e Eduardo, mantendo o humor acima da lógica, porque o tempo o exigia.”
25 reviews1 follower
March 9, 2026
A autora constrói um romance que pretende explorar questões de identidade, fé, fragilidade humana e contradições morais das personagens. Porém, a narrativa acaba por transmitir uma sensação de "morno".
Uma das principais fragilidades do livro reside na construção das personagens. Em vez de surgirem como indivíduos desenvolvidos, parecem funcionar como conceitos pré estabelecidos. As suas ações e os diálogos entre as personagens parecem ilustrar reflexões filosóficas ou morais.
Ao longo da narrativa, surgem também algumas situações que parecem introduzidas com o propósito de chocar o leitor, nomeadamente, o passado do padre. Em vez de aprofundar o desenvolvimento da história, esses momentos acabam por não encontrar continuidade.
Essa sensação é intensificada no desfecho do romance. O final deixa muitas pontas soltas.
Profile Image for Anabela Lopes.
Author 5 books112 followers
February 27, 2026
Não sei ao certo o que falhou no livro para que não funcionasse comigo. A escrita é bonita, sobre isso não há o que dizer. Gostei muito do padre, da história dele, das suas questões e do seu papel. Gostei também da teia entrelaçada entre as personagens. Mas o resto da história não me cativou. Não achei as personagens interessantes, não gostei do António, nem da Simone, da Camila ou da Isabel... achei tudo um pouco morno.
Com alguma pena, até porque a autora tem qualidade, é indiscutível, senti que é um livro que facilmente irei esquecer. Menos a história do padre, dessa lembrar-me-ei por muito tempo.
Profile Image for João Mendes.
316 reviews19 followers
May 16, 2026
Lindíssima obra.

Deixo apenas uma inquietação: fala-se muito de pandemia, máscaras aqui e acolá, e depois de um terramoto de 5.3 em Lisboa, e do ChatGPT e do X (não do Twitter, do X). O que significa que estamos em agosto de 2024, bem depois do uso de máscaras generalizado ter acabado. A minha aposta: a autora escreveu o livro ao longo de vários anos e esta mixórdia temporal escapou à revisão. Sim , sou mesmo muito picuinhas.
Profile Image for Catarina de Vasconcelos.
64 reviews12 followers
April 16, 2026
Nunca começa em nós. O medo, a carne o sangue. O legado. Somos um novelo feito de sobras de tantos novelos que vieram antes. Somos rosa, carmim, azul turquesa, cinzento (tanto cinzento) acreditando ser apenas tela em branco.

No consultório de António entra a vida de supetão: a dos outros (pacientes, utentes, clientes, amantes, mal amados) e a sua, tantas vezes sobreposta, tantas vezes sobrepondo-se e trazendo para cima do divã puído as suas próprias dores.
Afinal, somos todos humanos antes de sermos o que quer que seja.
Afinal, é mais fácil sentir a dor do outro do que lamber as nossas próprias feridas.
Afinal, a solidão é mais suportável quando se conhece a miséria alheia.
Egoísmo? Talvez. Sobrevivência? Por certo.

Assim como assim, somos todos um lugar incerto:
Um psiquiatra que é homem, antes e acima de tudo.
Um padre que talvez nunca tenha acreditado no Deus (e, talvez por isso mesmo, esteja mais perto dele do que qualquer outro).
Uma jovem adulta a mostrar como se manifesta a neurobiologia do trauma de abandono.
Uma mulher bem resolvida que, vai-se a ver, e tudo nela é ferida materna, e tudo nela clama por um abraço ao fim do dia e uma voz que diga "podes descansar".
O filho dessa mulher, que herdou da mãe não só a beleza mas a mesma ferida purulenta, só que maior ainda, porque aquilo que não é curado, alastra.
Duas mulheres: uma carregando no ventre raivas antigas; a outra tentando exorcizar do corpo a raiva de que foi feita.

E é neste passo incerto, tentando conter e remendar aquilo que, por vezes, nem é seu, que eles e elas seguem, nesse faz-de-conta para não fazer doer.

