Um diário, centenas de fotografias e sessenta e oito cartas é tudo que G. tem de sua mãe, além das lembranças de um passado comum. A caixa de papelão que contém todos esses elementos guarda também as expectativas e as angústias de um filho que tenta construir sua própria identidade e recuperar o contato que se faz ausente. Partindo em busca dessa mulher ― de quem ela foi antes da maternidade, da mãe que nasceu com ele, dos mistérios da individualidade ―, G. revira bulas de remédio, diagnósticos médicos, mapas astrais, redige cartas, e-mails, questiona a si mesmo. E conclui: “Escrevo e envio esta carta para você para tentar reencontrar, em minha própria voz, a tua.” Neste sensível e ousado romance de estreia, Gabriel Abreu monta um emocionante quebra-cabeças de registros, afetos e lembranças que apenas um filho, em vias de perder a mãe, pode ter.
'Triste não é ao certo a palavra' tem 55 capítulos, estilhaçados em procedimentos diversos. Um narrador criança, inventado por sua mãe, um filho enlutado que lê cartas e inventa uma mãe, as palavras que outra pessoa diz, bulas de remédio, análises técnicas. Inúmeras maneiras de contar, e no entanto somente ao chegar ao capítulo 54 todo aquele jogo ganha um sentido, um arremate amargo. O escritor assume a impossibilidade de ser salvo pela palavra escrita, a impossibilidade do livro mudar o mundo. O presente e o futuro são feios e tristes, mas o passado plantou alguma coisa de relevante em nós. Talvez seja o maior trunfo de Gabriel Abreu, essa rasteira, esse olhar franco para o mundo e suas dores. Compensa um pouco a certa falta de coesão (e às vezes o vocabulário menos que inspirado) que atravessa a duração do livro. Bonito, de qualquer forma.
había mucho potencial, pero se ha quedado algo insulso... el juego de darle voz al otro entre el hijo y la madre es lo mejor del libro, pero este rollito de la literatura contemporánea de rellenar páginas con poemas/repeticiones/fragmentos huecos (y hasta analíticasyrecetasdemedicamentos!!!) que apenas sitúan y no narran nada... me hastía
Em sembla molt interessant com es recorre a la literatura per fixar la imatge d’una persona que desapareix al mateix moment que es busquen respostes d’aquest esvaïment que els altres discursos, més hegemònic (científic, sociològic, etc.) no semblen donar-les de la manera que es necessita. Em sembla molt bonic per part d’Abreu mostrar en l'obra quin ha sigut el procés de composició. Presenta el dol en tant que mosaic i això em sembla brillant. Llegiu-lo!!!
Premisa: Una caja de cartón guarda innumerables recuerdos en forma de papel. Cuentan la historia de una madre cuyo brillo se fue desvaneciendo entre las ausencias de una mente que pierde conexiones a un ritmo despiadado. Él se deja llevar por esos fragmentos de memoria, quizá reconstruyendo, quizá idealizando, encontrando un nuevo espacio para honrar el vínculo.
Opinión: La demencia, depredadora insaciable, cruel e inmisericorde. Uno de mis grandes temores, en cualquiera de los planos que se puedan imaginar. ¿Cómo se puede luchar contra una muerte en vida, silenciosa y paulatina? Solo queda la resignación rabiosa, la desesperación ya rendida ante la realidad aplastante. No me extraña que haya inspirado tantos relatos, que obligue a procesar el dolor a través de la escritura.
Puede que el miedo sea el motivo que me lleve a buscar situaciones en la literatura para prepararme por si la tostada cae por el lado equivocado. El hecho es que cada vez que encuentro un libro que indaga en esta pesadilla de la identidad, caigo rendida a sus pies. Así terminé con este título de Abreu entre las manos, en esta especie de placer masoquista.
Una caja de cartón llena de papeles puede cumplir diversas funciones: para muchos, sería el objeto que roba ese espacio que se necesita para seguir acumulando lo que se dice que es importante; para la persona que la conservó, en cambio, sería un apéndice de su cuerpo, un depósito de su pasado; y para unos pocos, podría ser la vía de acceso para reconciliarse con la pérdida o para cerrar heridas que aún permanecen abiertas.
