A gente tende a tomar atitudes precipitadas quando acha que comparar a nossa vida com a vida dos outros é mais importante do que seguir os próprios passos.
Em seu livro de estreia, Luanda Vieira provoca reflexões sobre coragem, sucesso e felicidade. Partindo de experiências pessoais, sua escrita lírica e evocativa mostra as batalhas intensas que enfrentou para conquistar os seus sonhos e a descoberta de que nenhum desejo vale o adoecimento; afinal, nada é definitivo.
Com um relato poderoso e honesto sobre o poder e a coragem de mudar de rumo e recalcular a rota, a jornada de autodescoberta e empoderamento de Luanda serve também como aprendizado para todos aqueles que já enfrentaram resistências externas na busca de seus sonhos. A partir de suas palavras podemos aprender a ter novas conversas. Podemos entender que, em um mundo que não foi feito para o sucesso de todos, priorizar a saúde e a autenticidade pode fazer mais sentido do que "chegar lá" a qualquer custo.
Aprendemos desde cedo que devemos “correr atrás dos nossos sonhos”, mas, depois de ler esse livro, você começa a se questionar se realmente vale a pena fazer isso ou até onde vale.
Conheci Luanda Vieira pelo podcast O Corre Delas, que fala sobre carreira sob uma perspectiva feminina. Apesar de ser um conteúdo totalmente voltado para o público feminino, para mim ele sempre foi feito para gays e mulheres.
Mesmo sendo um livro autobiográfico, a maior lição que tirei da leitura foi a importância de dizer “não” e, principalmente, de fazer isso quando finalmente chegamos lá.
Foi um livro em que marquei várias frases e que, assim que tiver um tempinho, quero revisitar para absorver melhor todos os insights que tive durante a leitura.
Quando comecei a ler, foi difícil parar. A Luanda escreve de forma poética e hipnotizante. O livro é um ato de amor e coragem. Acompanhamos sua trajetória profissional, passamos pelas conquistas, aventuras e também pelos episódios de racismo vividos pela autora. São relatos muito fortes, impossível dimensionar o quão cruel e horrível é passar por tudo isso.
Me deu uma felicidade enorme ler cada conquista narrada pela Luanda. Impossível não sentir sua alegria e não se emocionar com todos os acontecimentos. Essas páginas são lindas, assim como aquelas que narram sua relação com a família (da muita vontade de abraçar sua mãe, que mulher incrivel).
Devo confessar que, assim como a Luanda, eu também sou apaixonada por moda e já tive esse sonho em comum (o meu era ser estilista). Claro que, com o tempo e com as mudanças da vida, entendemos que talvez não caibamos mais dentro dele ou, como no meu caso, precisamos adaptá-lo à nossa realidade, e tá tudo bem também. Como o título do livro já diz, nada é definitivo. Às vezes, algo que desejávamos muito deixa de fazer sentido, e precisamos ter coragem para abraçar as mudanças para abrir espaço para o novo florescer.
queria abraçar luanda agora. por mais que não vivemos uma mesma realidade, pude me sentir acolhida a cada palavra.
sua escrita abraça, e nos lembra que está tudo bem. está tudo bem sermos nós, entendermos nossos limites, dizer não, parar quando necessário.
eu era a bailarina assim como ela. a perfeição, disciplina e humilhação sempre tiveram presentes na minha vida — até hoje. mede de errar, de não dar certo, de decepcionar… palavras ditas no passado pesam até hoje.
a leitura fluiu como uma tarde em baixo de uma árvore afastada da poluição. não via o tempo passar, mas sabia que estava presente a cada linha.
luanda disse, nossos sonhos mudam, eles se moldam como nós. talvez o que sonhamos hoje, não seja o que nos cabe. e eu, com 21, finalizando minha faculdade, entendi isso. entendi que o que tanto lutei parar entrar, não é como me vejo nos próximos anos. o tempo passou e me moldou.
luanda, obrigada por este abraço literário, sua história é inspirado, seus trabalho, sua luta… estou com você!