Em Janeiro de 1608, em pleno reinado de D. Filipe II, a nau Santo Agostinho sai de Goa para mais uma viagem de volta ao reino. Dentro desta nau estão as enigmáticas Trovas do Bandarra. Ao saber-se da sua existência, as mortes, os ardis e as traições sucedem-se, procurando desvendar-se o misterioso segredo que poderá mudar o curso da História de Portugal. No século XXI, uma jornalista, ao preparar um artigo sobre Fernando Pessoa, apercebe-se que algo de estranho se passa com as Trovas do Bandarra. A investigação leva-a à Ilha Terceira, onde a descoberta de uma das três figuras de marfim indo-português que viajam na Santo Agostinho a precipita numa sucessão perigosa de acontecimentos. Entre as dificuldades da viagem na nau do século XVII e as descobertas arqueológicas do século XXI, desenrolam-se duas fascinantes e tumultuosas histórias de amor e ainda a perigosa tarefa de decifrar as Trovas do Bandarra.
A Ana Margarida nasceu em Lisboa e defende acerrimamente que não é preciso saber em que ano foi. Viveu fora do país e fora da capital mas é em Lisboa que se sente feliz e é nesta cidade que vive. A área das letras foi a que escolheu para estudar, trabalhar, ensinar, comunicar, escrever, brincar, experimentar, ousar, desafiar, cumprir. O que a deslumbra verdadeiramente é a História e as histórias que se ouvem, que se contam, que se partilham, que se imaginam, que se vivem, que se sentem. As letras foram também o ponto de partida para as aulas de português que deu durante anos e para o trabalho que desenvolve na RFM. Os amores e desgostos de D. Maria I e D. Maria II é o seu segundo romance, depois do sucesso do primeiro intitulado Pimenta da Índia. Na área da não ficção, escreveu três livros.
Brilhante!!! Adorei este livro. Se fosse de um autor estrangeiro tenho a certeza que seria um best-seller, mas assim pouco se ouve falar dele (eu tive conhecimento deste livro através de uma pergunta do programa "Um Contra Todos" em que participei).
Obrigada Ricardo pelo empréstimo!
Teresa e Luís são dois colegas de escola que se reencontram ao fim de muitos anos sem nada saberem um do outro. Teresa é jornalista e Luís engenheiro, no século XXI.
Isabel e Manuel viajam na nau Santo Agostinho, proveniente de Goa e com rumo a Lisboa, no ano de 1608. Isabel é filha de D. Jorge Tello Mayor, e Manuel o comandante da nau.
Duas histórias que se cruzam apesar dos séculos que as separam, narradas de uma forma brilhante, apaixonante, que prende o leitor e o arrebata numa leitura difícil de deixar antes do fim.
Em torno do mistério que envolve as Trovas do Bandarra , a história das personagens desenrola-se de forma cadenciada: ora estamos no século XXI onde Teresa e Luís vivem uma paixão proibida enquanto investigam o mistério das Trovas nos Açores, ora estamos a bordo da Santo Agostinho, em pleno mar e vivemos com Isabel e Manuel um amor condenado enquanto tentam proteger as Trovas do Bandarra, que encerram o futuro de Portugal.
Neste romance temos um misto de história, aventura, policial e espionagem. A forma como a autora interliga as duas histórias é brilhante, e para mim, um dos grandes pontos fortes deste livro. O leitor vive as duas histórias em simultâneo mas sem que as mesmas se "baralhem".
Ficamos a conhecer as condições sub-humanas em que eram realizadas as viagens a bordo das naus da Carreira da Índia, mas também somos presenteados com uma viagem submarina aos destroços dessas mesmas naus, naufragadas ao largo da Ilha Terceira, nos Açores.
Ao longo de toda a história, passado e presente cruzam-se, tendo o mar como cenário.
On the 30th of January,of year 1608,there's an overloaded ship (a Portuguese Nau,named Santo Agostinho) departing from Goa,India.Her captain is very worried about both cargo and people on board. The ship would arrive to Lisbon eight months later. In the meantime, a love story unfolds, and there's this mysterious box, the ship carries along. The writings inside the box (and their deciphering by a journalist of the 21st century) are, truly,the backbone of the book; they're authored by the shoemaker of Trancoso,named Bandarra,a kind of prophet and dreamer.And these writings tell something about the future of Portugal and the world. Some say that Nostradamus language looks sloppy compared to Bandarra's careful one-that's debatable. I take this chance to place right here just some of the shoemaker's words: Everyone will have a love/Gentiles and pagans/Jews shall become Christians/no more error shall be. They will serve only one Lord/Jesus Christ; that I name/All will believe that the/Anointed saviour has already come. (My translation from Portuguese into English).
I bought this book because I saw an interview of the author on TV and became curious about the theme. I liked it: It is not a literary masterpiece but it’s well written, with a good historical background and a plot that captures your attention in a Dan Brown style.It’s the perfect holiday book.
Relato histórico muito interessante sobre a Carreira da Índia. Cria no leitor a vontade de conhecer os Açores, em especial a cidade de Angra do Heroísmo é a sua zona arqueológica.