Jump to ratings and reviews
Rate this book

Como Caminhar num Pântano

Rate this book
«[Em Como Caminhar num Pântano, o novo romance de Marta Pais Oliveira] destaca-se a originalidade da voz autoral, que faz um ziguezaguear permanente entre a primeira e a terceira pessoas narrativas. Uma prosa límpida e poética, crítica e cheia de sentido de humor, que conta a singular história de uma mulher que, nas horas vagas, se dedica ao roubo das malas de mão (...).»
Júri do Prémio Literário Maria Amália Vaz de Carvalho

«Liberdade pode ser isto - nenhum peso nas mãos.» Entre o gesto transgressor e a escrita, aqui constrói-se um retrato íntimo e vívido de quem observa o mundo enquanto o corpo dá repetidos sinais de quebra. Uma personagem consciente da proximidade da morte, mas ferozmente avessa à piedade alheia, que inventa para si um modo singular de estar no tempo - cria legendagens para filmes, imagina diálogos, altera sentidos, como se a linguagem ainda pudesse suspender o fim que se avizinha. A culpa é um bicho de muitas cabeças: culpa de quê?

Na cidade, a narradora de duas vozes cruza-se com figuras laterais e intensas: uma jovem grávida, um amigo esotérico, a dona de uma papelaria. Cada testemunho de encontro revela um fragmento de um espaço urbano entendido como um coro de desajustados, onde todos travam as suas batalhas invisíveis.

Entre lucidez, ironia e ternura áspera, esta história é uma meditação sobre liberdade, perda e resistência, onde a escrita se afirma como um último ato de insubmissão.

168 pages, Paperback

First published March 1, 2026

Loading...
Loading...

About the author

Marta Pais Oliveira

11 books26 followers

Ratings & Reviews

What do you think?
Rate this book

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
10 (34%)
4 stars
13 (44%)
3 stars
5 (17%)
2 stars
1 (3%)
1 star
0 (0%)
Displaying 1 - 13 of 13 reviews
Profile Image for Paula Mota.
1,772 reviews604 followers
April 17, 2026
Quando alguém bate com a cabeça deve ser vigiada uma hora, toda a vida.

Somente pela causa a que se destinava, regressei a Marta Pais Oliveira quando publicou “Acaso é Nascer”, depois de não ter ficado nada impressionada com o seu conto “Quando Virmos o Mar”. Foi, portanto, mais expectante que iniciei a sua mais recente obra, apesar de me sentir desde logo atolada nos muitos pensamentos soltos, aleatórios e desconcertantes da autora, produto de um fluxo de consciência exuberante. Apesar das meras 167 páginas, “Como Caminhar num Pântano” exige entrega, para apreender as subtilezas da voz narrativa…

Tenho – também – entrado no túnel do eu. Releio o que escrevo: eu, eu, eu, eu. A náusea do eu. Seguirei na terceira pessoa.

…e, em simultâneo, abandono para nos deixarmos atascar nesta vida aparentemente caótica, nesta mente febril, que tanto se debruça sobre mundanidades num tom coloquial, como se perde em reflexões socorrendo-se de uma prosa sublime.

Vejo a notícia de um homem que se recusa a sair do seu ano. Decorou tudo ao estilo desse ano, são os jornais desse ano, só comprava as marcas que se compravam nesse ano. Aqui está um belo projeto de vida – resistir à passagem do tempo, não alinhar nessa coisa de ir em frente, sempre em frente. Ficar à margem, fixo, raízes fundas. Ficar só e ser o maluquinho. Não deixar a memória esvair-se aos borbotões.

Há uma mulher que rouba malinhas de mão, não por necessidade mas por princípio…

-Segura na mão um livro, uma arma, não segures uma carteira.
- Uma arma?
- Uma arma não é literal, um livro é uma arma.