Este objeto tan sencillo es el leitmotiv perfecto para construir un relato cargado de rabia contenida, de tristeza y de amor. Gabriel Abreu llora a través de estas páginas, pero también recuerda lo que fue, investiga y reflexiona. Intercala el relato con informes médicos de su madre, fotografías, diarios y demás documentos significativos, haciéndote sentir parte de ese viaje a través de vivencias ajenas.
Pocas palabras, en el orden adecuado, pueden generar una revolución emocional: una inhalación involuntaria. Eso sí, todavía tengo el corazón con arrugas. Acaba de recuperar la forma; aún necesita tiempo.
O projeto se apresenta como a busca e reconstrução de uma mãe que mingua sob o peso de uma demência precoce e se aproxima da morte, mas ela nunca é de fato posta, sequer verdadeiramente procurada.
A narrativa se estrutura ao redor da descoberta de uma caixa com cartas e fotografias que a mãe guardou, mas nada indica que esse material era particularmente importante para ela, que dirá uma substância mínima para explicar e apresentar essa mulher.
A morte poderia dar o estopim para uma investigação muito mais profunda, mas ela nunca chega lá.
Conforme o livro se desenrola o material que é posto é muito mais uma autobiografia que uma biografia (e, diga-se de passagem, é difícil fazer uma autobiografia para alguém de 28 anos, a idade que o autor/narrador parece ter). São as cartas que falam sobre ele, é a visão do dia-a-dia dele, ele volta a casa de infância dele...
O narrador procura a mãe ou um alívio para o seu medo e nojo da velhice, adoecimento e morte? Uma forma de se reconstituir, de se fincar no mundo?
Se por um lado a estrutura de pequenos capítulos entrelaçando cartas, fotos, uma ficção em terceira pessoa, emails, bulas, etc, cria uma ritmo e uma intertextualidade muito rica, o projeto em si, de uma perspectiva humana, existencial, me deixou querendo muito mais.
A proposta é legal, mas senti que chegou um momento, lá pela metade, que o livro quis parar para me explicar o que ele estava tentando contar. Eu já sabia, ué, eu estava lendo!
sou tomado por uma ânsia inquietante de fabricar também esses vestígios, de sair polinizando minha presença e deixando rastros - e passo a noite escrevendo cartas para amigos.
La manera tan poética en la que Gabriel entrelaza trozos escritos por su madre cuando él era un bebé, hablando como si hablara él cuando este aún no tenía voz, junto a las cartas que recibía de joven con su edad, las fotos y los recortes de su vida pasada, y la búsqueda de contar ahora con su propia voz la historia de su madre, hacen de este libro una cosa muy especial y personal. Gabriel intenta reconstruir la memoria de una madre que ya no recuerda quién es, en un intento por navegar el duelo de una muerte que aún no se ha producido pero es inminente, con la esperanza de encontrar en el pasado un tipo de reconciliación con la tristeza y la rabia que siente al ver a su madre marchitarse. Una caja con memorabilia de un pasado, fotos con fechas, cartas recibidas, prospectos y recortes de noticias, es lo que encuentra y usa Gabriel para reconstruir el pasado incompleto y perdido de una madre joven con una vida por delante mientras va perdiendo la misma delante de sus ojos.
De forma tocabte e sensivel o autor expoe uma tentativa de reconstrução de alguem fradativamente “apagado” por uma doenca neurologica. A busca e reconstrucao de quem foi a pessoa traduzida atraves de imagens e pequenos escritos/cartas seria possivel?
Obrigada NetGalley e Companhia das Letras pela cópia digital deste livro em troca de uma resenha honesta.
Li esse livro em menos de 3 horas, abri o arquivo no Kindle e comecei a ler as primeiras páginas para me familiarizar e quando percebi já tinha avançado 20%.
