Durante oito meses, Tamara Klink viveu sozinha num pequeno veleiro preso no mar congelado do Ártico Groenlandês. Depois de uma longa preparação e de atravessar o oceano desviando de icebergs, ela ancorou em um fiorde escuro sem saber se estava pronta para o que iria encontrar.
O que acontece quando ficamos sozinhos, sem ter para quem sorrir? Quando passamos longos dias sem ver o Sol? Quando somos o ser vivo menos apto a sobreviver no lugar onde estamos?
Depois de se tornar a pessoa mais jovem da América Latina a cruzar o Atlântico em solitário, a navegadora e escritora Tamara Klink se lançou numa nova navegaçã em vez de atravessar o espaço, dessa vez atravessaria o tempo. Isolada em um fiorde na Groenlândia na época mais fria do ano, ela pôde observar o inverno polar transformar o mar em terra e os dias em noites infinitas.
Em Bom dia, inverno, os leitores são convidados a conhecer de perto os perigos e as alegrias dessa viagem extremamente arriscada. Nessa experiência de isolamento radical, em meio a auroras boreais e visitas inesperadas de raposas, focas e outros animais selvagens, o silêncio se torna palco para reflexões profundas sobre a liberdade, a cultura, o futuro do planeta e o modo como escolhemos viver.
Aos 23 anos, Tamara concluiu sua primeira viagem solo pelo Mar do Norte no pequeno veleiro de 26 pés comprado pelo preço de uma bicicleta, a Sardinha. Em 2021, durante três meses, Tamara cruzou o Oceano Atlântico, tornando-se a brasileira mais jovem entre homens e mulheres a realizar o feito em solitário.
Em 2021, Tamara publicou dois livros: "Um mundo em poucas linhas" (poesia) e "Mil Milhas" (literatura de viagem) pela editora Peirópolis.
Leitura leve, rápida e agradável. Tamara escreve bem. :)
Mas se está começando agora a ler a obra dela, começaria por "Nós", traz mais reflexões sobre como ela decidiu velejar, o que é super rico e inspirador.
Assim devem se sentir os velhos que nunca mudaram de bairro. Pensam que conhecem os lugares, mas ao sair são eles os estrangeiros. Memória é só memória. Acreditamos que dominamos o mundo, e o mundo ri da nossa cara. O céu espalha finos flocos de neve no espaço. Só as certezas acabam, o lugar sempre esteve de mudança.
Que livro maravilhoso!! Parecia que eu estava fazendo a invernagem junto com a Tamara - em meio à fiordes, icebergs, focas, raposas, lagópodes, corvos, auroras boreais. A magia das palavras. 🤍
“O que será a vida depois de dar a ela outra definição?”
queria reiterar como todas as notas que eu dou pros livros falam mais de mim e do momento que to lendo eles, do que do livro em si. dito isso, eu me emocionei em diversos momentos e foi lindo! todas reflexões sobre a solidão, mas tao diferentes do "nós"! esse livro me acompanhou numa das piores semanas do meu ano e assim como a leitura, espero que o terror que eu vivi tenha se findado. fora isso, me passou muito pela cabeça como tem muitas formas de viver a vida, e como há muito ainda a se viver! a gente passa por momentos que o mundo parece acabar, e é tão bom lembrar que ele sempre continuou por aqui. além disso, sobre sanidade: fiquei preocupada tanto com a minha quanto com a da tamara hahahaha onde o real e o irreal (sera irreal mesmo?) se misturam, até porque o que difere eles é só no que é consenso de acreditar ou nao. ou sei la eu hshshshs 10/10 amei!
dei uma choradinha quando terminei 🥲 o livro é uma graça, me senti sugada dentro da história como acontecia quando eu era criança. é rapidinho de ler porque você não consegue desgrudar ele da sua mão (ainda mais com uma dedicatória tão fofa na minha primeira página)...
me senti meio idiota por ter achado a minha peregrinação de 1 semana com google maps em uma mão e navigo card na outra o auge da autossuficiência depois de ler esse livro, mas acho que todo mundo tem que começar de algum jeito. as reflexões da tamara sobre o peso de ser uma mulher que escolhe a solitude são as minhas favoritas, ela é um ser monumental
Sempre uma delícia ler os livros da Tamara! Sou fã desde “Nós - O Atlântico em solitário” e estava ansiosa pra ler esse livro, como ela aborda a solidão de uma forma tão gostosa, no aprender a gostar realmente de ficar consigo mesma.
Teve trechos que me pegaram mt, principalmente “Meu tempo agora parece infinito. Até que me lembro que viverei essa invernagem uma única vez. (…) São bonitos por que tem fim.” Jurooooo 🥹
É a tradução de aproveitar o momento presente, como se fosse realmente um presente.
Pra quem gosta de leituras assim, leve e inspiradoras, simplesmente leiam!!!!
Tamara has a sweet beautiful way to make us reflect about ourselves, as humans, women, animals or as little atoms within this full of contrasts life and world. I love how brave she is and that she’s willing to share her journeys with us!
Leitura fluida, ela navega bem sua mente tempestuosa durante períodos desafiadores. É fácil se conectar com a linguagem da nossa geração. Fácil reconhecer-se nas questões que ela levanta. Muitas frases e vivências dela descritas no livro provocam um eco na minha cabeça, penso por hooooras. O livro te provoca de vários formas, tô com vontade de velejar só pra ter a experiência completa.
Tamara klink é uma inspiração! Já li todos os livros e claro, amei esse também! Que experiência fantástica que ela viveu. Os livros dela sempre vão parar nas minhas sessões de terapia haha