…que, uma noite, conhece numa discoteca uma jovem que está grávida e passa a fazer parte da sua vida. Há a sensação de que a narradora está no fim da linha e, de repente, a jovem grávida também desaparece tão misteriosamente como apareceu, numa hábil ilusão que pressenti a dada altura e apenas confirmei no final. Numa fase em que perde tudo - o automóvel, o telemóvel, as chaves de casa, a saúde - apercebemo-nos da imagem do pântano. Estará a narradora a afundar-se irremediavelmente nele ou a aprender a manobrar a sua existência apesar de continuar a ser puxada para o fundo? E nós? Não é a vida um enorme e movediço pântano onde não temos outra alternativa que não seja aprender a caminhar cuidadosamente e manter a cabeça à tona?

O girassol tem um ciclo de vida de um ano. Aí está um ser vivo com menos sorte do que eu. O que temos em comum é que também eu sofri de heliotropismo, procurando todo o sol possível. Hoje já não. Hoje prefiro a sombra, não a da sala de espera, uma sombra exterior onde posso desprender-me do dia. Debaixo de uma figueira, o vento brincando com o sol, movendo folhas e cabelos. Não uma sombra demasiado longa, desfigurada. Uma sombra com o tamanho certo de quietude. Tão tristes são as flores de plástico. (…) Assalta-me a vontade incontrolável de comprar uma tesoura de podar, cultivar um jardim. Mas não tens jardim, dirão. Farei um na varanda. Mas é tão pequena! Farei um belíssimo jardim pequeno, o meu quintal. Onde, um dia, pouse um chapim-azul. Um chapim-azul que me dirá encorajo-te a viveres.

É raro, mas a sinopse na contracapa é perfeita: não conta demasiado, não vende gato por lebre, não faz comparações para vender; diz apenas o essencial para chamar os leitores certos ao mais recente Prémio Literário Maria Amália Vaz de Carvalho. A reler.
Profile Image for Rita da Nova.
Author 4 books4,833 followers
Read
May 3, 2026
«Esta proximidade da morte marca todo o livro, é uma espécie de fantasma no canto de todas as salas e todos os espaços que a protagonista ocupa. Mas não pensem que é, por isso, uma história pesada: gargalhei alto em vários momentos, quase todos inesperados, em que a ironia e o sarcasmo mostraram ser uma arma da personagem para adiar um bocadinho mais a morte.»

Review completa em: https://ritadanova.substack.com/p/com....
Profile Image for Vera Sopa.
798 reviews79 followers
March 14, 2026
As altas expectativas são tramadas. E eu tenho gostos refinados. Brinco, claro, mas já ouvi vários elogios sobre este livro, premiado, que acabou de sair. E no entanto, merecedor. Um livro muito pequeno mas imenso no que conta em dois tempos verbais. Um mulher que, no fim que sabe próximo, rouba malas para libertar as mãos das mulheres. Na contagem dos dias, do quotidiano em fluxo de consciência, um pensamento flui. No seu caminho cruza com outros em situações delicadas. A vida que, não se planeia. Avessa à piedade ou à auto compaixão é lúcida, terna e irónica. Uma mulher que reconheço. Magistral. Um livro que vou ler e reler com prazer.

“Elas sempre segurando algo, transportando algo mais pesado, essencial ou inútil, as mãos não se podendo expressar, gesticular, como se expressam os homens - tirando-as descontraidamente dos bolsos.”
Profile Image for CCB.
100 reviews71 followers
March 22, 2026
A Marta é uma autora brilhante. Tem uma capacidade única para evocar imagens, para construir narrativas a partir do fragmento, para nos levar através dos fluxos de consciência.
A experiência de ler Como caminhar num pântano é a de saltar entre estilhaços sem nunca perder o fio à meada, observando o quotidiano tornar-se literatura. É um livro belíssimo.
Profile Image for Belisa Nogueira.
130 reviews9 followers
Review of advance copy received from Editora
March 15, 2026
"Como caminhar num pântano, quero saber. (...) Mas isto não é sobre aprender a caminhar sobre o pântano. É sobre saber distinguir quando já se está no pântano, sem o querer."