No geral gostei da história, parece confuso, muda de perspectiva na narração, ora lemos uma história em terceira pessoa, ora cartas, receitas, descrições médicas, ora um filho falando diretamente com a mãe que ele não consegue estabelecer comunicação. É um retrato do processo de tentar conhecer alguém que não tem condições de se apresentar.
Existe um momento na vida em que percebemos que nossos pais são seres humanos. Que a pessoa que nos trouxe ao mundo existiu antes disso.
O autor tenta retratar essa confusão mental, o quebra cabeça que são as memórias que ele tem acesso, mas apesar disso achei que a história como enredo tem algumas pontas soltas. De qualquer forma, é um bom livro de estreia.
Não é uma biografia, tampouco uma autobiografia. É preciso despir-se das fichas catalográficas para entender, ou melhor, para sentir este livro. Ele é uma mapa investigativo, é um reconhecimento de que, mesmo diante da nossa própria história, o que nos sobram são lacunas, invenções, projeções que confrontamos com a realidade. Para quem está acostumado ao tradicionalismo narrativo com início, meio e fim, acompanhar uma investigação, esmiuçando quaisquer vestígios, de bula de remédio a cartas de amor, requer também de nós, enquanto leitores, um desprendimento comunicativo. Não cabe a nós preencher os espaços vazios ou desembaralhar os novelos. O que nos cabe é entender o que fazer com as nossas próprias mazelas e desafios uma vez que entendamos que, diferentemente do que pensamos com frequência ao usar o sentimento para justificar qualquer ação ou falta dela, triste não é ao certo a palavra. Lindo livro.
"(...) tento voltar e repetir os teus passos como uma criança que se esforça a encaixar os próprios pés nas pegadas maternas que encontra impressas na areia."
Estive pensando bastante nas estrelas que atribuiria a este livro. Diversas vezes, em diversos outros pensamentos que escrevi sobre outras obras, relatei que a avaliação em notas objetivas - estrelas ou números - acabam sendo falhas. É o que sinto ao precisar preencher as estrelas sobre este livro.
Não tenho certeza se o autor construiu a narrativa a partir de sua própria história - e, consequentemente, de sua mãe - ou se a narrativa e os acontecimentos são inteiramente ficcionais. Sinceramente, a segunda opção é aquela da qual duvido muito. A metalinguagem aqui é muito clara para ser algo apenas inventado, apenas construído de uma percepção longínqua. Acredito que Gabriel teve contato com o que descreve a ponto de criar um horror tão grande pela situação que, o máximo que pôde fazer neste livro, foi justamente se distanciar ao máximo dela. Não há como culpá-lo: um filho, que viveu com uma mãe saudável, de repente precisa assistir à sua deterioração física e mental, como vê-la apodrecendo em vida, sem poder fazer nada para que a situação seja revertida - é o que acontece, em um dos últimos capítulos, ao descrever a cena na qual há saliva escorrendo de sua boca e fezes na fralda que a equipe de cuidados troca. É difícil humanizar os pais. É difícil não enxergá-los como eternos e intocáveis. Dói reconhecer que, assim como nós, são perecíveis, frágeis, e que podem desintegrar-se a um simples toque.
Acredito, então, que compreendo o ponto do narrador: ao querer reconstruir a mãe, as suas memórias, redescobri-la em sua vida enquanto ainda tem e teve tempo, e descobri-la quando ele próprio ainda não existia, jamais seria possível. Há toda uma vida a qual jamais se é permitido ter acesso; este acesso é ainda mais proibido quando, à sua frente, já se estende uma inevitável e visceral partida. Mergulhar no passado, no que existiu, e que não poderá mais ser reconstruído, seria encarar de frente, sem barreiras, sem escudos, a realidade como ela é, tão escaldante quanto o brilho do sol que queima os olhos ao simples encontro das íris. Isto é evitado a todo custo, inconscientemente. Este não é um livro completo. Não é uma ideia completa. É o que poderia ter sido, finalizando com o melhor que se pôde fazer de uma ideia que se tinha. Considerando as circunstâncias, não há nada de errado com isso.
