Há três coisas que precisam de saber sobre mim. Primeiro, o meu nome é Serena Humble. Segundo, matei o meu marido. Terceiro, voltaria a fazê-lo.
Na verdade, devia tê-lo feito mais cedo. Enoja-me continuar a amar as nossas memórias. Repugna-me ter-lhe entregado o meu corpo e a minha alma durante tanto tempo. Pelo menos, o seu corpo agora é meu. Quanto à sua alma… deixarei que o diabo se entretenha com ela. Matei-o, sim. E daria tudo para voltar atrás no tempo e reviver aquele momento delicioso. Lamento apenas ter permitido que ele me matasse primeiro.
Um thriller psicológico que não vai querer largar desde a primeira página, Tu Mataste-me Primeiro, de Sandra May, esconde reviravoltas quando o leitor julga já saber tudo. Mergulhe na mente retorcida de Serena Humble e descubra, através do interrogatório da implacável detetive Darcy Cox, se ela é culpada… ou apenas mais uma vítima.
Ficou conhecida como "a escritora da bicicleta", por ter percorrido sozinha a estrada mais longa de Portugal para promover o seu livro "Ainda Não é Desta". Foi considerada pela Sapo uma das viajantes mais inspiradoras de 2022, tendo sido igualmente referenciada na New in Town (NiT), no programa "Nada será como Dante" da RTP2, em diversos jornais e rádios locais, e já conta com presenças em programas de televisão nacional.
A escolha deste trimestre para o #incunabulos @mastodon recaiu sobre a obra Tu Mataste-me Primeiro, de Sandra May.
Nunca tinha ouvido falar da autora. Pelo que encontrei na internet, é conhecida como “a escritora da bicicleta”, depois de percorrer a mítica EN2 a promover um dos seus livros, uma comédia romântica de seu nome Ainda Não é Desta. É uma jovem autora que se estreou nos thrillers e que, claramente, fez o trabalho de casa no que toca a tentar preencher todos os requisitos do género. Virou o seu primeiro frango, e terá certamente muitos frangos para virar até se afirmar como uma voz consistente.
Tu Mataste-me Primeiro parte de uma premissa forte. Serena Humble confessa logo nas primeiras páginas que matou o marido
– Eu matei-o.
e que voltaria a fazê-lo. Porquê?
– O que foi que ele lhe fez, Serena? – Ele matou-me.
A história desenvolve-se através do interrogatório conduzido pela detective Darcy Cox, enquanto vamos percebendo o que aconteceu naquele casamento de vinte anos.
O problema é que a premissa acaba por ser mais interessante do que a execução.
Para mim, isto de thriller não tem muito. Nunca senti tensão psicológica, nem intensidade, nem desconforto constante, nem aquela sensação de receio de virar a página. Há alguma manipulação emocional e psicológica, mas para mim não chega.
Grande parte do livro é a “conversa” entre Darcy Cox e Serena Humble. Achei a dinâmica entre as duas muito pouco credível. Serena assume constantemente uma postura arrogante e provocadora perante a detective, mas Darcy quase nunca oferece verdadeira resistência intelectual ou emocional.
Também não ajuda o facto de as personagens serem pouco consistentes e pouco complexas. Serena passa boa parte do livro a reafirmar o quão sarcástica é, algo que uma boa caracterização deveria conseguir transmitir sem precisar de o verbalizar repetidamente. Falta profundidade emocional, contradição interna, evolução. Num livro com tão poucas personagens, isso torna-se ainda mais evidente.
Outro aspecto que me deixou desapontada foi o cenário. A história passa-se em Boston, mas tirando a referência à maratona, podia acontecer Lisboa, Istambul ou Bangalore. Não existe ambiente, identidade ou sensação de lugar. A cidade nunca ganha vida e isso torna tudo muito impessoal.
A única cena com potencial dramático é a que se passa no restaurante, mas afinal não passa de um delírio.
