Para Todos que Ainda Acreditam no Amor é um romance de ficção filosófica que investiga o amor não como promessa de plenitude, mas como experiência de perda, memória e reconstrução do sentido. Enquanto enfrenta um câncer terminal que apaga suas memórias, Allegra perde o diário onde havia depositado suas lembranças mais essenciais. Nele havia o que restava de sua identidade — recuperá-lo seria seu último gesto de resistência diante da finitude. A perda do diário não representa apenas o esquecimento do passado, mas o colapso de uma promessa íntima que a vida insiste em cobrar. Sem memória, Allegra se vê forçada a caminhar sem certezas, confrontando aquilo que permanece quando tudo o que nos definia desaparece. Ao longo dessa travessia, surgem personagens igualmente Any, ex-militar marcada pela violência e pela culpa; Assaji, herdeiro que renunciou ao amor e a si mesmo após desacreditar da ternura em um mundo endurecido. Cada encontro revela não uma salvação, mas uma pergunta — sobre redenção, perdão e a possibilidade de permanecer humano. Estruturado a partir de um testamento filosófico composto por cinco regras de amor, o romance dialoga com os pensamentos de Schopenhauer, Nietzsche, Kierkegaard, Plotino e Heidegger, incorporando essas reflexões à própria carne da narrativa. O amor, aqui, não é é falho, incompleto, confuso — e justamente por isso profundamente humano. Ambientado entre montanhas, parreirais, vinhos e vinícolas, e entre ruas, praças e espaços simbólicos de Florianópolis, Para Todos que Ainda Acreditam no Amor constrói uma literatura de cura que não oferece respostas fáceis, mas convida o leitor a atravessar o labirinto da memória, da perda e do reencontro consigo mesmo. Um romance sobre aquilo que resta quando já não sabemos quem fomos — e sobre a coragem silenciosa de ainda assim escolher amar.
O livro traz a história de Allegra, uma jovem que está enfrentando um câncer terminal que a faz esquecer suas memórias. Ela escreve suas memórias num diário, para que ela se lembre das coisas que fez e também porque ela não quer ser esquecida. Mas, esse diário é roubado, por um saltimbanco enigmático, que diz que ela fez uma promessa e que tem uma missão a cumprir. Para recuperar seu diário, Allegra vai enfrentar sua jornada.
A escrita do Autor é leve e bastante envolvente. A construção do cenário é muito profunda, assim como seus personagens. Cada um deles tem sua jornada, seus traumas e uma missão a ser cumprida. Além de Allegra; Any, uma ex-militar que tem sua vida marcada pela violência e que carrega um fardo grande de culpa, Orfeu, o saltimbanco que rouba o diário de Allegra e que também carrega suas perdas; Assaji, o jovem herdeiro da família Falcão que se vê desacreditado sobre os afetos de um mundo tão endurecido. Todos eles terão seus caminhos cruzados e não tem como você não ser empático com eles.
Chorei em muitos momentos e torci para que uma das situações que ocorreu durante a história, não acontecesse. O final do livro foi supreendente e me deixou extremamente emocionada.
Entendi que esse livro veio para curar, dar esperanças e ser um livro de acolhimento. E foi exatamente isso que esse livro se tornou pra mim: um livro que abraça. E foi para os favoritos.