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Sal na ferida
Sal na ferida é uma coletânea de crônicas provocativas e bem-humoradas que expõem frustrações e constrangimentos familiares a qualquer brasileiro no século XXI. Em um tom de desabafo, o livro passeia por temas variados, como a onipresença da tecnologia na sociedade contemporânea, a complexidade dos relacionamentos interpessoais e situações rotineiras desagradáveis que testam os limites da paciência humana. As crônicas podem ser lidas em qualquer ordem. Algumas apresentam personagens como Sujeito, um pobre consumidor brasileiro que tenta escapar das armadilhas dos vendedores durante um passeio no shopping, ou Serginho, um síndico que faz o possível para não ser atingido pelo fogo cruzado na reunião de condomínio. Outras foram escritas na forma de um diálogo descontraído com o leitor, trazendo reflexões divertidas sobre momentos em que rimos para não chorar, seja vivendo a tensão de um primeiro encontro ou sofrendo a humilhação de procurar uma vaga de emprego online.
172 pages, Paperback
Published May 1, 2025
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Community Reviews
Displaying 1 - 2 of 2 reviews
January 28, 2026
Há uma porção de gente nova fazendo a crônica, que seguramente não é um gênero estático que tenha morrido depois da sua geração de ouro. Todos os anos, há uma infinidade de escritores com menos de 30 anos estreando com livros de crônicas. É o caso de Alice F. Castro, nascida em 1996, que lançou o seu primeiro livro.
“Sal na ferida” (Patuá, 2025) é um livro em que ela reúne histórias do cotidiano, em geral focadas na hipocrisia de certas estratégias sociais, como a de presentar com uma lembrancinha ou a de usar uma desculpa para não comparecer a um evento, as quais expõe com um mau-humor aparente, pois é de calculado efeito cômico.
A cronista também se mostra atenta às propagandas enganosas e a toda estratégia publicitária que esconde uma armadilha, como as burocracias tecnológicas que nos são impostas para usufruir de um produto ou serviço, assim como as taxas de serviço adicional e, por fim, a própria precificação da nossa vida cotidiana.
Sua crônica, portanto, costuma nascer de certas tensões sociais. Algumas de suas reclamações talvez pareçam inevitáveis na vida em sociedade (mas nem por isso menos engraçadas), mas também é fora de dúvida que outras são absolutamente justas (por exemplo, aquela que fala do estado de nossos banheiros públicos).
Ela também trata de certas pressões, como a que sofrem os introvertidos, e assim vai expondo grande parte dos desencontros de nossos relacionamentos cotidianos, até se chegar ao verdadeiro caos social das reuniões de condomínio, que é onde todas as tensões se expressam de forma mais nítida (e todas as máscaras caem).
Soma-se a isso ainda uma crônica original em que ela assume a voz de um cachorro e, ao final, tem-se um resultado dos mais interessantes para alguém que ingressou agora no gênero da crônica e que, certamente, ainda tem mais a nos oferecer.
“Sal na ferida” (Patuá, 2025) é um livro em que ela reúne histórias do cotidiano, em geral focadas na hipocrisia de certas estratégias sociais, como a de presentar com uma lembrancinha ou a de usar uma desculpa para não comparecer a um evento, as quais expõe com um mau-humor aparente, pois é de calculado efeito cômico.
A cronista também se mostra atenta às propagandas enganosas e a toda estratégia publicitária que esconde uma armadilha, como as burocracias tecnológicas que nos são impostas para usufruir de um produto ou serviço, assim como as taxas de serviço adicional e, por fim, a própria precificação da nossa vida cotidiana.
Sua crônica, portanto, costuma nascer de certas tensões sociais. Algumas de suas reclamações talvez pareçam inevitáveis na vida em sociedade (mas nem por isso menos engraçadas), mas também é fora de dúvida que outras são absolutamente justas (por exemplo, aquela que fala do estado de nossos banheiros públicos).
Ela também trata de certas pressões, como a que sofrem os introvertidos, e assim vai expondo grande parte dos desencontros de nossos relacionamentos cotidianos, até se chegar ao verdadeiro caos social das reuniões de condomínio, que é onde todas as tensões se expressam de forma mais nítida (e todas as máscaras caem).
Soma-se a isso ainda uma crônica original em que ela assume a voz de um cachorro e, ao final, tem-se um resultado dos mais interessantes para alguém que ingressou agora no gênero da crônica e que, certamente, ainda tem mais a nos oferecer.
March 5, 2026
3.5
adorei!!!
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