Há três coisas que precisam de saber sobre mim. Primeiro, o meu nome é Serena Humble. Segundo, matei o meu marido. Terceiro, voltaria a fazê-lo.
Na verdade, devia tê-lo feito mais cedo. Enoja-me continuar a amar as nossas memórias. Repugna-me ter-lhe entregado o meu corpo e a minha alma durante tanto tempo. Pelo menos, o seu corpo agora é meu. Quanto à sua alma… deixarei que o diabo se entretenha com ela. Matei-o, sim. E daria tudo para voltar atrás no tempo e reviver aquele momento delicioso. Lamento apenas ter permitido que ele me matasse primeiro.
Um thriller psicológico que não vai querer largar desde a primeira página, Tu Mataste-me Primeiro, de Sandra May, esconde reviravoltas quando o leitor julga já saber tudo. Mergulhe na mente retorcida de Serena Humble e descubra, através do interrogatório da implacável detetive Darcy Cox, se ela é culpada… ou apenas mais uma vítima.
Ficou conhecida como "a escritora da bicicleta", por ter percorrido sozinha a estrada mais longa de Portugal para promover o seu livro "Ainda Não é Desta". Foi considerada pela Sapo uma das viajantes mais inspiradoras de 2022, tendo sido igualmente referenciada na New in Town (NiT), no programa "Nada será como Dante" da RTP2, em diversos jornais e rádios locais, e já conta com presenças em programas de televisão nacional.
Este livro é muito viciante, sem dúvida! Nesta história, procuramos o motivo do crime e não quem o cometeu.
Como estudante de Psicologia, amei ver o DSM-5 representado. Contudo, ainda dizem “transtorno” ao invés de “perturbação” e isso doeu 🤣🥲 Para além disso, gostei de ver a exploração da mente humana, do lado racional e emocional e da confusão que daí pode advir. O que é verdade? O que é mentira? Isso difere de pessoa para pessoa?
Contudo, termino o livro muito mais confusa do que quando o comecei. Confesso que não gosto muito de finais em aberto e, neste final, fiquei com dúvidas em tudo o que acabei de ler.
“A sociedade jamais irá humilhar um homem que esteja errado enquanto tiver à sua disposição e como alvo a mulher como vítima, mesmo que ela esteja correta”
Bem… estou parva. Sinto-me completamente manipulada por este livro e digo isto no melhor sentido possível.
Quando a Sandra me disse que achava que eu ia adorar esta história, eu acreditei, mas não estava nada à espera que fosse desta maneira.
Acabei o livro exatamente como acontece quando uma história nos mexe mesmo: a olhar para o nada, a tentar perceber o que acabou de acontecer. A questionar tudo, as personagens, as intenções, as verdades e as mentiras.
Sim, é um thriller muito bem construído e super envolvente, mas para mim vai além disso. Há aqui também uma crítica muito interessante à forma como a sociedade reage quando ouve uma história, ao que escolhemos acreditar e às narrativas que rapidamente criamos.
Ao mesmo tempo, é também um olhar sobre o comportamento humano e sobre como a verdade pode mudar completamente dependendo da perspetiva.
Quanto à Serena, eu ainda não sei bem o que sentir. Senti pena, revolta, tudo ao mesmo tempo e isso diz muito sobre a forma como a personagem foi construída.
O final deixa claramente mais perguntas do que respostas e eu fiquei mesmo com a sensação de que a história não terminou aqui.
Por isso, deixo só isto: Sandra, por favor diz-me que vem aí um segundo livro, porque eu preciso de respostas.
É seguro dizer que este foi o meu primeiro thriller… e que adorei a experiência.
A forma como a Sandra nos permite entrar na mente da Serena é absolutamente envolvente. A narrativa alterna entre passado e presente de uma maneira que nos mantém constantemente em tensão, provocando uma verdadeira montanha-russa de emoções: ansiedade, desorientação, curiosidade, asco, ódio, raiva… tudo isto enquanto tentamos perceber o que realmente está a acontecer (e o que aconteceu).