Este foi um livro que ressoou muito em mim.
Foi uma leitura que me transportou numa viagem até a algumas memórias de infância ("Erva daninha, trevo-azedo, azedinha, trazem-me a memória de chupar os caules na minha infância. (...) E deitar-me nestas flores amarelas."), a pensamentos/crenças da minha adolescência/juventude até ao presente.

"Uma memória dentro de uma memória dentro de uma memória. É isso que eu sou."

A personagem "convida-nos" para uma viagem lenta e reflexiva, mas que pode ter alguma turbulência. Convida a fruir, a sermos nós próprios, a libertarmo-nos do peso supérfluo que nos impede a liberdade e de procurar a nossa singularidade.

"A liberdade pode ser isso -- nenhum peso nas mãos."

Adorei este livro que "pede" para ser saboreado.
Profile Image for Andreia Machado.
249 reviews29 followers
March 23, 2026
Entrei neste livro consciente de que poderia esbarrar numa escrita mais complexa, não fosse a sinopse indicar desde logo que a nossa narradora salta da primeira pessoa para a terceira sem aviso! Mas a primeira frase deixou-me logo bastante curiosa: “Liberdade pode ser isto — nenhum peso nas mãos.”

Li-o em dois dias e confesso que, quando não estava a ler, estava a pensar nesta protagonista tão peculiar, da qual vamos sabendo coisas devagarinho: pequenas notas deixadas sem aviso, a meio de pensamentos ou observações do seu dia a dia.

Ainda assim, o texto exige atenção e uma leitura calma (sim, eu sei, eu li muitíssimo rápido, mas calma, foi num fim de semana com tempo). As personagens com que a narradora se cruza na história não estão lá ao acaso! Não sabemos bem como as pequenas coisas se ligam e não vamos saber facilmente. Saberemos no seu tempo. No tempo que a autora e a protagonista querem que saibamos.

Eu sei, às tantas não faço sentido nenhum, mas também não posso dizer muito mais, corro o risco de vos estragar a experiência. Leiam. A escrita é bonita, melancólica; não é propriamente fluida, mas as palavras ficam connosco, e isso é tão belo!

Pelo meio há belos pensamentos sobre o quotidiano e o mundano, sobre a vida do bairro e da cidade decorrentes das observações da nossa protagonista e uma crítica subtil, com humor, à sociedade e à atualidade: “Seria bom fazer laboratorialmente uma espécie livre de preconceito.”

E há uma mulher dissidente que não se deixa levar, que valoriza e não desiste da liberdade de escolha até ao fim: “Não ser mulher-estátua, pouco se mexendo para nada rachar. Ah, isso é que não.” “Poder dizer não - isso é liberdade.”

Faz-nos refletir, em vários momentos, sobre o papel da mulher na sociedade. Sobre a passagem do tempo e a aproximação do fim. Sobre o que fizemos e o que deixámos por fazer, sobre pequenas coisas (as flores amarelas, a neblina, a praia e o sol no rosto), sobre obsessões e arrependimentos. Sobre as memórias que guardamos ! Sobre humanidade!

Tudo isto em apenas 168 páginas! Magnífico. Adorei. 🥹
Profile Image for Célio Da Cruz.
34 reviews10 followers
March 29, 2026
Tinha grandes expectativas em relação a este livro e entrei nele sem grande preparação para o tipo de escrita que a autora apresenta. Talvez isso tenha influenciado bastante a minha experiência de leitura.

Este foi o meu primeiro contacto com a autora e senti alguma dificuldade em conectar-me com a narrativa. A alternância entre a primeira e a terceira pessoa acabou por me afastar mais do que aproximar, tornando a leitura menos fluida do que eu esperava. Percebo a intenção literária por detrás desta escolha, mas, pessoalmente, não resultou comigo.

Também tive dificuldade em criar empatia com a protagonista, da qual nunca chegamos a saber o nome, o que até poderia acrescentar um lado universal à história, mas que, neste caso, acabou por reforçar a minha distância emocional. Os seus pensamentos, muitas vezes dispersos e quase aleatórios, fizeram com que me desligasse da narrativa em vários momentos.

