What do you think?


Ser escritor: Liberdade e consciência na criação literária
Em nove textos repletos de verdadeiras iluminações sobre o ato da escrita, e a partir da leitura de autores clássicos e contemporâneos, o autor investiga o que sustenta a formação de uma voz literária. Um livro para quem escreve e para quem quer escrever.
Escrever é um gesto simples — e, ao mesmo tempo, uma das tarefas mais complexas que alguém pode assumir. Entre a primeira leitura que nos transforma e a primeira frase que ousamos escrever existe um território movediço, povoado por dúvidas, desejos e forças históricas que moldam aquilo que chamamos de literatura.
Combinando ensaio, crítica literária e uma espécie de pedagogia da imaginação, Roberto Taddei parte de uma pergunta aparentemente modesta — como alguém passa do lugar de leitor para o de autor? — para construir uma reflexão ampla sobre liberdade criativa, consciência formal e autonomia. A partir da leitura de textos de Virginia Woolf, Clarice Lispector, Anton Tchekhov, Jorge Luis Borges, Alice Munro, J.M. Coetzee, Geovani Martins, Cidinha da Silva e outros autores, ele mostra como a literatura é atravessada por gênero, classe, raça, história colonial e tradição, e como cada escritor, ao escrever, negocia com essas forças para criar algo que seja verdadeiramente seu. Sem condescendência nem simplificação, uma reflexão sobre o que pode a literatura hoje, e sobre o que pode cada um de nós quando decide transformar sua própria experiência em linguagem.
Escrever é um gesto simples — e, ao mesmo tempo, uma das tarefas mais complexas que alguém pode assumir. Entre a primeira leitura que nos transforma e a primeira frase que ousamos escrever existe um território movediço, povoado por dúvidas, desejos e forças históricas que moldam aquilo que chamamos de literatura.
Combinando ensaio, crítica literária e uma espécie de pedagogia da imaginação, Roberto Taddei parte de uma pergunta aparentemente modesta — como alguém passa do lugar de leitor para o de autor? — para construir uma reflexão ampla sobre liberdade criativa, consciência formal e autonomia. A partir da leitura de textos de Virginia Woolf, Clarice Lispector, Anton Tchekhov, Jorge Luis Borges, Alice Munro, J.M. Coetzee, Geovani Martins, Cidinha da Silva e outros autores, ele mostra como a literatura é atravessada por gênero, classe, raça, história colonial e tradição, e como cada escritor, ao escrever, negocia com essas forças para criar algo que seja verdadeiramente seu. Sem condescendência nem simplificação, uma reflexão sobre o que pode a literatura hoje, e sobre o que pode cada um de nós quando decide transformar sua própria experiência em linguagem.
222 pages, Kindle Edition
Published April 23, 2026
Ratings & Reviews
Friends & Following
Create a free account to discover what your friends think of this book!
Community Reviews
Displaying 1 - 1 of 1 review
May 20, 2026
referências bacanas, tangíveis e que dialogam bem com o argumento: escrever literatura como um esforço duplo de consciência e liberdade – ou aquilo o que você faz com sua autonomia de escolha. por um lado, a mediação com a tradição literária, com o cânone que cada um elege para si no seu processo formativo. por outro, a ampla autorização de que todos podem escrever. algumas passagens específicas são mais voltadas para ‘técnicas’ de narração (e o quiasma autor-narrador), mas a maioria são diálogos diretos com o repertório elencado (woolf, coetzee, djaimila pereira, clarice, geovani martins).
palavra-chave: intenção. e o que você faz com ela quando o que está em jogo é dedicar-se a um livro, sim, mas também a um tipo de vida em que a literatura ocupa espaço central, sem nunca perder a condição contemporânea de vista. nessa discussão sobre a tomada de consciência da escrita, me vi interagindo com grande parte do livro, rememorando pensamentos que tive mais intensamente durante o mestrado e rabiscando bastante, o que é sempre um bom sinal. e acho a trinca honestidade, rigorosidade e generosidade um belo acerto de conclusão.
para alguém que já vem lendo sobre criação literária há algum tempo, inclusive como pesquisador, acho direto demais, pacífico demais. senti falta de uma radicalidade, uma provocação maior, que a redondeza do argumento e o próprio caráter da escrita criativa como campo de estudo próprio obrigam a deixar de fora. mas nada que uma leitura complementar de caráter mais ensaístico/filosófico não sacie.
palavra-chave: intenção. e o que você faz com ela quando o que está em jogo é dedicar-se a um livro, sim, mas também a um tipo de vida em que a literatura ocupa espaço central, sem nunca perder a condição contemporânea de vista. nessa discussão sobre a tomada de consciência da escrita, me vi interagindo com grande parte do livro, rememorando pensamentos que tive mais intensamente durante o mestrado e rabiscando bastante, o que é sempre um bom sinal. e acho a trinca honestidade, rigorosidade e generosidade um belo acerto de conclusão.
para alguém que já vem lendo sobre criação literária há algum tempo, inclusive como pesquisador, acho direto demais, pacífico demais. senti falta de uma radicalidade, uma provocação maior, que a redondeza do argumento e o próprio caráter da escrita criativa como campo de estudo próprio obrigam a deixar de fora. mas nada que uma leitura complementar de caráter mais ensaístico/filosófico não sacie.
Displaying 1 - 1 of 1 review


