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The First Reader: On Writers and Editors
From one of the world’s most celebrated literary publishers, a beautiful and candid meditation on the art of being a partner to creative greatness
For 40 years, Companhia das Letras, the Brazilian publishing house founded by Luiz Schwarcz, has stood for a steadfast and imaginative commitment to its authors and their books. As its reputation grew, the house became the home of an increasing share — and eventually an astonishing one — of globally important writers.
That special responsibility has given Schwarcz and his colleagues a special vantage on the craft of being a good partner to a creative force. It is a special kind of dance, involving diplomacy, fierce commitment, humility, attention to detail, and an intuitive feel for the coherence of the book as both text and physical object. It’s a delicate matter even when both parties are at their best, which is inevitably not always the case. And unlike other dances, it takes place in silence, a special kind of silence that forms a channel between that of the writer and that of the reader.
In THE FIRST READER, Schwarcz offers up insights and stories that bring this special relationship to life. He writes with delightful candor about some of the world’s greatest writers and trickiest personalities, always at heart retaining his honest love and reverence for what these artists can do, and what they can mean in the world. For anyone involved in the practice of creative collaboration, in any medium and on any level, the book is a master class, and a source of inspiration and delight.
For 40 years, Companhia das Letras, the Brazilian publishing house founded by Luiz Schwarcz, has stood for a steadfast and imaginative commitment to its authors and their books. As its reputation grew, the house became the home of an increasing share — and eventually an astonishing one — of globally important writers.
That special responsibility has given Schwarcz and his colleagues a special vantage on the craft of being a good partner to a creative force. It is a special kind of dance, involving diplomacy, fierce commitment, humility, attention to detail, and an intuitive feel for the coherence of the book as both text and physical object. It’s a delicate matter even when both parties are at their best, which is inevitably not always the case. And unlike other dances, it takes place in silence, a special kind of silence that forms a channel between that of the writer and that of the reader.
In THE FIRST READER, Schwarcz offers up insights and stories that bring this special relationship to life. He writes with delightful candor about some of the world’s greatest writers and trickiest personalities, always at heart retaining his honest love and reverence for what these artists can do, and what they can mean in the world. For anyone involved in the practice of creative collaboration, in any medium and on any level, the book is a master class, and a source of inspiration and delight.
- GenresNonfictionWriting
240 pages, Paperback
Published October 6, 2026
About the author
Luiz Schwarcz
7 books24 followersLUIZ SCHWARCZ nasceu em São Paulo, em 1956. Começou sua carreira de editor na editora Brasiliense para depois fundar a Companhia das Letras em 1986. É autor dos livros infantis Minha vida de goleiro (1999) e Em busca do Thesouro da Juventude (2003), e das coletâneas de contos Discurso sobre o capim (2005) e Linguagem de sinais (2010).
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Community Reviews
Displaying 1 - 15 of 15 reviews
July 13, 2025
Bom livro, mas excessivamente preocupado em soar humilde e não desagradar ninguém (bem a cara da Companhia das Letras nos últimos anos....). Seu Schwarcz, na segunda edição, se houver, nós queremos os nomes e os podres todos.
Read
April 7, 2025É essa a grande jogada da literatura: o encontro que se dará entre a vulnerabilidade dos escritores e seus personagens e a vulnerabilidade dos seus leitores e leitoras. Por isso amamos os livros, por serem, fora dos divās, o melhor espelho da nossa imperfeição.
April 23, 2026
Mesmo explicando porque não teve a pretensão de escrever uma carta de amor aos livros, o autor a escreveu. Relatos gostosos sobre a história da literatura moderna, sob a perspectiva de quem fundou a maior editora do país por amor ao ofício e seus grandes ícones.
July 21, 2025
Resenha crítica publicada na Revista Conexão Letras (UFRGS): https://seer.ufrgs.br/index.php/conex....
June 7, 2026
Leituras de 2026
O primeiro leitor - Ensaio de memória [2026]
Luiz Schwarcz (1958-)
Cia das Letras, 2026, 289p.
_____________________________
“Não costumamos entender a literatura como um diálogo. Normalmente, quando os profissionais de edição pensam no leitor, acham que necessitam seduzi-lo a comprar o livro para que, em seguida, ele tenha horas agradáveis ou enriquecedoras de entretenimento cultural” (pág Kindle 69).
.