Dei por mim completamente absorvida pela história e, confesso, quase a gritar perto do final. Porque… meu Deus. Que nervos.
Foi uma surpresa incrível e extremamente bem conseguida. A escrita da Sandra é profunda, intensa e emocionalmente dilacerante. Há uma capacidade impressionante de nos prender à narrativa e de nos fazer sentir cada momento de forma visceral.
Os meus parabéns à Sandra por esta obra — e por todas as que espero que venham a seguir. Se forem tão envolventes quanto esta, estaremos certamente perante uma autora que merece toda a atenção que tem recebido, e mais ainda <3.
Cópia avançada cedida pela editora, mas a opinião é honesta e minha.
“Eu matei-o”. É assim que começa o livro da Sandra May. Sem mais nem menos, temos logo a confissão. Mas claro, nem tudo o que parece é, nem tudo o que acreditamos é a verdade e as aparências enganam.
Seguimos Serena Humble, que está a ser interrogada para se descobrir o porquê de ter morto o marido. A confissão está logo na primeira frase do livro, mas o motivo? Hmm o motivo ..
Eu terminei o livro com mais dúvidas do que respostas e fiquei com o cérebro a gritar: Whaaaat?? Adorei navegar na mente da Serena e comecei a questionar TUDO!! mas agora preciso de uma continuação porque aquele final .. não se faz 🤭
Não gostei do livro em si ,mas a escrita da autora é mt boa e prende bastante. Mas não vou dar rating pq é autora nacional e devemos apoiar ❤️ E eu ia dar um rating baixinho e prefiro não o fazer O que não funciona para mim não quer dizer que não funcione para ti
Usualmente uma crítica a um livro pressupõe de uma análise completa, onde não só os aspetos positivos são realçados como também os pontos menos bons onde a escrita poderia ter sido melhor. Por experiência própria, posso afirmar que o "Tu mataste-me primeiro" foi dos poucos livros que me prenderam desde o início, levando-me a lê-lo de uma só investida. Deste modo, pelo facto de me ter surpreendido pela positiva, o que escrevo não é uma crítica técnica mas sim uma sincera opinião na esperança de se tornar incentivo para que mais pessoas leiam o livro, que é de facto fascinante.
De forma muito resumida, posso dizer que o livro é um thriller psicológico empolgante que prende o leitor desde a primeira página. A história gira em torno de Serena, uma mulher com uma inteligência emocional de destaque que, após a traição do seu marido, fica profundamente marcada e perturbada pela mesma. A partir desse momento, ela mergulha num elaborado plano de vingança que molda toda a sua existência.
O livro é uma verdadeira montanha-russa emocional, com mudanças temporais frequentes que nos transportam entre episódios do passado e o momento presente, onde Serena dialoga com uma detetive. Esta estrutura narrativa habilmente conduzida mantém o suspense e a curiosidade do leitor que, pessoalmente, fica prostrado à história, esperando sempre um novo pormenor a cada virar de página. O desenrolar dos eventos é intrigante e cheio de reviravoltas, culminando num final inesperado que acredito que deixará os leitores a refletir sobre toda a história.
A autora demonstra uma impressionante habilidade na construção de personagens e na elaboração de uma história repleta de tensão e mistério. As referências intelectuais e o uso de termos técnicos enriquecem o texto, mostrando a profundidade e o cuidado na escrita. E esta combinação de uma imaginação vívida com uma linguagem precisa torna a leitura ainda mais envolvente.
"Tu mataste-me primeiro" é uma obra que mistura emoção, suspense e inteligência, proporcionando uma experiência literária completa e ímpar. Para aqueles que apreciam histórias intensas e bem construídas, este livro é uma escolha imperdível. É claríssimo como a escrita da Sandra brilha ao longo das páginas, garantindo que o leitor permaneça cativado até o último momento.
