O que você imagina quando alguém lhe fala sobre uma "palavra mágica"? Certamente naquela que seria capaz de realizar os desejos com o estalar de dedos: passar nas provas, tornar-se ator famoso ou cantora de prestígio... No entanto, a palavra não é mágica nesse sentido e sim quando nós mesmos, por meio das mais simples palavras, formos capazes de mudar nossa vida. Em "A palavra mágica", de Moacyr Scliar, a história singela do reencontro afetivo entre um neto e seu avô é entremeada pela busca de uma senha perdida. As palavras são senhas para nossa entrada no mundo das significações, para mergulharmos dentro de nós mesmos e para nos relacionarmos com os outros, dando ocasião à magia do encontro. Mas se não tentarmos decifrar os enigmas da própria vida, poderemos permanecer à margem dela. Por isso, cada pessoa tem de descobrir sua palavra mágica.
Moacyr Jaime Scliar (born March 23, 1937) is a Brazilian writer and physician. Scliar is best known outside Brazil for his 1981 novel Max and the Cats (Max e os Felinos), the story of a young man who flees Berlin after he comes to the attention of the Nazis for having had an affair with a married woman. Making his way to Brazil, his ship sinks, and he finds himself alone in a dinghy with a jaguar who had been travelling in the hold.[1] The story of the jaguar and the boy was picked up by Yann Martel for his own book Life of Pi, winner of the 2002 Man Booker Prize, in which Pi is trapped in a lifeboat with a tiger
"É casa de pobre, roupas de pobre, e comida de gente pobre, mas é assim mesmo, essas coisas de rico não é pra gente como nós."
O livro pra mim nem click nem clack, como claramente é uma história infantil (quem vier usar isso de argumento pra ser um livro mediano eu vou dar com minha edição capa dura de Alice na fuça) vou dar o benefício de falar primeiro o que fizeram da história fraquinha pra depois exaltar as qualidades da narrativa; O Livro é uma história contada por uma palavra mágica sobre um jovem garoto, esse garoto mora com sua família e subindo o barranco mora seu avô Lucildo, velho chato, ignorante e brigado seriamente com seu pai, apesar disso é pai dele então tentam fazer ser presença ali mesmo que ninguém se suporte, então o velho chega na hora do almoço sem avisar, não fala nada, chega mudo e sai calado, o descarrilhar da história é que como o velho é velho, tá doente e precisa de alguém pra ir da uma olhada nele, como quem vai é o neto e é a única migalha de atenção que o pobi recebeu em mais anos que eu tenho de vida, o velho pede pro neto ficar e cuidar dele ao longo de uns dias até melhorar, o muleke aceita, passa umas noites, arruma o barraco do coroa, deixa uma pobre e inocente família de ratos que não tinha nada a ver com a história ,e que já moravam naquela pilha de jornais mofados a gerações, desabrigada, acontece que com o passar dos dias o velho se apega ao garoto, dá o primeiro sorriso em meio século, e conta sua história pro neto, acontece que quando tudo era barro e alguém precisava marretar o chão pra fazer estrada ele trabalhava com seu amigo fazendo justamente isso, seu amigão, homem direito, feliz, divertido e alinhado com o universo, convence o agora não tão velho, velho a gastarem seu primeiro salário, que era destinado ao sustento de seus lares e a alimentação de suas famílias, apostando na lotérica, acontece que como esse cara tava alinhado com o universo e tinha uma capivara de estimação ele ganha, e pra não levantar suspeitas de parentes e falsos amigos vai buscar o prêmio e depois Lucildo iria buscar a parte dele, e como seu colega era um homem direito, de palavra e honesto que jamais faria nada de errado com o dinheiro do amigo, ele tomou 3 tiros nas costas assim que saiu da lotérica com seu prêmio só pra ficar ligeiro, no hospital ele entrega um papel pra Lucildo e diz: O Dono da lotérica assim como eu é homem honesto e de palavra, ele só vai dar o dinheiro pra quem chegar lá com a senha (mesmo que ele saiba quem é vc, que vc é realmente o ganhador e que saiba que comprou comigo o bilhete) tá aqui o papel com a senha, Lucildo sai do hospital toma 30mm/h de chuva na cabeça pra ficar esperto, como ele era analfabeto mas tinha vergonha disso, seu amigo não sabia que ele não tinha como ler o papel, e agora o papel foi pro krl e ele não sabia qual era a palavra, então passa-se anos, ele aprende a ler e sai por aí catando em livros, jornais e revistas qual era a palavra. (Você pode está se perguntando o que isso tem a ver com a briga com a família, talvez todos tenham ficado putos pq o velho perdeu um bolão ? Não, ninguém nem sabia desse dinheiro, ele só foi lá e traiu a mulher e abandonou os filhos mesmo).
No fim o neto, sábio e esperto, descobre que a história era verdade e quando volta pra contar seu avô jaz em uma cama de hospital, com a história que seu neto conta, ele lembra da palavra, MORRE, descobre-se que o banco em que estava o dinheiro faliu e nem um centavo daquilo foi visto. FIM (juro que esse foi o final feliz do livro).
Pontos negativos: A história é legal mas a narrativa é fraquinha, o personagem do velho não passa a sensação de tadinho sofreu muito, porque de novo, toda a história da sua vida não tem NADA a ver com a briga com a família. É dito ao longo do livro que ele tem uma noção de como é a construção da palavra por meio de lembrança e KRL COMO ELE LEMBRA DISSO E NÃO LEMBRA DA PALAVRA ??? Eu entendo ele não ter lembrado no momento pelo choque da situação mas ele passou ANOS TENTANDO LEMBRAR E VASCULHANDO e nunca chegou nisso? MESMO QUANDO ELE lembrava da história de vida dele ele nunca fez tipo KRL É ISSO ? A história de vez em quando e antes de começar tem a narrativa de uma "Palavra mágica"... Oh negocinho chato put@ qu& par/u, sério mesmo, quando antes da história começar teve essa parte eu quase fechei o livro sem nem começar o livro.
Pontos Positivos: A primeira parte verdadeiramente do livro é um prefácio com uma reflexão sobre as palavras e seus poderes ao longo da história que realmente é muito muito bom. Quando o livro acaba tem umas palavras de seu autor, que conta um pouco de sua história e reflete sobre sua trajetória como escritor e dá pra sentir as emoções naquelas palavras (SIM AS DUAS MELHORES COISAS DA HISTÓRIA SÃO ANTES E DEPOIS DELA) Agora de verdade, o ritmo da história é muito bom, realmente um leitor com um bom ritmo consegue terminar o livro numa sentada, os diálogos e tudo são bem brasileiros então qualquer pessoa que tem uma convivência com pessoas e de preferência avós do interior sente um quentinho com as falas, ambientação e tudo. Há lições importantes aqui, há umas capotadas na mensagem passada, mas ela ainda é importante.
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Eu li isso sem qualquer expectativa, pois fizeram uma propaganda deveras negativa pra mim. E quando terminei, estava apenas com vontade de ver um filme adaptando tudo que havia lido. Não direi mais nada 👍