O final foi frustrante. Depois de muitas páginas a construir o mistério e a tentar montar as peças da relação entre Serena e Josh, os motivos reais para cometer o crime, a forma como ela concebeu e executou o plano para dar cabo dele, a história dá uma guinada que acaba por enfraquecer tudo o que vinha antes. Pareceu-me uma solução encontrada às três pancadas, e a inclusão do diário da Serena achei completamente desnecessária.
No fim, fiquei com a sensação de que li um livro muito preocupado em parecer intenso, sombrio e perturbador, mas sem conseguir realmente sê-lo.
Este livro é muito viciante, sem dúvida! Nesta história, procuramos o motivo do crime e não quem o cometeu.
Como estudante de Psicologia, amei ver o DSM-5 representado. Contudo, ainda dizem “transtorno” ao invés de “perturbação” e isso doeu 🤣🥲 Para além disso, gostei de ver a exploração da mente humana, do lado racional e emocional e da confusão que daí pode advir. O que é verdade? O que é mentira? Isso difere de pessoa para pessoa?
Contudo, termino o livro muito mais confusa do que quando o comecei. Confesso que não gosto muito de finais em aberto e, neste final, fiquei com dúvidas em tudo o que acabei de ler.
🤯 Que livro é este?! Após meses de espera para ter este livro nas mãos, não aguentei não o ler devido a todo o marketing incrível que a autora fez. Em três horas e meia, o livro estava lido e eu estava completamente arrasada.
👌🏻 A escrita da autora, a forma como desenvolveu as personagens, o enredo tão cativante, tudo me prendeu. O enredo está divido entre o interrogatório da detetive Darcy Cox à nossa querida Serena e a história de como a Serena veio a matar o marido.
🫣 A Serena é sem dúvida das personagens femininas mais cativantes que já li, com uma personalidade muito forte. O seu marido Josh…tem muito que se lhe diga, mas gostei da forma como, ao início, custa não gostar dele, até nos lembrarmos de que ele matou a Serena primeiro! A Carol e a detetive também são personagens bastante interessantes e muito bem construídas.
👀 O final apanhou-me completamente desprevenida, toda a informação que recebemos, as atitudes da Serena, o interrogatório intenção que a detetive conduz…há toda uma tensão que torna a leitura viciante.
💭 E saber que toda esta história surgiu num sonho que a autora teve sobre o marido torna tudo ainda mais interessante!
✔️ Recomendo-vos muito este livro e mal posso esperar para ver o que a autora nos trará a seguir!
“A sociedade jamais irá humilhar um homem que esteja errado enquanto tiver à sua disposição e como alvo a mulher como vítima, mesmo que ela esteja correta”
Bem… estou parva. Sinto-me completamente manipulada por este livro e digo isto no melhor sentido possível.
Quando a Sandra me disse que achava que eu ia adorar esta história, eu acreditei, mas não estava nada à espera que fosse desta maneira.
Acabei o livro exatamente como acontece quando uma história nos mexe mesmo: a olhar para o nada, a tentar perceber o que acabou de acontecer. A questionar tudo, as personagens, as intenções, as verdades e as mentiras.
Sim, é um thriller muito bem construído e super envolvente, mas para mim vai além disso. Há aqui também uma crítica muito interessante à forma como a sociedade reage quando ouve uma história, ao que escolhemos acreditar e às narrativas que rapidamente criamos.
Ao mesmo tempo, é também um olhar sobre o comportamento humano e sobre como a verdade pode mudar completamente dependendo da perspetiva.
Quanto à Serena, eu ainda não sei bem o que sentir. Senti pena, revolta, tudo ao mesmo tempo e isso diz muito sobre a forma como a personagem foi construída.
O final deixa claramente mais perguntas do que respostas e eu fiquei mesmo com a sensação de que a história não terminou aqui.
Por isso, deixo só isto: Sandra, por favor diz-me que vem aí um segundo livro, porque eu preciso de respostas.