Terminei este livro e ainda estou a tentar processar tudo o que li. Logo na primeira frase, “eu matei-o”, a Sandra May agarra-nos sem aviso e nunca mais nos larga. A partir daí, entramos numa história sombria, inquietante e completamente viciante, onde nada é linear e tudo pode ser questionado. A narrativa acompanha Serena Humble durante o seu interrogatório, alternando entre passado e presente, enquanto vamos desvendando, ou tentando desvendar o que realmente aconteceu. Mas a grande força deste livro está precisamente aí: na dúvida constante. Serena é uma personagem profundamente complexa, construída em camadas, que nos faz oscilar entre empatia e desconfiança. Será ela uma assassina fria… ou apenas mais uma vítima? A escrita é fluida, os capítulos curtos e o ritmo acelerado fazem com que seja impossível parar de ler. É aquele tipo de livro que se devora em poucas horas, sempre com a promessa de respostas que parecem nunca chegar totalmente. Mais do que um simples thriller, há aqui também uma reflexão interessante sobre a verdade, a perceção e a forma como julgamos os outros com base em narrativas incompletas. Tudo depende do ponto de vista e este livro joga com isso de forma brilhante. No final ficam perguntas no ar, pontas soltas e uma sensação clara de que nem tudo foi resolvido. Fiquei a questionar tudo e sem saber no que acreditar. E é precisamente isso que torna a experiência tão marcante. Espero que esteja um segundo livro a caminho que a pessoa precisa de respostas. Um thriller psicológico intenso, perturbador e impossível de esquecer.
Tu Mataste-me Primeiro não é um thriller convencional. Não entrei nesta história à procura do assassino — desde cedo sabemos quem é. Entrei, sim, à procura do motivo. O que o livro faz é conduzir-nos por uma viagem profundamente psicológica, explorando não a mente de uma psicopata ou sociopata, mas a de alguém aparentemente comum. E é precisamente aí que reside a inquietação: perceber como uma pessoa “normal” pode ser empurrada, passo a passo, para um acto tão extremo como o homicídio. Mais do que suspense tradicional, esta é uma narrativa sobre limites emocionais, sobre circunstâncias e sobre a fragilidade da moral quando confrontada com determinadas situações.
Deus! O que acabou de acontecer aqui? Quando eu acho que percebi tudo, dei conta que não percebi nada e tenho tantas dúvidas neste momento que nem sei o que vos dizer ao certo 😅 Quando este livro diz que é um thriller psicológico, ele é claramente MUITO psicológico! E quando vocês acham que estão a ver uma coisas, o mais certo é não estarem a ver coisa nenhuma. Eu sei, não estou a fazer sentido, preciso agora parar e processar.
Não foi o meu cup of tea... Fui para este livro sem expectativas porque não sabia o que esperar, mas acabei por me desiludir ligeiramente.
Senti que a autora quis deixar o leitor a duvidar das suas teorias, mas acabou por me deixar apenas confusa... Acho que o facto de o final ser aberto e sem conclusão também não ajudou para a minha classificação.
Acredito que seja um livro que algumas pessoas possam gostar, principalmente por ser fácil e rápido de ler, mas infelizmente não foi para mim...
De qualquer forma, fico curiosa para ver outras histórias que a Sandra possa criar porque vejo potencial.
Quero começar por dar os meus parabéns à Sandra. Que livro incrível que escreveste! Que história tão bem conseguida... e a capa está tão realista e faz tanto sentido!! Estou muito orgulhosa e ansiosa por continuar a acompanhar as tuas conquistas. 🫶🏾📚
Tu mataste-me primeiro é um thriller psicológico intenso e cheio de reviravoltas 🔎🩸. Foi mais um recebido da Editora Euforia e eu amei cada segundo deste livro. Apesar de ser pequeno, contém tudo, tudo o que precisamos de saber, o que aconteceu, como aconteceu e porque é que aconteceu. Não faltou NADA.
