"Um acidente deixa um astronauta a dezenas de anos-luz de casa, perdido e aprisionado por figuras alienígenas demasiado familiares. Agora, tem o tempo contado para tentar escapar e descobrir um modo de regressar..."
RICARDO DIAS nasceu no Porto em 1978, onde viveu até 1990, tendo passado a viver na Maia e, posteriormente, em Ermesinde. Formou-se em Medicina na FMUP (1996-2002), e especializou-se em Medicina Legal. Tem como hobbies “devorar” livros e filmes, especialmente do género fantástico/sci-fi e horror sobrenatural. Quando o tempo (e os filhos) o permitem escreve e desenha.
História de tentativa, erro, captura e fuga que utiliza pontos clássicos da SciFi. Curiosamente, considerei “Zarolho”, o alien, com uma personalidade mais sólida que o protagonista e narrador.
Gosto do conceito, especialmente do fato/nave, mas o texto precisa de uma poda. Existe demasiada informação desnecessária e as vozes das personagens são muito semelhantes.
A história começa no momento certo, fazendo-se valer da analepse para nos dar a informação que falta. Tem um ligeiro excesso de tecnobabble no que se refere ao fato. Não há uma ligação muito forte com o protagonista até o final do primeiro terço da história. Achei interessante a caracterização dos extraterrestres. A trama começa lenta mas acaba por se desenvolver bem, aumentando o ritmo até ao final, servindo o leitor com um twist ligeiro. Um destaque especial positivo para as ilustrações feitas pelo próprio autor.
O conto em si é um pouco cliché, mas desenvolvido de forma eficaz e não deixa de ser interessante. Gostei particularmente das ilustrações do escritor: dão uma outra "vida" à história.