Entrei neste livro sem qualquer tipo de expectativa. É o livro do mês do EntreLer Book Club e estavam a existir diversas opiniões, o que me deixou automaticamente curiosa.
A verdade é que não é um thriller normal. É um enredo que vai mexer com a tua própria cabeça e te vai deixar desconcertada. Mas o que é a verdade realmente?
Percebo o porquê de muita gente terminar este livro e achar que não gostou. Eu própria estou ainda muito confusa. Mas eu acho que é mesmo esse o propósito.
Este livro é um thriller psicológico que vai envolver também o próprio leitor para todas estas dúvidas e reviravoltas. Afinal o que é verdade e o que é mentira? Terminei este livro com ainda mais perguntas do que respostas, e também meio a “enlouquecer” por não as ter, o que acaba por ser brilhante.
Sinceramente estou muito curiosa para perceber como é que esta ideia de enredo surgiu na cabeça da própria autora. Preciso urgentemente de respostas!!!!
Apesar do início lento, e daí ser 4⭐ para mim... o livro ESTÁ INCRÍVEL! O início achei um pouco lento e sentia raiva da Serena, porque.. né anda lá com isso, parecia que não desenvolvia e as próprias intervenções da detetive achei meio confuso e não estavam a ajudar em nada. Mas depois de metade do livro senti raiva da Detetive, porque, como assim tu não vês o que ela passou? O quão horrível foi e ela mereceu sim a vingança... No final, fiquei a perguntar-me quem era a Donna e o que é que a mente dela projectou de tão grave para ela ser institucionalizada? E será que realmente aquilo aconteceu mesmo com a Serena, o Josh existiu mesmo e traiu-a? Porque não é possível a detetive ser tão fria, ou é?
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Gostei mesmo MESMO muito! Um livro cujo título e capa me intrigaram muito e que entregou tudo o que prometeu.
A personagem principal (Serena) é daquelas personagens fortes e cativantes, uma mistura de loucura com perspicácia e inteligência que nos deixa agarrados. O início é lento e ficamos a pensar por onde nos vais levar, o Josh o marido parece aparentemente maravilhoso, mas nem tudo é o que parece.
A maneira como a autora nos vai entregando a história aos poucos, nos detalhes, é genial. E, sem dúvida, que o plot twist me deixou de queixo caído 👀
Um livro que aborda muito bem as nuances da mente humana, do comportamento desviante e da psicologia!
Eu terminei este livro sem perceber se percebi ou não o livro. É uma escrita agradável e lê-se bastante bem e depressa mas na minha opinião não vi plot nenhum e acho que o livro termina de uma forma que nos deixa sem resolução e só com dúvidas. Acredito que venha mais um livro e que nos traga as respostas que tanto precisamos. Mas realmente o livro termina mas a Serena nunca mais nos vai deixar!
O livro decorre praticamente todo durante um interrogatório feito pela detetive Darcy Cox. Vamos acompanhar a Serena no seu presente e passado.
Um casamento perfeito até deixar de o ser! Josh mostrou-se ser imperfeito aos olhos do seu amor.
Um thriller psicológico que nos vai fazer andar às voltas com a cabeça porque a mente da Serena é um turbilhão. Acabamos nós malucos ou ela? Afinal quem matou quem primeiro?
É uma viagem à mente humana. Aos comportamentos, às emoções a autora fez um trabalho excelente.
Não gostei do livro em si ,mas a escrita da autora é mt boa e prende bastante. Mas não vou dar rating pq é autora nacional e devemos apoiar ❤️ E eu ia dar um rating baixinho e prefiro não o fazer O que não funciona para mim não quer dizer que não funcione para ti
Para ser sincera, acho que nunca li o livro tão rápido! Num dia li simplesmente 80% do livro (para mim é uma grande conquista)
E só posso dizer: acabei este livro como o comecei: confusa!
