Mais um para as leituras psicanalíticas. Apesar de tratar de um tema extremamente pesado como o suicídio, o autor escreve com bastante leveza, o que faz com que o livro tenha um ritmo muito fluído. Dentro dessa temática central ele retoma constantemente à pergunta “quem matamos quando matamos a nós mesmos?”, e a toma como ponto de partida para explorar conceitos essenciais da psicanálise junto com as dores individuais, relacionais e as causadas pelo mundo em que vivemos. Achei belíssima a forma como a arte se faz presente na obra, passando pelo cinema até a poesia.
Para entender grande parte do livro, é preciso ter um conhecimento mínimo de psicanálise, mas também não vou ficar na ilusão de que entendi tudo; sei que, futuramente, voltarei a ler esse livro e encontrarei muitas questões não resolvidas, assim como respostas que ainda não tenho. De todo modo, achei uma ótima leitura para quem ainda é iniciante como eu, e procura um maior entendimento das questões que envolvem o suicídio, a clínica e a psicanálise.