um livro sobre o labirinto das cidades desconhecidas que se abrem e se fecham como as ruas da infância, os desejos, o futuro, a apatia, a língua conhecida e estrangeira, a maternidade. um livro que dá p ler junto do "a rua de mão única" do benjamin e me fez pensar muito sobre a seção "as cidades" do ensaio-carta da ferrante, "a frantumaglia". um livro sobre o governo de perder-se. se perder, se perder, pegar o fio esgarçado da adriane, aprender a vagar. chegar onde?
(adoro a paloma como professora e escritora, adoro essa escrita do pequeno, simples, inacabada, pequenos trechos, procedimentos. consigo ver tanto dela como professora nos livros ou o contrário, vejo a escritora nas aulas. não tem como ser uma sem ser a outra. e desde que tive aulas com ela, com uns 18 anos, eu pensei: quero ser igual ela. e depois disso segui o rastro das mulheres que ela me apresentou e continuo seguindo esse fio e me perdendo e me encontrando.)