Serena Humble, de 42 anos vê-se no centro de um intenso interrogatório após ser acusada de matar o próprio marido. O que mais me chamou a atenção foi que, neste caso, a culpada assume de imediato que o fez, o que deixa a Detetive Darcy Cox completamente confusa. 🕵🏽♀️
Gostei muito do interrogatório e da intercalação entre o passado e o presente. Conseguimos entrar na mente da Serena e eu senti mesmo empatia por ela. Sou team Serena e mais não digo. Tudo o que fez eu concordo e faria igual... se sou maluca? Provavelmente 🤣
O diário foi um plus maravilhoso, não estava à espera e adorei ler cada passagem da Serena. 📓
Há elementos ao longo da história que me deixaram mesmo intrigada… desde pequenos detalhes aparentemente inocentes, como uma simples colher, ao contraste entre o doce e o perigoso, que só percebemos totalmente mais perto do final. 🥄🍬
Fiquei com imensas perguntas ao longo do livro e todas foram respondidas no final. Fiquei chocada com algumas revelações. Fui comentando a leitura toda com a Sandra ahah, larguei teorias, irritei-me com uma personagem e fiquei completamente wow com outras coisas que ela escreveu.
Se ainda não leram, por favor ignorem a vossa TBR infinita e coloquem este livro ASAP na lista prioritária porque está incrível 🥰💛
Este livro agarrou-me logo desde a primeira frase: “Eu matei-o.” A partir daí é impossível não querer perceber o que realmente aconteceu nesta história e questionar até a minha própria sombra 🙂↕️
Esta história mergulha na mente da Serena enquanto ela é interrogada pela detetive Darcy Cox, e a forma como o passado vai sendo revelado cria uma tensão constante que nos deixa sempre a duvidar de tudo e de todos.
É um thriller psicológico intenso, cheio de manipulação, emoções cruas e reviravoltas que nos fazem questionar se ela é realmente culpada… ou apenas mais uma vítima...
Uma leitura viciante e impossível de deixar passar ao lado. Obrigada Sandra por este thriller maravilhoso 🤍
E é impressão minha... ou ainda temos algumas perguntas por responder...? Será este o sinal de segundo livro? 👀
4.5⭐️ Wow, eu que nao sou leitora de thrillers fiquei rendida. A Serena tem uma mente que nos faz duvidar, e entrar fundo na psique de um ser humano. O plot e de 🤯 e ainda temos um mini plot também muito bom. Senti pena. mas tambem um pouco de raiva por ela andar a dar voltas e voltas na história. Fazemos viagens ao passado que nos vao fazendo compreender os motivos. Sem duvida um livro que nos cativa e super fácil de ler.
A escrita e a história é muito viciante, literalmente devorei este livro, mas confesso que queria outro final…. Porque fiquei muito confusão e a meter em perspectiva tudo o que li (se for esse o propósito, então foi super bem conseguido) 😅
Uau!! Que livro foi este?! Parabéns Sandra May. 🙌🏻 Um livro capaz de nos derreter o cérebro.🤯
Serena Humble. Casada com Josh. Conheceram-se na maratona de Boston. Carol, a sua melhor amiga, acompanhava-a nesse dia. Tal como habitual.
Quiz o destino que Serena e Josh se apaixonassem. Construíram vida em conjunto. Eram felizes. Até ao dia em que a vida de Serena sofre um abruto percalço. E nada mais será igual…
Entre a descrição da vida de Serena que culminou com a morte de Josh e o interrogatório com a detetive Darcey Cox, somos transportados a uma história sombria marcada pela desilusão e sofrimento de Serena em relação ao seu amor…
Uma história cheia de dor, trauma, traição, a exigência da imagem corporal, dependência, perturbação, manipulação, dor e mais dor, cumpulsividade e a viagem à mente distorcida de alguém que sofre diariamente e em silêncio.
Querida Serena, como precisavas de um abraço. De amor. De paz.
A tua mente cansada e destruída trilhou a fronteira entre seres culpada ou vítima. E tu só precisavas de carinho. De amor. De paz.
Este livro é uma viagem aos lugares maus obscuros da mente humana. É enigmático e tenso a cada página. É forte, nu e cru. E é, infelizmente, tão real na sociedade.
