Este livro não é só sobre corrida. É sobre o poder da persistência e da constância para a construção de uma vida mais saudável. É sobre deixar de lado as narrativas que nos impedem de explorar o potencial do corpo humano e sua complexidade. É um lembrete de que nunca é tarde para correr – e para viver.
"Raquel correu para que todos nós pudéssemos pisar em chão firme sabendo que corrida nunca é apenas mecâ é mente, é uma negociação com aquilo que nos fizeram acreditar sobre nós e aquilo que estamos dispostos a reaprender. Saboreei cada página esperando um livro sobre corrida, e então entendi que assim como nas pistas, a corrida não é sobre correr, é sobre honrar estarmos vivos. A linha de chegada de Raquel é a largada do novo clássico de cabeceira dos corredores brasileiros." Marcela Ceribelli – corredora, escritora e apresentadora do podcast Bom dia, Obvious
"Nestas páginas que misturam, de forma deliciosa e didática, histórias pessoais e evidências científicas, Raquel consolida uma habilidade despertar alegria no esporte, especialmente na corrida, ao mesmo tempo em que desmistifica falsas informações cada vez mais disseminadas e alivia a pressão por performance que as redes sociais tanto alimentam. Este livro é o ponto de largada ideal para quem quer correr com mais informação e liberdade." Pedro Pacífico, influenciador literário, escritor e criador do perfil @bookster
"A Raquel fala hoje tudo o que eu gostaria de ter ouvido há, pelo menos, 20 anos. Como foi que nós — principalmente mulheres — crescemos achando que somos frágeis ou que exercício é só para quem quer emagrecer? Que sorte a nossa ter encontrado a voz dela a tempo." Mari Krüger – bióloga, DJ e uma das principais divulgadoras científicas do Brasil
Gosto demais da Raquel! Acho ela uma das pouquíssimas profissionais com alcance na internet que se preocupam com ciência e verdade, a gata é um respiro na internet.
Esse livro é bastante introdutório e pra quem já acompanha ela não tem nada de novo, mas eu espero de verdade que esse conteúdo chegue nas pessoas que só querem se exercitar, levar uma vida saudável e não ligar muito pra performance (até pq a gente vai ter a vida inteira pra correr, ninguém precisa ser bom com 3 meses num esporte novo)
E da pra tirar muita coisa daqui, especialmente pra falar com aquele coleguinha que quer começar a se exercitar mas tá perdido com o absurdo de besteira que vê na internet, por favor levem esse livro pra essa galera!
Dito isso pra quem gosta de performance Endure é um livro bom demais que fala sobre o outro lado da moeda, pra aqueles que querem entender como um atleta de alta performance opera, que não é o que ela se propõe aqui mas é uma excelente leitura pra depois desse aqui (inclusive vou reler!!)
Vai de 4,5 estrelas pq sinceramente eu queria até que ela tivesse falado MAIS kkkkkkkk ela se segurou pra deixar introdutório, mas legal demais e desejando um bom tratamento pra ela 🤍
Como é gostoso ler um livro cheio de evidências científicas. O que mais gravou na minha memória desse livro foi que doenças relacionadas ao sedentarismo são as que mais matam. Por isso é importante deixar o medo, preguiça de lado e fazer algo por nós mesmos. O corpo está aqui para ser usado e não poupado. Temos q honrar estarmos vivos ✨
Eu conheci o trabalho da Raquel através das redes sociais há cerca de dois anos atrás. Desde então, sou um grande admirador de uma profissional que busca desmistificar os mitos, medos e angustias dos corredores.
Com uma linguagem acessível e informal (quase que numa conversa com a autora), o livro explica o complexo de maneira simples. Ele combina conceitos, opinões, experiências compartilhadas, mitos e verdades justificados através da ciência.
Mesmo para corredores mais experientes a leitura vale a pena, afinal este não é um livro só sobre corrida…
E, por favor, leiam o posfácio. É impossível não se emocionar com uma pessoa que é mais do que uma maratonista, é um exemplo para todos nós!
Este livro é EXCELENTE, uma espécie de manual sobre corrida que serve para iniciantes mas também para praticantes experientes que gostam de revisitar temas conhecidos, conhecer novas perspectivas e se manter atualizado sobre a ciência por trás do esporte. Tem quase de tudo*: dicas sobre como começar e manter o hábito, informações sobre grandes atletas contemporâneos (boa a definição do Eliud Kipchoge como "mestre sábio das montanhas"), relatos sobre praticantes amadores, a história da própria Raquel Castanharo e principalmente EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS.