Não vou menti que esta parte toda dos últimos capítulos da primeira parte me desiludiram um pouco, fiquei tipo… a sério?? Mas até não desgostei de ver esta parte toda da reflexão sobre o cérebro humano e sem dúvida ficamos curiosos para saber o “porquê?” e “como?”
Vou ver a autora à fnac e estou curiosa para ela revelar mais sobre o livro, e tirar-me algumas dúvidas porque metade não percebo🙃 e porque estou a criar mil e uma teorias na minha cabeça… Porque a real questão é: o que é verdade e mentira aqui??
Mas gostei da escrita, e se tudo der errado, acho que escreveria bons romances🫣 pode ir por esse caminho a autora (8 ou 80, eu sei)
“Ferida? Não se pode ferir o que já está morto.” “[…] de alguma forma, tinha-me perdido no meu mapa interior, e de todas as vezes que pensava que me tinha encontrado, era na verdade um reflexo das minhas recordações, que agora ficavam cada vez mais desfocadas.” “Eu só precisava de terminar de ler o meu livro.” Mood “Por mais que se enterre um corpo, não se consegue apagar o que andou a fazer no mundo.” “A dor é a arma que dispara sem falhar.” “Ele tinha esse dom: fazer-me sorrir com a simplicidade das pequenas coisas, e amar-me sem que tivesse de lhe dar uma razão. Amar-me apenas por amor. O amor é isso. É dar um salto de fé e não ter medo de sentir o chão. De que vale amarmos sem acreditarmos que amamos por inteiro? De que vale sermos amados sem acreditarmos que ser quem somos é a única condição para sermos amados por inteiro?” “Porque não há nada mais poderoso do que fazer o outro feliz por inteiro.” “O Josh adorava o meu lado brincalhão, descomplicado e provocatório. E eu adorava como ele me olhava depois de lhe arrancar um sorriso.” “A gargalhada do amor é sempre a mais bonita.” “Os sonhos são o corrimão da vida. Quem não os tem, cai mais facilmente. Quem não os tem, não consegue subir os degraus mais íngremes.” “Nós não apagamos o passado, Carol... - Mas também não vivemos nele, Serena.” “Na vida, não precisamos da melhor direção: precisamos da melhor companhia.” “[…] Aqui está a prova de que a sociedade jamais irá humilhar um homem que esteja errado enquanto tiver à sua disposição e como alvo uma mulher como vítima, mesmo que ela esteja correta.»” “Porque viver aqui dentro já não dói, o que dói é lembrar que um dia fui inteira. Fui dele.”
Eu simplesmente adorei ! Um thriller psicológico , foi dos livros mais viciantes que li nos últimos tempos. Sim, eu já sabia que o final ia ser um final aberto e que deixa o leitor sem grandes respostas, e mesmo eu não gostando deste tipo de finais, eu gostei.
Adorei todo o jogo psicológico da Serena, personagem principal, com a detetive. Adorei os pensamentos intrusos e muito loucos da mesma.
Só não dou 5 estrelas porque achei que o livro começa de forma excelente, e depois tem um abrandar que para mim foi notório, perdeu ali um pouco do fogo inicial, mas ainda assim achei muito bom.