Patrícia Reis tem esta mestria de transformar o aparentemente simples em reflexões profundas sobre o quão manta de retalhos somos todos nós. Porque, no final, é só isso que fica, as costuras dos remendos que tivemos de fazer para fazer jus à missão de continuar a vida.
Profile Image for Belisa Nogueira.
130 reviews9 followers
April 2, 2026
"Preferia pensar que a psiquiatria era um jogo e que agora era ele que ditava as regras."

Um psiquiatra, rico em certezas, é consultado por um padre, gentil, sempre disponível para os seus paroquianos, mas que esconde um grande trauma.

Durante a leitura percebemos que há uma linha invisível que vai cosendo todos os personagens.
Profile Image for Regina Barata.
332 reviews7 followers
April 9, 2026
Uma história tecida de vários personagens que vamos percebendo que têm uma ligação, todos marcados por passados de desamor, solidão e dor. Todos a viver momentos de dúvidas e questionamentos.
Aborda temas e questões muito atuais de forma clara, simples e elegante.
Profile Image for Carla Reis.
17 reviews
February 22, 2026
Este tem sido um ano de estreias e desta vez foi a Patrícia Reis, de quem nunca tinha lido nada. Li o Lugar da Incerteza e esta é minha análise.
Encontramos nesta história várias personagens cujas vidas se vão entrelaçar, algumas de forma surpreendente ou abusando um pouco das coincidências, e outras porque desde logo se prenuncia que assim seria.
Num consultório desprovido de artifícios, onde um solitário sofá amarelo ocre, um misterioso cartaz na parede com o dia e mês e um labiríntico tapete de um azul intenso e laranja escuro, dominam simbolicamente o espaço, António, o psiquiatra recebe os seus pacientes, sonha com um bom copo de vinho no final do dia e, acima de tudo, reflete sobre a sua própria existência, o seu próprio ser, marcado indelevelmente pela sua relação com o pai e pelo “pensamento mágico que o alimentava desde a sua morte: Um dia, ele volta e dirá que fiz tudo bem, terá orgulho em mim”.
É nesse espaço espaço de confidências que António estabelece uma relação de amizade com Eduardo, um padre marcado por uma tragédia, que altera substancialmente a sua perceção de Deus e com o qual deixa de falar, ainda que continue a acreditar nele.
Simone entrará também no consultório de António e a previsível relação médico/paciente será ultrapassada quando ambos partilham confidências sobre os respetivos filhos, Camila e Tomás.
A partir daqui entramos em território de coincidências, em virtude da baixa probabilidade de acontecerem, ou destino, se analisarmos numa outra perspetiva, ou então é apenas a ficção a acontecer, com todas as suas virtualidades e liberdades literárias.
Conhecemos as personagens não só por aquilo que pensam e fazem, como também pelo olhar altaneiro de António, que num exercício de desdém permanente, as radiografa e lhes imagina um futuro que sabe nunca se concretizar porque, se calhar, a vida pode ser apenas banal.
Gostei do livro, especialmente da relação que se cria entre António e Eduardo e dos seus diálogos mordazes acerca da vida e de Deus. A este propósito, a certa altura da narrativa, encontramos a seguinte passagem: “Pois, parece que a linha está ocupada, e eu não acredito que possamos agastá-lo com frequência. O psiquiatra sorriu, percebia tudo sobre engarrafamentos espirituais.”
Gostei também da construção das personagens porque as várias camadas que as formam, partindo do olhar direto ou indireto que temos sobre elas, permitiram-me criar afinidades ou ódios de estimação.
Não apreciei tanto as coincidências, mas creio que isso pode ser entendido a partir da perspetiva que cada um de nós tem sobre a vida ou então é apenas a ficção a acontecer, o que pode ser problemático para quem gosta que a ficção imite a realidade.
Sublinho que este livro é acompanhado por uma excelente banda sonora: temos referências a Keith Jarrett, Johnny Cash, Tom Waits, David Bowie e Nick Cave, o que parece indiciar (para mim, obviamente) um bom gosto musical da Patrícia Reis (ou das personagens?).
Por fim, e se a Patrícia Reis alguma vez ler isto, poderá responder-me a esta questão talvez insignificante, mas para mim intrigante: que cartaz é aquele, no consultório?
Profile Image for Jéssica Pedro.
376 reviews13 followers
March 12, 2026
"... as mães não devem nada ao raciocínio e à lógica, dizem coisas para apaziguar pesadelos, palavras que se constroem em frases completas e cujo sentido é apenas o do consolo."

