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Limpar o mundo: Vidas desperdiçadas, ambiente degradado e capitalismo racial
Em Limpar o mundo, Françoise Vergès examina a limpeza como uma prática que revela e sustenta as estruturas do capitalismo racial. Ao mostrar como a divisão entre "limpo" e "sujo", aplicada a corpos, casas, cidades e até ao planeta, nasce de lógicas coloniais, burguesas, de gênero e racializadas, a autora recupera histórias e experiências que raramente ganham espaço na mídia ou nos relatos oficiais. Em vez de tentar ajustar um sistema que produz resíduos, desigualdades e violência de forma contínua, Vergès propõe imaginar o que seria uma "limpeza decolonial": uma prática orientada pelo cuidado com a terra e com todas as formas de vida. Limpar o mundo convida leitoras e leitores a repensar quem limpa, para quem se limpa e que futuro pode emergir quando a limpeza deixa de servir à opressão e passa a ser ferramenta de sobrevivência, cuidado e reinvenção coletiva.
- GenresEnvironment
306 pages, Kindle Edition
Published April 10, 2026
About the author
Françoise Vergès
60 books146 followersFrançoise Vergès (born 23 January 1952) is a French political scientist, historian, film producer, independent curator, activist and public educator. Her work focuses on postcolonial studies and decolonial feminism.
Vergès was born in Paris, grew up in Réunion and Algeria, before returning to Paris to study and become a journalist. She moved to the US in 1983, studying at the University of California, San Diego and Berkeley.
Vergès was born in Paris, grew up in Réunion and Algeria, before returning to Paris to study and become a journalist. She moved to the US in 1983, studying at the University of California, San Diego and Berkeley.
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Community Reviews
Displaying 1 - 3 of 3 reviews
February 19, 2024
Incredible
April 21, 2026
Nota: 1.5/5.0
O capitalismo é frequentemente apontado como um sistema que concentra riqueza, explora recursos e aprofunda desigualdades — nada exatamente novo, especialmente considerando que ele estrutura boa parte do mundo há séculos. Se, por um lado, impulsionou a geração de riqueza em escala inédita, por outro, falhou de forma consistente em distribuí-la de maneira equilibrada, deixando marcas sociais que ainda persistem.
Em “Limpar o mundo”, a francesa Françoise Vergès retoma essa crítica a partir da lente do neocolonialismo, destacando como dinâmicas de exploração, muitas vezes tratadas como heranças do passado, continuam operando no presente. Ao longo do livro, ela apresenta exemplos que reforçam essa continuidade, especialmente no que diz respeito ao trabalho invisibilizado.
A autora amplia essa discussão ao mostrar que essa lógica não se limita à relação entre Estados e povos colonizados, mas também se reproduz dentro das próprias sociedades. Nesse contexto, grupos marginalizados — sobretudo mulheres negras — são frequentemente relegados a funções consideradas “sujas” ou subalternas, o que sustenta a metáfora central da “limpeza” como prática social, racial e econômica.
No entanto, apesar da insistência em expor as falhas do sistema — que esgota pessoas, recursos naturais e estruturas sociais —, o livro pouco avança em termos de caminhos alternativos. Falta uma discussão mais concreta sobre o que já está sendo pensado ou implementado para transformar esse cenário. A crítica, embora válida, se apoia em ideias amplamente debatidas e acaba soando repetitiva.
Ao optar por um tom predominantemente denunciativo, sem oferecer novas perspectivas ou aprofundar possíveis soluções, a obra contribui mais para o acúmulo de vozes críticas do que para o avanço do debate. O resultado é um texto que, embora bem-intencionado, carece de originalidade e direção.
O capitalismo é frequentemente apontado como um sistema que concentra riqueza, explora recursos e aprofunda desigualdades — nada exatamente novo, especialmente considerando que ele estrutura boa parte do mundo há séculos. Se, por um lado, impulsionou a geração de riqueza em escala inédita, por outro, falhou de forma consistente em distribuí-la de maneira equilibrada, deixando marcas sociais que ainda persistem.
Em “Limpar o mundo”, a francesa Françoise Vergès retoma essa crítica a partir da lente do neocolonialismo, destacando como dinâmicas de exploração, muitas vezes tratadas como heranças do passado, continuam operando no presente. Ao longo do livro, ela apresenta exemplos que reforçam essa continuidade, especialmente no que diz respeito ao trabalho invisibilizado.
A autora amplia essa discussão ao mostrar que essa lógica não se limita à relação entre Estados e povos colonizados, mas também se reproduz dentro das próprias sociedades. Nesse contexto, grupos marginalizados — sobretudo mulheres negras — são frequentemente relegados a funções consideradas “sujas” ou subalternas, o que sustenta a metáfora central da “limpeza” como prática social, racial e econômica.
No entanto, apesar da insistência em expor as falhas do sistema — que esgota pessoas, recursos naturais e estruturas sociais —, o livro pouco avança em termos de caminhos alternativos. Falta uma discussão mais concreta sobre o que já está sendo pensado ou implementado para transformar esse cenário. A crítica, embora válida, se apoia em ideias amplamente debatidas e acaba soando repetitiva.
Ao optar por um tom predominantemente denunciativo, sem oferecer novas perspectivas ou aprofundar possíveis soluções, a obra contribui mais para o acúmulo de vozes críticas do que para o avanço do debate. O resultado é um texto que, embora bem-intencionado, carece de originalidade e direção.
June 3, 2025
Crazy crazy good. Verges elegantly and expertly intertwines different forms of media to give us a holistic lens on the climate disaster and the politics of cleaning. Her arguments are well built giving both anecdotal evidence as well as numerical. She gives us the capacity to look at an integral part of climate change that is way too often ignored - the role (I wish I could come up with a stronger word than this) of capitalism and racism.
I am only deducting a star (and truly it’s a half star) because even tho she mentioned she was trying to make the book readable - it still at times felt very dense with jargon.
But other than that I would recommend this to everyone - especially those interested in environmentalist/anti-racist endeavors.
I am only deducting a star (and truly it’s a half star) because even tho she mentioned she was trying to make the book readable - it still at times felt very dense with jargon.
But other than that I would recommend this to everyone - especially those interested in environmentalist/anti-racist endeavors.
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