Ainda assim, reconheço a sensibilidade dos temas abordados e a forma honesta como a autora explora estados emocionais mais densos. É um livro que certamente encontrará leitores que se identifiquem com esta introspeção mais fragmentada e contemplativa.

Para mim, acabou por ser uma leitura interessante do ponto de vista literário, mas pouco envolvente a nível emocional.
Profile Image for Priscila Gomes || euosiameseoslivros .
34 reviews3 followers
May 10, 2026
Review✒️ Como Caminhar Num Pântano - @martapaisoliveira
4,5/5🌟🌟🌟🌟⚡️
Temas: fragilidade humana, infância, memórias, sobrevivência, marginalidade, liberdade, solidão.

Nada na imagem e texto é IA.
Vamos falar sobre a capa/imagem de fundo? Vamos!
São os livros que nos escolhem, isso tenho a certeza. E há livros que parecem encontrar o lugar certo para serem fotografados. Levei este livro até um lugar onde fui profundamente feliz na minha infância, junto do enorme carvalho e do sobreiro, que guardam tanto dos meus risos, das brincadeiras e da liberdade leve dos dias antigos. Ali, as flores amarelas eram predominantes assim como na capa do livro, assim como estas flores crescem, frágeis mas persistentes, as memórias também.

Nesta obra, estas flores são como uma metáfora, como se fossem luzes de esperança a insistir em nascer mesmo nos lugares mais húmidos e difíceis da vida.

A história mergulha-nos numa narradora marcada pela fragilidade do corpo, pelas memórias, pela solidão, pela tentativa constante em sobreviver emocionalmente ao peso da existência.
A protagonista vive num estado quase suspenso entre vida e desaparecimento. Existe nela uma consciência muito forte da morte, da deterioração e do limite do corpo, mas ao mesmo tempo há uma resistência silenciosa. Ela continua a mover-se, a observar, a reinventar pequenas formas de existir. É como se a escrita mostrasse alguém a tentar preservar a humanidade enquanto afunda lentamente no “pântano” emocional da dureza da vida.

A autora escreve com delicadeza, mas também com coragem e sarcasmo. Faz-nos sentir a lama do pântano, o peso das emoções, mas ao mesmo tempo oferece-nos uma beleza quase luminosa.
No fundo, a obra explica-nos que devemos continuar a caminhar quando o chão já não é firme. Sobre carregar o peso da memória, do corpo e da vida e ainda assim procurar pequenas formas de luz.