Se gostas de um livro que mexe com o teu subconsciente, que te leva a considerar ações e factos, que te tira o fôlego e ficas com ele embrenhado no teu pensamento, “𝘛𝘶 𝘔𝘢𝘵𝘢𝘴𝘵𝘦-𝘮𝘦 𝘗𝘳𝘪𝘮𝘦𝘪𝘳𝘰“ cumpre com tudo isso. E muito mais…
“Tu Mataste-me Primeiro” da Sandra May foi uma montanha-russa de sensações! Fui com as expectativas lá no alto por causa de todo o barulho nas redes sociais e, embora não tenha sido um favorito da vida, percebo perfeitamente o vício. 🤯
A história gira em torno de Serena e do seu marido, Josh. O que parece um casamento saído de um filme (conheceram-se numa maratona, ele deixou tudo por ela) rapidamente se transforma num cenário digno de interrogatório policial. E é exatamente aí que o livro brilha: a estrutura entre o presente, com a detetive Darcy Cox, e o passado, onde percebemos como a Serena chegou ao ponto de querer matar o marido.
A escrita da Sandra é super fluída. Li o livro quase de um fôlego só! A Serena é uma personagem complexa, uma mistura de inteligência com uma pitada de loucura que nos deixa colados às páginas. No entanto, tenho de ser sincera: senti que falta um bocadinho de "sumo" em certas partes. O world building podia ter sido mais explorado e os motivos que levam a certas ações pareceram-me, por vezes, um pouco frágeis. Gostava de ter sentido uma ligação mais profunda com as personagens.
O início é um bocado lento e confuso, mas quando o ritmo acelera, não dá para parar. O plot twist final? Bem, não me deixou em choque total, mas foi uma jogada muito inteligente. Ver a linha ténue entre o que é real e o que está na cabeça da Serena é o ponto alto aqui. 🧠✨
No geral, é um thriller psicológico muito competente e uma excelente porta de entrada para quem quer começar no género. É uma história sobre traição, vingança e sobre como a nossa mente nos pode pregar rasteiras. Vale a pena a leitura pela curiosidade e pela rapidez!
Eu não preciso de vos explicar a sensação de passar a noite com a necessidade de acabar uma obra, pois não? Foi exatamente o que se passou com este livro. As expectativas eram altas e em nada desiludiu, mesmo que eu nunca tenha lido um thriller antes e acho que agora vejo-me obrigada a culpar a autora por simplesmente querer mais deste género literário na minha estante. Para começar, adorei completamente a escrita e como a autora nos faz viajar no tempo, entre o presente e as memórias da Serena. Na minha mente já estava a desenrolar cenas completas de filme e não um simples livro, desenrolando entre o momento atual da investigação de um homicídio e a explicação da personagem principal, sobre o motivo que a levou a cometer tal ato. E claro que estou totalmente de acordo com a Serena. 👀 Embora não seja fã de plot de traição, e acredito que ninguém o seja, e sentir a dor da Serena na primeira pessoa, estas páginas criaram uma obra de arte. E obra de arte essa, que me fez chegar ao final a questionar a minha própria sanidade mental e entender como facilmente temos um pouco da Serena em todas nós. As páginas finais com o diário da Serena? Divinal. Deixa muito a desejar, mas é impossível ler e não sentir empatia, ou que um dia todas nós, mulheres, já fomos outrora vistas como loucas ou simplesmente não entendidas. Já para não falar, de quando a lindíssima capa fez todo o sentido no enredo, e se acendeu uma luzinha do porquê do açúcar na colher. Genial? Genial! Como não amar este livro e a Sandra May, Google pesquisar. E se antes já adorava a capa sem saber, imaginem agora!
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📖 𝐑𝐞𝐬𝐮𝐦𝐨: ⤷ Há três coisas que precisam de saber sobre mim. Primeiro, o meu nome é Serena Humble. Segundo, matei o meu marido. Terceiro, voltaria a fazê-lo.