Vamos falar sobre o título que acabo de ler, “O primeiro leitor”, de Luiz Schwarcz, que para mim evoca inevitavelmente um diálogo com o clássico “O último leitor”, do argentino Ricardo Piglia, que li já faz um tempinho. Enquanto a obra de Piglia investiga a figura mítica e quase obsessiva de quem consome a literatura — aquele que decifra o mundo através das páginas até as últimas consequências —, as memórias do fundador da Companhia das Letras invertem essa perspectiva. O leitor aqui deixa de estar na ponta final do processo para se fixar no nascedouro do livro: o editor é, por definição, o leitor inaugural, aquele cujo olhar moldará a forma como a obra chegará ao resto do mundo. Esse paralelo enriquece a leitura, transformando o livro de Schwarcz em um espelho profissional e biográfico da tese de Piglia.
.
A experiência de leitura que tive, contudo, equilibra-se em um meio-termo, gerando uma sensação de neutralidade. De um lado, senti um incômodo nítido com a faceta corporativa da narrativa, especialmente no que diz respeito à política de aquisição de pequenas e tradicionais editoras pela Companhia das Letras e que deu muito no que falar alguns anos com a aquisição de casas editoriais históricas como a Zahar. Esse movimento do mercado, embora justificado por lógicas de sobrevivência e expansão, a mim transpareceu nas páginas como um certo canibalismo editorial, um processo que muitas vezes sufoca a pluralidade de catálogos independentes em nome da consolidação de um grande império literário. Paciência.
.
Por outro lado, o livro compensa essa frieza de mercado ao abrir as cortinas para os bastidores fascinantes do ofício de editor, algo que sempre me chamou a atenção. Schwarcz compartilha o cotidiano de quem precisa equilibrar faro comercial, sensibilidade artística e uma diplomacia quase psicológica para lidar com egos e genialidades. O relato ganha um brilho especial quando deixa os relatórios financeiros de lado e passa a humanizar o processo de feitura do livro, revelando a mecânica invisível que transforma originais brutos nos volumes que acabam decorando as nossas estantes.
.
O ponto alto da obra reside, sem dúvida, nas memórias afetivas entremeadas à trajetória profissional, especialmente a relação do editor com autores que habitam o panteão de qualquer leitor voraz. É um deleite acompanhar os bastidores da convivência e as dinâmicas de trabalho com gigantes da literatura como Amos Oz, John Updike e Milan Kundera. Ver esses escritores sob a ótica de quem os leu primeiro e ajudou a consolidar suas vozes no Brasil confere ao livro um valor afetivo inestimável, justificando a leitura e deixando um saldo que, se não arrebata, cumpre o papel de iluminar os bastidores da criação literária.
O primeiro leitor - Ensaio de memória [2026]
Luiz Schwarcz (1958-)
Cia das Letras, 2026, 289p.
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“Não costumamos entender a literatura como um diálogo. Normalmente, quando os profissionais de edição pensam no leitor, acham que necessitam seduzi-lo a comprar o livro para que, em seguida, ele tenha horas agradáveis ou enriquecedoras de entretenimento cultural” (pág Kindle 69).
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Vamos falar sobre o título que acabo de ler, “O primeiro leitor”, de Luiz Schwarcz, que para mim evoca inevitavelmente um diálogo com o clássico “O último leitor”, do argentino Ricardo Piglia, que li já faz um tempinho. Enquanto a obra de Piglia investiga a figura mítica e quase obsessiva de quem consome a literatura — aquele que decifra o mundo através das páginas até as últimas consequências —, as memórias do fundador da Companhia das Letras invertem essa perspectiva. O leitor aqui deixa de estar na ponta final do processo para se fixar no nascedouro do livro: o editor é, por definição, o leitor inaugural, aquele cujo olhar moldará a forma como a obra chegará ao resto do mundo. Esse paralelo enriquece a leitura, transformando o livro de Schwarcz em um espelho profissional e biográfico da tese de Piglia.
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A experiência de leitura que tive, contudo, equilibra-se em um meio-termo, gerando uma sensação de neutralidade. De um lado, senti um incômodo nítido com a faceta corporativa da narrativa, especialmente no que diz respeito à política de aquisição de pequenas e tradicionais editoras pela Companhia das Letras e que deu muito no que falar alguns anos com a aquisição de casas editoriais históricas como a Zahar. Esse movimento do mercado, embora justificado por lógicas de sobrevivência e expansão, a mim transpareceu nas páginas como um certo canibalismo editorial, um processo que muitas vezes sufoca a pluralidade de catálogos independentes em nome da consolidação de um grande império literário. Paciência.
