Consumo Obrigatório é uma espécie de autobiografia de Virgílio Castelo ao som das guitarras eléctricas, com muitas peças de teatro, filmes, séries e telenovelas a ilustrá-la.
A trilogia «sexo, drogas e rock ‘n’ roll», divisa panfletária dos anos 60, chegou a Portugal com dez anos de atraso, mas os jovens da geração de 70 rapidamente se deixaram embalar no pop e no rock e depressa caíram nos mesmos paraísos e nos mesmos infernos que se tinham ouvido e vivido na década anterior pelo mundo fora.
Na funda e intensa noite das boîtes, discotecas e bares criou-se a matéria-prima das lembranças que hoje fazem vibrar as histórias deste livro de amores e aventuras, desgostos e loucuras, desvarios e ternuras.
É o escândalo ou a ternura dessas memórias, dos 13 aos 49 anos, umas mais geracionais, outras mais particulares, que Virgílio Castelo nos conta nesta ficção que é, afinal, a autobiografia de toda uma geração.
Um livro sobre a eterna disputa entre a escuridão do prazer e a claridade do dever
Virgílio Castelo é actor, autor e encenador, tendo sido produtor e consultor de ficção em estações de televisão e produtoras de conteúdos. Fez a sua formação na Escola Superior de Arte Dramática da Universidade de Estrasburgo, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, e estreou-se profissionalmente no primeiro espectáculo realizado em liberdade no nosso país, a 23 de Junho de 1974, num texto de revista intitulado Pides na Grelha. Em 2008, publicou O Último Navegador com a chancela de A Esfera dos Livros.
Um percurso obrigatório pela noite lisboeta (a maioria) com passeios a outros locais. Autobiográfico, misterioso qb e delicioso. Devia ser obrigatório ler com a música que transpira pelo meio a bombar nas colunas.