Quanto à parte puramente literária, acredito que partes da estrutura do livro poderiam ter sido melhor trabalhadas. Sei que, considerando a história, a intersecção poética de confundir as vozes de mãe e filho, em certo momento, poderia ser um acerto. No entanto, na disposição dos capítulos, fica somente bagunçada. Não é em todos os momentos que isso acontece, mas, na prática, havia maneiras melhores de encaixar uma ideia que, no rascunho, era mais organizada e compreensível.
Assim como outros leitores, também tive alguns problemas com o narrador. Não há, exatamente, um pano de fundo de como era sua convivência familiar. A relação com o pai era fria, e consigo compreender que, até certo ponto, por não ser este o foco do livro, ela poderia - como é - ser deixada de lado. Contudo, e a relação com a mãe? Esta, sim, é crucial, e não fica clara na narrativa. "Vivia entre a carência da mãe e a escassez do pai (...)", diz o narrador. Mas que carência? A princípio, a relação do protagonista com a mãe parece ter sido um fardo a vida inteira - não para ela, mas para ele. Fiquei, então, com a impressão de que ele estava, na verdade, correndo atrás de um tempo perdido, ocasionado em grande parte pelos seus próprios erros. É um personagem com o qual apenas há conexão quando ele escreve para a mãe, momentos nos quais surgem seus pensamentos mais bonitos. Os horríveis também seriam bem-vindos, mas não aparecem. Ele pisa sobre ovos, até mesmo para falar de si mesmo. Creio que saiba que, assim como demonstrou em poucos capítulos de seus pensamentos sobre quem ele era, não consegue ser interessante, tampouco busca a simpatia de ninguém. Ele brilha apenas quando fala sobre sua mãe. Talvez isso diga muito sobre ele, mas mais ainda sobre ela.
Es un libro que se lee muy rápido, pero me ha pasado algo con él: tenía las expectativas altísimas. Por lo que había visto por encima, sin leer la sinopsis ni nada (porque yo nunca las leo), parecía una propuesta muy experimental. Es como el hallazgo del diario de una madre, en el que habla ella, pero con la voz de su hijo cuando era un bebé. También hay cartas, fotografías y documentos. La madre sigue viva, pero tiene una enfermedad degenerativa: afasia y otros muchos problemas. El padre está medio ausente y el hijo intenta recuperar a esa madre a través de todo ese material.
Con esa premisa pensé: "Qué maravilla de libro". O sea, fantástico. ¿Cómo alguien puede tener entre manos un material así y no hacer un librazo?
¿Qué pasa? Que no ha hecho una novela con ese material, sino un experimento. Ha ido intercalando fragmentos del diario, cartas, fotografías, informes médicos y unos capítulos de nexo narrados por una voz omnisciente que, para mí, te sacan completamente de la historia. También aparece el hijo ya adulto intentando entender quién fue realmente su madre.
Para mí, este libro tenía todos los ingredientes para convertirse en un librazo y en una novela de referencia. Además, el formato me encanta. Me gusta mucho la editorial De las Afueras y el tipo de ediciones que hace: son pequeñas, muy cuidadas, con un diseño muy personal y que da gusto tener entre las manos.
Da la sensación de que han cogido todo el material que podría haber servido para construir una novela y lo han reunido sin terminar de darle forma.
Y me ha dado mucha pena, porque quería que este libro me encantara, pero no le puedo dar ni tres estrellas. Todo el potencial que tenía se lo ha cargado ese experimento, que a mí no me ha funcionado.
Es de esos libros en los que todo el rato piensas: "Bueno, ahora cambia". Como va siguiendo distintas pistas, siempre tienes la esperanza de que en algún momento todo encaje. Pero no. No voy a hablar del final, pero te quedas pensando: "¿Ya está?". Es documentación, una detrás de otra.