É admirável a capacidade da autora de destrinchar artigos e explicar, com clareza, leveza, sensibilidade e CORAGEM (o mentirialismo é muito mais palatável e engajável, afinal) os temas mais pertinentes: tipo de pisada, influência do tênis, alongamento, práticas de recuperação, lesões, tratamentos médicos, dentre outros. Além disso, o tom escolhido para a escrita é muito interessante, mais próximo de uma agradável conversa informal do que da sisudez acadêmica.
Admito que precisei me esforçar para querer ler este livro: tenho todas as ressalvas possíveis em relação à influencers e personalidades de rede social, que buscam audiência através de polêmicas, humorzinho e informações questionáveis. Não sei como é o comportamento da Raquel Castanharo no mundo online, afinal não a acompanhava e continuarei não acompanhando. Aqui, porém, ela se mostrou, além de divulgadora científica e esportiva de mão cheia, uma ótima escritora, produzindo um livro repleto de informações relevantes, bastante acessível e com um agradável toque poético - nos convidando a "ler a poesia da qualidade de vida escrita nas passadas da corrida".
*Faltou, para o meu gosto, mais informações históricas acerca do universo da corrida, dos principais nomes e de como o esporte e a relação das pessoas com ele foi se modificando nas últimas décadas. Detalhe menor, óbvio.
p. 69: A ideia aqui seria começar simples. É mais importante a consistência do que a quantidade. E como macete, escolher sempre os mesmos dias, horários e locais ajuda o cérebro nesse processo de deixar a atividade automática (você não precisa passar o tempo inteiro decidindo quando, onde e como gastar energia). Por último, para conseguir as recompensas pelo caminho, seja honesto com você mesmo, como eu fui sobre meu sagrado sono de sábado. Por exemplo, se você já corre, precisa caprichar mais no fortalecimento, mas se odeia o ambiente de academia, não vá para a academia, oras. Você pode tentar crossfit (que não quebra ninguém se bem feito, isso é lenda), ou o treino funcional, ou qualquer coisa que você consiga repetir. E que seja perto da sua casa ou do seu trabalho. Seja você e reduza ao máximo os atritos do caminho. Depois, quando a estrada do novo comportamento já estiver devidamente pavimentada, dá para se aventurar por alternativas mais complexas.
p. 168: A palavra evoluir, inclusive, pode refletir coisas distintas na vida de cada um. Para mim, agora, sair da casa dos 21km e ir para os 41km é uma evolução. Para minha amiga Emily, evolução já foi conseguir sair para correr todos os dias, devagar, os mesmos quilômetros, todos os dias do seu tratamento de quimioterapia para um câncer de mama. Evoluir era celebrar mais um dia. (...) Para mim, é muito claro que evoluir não significa apenas correr mais rápido ou mais longe, mas existe ainda uma parte da comunidade de corredores que tem bastante dificuldade de compreender essa ideia e acolher quem não pensa em performance. Me chamaram esses dias de “madrinha dos fracassados”, porque eu defendo de comentários preconceituosos aqueles que não querem correr mais rápido ou mais longe. Defendo quem quer apenas, mais um dia, só vencer o sedentarismo e sair do sofá. Quem quer, mais um dia, só trinta minutos sozinho sem cuidar da casa e de mais ninguém. Quem só quer sentir o vento no rosto e ter paz depois de pegar três horas de transporte público lotado naquele dia. Ver quem não quer performance na corrida como fracassado é um triste sinal do nosso fracasso como ser humano empático e da nossa capacidade de entender que o mundo não é só aquele que gira ao redor do nosso próprio umbigo.
Uma verdadeira aula sobre corrida. Raquel escreve, de um jeito muito simples e fácil de entender, sobre tudo o que envolve o mundo dos corredores com embasamento científico e o humor irônico que é sua marca registrada nas redes sociais. Raquel teve um diagnóstico de câncer de mama poucos dias antes de correr sua primeira maratona e eu terminei o livro chorando com seu relato sobre como a corrida a salvou no enfrentamento da doença.
Adoro a Raquel, acho ela uma profissional incrível e uma pessoa incrível também! Esse livro não é só sobre corrida mas também sobre hábitos, mitos, verdades, saúde, futuro! Muita informação boa e valiosa, numa linguagem simples e fácil de entender, gostei muito!
Muito bom! Não sou da corrida, mas dá pra tirar várias coisas daqui pra outras atividades físicas também. Raquel Castanharo é super didática e queria que o livro durasse ainda mais 🏃♀️🏋♀️