ᡣ𐭩ֶֶָָ֢ 𝐎 𝐪𝐮𝐞 𝐚𝐜𝐡𝐞𝐢:
~ Este livro deu-me cabo da matrix toda. Eu comecei o livro apenas a saber que a Serena admitiu ter matado o marido e acabei super confusa com tudo o que li, e tive que pausar umas vezes para ter a certeza de que estava a assimilar tudo.
~ A premissa é super interessante e quero dar os parabéns à Sandra por ter criado uma personagem tão peculiar como a Serena.
~ A Serena é uma personagem extremamente complexa, com camadas que vão sendo descobertas durante a narrativa (onde ficamos a saber o que lhe aconteceu no passado e de tudo aquilo pelo qual passou), tem uma mente confusa e que oscila entre ser vilã e ser a vítima.
~ Não fiquei tão fã da inspetora Darcy. Ela representa o lado racional, onde tenta compreender os motivos que levaram a Serena a fazer o que fez.
~ Senti que algumas partes da história podiam ter sido um pouco mais aprofundadas e que o final podia ter sido um pouco mais desenvolvido. O epílogo deixou-me pensativa e sinto que algumas coisas ficaram por responder.
~ Como o livro tem 200 páginas, a escrita é bastante fluida, há alternância entre o passado e o presente e os capítulos são curtos, a leitura torna-se rápida, tendo acabado o livro em cerca de 3 horas.
“Tu mataste-me primeiro" - quando lemos este título somos logo direcionados à curiosidade do que é que este livro nos quer transmitir. Confesso que fui logo chamada à atenção por esse motivo e pela capa e depois de ler a sinopse percebi que tinha de ler este livro!
Mas este thriller psicológico é muito mais do que isso - é intenso, viciante, com pontos perturbadores, com uma escrita muito especifica, natural, e que prende a nossa atenção. A protagonista tem uma personalidade muito forte e é capaz de tudo. Quando achamos que já sabemos tudo sobre Serena Humble... no fundo não sabemos nada.
“Ao meu querido marido" - o livro começa com uma confissão imediata. E digo-vos, uma confissão bastante rápida de admitir " de uma forma tão fria que houve momentos que senti raiva desta personagem, confesso Para Serena Humble, confessar este crime foi a coisa mais fácil de fazer à detetive Darcy Cox. Não há uma réstia de arrependimento, mágoa, nada. Josh matou-a primeiro. E é aqui que começamos a ver como é que a sua mente funciona...
“Este livro passa-nos uma mensagem muito importante, intensa e com um impacto emocional muito forte. Há momentos que tive de respirar fundo! Para além de toda a história envolta no crime que Serena cometeu sobre Josh, entramos na mente de Serena Humble tentando compreender o porquê de todo este mote de vingança para com o seu marido. Será que ela foi sempre a "má da fita"? Foi manipulada? Ou apenas "mais uma vitima"? A escrita é tão profunda que damos por nós em momentos completamente baralhados. Sandra May transmite-nos isso na perfeição levando o leitor para vários caminhos estudando a mente humana e seguindo sempre uma narrativa fluida.
O final do livro é marcado pelo internamento de Serena no asilo de Arman Days onde são encontrados pequenos fragmentos do seu diário. A resposta para tudo aquilo que a levou à loucura.
Será que Serena é sucumbida pela sua própria mente e arrastada para o seu próprio abismo? Será que vamos sequer chegar a uma resposta conclusiva?
Tu Mataste-me Primeiro”, é exatamente aquele tipo de livro que te agarra pela mão e te atira para dentro da cabeça das personagens sem pedir licença. A forma como o thriller psicológico é construído dá aquela sensação constante de desconforto bom, em que estás sempre a tentar adivinhar o que é verdade e o que é só projeção e trauma.
A Serena é, para mim, o coração do livro: complexa, imperfeita, humana, com camadas que se vão revelando aos poucos. Acompanha-la é quase como espreitar para dentro de uma mente em colapso controlado. Nunca sabemos bem se confiamos nela, mas sentimos tudo com ela. Isso torna o impacto emocional muito mais forte.