"Erva daninha, trevo-azedo, azedinha, trazem-me à memória de chupar os caules na minha infância. Por vezes acocorava-me na terra para puxar o bolbo enterrado no solo, profundo,segurar caule e raízes. Estas flores resistem ao frio, resistem ao gelo, resistem a quem as olha como banais"
Profile Image for Carla Gonçalves.
83 reviews6 followers
May 12, 2026
4,5⭐️ “Liberdade pode ser isto – nenhum peso nas mãos”, esta é a primeira frase do livro. Ao longo da leitura, percebi como toda a narrativa se constrói em torno da ideia de liberdade de forma subtil e muito bem conseguida. A história acompanha uma mulher sem nome, marcada pela doença e pela consciência da finitude, que recusa a piedade e insiste em viver segundo as suas próprias regras. Há nela uma inquietação constante, uma recusa do comodismo e uma vontade intensa de viver plenamente. O livro levanta questões sobre a forma como escolhemos viver e sobre a liberdade em todas as suas dimensões. Surgem também gestos simbólicos de libertação, como o roubo de malas, entendido não como posse, mas como gesto de emancipação. A obra constrói-se como um retrato íntimo e fragmentado, atravessado por encontros, momentos de estranheza e humor, que revelam um olhar muito próprio sobre a vida e o tempo. A escrita de Marta Pais Oliveira é um dos grandes destaques. É poética, intensa, com imagens que transformam o quotidiano em algo quase alucinante. A estrutura em duas vozes torna a leitura exigente, mas muito envolvente, entre o caos e a lucidez. No final, ficou-me a sensação de uma obra sobre liberdade, resistência, onde a linguagem tem um papel central. Recomendo.
Profile Image for Renan Messias.
4 reviews
May 19, 2026
Quando éramos pequenos, eu e minha irmã, era comum ouvirmos de nossa mãe pensamentos intrusivos dela, como pegar a estrada sem destino e nos deixar em casa, ou das suas vontades de jogar o celular, as chaves de casa em pontes e bueiros. Sempre rimos com muita graça e passamos, após aquelas ameaças sutis de um mundo paralelo, a irritar novamente em casa.
Minha mãe vai gostar muito de ler o novo romance de Marta Pais Oliveira, “Como caminhar num pântano”, pois aqui temos uma mulher exatamente nesse estado só que, diferentemente da minha mãe, a mulher da ficção é munida de ação para esses pensamentos intrusivos, como o roubar as bolsas das mulheres para elas serem livres, o furto de pertences, o sair do carro no meio de uma avenida movimentada para apanhar o sol, a dublagem de objetos inanimados para narrar a sua própria existência.
Por mais que o fim permeie a vida desta protagonista, é na rasura do cotidiano que encontramos a vida emergir, na dificuldade de se caminhar na lama, é no ímpeto de permitir viver a cidade, a fragmentação, e a palavra que surge para além de dar conta da compreensão total, mas também como forma de ser possível a leitura daquele mundo. “Só deverei atravessar um pântano em caso de emergência. E se o quiser por lazer? Mesmo sabendo das cobras, dos possíveis crocodilos. [...] Da lama como areia movediça. [...] A imprevisibilidade do terreno, o corpo da água estrangulando-me. Soterrada na lama.”
No conto do vigário cairá quem fizer uma leitura simplista do nosso tempo hiper-tudo. O que mais me encanta é a maneira como as obras de Marta Pais Oliveira rasuram a leitura fácil da realidade e da própria literatura. Uma das coisas mais incríveis aqui é como a fragmentação da narrativa, em suas alternâncias entre primeira e terceira pessoa, se manifesta também na própria fragmentação da personagem, constantemente deslocada de si pelas interferências do mundo exterior. Assim como nós, ela é bombardeada por referências, estímulos e ruídos que a arrancam do centro milhares de vezes ao dia. Temos, então, uma obra que se permite ser lida para além daquilo que a narração expõe de modo ficcional e que encontra ressonância em nosso mundo; mas é justamente nessa escrita tão ímpar que conseguimos enxergar a literatura em permanente mutação. “Entender o detalhe, entender a totalidade. Sublimar as coisas. Um vento sem cor. Fechar os olhos ao soprar uma vela, pedir um desejo. O útero em paz, diluir-me na terra, fundir-me no solo. Muitos sóis. A campainha tocou.”
Recomendo demais!
Profile Image for Sara.
51 reviews1 follower
May 28, 2026
Sei que o problema foi a minha experiência e não o livro. Já ouvi a Marta em podcast e adorei, mas realmente este tipo de escrita não é para mim. Lia dois ou três capítulos e não conseguia perceber o que tinha acabado de ler. Não há uma história propriamente dita, e tudo bem, já li imensos livros sem plot que adorei. O problema aqui acho que é o facto de serem entradas de diário mas estas são como se fossem pensamentos dispersos, ora está a relatar alguma coisa, como depois já está a pensar noutra completamente diferente... Não consegui prender a minha atenção nem ter grande interesse. Mas percebo que é uma escrita poética e bastante diferente do "habitual".
Profile Image for Álvaro Curia.
Author 2 books580 followers
Review of advance copy received from Publisher
March 9, 2026
Tenho tantas notas mentais depois de ler este livro, que tive de as passar para o papel. É um assombro. A Marta Pais Oliveira consegue traçar imagens poéticas de um quotidiano em estilhaços, uma personagem em corte, com idioma próprio, que orbita em torno da sua própria existência.

É uma das (ou “a”) principais vozes da nossa literatura atual e oxalá o que escreve seja sempre reconhecido. Porque reconhecível já é.
Displaying 1 - 13 of 13 reviews