O judaísmo moderno corresponde aos diversos esforços de traduzir a tradição judaica rabínica em conceitos e valores da modernidade. Esta tradução não foi somente intelectual, mas, fundamentalmente, prática. Significou o abandono da auto-organização comunal e a autonomia cultural e judiciária dos judeus que o rolo compressor do Estado moderno não podia suportar. Na visão dos defensores da causa judaica na Revolução Francesa, a emancipação política dos judeus passava pela emancipação do judaísmo. Os “vícios” judaicos – hábitos alimentares repulsivos; misantropia – eram generosamente explicados como se fora efeito do isolamento a que foram condenados. A integração na sociedade permitiria uma rápida “regeneração” do povo judeu.[Trecho retirado da introdução do livro]
Brazilian social scientist, professor of Sociology at the Federal University of Rio de Janeiro. He is Director of Plataforma Democrática Project and Director of the Edelstein Center for Social Research.
He has published 23 books and more than 100 articles, on Latin American development, the social impact of new technologies, social theory and Judaism.