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Por outro lado, o livro compensa essa frieza de mercado ao abrir as cortinas para os bastidores fascinantes do ofício de editor, algo que sempre me chamou a atenção. Schwarcz compartilha o cotidiano de quem precisa equilibrar faro comercial, sensibilidade artística e uma diplomacia quase psicológica para lidar com egos e genialidades. O relato ganha um brilho especial quando deixa os relatórios financeiros de lado e passa a humanizar o processo de feitura do livro, revelando a mecânica invisível que transforma originais brutos nos volumes que acabam decorando as nossas estantes.
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O ponto alto da obra reside, sem dúvida, nas memórias afetivas entremeadas à trajetória profissional, especialmente a relação do editor com autores que habitam o panteão de qualquer leitor voraz. É um deleite acompanhar os bastidores da convivência e as dinâmicas de trabalho com gigantes da literatura como Amos Oz, John Updike e Milan Kundera. Ver esses escritores sob a ótica de quem os leu primeiro e ajudou a consolidar suas vozes no Brasil confere ao livro um valor afetivo inestimável, justificando a leitura e deixando um saldo que, se não arrebata, cumpre o papel de iluminar os bastidores da criação literária.
May 18, 2025
Luiz Schwarcz começou sua carreira como editor na Brasiliense e fundou a Companhia das Letras em 1986. "O primeiro leitor" mescla trechos autobiográficos - narrando a trajetória do escritor nas duas casas - com uma declaração de amor à literatura, bem como sua análise sobre o relacionamento entre editor, escritor, as editoras e também o leitor.
Na obra estão presentes os primeiros anos ao lado de Caio Graco, as descobertas e erros de Schwarcz como editor, a fundação da Cia, e a amizade do escritor com grandes nomes da literatura e do mercado editorial, bem como algumas lembranças e fuxicos bastante divertidos. Zahar, Ênio Silveira, Max Perkins, Saramago, Chico Buarque, Amoz, Jô Soares e, obviamente Lili, são apenas alguns dos nomes citados no livro, em passagens ora alegres, ora tristes, mas sempre carregadas de afeto.
É um livro delicioso, que me arrancou muitos sorrisos. Uma verdadeira preciosidade para quem gosta de literatura, e que realiza uma linda homenagem não apenas àqueles que participaram da carreira de Schwarcz , mas também ao leitor, que é citado em várias passagens da obra.
Na obra estão presentes os primeiros anos ao lado de Caio Graco, as descobertas e erros de Schwarcz como editor, a fundação da Cia, e a amizade do escritor com grandes nomes da literatura e do mercado editorial, bem como algumas lembranças e fuxicos bastante divertidos. Zahar, Ênio Silveira, Max Perkins, Saramago, Chico Buarque, Amoz, Jô Soares e, obviamente Lili, são apenas alguns dos nomes citados no livro, em passagens ora alegres, ora tristes, mas sempre carregadas de afeto.
É um livro delicioso, que me arrancou muitos sorrisos. Uma verdadeira preciosidade para quem gosta de literatura, e que realiza uma linda homenagem não apenas àqueles que participaram da carreira de Schwarcz , mas também ao leitor, que é citado em várias passagens da obra.
July 6, 2025
O último livro do escritor e editor Luiz Schwarcz é, sem dúvida, uma leitura recomendada para quem aprecia o universo dos livros.
Um misto de memórias e ensaios sobre a natureza — e os paradoxos — do trabalho editorial, o livro revela bastidores de algumas das principais editoras do país, atuais e extintas, e narra a relação do autor com nomes como Saramago, Rubens Fonseca, Paulo Francis, Amos Oz e Oliver Sacks.
Apreciei a leitura na maior parte do tempo. Em alguns trechos, no entanto, o autor se estende em detalhes e personagens sem necessariamente trazer novas camadas ao texto. Em outros, insiste em reforçar seus posicionamentos políticos de forma que, a meu ver, extrapola o necessário.
Ainda assim, a leitura valeu muito a pena. Trata-se de um livro interessante, honesto, bem escrito — como se esperaria de um autor com sua trajetória. Marquei muitos trechos (e, em geral, só faço isso quando a leitura me toca e estabelece diálogo comigo).
Um misto de memórias e ensaios sobre a natureza — e os paradoxos — do trabalho editorial, o livro revela bastidores de algumas das principais editoras do país, atuais e extintas, e narra a relação do autor com nomes como Saramago, Rubens Fonseca, Paulo Francis, Amos Oz e Oliver Sacks.
Apreciei a leitura na maior parte do tempo. Em alguns trechos, no entanto, o autor se estende em detalhes e personagens sem necessariamente trazer novas camadas ao texto. Em outros, insiste em reforçar seus posicionamentos políticos de forma que, a meu ver, extrapola o necessário.