Que bonita estreia na escrita de Patrícia Reis. Só tinha ouvido maravilhas sobre esta senhora e não desiludiu.

Um livro rico, cheio de camadas e personagens marcantes: tudo se passa à volta de António e do seu consultório de psiquiatria e algo liga um grupo de personagens de uma forma muito única e especial.

Confesso que o que tirou a quinta estrela ao livro foram as suas últimas páginas, por se focarem mais numa análise introspectiva de uma das personagens e não tanto na interação das mesmas. Senti demasiado que estava a ler um livro e não a viver uma história.

Muito curiosa por ler mais coisas desta autora!
25 reviews
March 8, 2026
Primeiro livro da Patrícia Reis, quando terminei fiquei na dúvida se tinha gostado ou não. Gostei do tema central, a análise aos outros, sabendo que tudo é imperfeito e gostei das duas personagens de António e o Padre. Não gostei das outras personagens, mais uma vez todas imperfeitas, tudo demasiado imperfeito. Acho as coincidências um excesso, demasiado perfeito nesta história real.
É uma história tão vazia de esperança, ninguém acredita que pode ser feliz ou pode ser só o António que acredita que ninguém pode ser feliz.
Gostei da escrita e da forma “inconsistente” da narração.
Nas últimas páginas li “a geografia de …” e apercebi-me que tinha lido demasiadas vezes esta palavra ao longo do livro.
Vou ler a Desobediente a ver se me conquista.
Profile Image for Luís Gonçalves.
114 reviews2 followers
March 2, 2026
Um bom livro que nos leva a entrar no "interior" das personagens. Já tinha lido outros livros da autora e este, para mim, é o melhor. Adorei a personagem do Eduardo (padre) e depois do Psiquiatra. Um livro que nos revela um pouco da cultura "Woke" atual. Muitas vezes, uma boa ação ou ideais mais "soberbos" escondem frustrações e egoísmos pessoais. Não querendo entrar em discursos ético-morais, é uma obra que aconselho!!
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16 reviews
March 3, 2026
O título do livro é a sua descrição me despertaram curiosidade, o que, junto com as referências sobre a escritora, me apressaram a decidir que seria o próximo livro a ler. E fui feliz nesta escolha. Considero que no falta nada na história e nada sobra, está escrito de forma precisa, com peso e medida, e que as personagens e suas vidas estão excelentemente desenhadas, tendo sido transportada para o mais íntimo de cada uma delas. Certamente voltarei a "viajar" com a Patrícia Reis.
Profile Image for Carolina Frias.
12 reviews4 followers
March 14, 2026
Um pouco desiludida. Tinha muita expectativa, tanto pela autora como pela premissa e acabei por não adorar este livro. A escrita é muito boa mas não me identifiquei com a maneira de contar esta história.
Continuo a querer ler “A desobediente”.
Profile Image for Monica Canhoto.
236 reviews2 followers
Did Not Finish
March 18, 2026
Cheguei quase a meio, mas não me prendeu, não me seduziu. não tive vontade de terminar.
A história passa-se no consultório de um psiquiatra em Lisboa. É a história desse psiquiatra e de alguns dos seus pacientes.
Não é o livro certo para mim.
18 reviews
April 15, 2026
"morno" até meio do livro. quando se começa a perceber as interligações fica mais interessante.
3 reviews
April 25, 2026
Foi uma agradável surpresa.
Gostei muito de como, muito elegantemente, todos os caminhos se cruzam. É um livro reflexivo, mas não é maçador, as reflexões surgem de forma leve.
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