Em um mundo assolado por uma praga alienígena que transforma humanos em monstros grotescos, os Kaijus, três escolhidos recebem o poder do Ultramega para combater essa ameaça. Mas a guerra tem um preço alto, e quando tudo parece perdido, um novo herói precisa emergir das cinzas para enfrentar horrores cósmicos ainda maiores. Com arte intensa e narrativa ousada, Ultramega é uma carta de amor sombria aos tokusatsus clássicos como Ultraman e Power Rangers, mas com uma abordagem adulta, sangrenta e existencialista.
Lute contra monstros e proteja a humanidade nesta graphic novel que é uma explosiva e visceral reinvenção do gênero, criada pelo maior artista de sua geração, James Harren (RUMBLE, BPDP), ao lado do premiado colorista Dave Stewart.
Edição completa, reunindo todo o horror cósmico, ação brutal e crítica social em um mundo devastado por monstros e heróis deformados, publicados originalmente em dois TPBs originais americanos.
Muitos quadrinhos sobre Kaijus e Super Sentais têm saído ultimamente e poucos deles realmente são bons. Ultramega é a exceção. Ele faz uma homenagem aos seriados de monstros gigantes e de batalhas que destroem cidades, bebendo muito na fonte de Ultraman. James Harren, responsável por Ultramega, tem a consciência de que o que ele faz é um pastiche e, por isso, adiciona elementos de comics, de mangás, de quadrinhos europeus nesse caldeirão, fazendo disso uma mistura alucinógena, divertida e extremamente nonsense. Mas naquilo que comics, mangás e quadrinhos europeus usam do nonsense apenas para romper a leitura ou a criação, Harren utiliza como elementos da história. Ele explora o grim'n'gritty tanto na apropriação como na crítica, assim como o faz com a linguagem do choque e exagero do mangá e a visualidade sobre o sentido de alguns quadrinhos europeus. Mas não fica somente por aí. Muitas reviravoltas sobre os personagens, seus mundos, suas dimensões, sobre sua mitologia são acrescentadas pouco a pouco. Li o quadrinho do começo ao fim em uma mesma noite, do tanto que me prendeu, e são quase trezentas páginas de gibi. Comecei a ler pensando que seria mais uma história boba de coisas gigantes se enfrentando e saí dele extremamente satisfeito pela jornada de leitura que empreendi, uma jornada recompensadora como leitor e como amante da forma dos quadrinhos.