Ainda assim, a leitura valeu muito a pena. Trata-se de um livro interessante, honesto, bem escrito — como se esperaria de um autor com sua trajetória. Marquei muitos trechos (e, em geral, só faço isso quando a leitura me toca e estabelece diálogo comigo).
February 17, 2026
Esse livro é muito especial, principalmente para quem trabalha na área. Impresso em papel amarelo, costurado, mesmo sendo impresso no formato brochura, é uma aula de produção editorial. O autor hora transcorre sobre a construção de sua carreira como editor, hora sobre as experiências que viveu por meio dela. Ele, na minha humilde opinião, dá algumas dicas do que levar em consideração no momento em que estamos produzindo um livro, assim como treina o olhar para identificar bons autores. Também narra, com delicadeza e discrição, como foi lidar com tanto autores renomados e administrar o ego, peculiaridades e o talento de cada um deles. Ele também compartilha as relações de amizade que construiu por meio da sua vida como editor. Recomendo!
May 27, 2025
Esse livro atrai qualquer um que ama ler e ama livros,mas fiquei um pouco decepcionada.
Achei que eu ia ler mais sobre o ofício de edição, como funciona uma editora desde a chegada dos originais até a preparação, gráfica, como é feita a distribuição, etc.
Na prática, li mais sobre a arte de escrever e sobre sua amizade com autores famosos, sempre falando alguma coisa negativa no final. Só tem uma pessoa que só merece elogios dele: sua mulher Lilian Schwarcz. Fiquei feliz, porque gosto dela.
Ao terminar, ficou em minha lembrança o seguinte: um falso modesto.
Achei que eu ia ler mais sobre o ofício de edição, como funciona uma editora desde a chegada dos originais até a preparação, gráfica, como é feita a distribuição, etc.
Na prática, li mais sobre a arte de escrever e sobre sua amizade com autores famosos, sempre falando alguma coisa negativa no final. Só tem uma pessoa que só merece elogios dele: sua mulher Lilian Schwarcz. Fiquei feliz, porque gosto dela.
Ao terminar, ficou em minha lembrança o seguinte: um falso modesto.
June 26, 2025
Esse é um livro para quem gosta de livros e se interessa pelo mundinho literário.
Muito legal conhecer melhor a trajetória do Luiz e lembrar que ele não começou como o dono da maior editora que temos hoje.
Adorei ler sobre a amizade dele com os escritores. Anotei vários títulos que fiquei com vontade de ler.
Uma delícia de leitura.
Muito legal conhecer melhor a trajetória do Luiz e lembrar que ele não começou como o dono da maior editora que temos hoje.
Adorei ler sobre a amizade dele com os escritores. Anotei vários títulos que fiquei com vontade de ler.
Uma delícia de leitura.
Review of advance copy received from Edelweiss+
I want to say a good 80-90% of the women named in this book are exclusively mentioned as the wives of the male counterparts he fawns over endlessly. And that included his own wife, who by my estimation may be the most patient woman to ever live. Aside from that, this book is trite, uninteresting, and an utter failure.
May 29, 2025
8/10
June 1, 2025
eu AMEI!!
September 22, 2025
Muito bem escrito, mas carece de profundidade. Entendo que por ser um ensaio vai sempre ser chapa branca, mas acho que eu tinha mais expectativas a cerca das idiossincrasias da profissão.
Review of advance copy received from Publisher
Part memoir, part informative essays, and overall very enjoyable and accessible to read. The description calling it a "candid meditation on the art of being a partner to creative greatness" feels incredibly appropriate. Schwarcz has a strong voice throughout but with a conversational quality that almost feels behind the scenes, as though you are observing Schwarcz whilst he reflects on his career and determines exactly what he wants to say. I studied the history of the book in university but the euro-centric focus meant I have little understanding or knowledge on how literature and publishing evolved in other regions of the world. This book was a perfect introduction for someone who admires and appreciates the glimpses behind the scenes of the book as an industry and the levels of collaborative work required to get a book from its author to the reader. The literary references to authors I have never heard of before and the connection Schwarcz highlights between bookstores and publishing houses in Brazil were particularly noteworthy for me.
I appreciate the breadth that is covered in this book, from highlighting particular writers Schwarz knew professionally to discourse on book bans and censorship. However, I do think a little more depth on some of these areas would have benefited. Overall very glad I read this!
I appreciate the breadth that is covered in this book, from highlighting particular writers Schwarz knew professionally to discourse on book bans and censorship. However, I do think a little more depth on some of these areas would have benefited. Overall very glad I read this!
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