De verdad, creo que este libro necesitaría rehacerse con todo el material que tiene, porque hay algo muy interesante ahí. Me gustan las imágenes, los fragmentos de las cartas y muchas de las ideas que plantea. Pero la historia no me ha llenado. No he conseguido sentirme atraída por ella.
No he sentido ni drama, ni pena, ni nada. No he conectado. Y me sorprende, porque es una historia tan profunda que debería haberme hecho vibrar.
Al final tampoco sé si realmente llega a conocer a su madre después de todo este proceso. Para mí, todo se queda un poco en la nada.
Crescer e perceber que ainda não sabemos exatamente quem somos é uma das piores coisas do mundo. Gera uma ânsia horrível essa sensação de que tudo que está na nossa volta na verdade não bastou para pudéssemos nos tornar algo além de desconhecidos.
É nessa ânsia por se encontrar e se entender que G. investiga a vida da mãe, alguém do qual ele precisa de despedir logo, mesmo que não tenha a perdido completamente.
Só que é difícil. É difícil se despedir de alguém que convivemos a vida toda. É difícil perder alguém que sequer conseguimos encontrar em sua totalidade. É difícil ter esse alguém ao mesmo tempo em que ele se esvai aos poucos sem que possamos fazer nada.
Gabriel Abreu torna isso melancólico. A sua versão de encontrar a si envolve reencontrar alguém que ele teve contato sempre, alguém que ele imaginou ter por muito mais tempo. A única chance de se encontrar e entrar em termos o suficiente para que possa se conhecer o necessário para conseguir se despedir é partir em uma investigação dolorosa e que é transferida para cada página desse livro, até mesmo nos momentos mais monótonos onde nada parece acontecer efetivamente.
'Triste Não É Ao Certo A Palavra' é um retrato triste, melancólico, emocionante e libertador sobre a bagunça da mente de alguém que tenta organizar o que sente para poder se despedir e se encontrar em um dos momentos mais difíceis da vida. É sufoco e liberdade. É a sensação de sair e tomar um banho de chuva depois de muito tempo preso longe do que gosta. A sensação triste de despedida com a emoção do encontro.
[SPOILER] Nota 2,5 ⭐️ que com muita força de piedade chegaria a 3 ⭐️.
O livro se propõe a retratar um rapaz nos seus 28 anos anos que descobre uma caixa onde se acumulam algumas memórias arbitrárias e outras escolhidas por sua mãe por alguma razão. A impressão que dá é de que a mãe acaba de falecer, mas na verdade ela está em um quadro demencial que a cada vez se agrava mais e esse encontro do filho com a caixa viria cumprir o papel de reconstruir as memórias perdidas no lugar daquela que perdeu a memória para aquele que não estava lá em parte delas.
Acontece que nesse ínterim o personagem principal é apresentado como insosso e sem personalidade, de um caráter arrogante e prepotente. A mãe, de quem esperamos uma reconstrução da história por meio de suas memórias físicas, e por esse efeito uma reconstrução na história do personagem principal, sequer é apresentada e aprofundada.
As passagens que visam uma construção dessa narrativa são fracas e sem profundidade, o objetivo que a história visa a cumprir sequer chega perto de se concretizar, e o personagem principal vai se apresentando cada vez mais como uma pessoa que não gera afinidade durante a leitura. Não chega nem perto de realizar aquilo que se propõe.
O livro se arrasta inteiramente sem que qualquer revelação ou construção seja feita no sentido de criar uma empatia com os personagens ou desvendar alguma particularidade da relação que gere algum tipo de vínculo com a história. Tudo é extremamente superficial.
Estava com uma certa expectativa pro livro que não se cumpriu. Deixa muito a desejar.
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«Sabes, M., triste no es la palabra exacta. En realidad, es una sensación que desborda mi vocabulario. […] Es tristeza, si, pero se trata de una tristeza soportable y perenne, un nudo suave en la garganta que se deshace cuando trago saliva y más tarde vuelve a anudarse. Es una melodía tranquila, un dulce lamento que siempre retorna.»
