O que acontece quando uma tempestade te isola no cimo de uma montanha, a neve te faz esquecer o mundo à tua volta… e ficas sozinha com o único homem que nunca deverias desejar?
Layla Birch sempre fez o que se esperava boa rapariga, responsável, com planos bem definidos. Até o destino a levar até a um rancho no topo de uma montanha onde vive Colton Wilder, um cowboy com quase o dobro da sua idade, forte, misterioso e… pai do seu ex-namorado.
Quando uma tempestade de neve os faz ficar retidos no rancho, o isolamento intensifica os olhares, e a tensão estende-se como um fio quente, impossível de ignorar. Não são apenas os gestos, nem sequer as é a forma como ele se aproxima e recua, como se lutasse contra algo que também a arrasta a ela. Lá fora, a neve cai sem parar.
Lá dentro, a distância entre os dois diminui, lenta e inevitavelmente. Vão-se aproximando de uma linha que nenhum deles devia cruzar. E, ainda assim, cada momento torna mais difícil rejeitar o desejo que cresce, profundo e proibido.
“Alguns caminhos só se encontram quando nos perdemos” Uma leitura arrebatadora, daquelas que nos puxam para dentro da história desde as primeiras páginas e não nos larga até ao fim. Layla é a definição de resiliência. Sempre fez o que se esperava dela, cresceu depressa e aprendeu a sobreviver sozinha. Quando chega a Crimson Ridge, traz consigo o peso do passado, a solidão e a necessidade de recomeçar. A sua vulnerabilidade é crua, real e profundamente comovente. É impossível não querer protegê-la. Colton Wilder é o típico homem fechado, moldado por perdas, responsabilidades e solidão. Um cowboy rude à primeira vista, mas com um coração pesado e uma lealdade inabalável. A diferença de idades, o contexto proibido e o facto de ser o pai do ex-namorado dela criam uma tensão constante, quase sufocante, que ele tenta combater a todo o custo, sem sucesso. O slow burn é magistral. A proximidade forçada, o isolamento da montanha, a neve a cortar o mundo exterior tudo contribui para uma atmosfera carregada de desejo contido, olhares demorados e sentimentos que se recusam a ser ignorados. Este não é apenas um romance quente e intenso. É uma história sobre duas pessoas feridas que se encontram no momento em que mais precisam uma da outra. Sobre permitir-se sentir, mesmo quando tudo parece errado. Sobre baixar defesas, enfrentar culpas e escolher o amor apesar do medo. O cenário de Crimson Ridge está lindamente construído, sente-se o frio, o isolamento, o trabalho duro do rancho e a vida crua da montanha. A escrita da Elliot Rose é envolvente, visual e emocionalmente carregada, equilibrando na perfeição tensão, dor, entrega e esperança. Um romance proibido que prende, provoca e emociona. Um início fortíssimo para a série Crimson Ridge, que deixa uma vontade de regressar a este mundo e conhecer as próximas histórias. Intenso, arrebatador e inesquecível. Foi para mim uma honra e um enorme orgulho poder ler este livro antecipadamente. Quero deixar um enorme agradecimento à alma dos livros pela confiança e apoio que têm para comigo. Deixa-me de coração quentinho. Muito obrigada por acreditarem no meu trabalho. E que privilégio fazer parte deste livro que para mim será sempre especial.
Gostei da premissa, gostei do age gap, gostei da história da Layla e gostei do ar carrancudo do Colt, mas... precisava de mais história e desenvolvimentos 💖