A escrita da Sandra May é viciante, direta e ao mesmo tempo bem emocional, criando aquele ambiente tenso em que cada capítulo parece um pequeno ataque de ansiedade literária (no melhor sentido possível). O psicológico está muito bem explorado, sem cair em exageros gratuitos, e a sensação final é de “ok, fiquei mexida com isto”.
Se tivesse de resumir: é um 5✨ fácil para quem gosta de thrillers psicológicos com personagens femininas fortes, falhas e profundamente reais, e com aquele sabor agridoce de livro que fica a ecoar na cabeça depois de fechar a última página
Parabéns mais uma vez, Sandra por esta masterpiece 🧡
Este livro deixou-me desconfortável… e digo isto como um grande elogio.
Desde a primeira página que senti que estava a entrar na mente de alguém que não queria necessariamente compreender… mas sentia que precisava. A Serena não é uma protagonista fácil de amar, e talvez seja isso que mais me prendeu. Ao longo da leitura dei por mim a oscilar entre empatia e julgamento, entre acreditar nela e desconfiar de cada pensamento ou decisão. E essa ambiguidade foi, para mim, um dos pontos mais forte da história.
Gostei muito da forma como a narrativa nos vai revelando o passado aos poucos, como se estivéssemos a montar um puzzle. Senti desconforto, revolta e até alguma tristeza ao perceber como certas relações se podem transformar em algo tão destrutivo.
Aqui temos um thriller que cumpre aquilo a que se propõe. Ele prende, inquieta e faz pensar. Não é uma leitura leve, mas é daquelas que ficam connosco depois de fechar o livro. E isso, para mim, já diz muito.
E a parte final… fiquei mesmo chocada com alguns dos desenrolares da narrativa! Sinto que este livro me trouxe uma leitura viciante, compulsiva e provocante ao mesmo tempo. Gostei muito!
Este foi um thriller que me surpreendeu pela positiva, sobretudo pela forma como está escrito e pela sensação de não estar a ler algo “típico”. Há uma originalidade aqui que eu valorizo muito, principalmente por não me ter soado nada forçado nem “à portuguesa a tentar ser americana”. Para mim isso foi mesmo um dos pontos mais fortes, foi uma lufada de ar fresco.
A escrita da Sandra também me surpreendeu bastante. É cuidada e fluída. Não é um "thriller pipoca” no sentido clássico, tem mais atenção ao detalhe e à forma como a história é construída. Ainda assim, houve momentos em que senti alguma repetição na estrutura e, no final, não fiquei totalmente arrebatada.
No geral, gostei e acho que é um livro muito competente, com potencial para conquistar muitos leitores. Quero ler mais da autora.
Terminei “Tu mataste-me primeiro” e acho que a louca afinal sou eu…
Logo no início a nossa protagonista, a Serena Humble, confessa algo chocante,que matou o seu marido, e a partir daí é impossível não querer descobrir o que realmente aconteceu. Ao longo do livro entramos cada vez mais na mente da Serena e começamos a duvidar de tudo: será ela a culpada ou uma vítima?
Adorei o suspense e as reviravoltas — é daqueles livros que nos faz dizer “só mais um capítulo”.
Se gostas de thrillers psicológicos cheios de tensão e mistério, vale mesmo a pena ler.
Brilhante escrita e excelente premissa! Bom ritmo e excelente a maneira como ficamos a saber dos detalhes do crime . Não adorei o fim mas adorei q a porta ficou aberta para os próximos. Começamos a ler porque queremos saber o que aconteceu e ficamos para saber esse detalhes, Não sendo um thriller comum, faz-nos duvidar até da própria sombra, fez-me pensar em saúde mental e nas ilusões que criamos na nossa mente para conseguir sobreviver a cenários difíceis de aceitar 💔
Acabei este livro ontem e nem sei o que sentir, fui enganada o tempo todo e acabei o livro sem saber no que acreditar. Porém gostei imenso da leitura, que leitor não gosta de ser enganado? Se querem um livro que começam a achar que sabem o final e acaba por ser algo completamente diferente este livro é para vocês!!