Al final, eso es lo que cuenta este libro. El protagonista encuentra una caja donde su madre guardaba cartas de juventud, fotografías, fragmentos de vida. Con ese tesoro intenta volver a acercarse a ella, conocerla de otro modo, antes de perderla del todo, una pérdida cada día más definitiva.
Y en esa caja añade sus propias páginas: pensamientos, recuerdos, confidencias.
Así, la caja de la memoria —de los vínculos, del amor entre madre e hijo— se colma un poco más. Con la esperanza de que, así como hoy él busca en la caja materna, alguien mañana bucee en la suya.
Porque en las huellas de quienes nos amaron, quizás podamos volver a encontrarnos, reconocernos un instante en el eco de su ternura.
Pra mim ele não foi uma leitura incrível, mas não deixa de ser um livro bom. Ele é 100% focado na jornada e não no destino em si, e isso já fez com que eu gostasse muito mais dele.
Ao mesmo tempo que eu gostei da narrativa e a maneira como o autor traz elementos diferentes para construir a história, eu achei essa escolha meio estranha e confusa em alguns momentos.
Uma leitura bonita e com construção interessante. A partir de fotos, memórias e diferentes linguagens (poética, epistolar, técnico-científica...), Gabriel nos conduz na história e relação de uma mãe e um filho, cujas vozes misturam-se e dialogam. Fiquei com vontade de ler mais. Em alguns momentos no decorrer do livro, querendo demorar mais. No final, talvez como efeito desse próprio fim, tão precoce quanto tardio e inadjetivável.
Acho que Gabriel consegue traduzir bem o luto, prévio e póstumo: triste, sozinho, incompleto. Vi alguns reviews se queixando da falta de objetividade, mas o luto é mesmo de uma incompletude sem fim. Trata mais da tentativa do que do acerto, da dificuldade em se conformar com um fim - que ainda não chegou, mas com certeza chegará. Ficam sempre as dúvidas, os “e ses?”, o ódio pelo curso implacável da vida que a gente não escolhe.
un vero e proprio puzzle, come lo definisce l'autore nei ringraziamenti, che ricostruisce pagina dopo pagina, il ricordo della madre che ormai "abita negli altri" non più in lei. delicato e mai banale, anzi smonta la retorica che spesso accompagna le storie di chi vive con persone che soffrono di questa malattia. devastante il finale quando l'autore accosta gli ultimi giorni della madre con il momento in cui lui, poco più che neonato, inizia a comunicare con i suoi genitori.
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Un librero me lo recomendó casi por casualidad. Tenía otro libro en mis manos y quería alejarme de la autoficción. Eso le dije. Al final, hice caso. Y menos mal. Está escrito de una manera bellísima, combinado estilos y vidas como un rompecabezas. La nostalgia se te mete despacito en el cuerpo y ya no puedes expulsarla. Una tristeza que no es estado, sino cualidad; un telón de fondo.
La extensión perfecta. Muy recomendable. Me ha gustado mucho.
Um filho, encontra uma caixa com coisas do passado e decide investigar outros lados da vida de sua mãe doente.
A estrutura - que alterna entre lembranças, o presente, protocolos, fotos, cartas - consegue expressar de forma prática e sútil todo o imbroglio da situação, da nostalgia a dor e ao cansaço.
É um relato dolorido, melancólico e sensível sobre o luto.
Tan bonito… estilo narrativo impecable, con una estructura que te hace acompañar al autor en el vaivén del proceso de buscarse a sí mismo a través de la madre. Pero precisamente esto me ha hecho sentir que el final llegaba muy abruptamente: aunque el viaje por la vida de la madre termina en el momento exacto, es su búsqueda interna la que me parece precipitada y poco explorada. Creo que eso es lo que me ha faltado para conectar del todo. Más allá de eso, divino
la idea de plasmar los recuerdos me ha gustado. pero la forma de conexión de los distintos apartados del libro no tanto. me ha faltado algo. igualmente muy bonita forma de mantener viva la memoria de un familiar