Não costumo escrever reviews, mas este livro merece totalmente que eu abra uma exceção.
Gostei mesmo muito do livro e recomendo-o a toda a gente — e não apenas por ter sido escrito pela minha irmã. Na minha opinião, é um daqueles livros em que muitas pessoas se podem rever e identificar. Há pensamentos, sentimentos e momentos que ela descreve que eu própria já senti e pensei, e que, de certa forma, ainda hoje fazem parte de mim.
É um livro que nos faz rir, chorar e, acima de tudo, refletir. Refletir sobre a vida no geral, sobre a forma como a vivemos e, talvez, sobre a forma como a deveríamos viver.
É daqueles livros que nos fazem sentir menos sozinhos nos nossos pensamentos. E há algo muito reconfortante nisso.
Normalmente não sou de escrever estas coisas, mas este livro fez-me querer parar um pouco e dedicar algum tempo a escrever sobre ele.
Titinha, meu pequeno (literalmente) génio, muitos parabéns por teres escrito um livro incrível. Fez-me pensar bastante e refletir sobre a forma como eu encaro e vivo a vida. Estou super, hiper, mega orgulhosa de ti!
Há livros que impressionam pela complexidade, e há outros — mais raros — que nos desarmam pela simplicidade. Este é um desses casos. Com uma voz jovem, assumidamente inexperiente e desprovida de certezas, a autora conduz-nos por um olhar fresco sobre o mundo dos adultos. E é precisamente nessa aparente ingenuidade que reside a sua força: ao observar sem filtros nem pretensões, expõe contradições, hábitos automáticos e crenças pouco questionadas que muitos de nós aceitamos como naturais. Ao longo das páginas, torna-se claro que, afinal, ninguém sabe verdadeiramente como fazer sempre as melhores escolhas. Ainda assim, os adultos persistem em dar conselhos, em afirmar opiniões como verdades absolutas — talvez mais por necessidade de segurança do que por real sabedoria. A leitura é leve, fluida e surpreendentemente profunda. Sem nunca ser agressivo ou moralista, o livro funciona como um espelho subtil, que nos convida a questionar as nossas próprias certezas e a forma como vivemos. Um texto delicado, lúcido e muito humano, que prova que, por vezes, é precisamente quem mais diz “não sei” quem mais nos faz pensar.
Conheço pessoalmente a escritora e fiquei a gostar ainda mais dela. Neste livro, somos conduzidos, por uma mente jovem, através de várias reflexões sobre a forma como nos relacionamos com os outros, com o mundo e connosco.
Este livro parte de uma ideia interessante sobre a forma como olhamos para o conhecimento, especialmente quando vem de pessoas mais novas, e como estamos todos, em qualquer idade, num processo contínuo de aprendizagem, troca e construção.
Ao longo da leitura, senti que havia uma reflexão com alguma frescura e intenção de provocar pensamento, ainda que por vezes atravessasse alguns lugares-comuns e certas formulações mais previsíveis, que acabam por revelar alguma falta de maturidade narrativa, algo que, acredito, tende naturalmente a evoluir com o tempo e com a escrita.
Gostei particularmente da segunda parte, da fábula contada pelo cão, que trouxe uma camada mais simbólica e evocativa ao texto. Fez-me lembrar, em alguns momentos, A Quinta dos Animais, de Orwell, sobretudo na forma como constrói metáfora e crítica através de uma voz não humana. Ainda assim, ficou a sensação de que esse universo tinha potencial para ser mais desenvolvido e explorado, já que a base conceptual é realmente muito forte.
No geral, é uma leitura com ideias interessantes e momentos de brilho, que aponta para um caminho promissor. Fiquei com a sensação de que os próximos trabalhos da autora poderão trazer uma construção narrativa ainda mais sólida e aprofundada, explorando melhor o excelente potencial que aqui já se nota.
Muitos parabéns à Benedita por este livro incrível e por todo o percurso que tem vindo a construir. Dá mesmo para ver o esforço, a dedicação e o talento em cada página. Fico muito feliz por poder fazer parte deste caminho e acompanhar este sucesso. Que este seja apenas o começo de muitas conquistas! Espero que gostes deste livro tanto como eu gostei. A história é mesmo muito boa e vale mesmo a pena ler. Boa leitura!
É uma grande honra para o mundo inteiro que a Benedita tenha publicado esta obra. Um livro repleto de vulnerabilidade, honestidade e principalmente amor. Gostava inclusivamente de perceber como é que a cabeça da autora funciona, para estar um livro tão bonito de se ler. Obrigada Benedita Bourdain, que venham mais!
Este livro foi uma surpresa muito agradável. A escrita é super fluida e acessível, daquelas que nos faz devorar capítulos sem dar por isso. O que mais me cativou foi a riqueza de detalhes. A autora consegue descrever os cenários e as emoções de uma forma tão minuciosa que parece que estamos lá dentro.
Tendo a autora como amiga, foi um prazer ainda maior ler esta obra. É um livro sensível, honesto e muito humano, que aborda emoções e inquietações de forma genuína, com uma escrita próxima e envolvente. Uma leitura que convida à reflexão e que merece muito ser lida.
É profundo sem ser pesado e faz refletir sobre comportamentos que damos como normais. Recomendo mesmo a quem não tem hábito de leitura, como o meu caso.
Sou a pessoa mais suspeita para fazer uma review deste livro porque a autora é minha filha! 💝 Mas é exatamente como mãe que senti que tinha de o fazer! Quando me perguntam sobre o que é o livro respondo sempre que é a cabeça da Benedita no papel! E depois de ler percebi que todos os pais e mães e todos os jovens deveriam ler este livro!💡 Porque ajuda-nos a perceber como funciona a cabeça dos jovens, as suas dúvidas e vulnerabilidades e como nós, pais podemos aprender com o que a Benedita escreveu sobre si e a forma como vê o mundo! E a sua visão é só mais uma confirmação da beleza da sua alma e o mundo precisa muito disso! Por mais livros assim e por mais Beneditas no mundo! 💖