Terminei este livro e ainda estou a tentar processar tudo o que li. Logo na primeira frase, “eu matei-o”, a Sandra May agarra-nos sem aviso e nunca mais nos larga. A partir daí, entramos numa história sombria, inquietante e completamente viciante, onde nada é linear e tudo pode ser questionado. A narrativa acompanha Serena Humble durante o seu interrogatório, alternando entre passado e presente, enquanto vamos desvendando, ou tentando desvendar o que realmente aconteceu. Mas a grande força deste livro está precisamente aí: na dúvida constante. Serena é uma personagem profundamente complexa, construída em camadas, que nos faz oscilar entre empatia e desconfiança. Será ela uma assassina fria… ou apenas mais uma vítima? A escrita é fluida, os capítulos curtos e o ritmo acelerado fazem com que seja impossível parar de ler. É aquele tipo de livro que se devora em poucas horas, sempre com a promessa de respostas que parecem nunca chegar totalmente. Mais do que um simples thriller, há aqui também uma reflexão interessante sobre a verdade, a perceção e a forma como julgamos os outros com base em narrativas incompletas. Tudo depende do ponto de vista e este livro joga com isso de forma brilhante. No final ficam perguntas no ar, pontas soltas e uma sensação clara de que nem tudo foi resolvido. Fiquei a questionar tudo e sem saber no que acreditar. E é precisamente isso que torna a experiência tão marcante. Espero que esteja um segundo livro a caminho que a pessoa precisa de respostas. Um thriller psicológico intenso, perturbador e impossível de esquecer.
O que posso falar sobre este livro? 🤔 A Serena é uma personagem muito interessante, ao ler a sua história pude sentir-me na sua pele e sentir as suas emoções. Emoções bem fortes, diga-se de passagem. 🫣 A escrita da Sandra é maravilhosa, a forma como conta a história da Serena enquanto passamos o tempo todo no mesmo lugar é muito boa. Comi este livro em um dia basicamente, de tão viciante que é. Comparando com outros thrillers, sinto que este está muito bem conseguido. Fico a aguardar mais lançamentos da Sandra. 🤭💗
✨Obrigada Sandra por me teres feito apaixonar pela Serena.🖤 ✨A acção deste thriller psicológico vai alternando entre o interrogatório a Serena e a vivência desta, que culminou no crime. ✨ Uma história apaixonante, onde se retrata traição, problemas conjugais, imagem corporal, amor e saúde mental, esta de forma magistral. Uma viagem aos recantos mais escuros de uma mente perturbada. Um retrato cru sem floreados, de uma mente fragmentada. Ela matou-o, mas nenhum sobreviveu ...
É seguro dizer que este foi o meu primeiro thriller… e que adorei a experiência.
A forma como a Sandra nos permite entrar na mente da Serena é absolutamente envolvente. A narrativa alterna entre passado e presente de uma maneira que nos mantém constantemente em tensão, provocando uma verdadeira montanha-russa de emoções: ansiedade, desorientação, curiosidade, asco, ódio, raiva… tudo isto enquanto tentamos perceber o que realmente está a acontecer (e o que aconteceu).
Dei por mim completamente absorvida pela história e, confesso, quase a gritar perto do final. Porque… meu Deus. Que nervos.
Foi uma surpresa incrível e extremamente bem conseguida. A escrita da Sandra é profunda, intensa e emocionalmente dilacerante. Há uma capacidade impressionante de nos prender à narrativa e de nos fazer sentir cada momento de forma visceral.
Os meus parabéns à Sandra por esta obra — e por todas as que espero que venham a seguir. Se forem tão envolventes quanto esta, estaremos certamente perante uma autora que merece toda a atenção que tem recebido, e mais ainda <3.
Cópia avançada cedida pela editora, mas a opinião é honesta e minha.
Para resumir a minha review: TU MATASTE-ME PRIMEIRO entrou para o meu top 3 deste ano, sem ser preciso pensar muito. E vou recomendar este livro durante muito tempo.
Adorei a escrita; posso afirmar que é rara a página que não tenha algo com que me relacione a 100%. Adorei o quão gráficas algumas cenas podem ser; aviso já que podem ser fortes para alguns leitores mais sensíveis. Adorei o desenrolar da história; o principal cenário é a sala de interrogatório, mas o regresso ao passado para conhecermos mais sobre as personagens é fantástico e agarra-nos facilmente. E, por fim, adorei a Serena Humble! Que heroína, que personalidade! E ganhei um ódiozinho de estimação à Detetive Darcy Cox.
Para terminar: Sandra, por favor, quero uma sequela. Aquele fim PEDE UMA SEQUELA! Obrigado.
