Nesta nova aventura, os cinco amigos estão na Póvoa de Varzim a aproveitar o verão para ter aulas de mergulho. Nestes passeios, conhecem José Alviela, um homem que diz ser um homem do mar, um comandante que navega pelos oceanos. Ganhando a confiança dos cinco aventureiros, José decide partilhar com eles a lenda do Sirius, um navio que afundou algures na costa da Póvoa de Varzim, sem razão aparente.
Acontece que a imagem fantasmagórica deste navio surge à tona da água, incitando quem a consegue ver a procurar o verdadeiro Sirius. Além disso, José partilha um mapa desta zona do país, onde estará afundado o navio, juntamente com uma mensagem misteriosa no verso.
Os cinco amigos partem nesta aventura, em busca do navio fantasma, decifrando códigos secretos e mergulhando até ao fundo do mar em busca de tesouros. Resta saber se podem realmente confiar em José Alviela…
Ana Maria Magalhães nasceu em Lisboa no dia 14 de Abril de 1946. Professora de Português e História do ensino preparatório.Em 1976 conheceu a Isabel Alçada. Em 1982 tentaram o primeiro livro: Uma Aventura na Cidade. Iniciaram a colecção "Uma Aventura" com o objectivo de proporcionar aos alunos livros para ler com prazer. Esta colecção constitui um êxito sem precedentes entre os jovens portugueses e dispõe já de cerca de três dezenas e meia de livros. O ministro da Educação chamou-a para integrar a equipa que se ocupou da Reforma do Sistema Educativo entre 1989 e 1991. Desempenhou funções de coordenadora de reforma curricular do 2º ciclo. Em 1994 aceitou o convite da Expo’98 para dirigir o Jornal do Gil. Em 1997 foi destacada para o gabinete do Ministro da Educação a fim de estabelecer a ligação pedagógica entre o Pavilhão de Portugal da Expo’98 e as escolas.
É engraçado como vemos as coisas de uma perspectiva diferente quando somos miúdos e quando somos pais. Estes garotos foram numa aventura aprender a mergulhar - assumo que já rondem os 16 anos apesar da idade já não ser mencionada - e saltam alegremente da casa da tia do Pedro para a casa de um desconhecido com uma lábia quilométrica para mergulharem no oceano que, na melhor das hipóteses, é revolto num dia de sol. Curiosamente, foi também o primeiro livro que li com ilustrações que não fossem de Arlindo Fagundes, e estranhei. Agora têm ares de garotos, mais até do que nos primeiros livros. Por um lado, ainda bem que não se colaram ao que estava feito, por outro... encolheram os garotos.
Livro número 69 da coleção que começou nos anos 80. Estes livros continuam a despertar o interesse de múltiplas gerações. Esta aventura foi talvez a menos atrativa para mim. A história é simples, quase se adivinha o final logo nos primeiros capítulos. O grafismo é bom, mas pessoalmente ainda não me habituei às ilustrações da Cátia Mariline. Embora estejam bem conseguidas, algumas personagens mudaram claramente de visual. Gosto das partes finais dos livros "O que é real nesta aventura" pois permite- nos descobrir detalhes de Portugal que talvez nos passassem despercebidos sem esta investigação prévia que as autoras fazem.
Foi engraçado ler um livro desta série anos mais tarde. Apesar de continuar empolgado em saber o que se vai passar a seguir, é normal ficar “🤔🤔” com algumas decisões do grupo. Pessoal como assim vão para a casa de uma pessoa passar férias, após um jantar e um história assustadora? Damn, count me in, i guess.