5⭐️ Um livro que me desarmou por completo e, apesar de acreditar que não é um livro para toda a gente, para mim foi uma obra extraordinária. Fico orgulhosa de termos autores nacionais tão brilhantes!
Resumo ✍️ Após matar o seu marido, Serena Humble liga para a polícia e entrega-se de livre vontade. Agora acompanhamos o seu interrogatório na esquadra, pela detetive Cox, onde ela e nós tentamos entender quais os motivos que levaram Serena a tomar esta fatal decisão.
O que gostei mais 😊: - A escrita da Sandra May é muito boa, flui muito bem e tem realmente uma intensidade que se vê pouco. Saboreei cada palavra usada, cada adjetivo, cada comparação. Simplesmente fiquei fã da escrita da autora.
- A história deste livro foi muito bem pensada e executada. Apesar de acabar com um final em aberto levanta várias teorias que nos fazem pensar.
- Fiz imensas anotações ao longo do livro por achar que realmente foram tão bem pensadas pela autora. Tantas x senti uma verdade profunda nas palavras da Serena, apesar de ter um forte sentimento negativo pelas escolhas dela e pela sua maneira psicopática de pensar. Mas uma verdade não deixa de ser verdade, por muito que não gostemos de a ouvir ou ler.
O que não gostei tanto 😢: - nada! Basicamente para um livro tão pequeno não tenho nada a apontar. E para mim o final em aberto não é um contra e sim uma escolha literária que para mim fez todo o sentido neste caso.
Considerações Finais 👀: Uma obra praticamente perfeita! Eu pessoalmente, gosto de finais em aberto, mas sei que sou uma minoria. Por isso não me choca que tanta gente não goste do livro por não ter todas as respostas. Mas eu pergunto: será que lidando com saúde mental, num caso tão complicado como este será que temos respostas definitivas? A ilusão construída é uma verdade protetora, como o próprio psicólogo diz sobre a proteção do ego: “O ego tudo faz para não ter de voltar a reconstruir-se e a reorganizar-se”
Para mim foi um livro 5⭐️ sem margem para dúvidas.
4.5 ⭐️ Tu Mataste-me Primeiro é daqueles livros que simplesmente não se conseguem largar (li num dia e meio 🫣). Em todas as páginas sentia ansiedade para conhecer melhor a Serena e o porquê de ter matado o marido. Qual seria a razão?
No início senti um misto de emoções pela Serena. Com uma personalidade forte e com comentários provocadores e fugazes para a investigadora Darcy Cox, questionava-me se Serena seria louca ou incrivelmente corajosa. Não a conseguia decifrar - e isso só me fez crer ler mais.
À medida que avançava, a minha ansiedade subia qual não era a tensão, estava perto de saber a verdade, e não desiludiu - um dos melhores plot twists que já li, capaz de fazer o leitor questionar tudo: o que foi real e o que foi ilusão?
A escrita da Sandra é simplesmente fenomenal - fluída, perspicaz e com uma capacidade única de nos prender a cada página. Amei este livro e agora fiquei até com vontade de saber mais histórias do Dr. Hoepner 👀✨
Numa história que tinha tudo para dar certo, com um plot fantástico, nada acontece verdadeiramente. É uma história sem estrutura, em que os acontecimentos se atropelam uns aos outros. A autora tem uma escrita com potencial, mas perde-se muito pelo caminho.
Não há um plot twist ou uma explicação para o que nos é apresentado. É um livro com uma trama de potencial enorme, com páginas no meio das quais me fui investindo, para rapidamente perder o interesse.
Infelizmente não resultou para mim. Acredito que se não fosse tão curto, tinha dado DNF.
Logo nas primeiras páginas já estava convencida do que poderia ter sucedido. No entanto, com o avançar da leitura noto que estou completamente errada e a aumenta a vontade de chegar ao final do livro. O final deixou-me espantada e curiosa. Será intenção da autora voltar a personagens deste livro?