As histórias de quem sonha em português do outro lado do Atlântico.
Outrora considerada exclusiva da língua portuguesa e intraduzível, a palavra «saudade»
aponta para um estado de espírito ambíguo, onde a dor e a alegria se encontram num presente habitado pelas memórias do passado. Com a intensificação da emigração, a saudade tornou-se não apenas um sentimento universal, como a norma no nosso mundo globalizado. A viver há vinte e cinco anos no Brasil, Henrik Brandão Jönsson sabe o que é a saudade. Apaixonado pela língua portuguesa e pela sua história, viajou para junto das comunidades de emigrantes de língua portuguesa a fim de explorar a génese deste sentimento. Dos arquipélagos atlânticos dos Açores, Madeira e Cabo Verde para a América do Sul e do Norte, falou com as populações que deram o salto para escapar à pobreza, a vulcões, ou a um futuro sem esperança — mas que nunca esqueceram as suas ilhas de origem. Começam, assim, duas viagens uma que cruza o Atlântico em várias direções, em busca de histórias de vivências desse sentimento; e outra, introspetiva, que mergulha o autor num oceano igualmente profundo, de recordações e afetos, para descobrir como é sonhar em português longe de casa e como se mata uma saudade sem fim.
Os elogios da crí «O que nos seduz em Henrik Brandão Jönsson é a euforia com que afirma a vida e que parece permear tudo o que faz.» Cult Magazine «Henrik Brandão Jönsson é um narrador descontraído e um agradável companheiro de viagem que, com a sua curiosidade, escreveu um livro divertido e informativo ao mesmo tempo.» Göteborgs-Posten «Observador, empático, imbuído de presença — é uma mistura de história cultural, relato de viagem, reportagem política, história da migração, e autorreflexão." Dagens Nyheter «Saudade é um livro brilhante, que abre os olhos para a migração e para o mundo lusófono.» BTJ
There's a trivia fact we Portuguese like to throw around every once in a while when debating cultural traits with people from other countries: we have a word nobody else has, and that word is saudade. I have no idea if this is true, but I'm sure we're not the only ones who can feel saudade.
Here's Henrik Brandão Jönsson, a Swede who has been living in Brazil for many years now, curious about this feeling—what causes it and what it causes in people. So he decides to go and meet people from the Portuguese and Cape Verdean diasporas, both in the United States and Venezuela, and to visit the places from which they departed several decades ago. What do they feel about what they left behind? Where do they feel they belong? Will they go back home one day? Where is home, even?
Gostei bastante da forma como o autor contextualiza política e socialmente os locais que receberam os emigrantes falantes de português, para se entender porque permaneceram ou não e o rumo das suas vidas, geograficamente falando. Trouxe ricas e interessantes histórias, todavia fez-me revirar os olhos (várias vezes) a alguns comentários - que pessoalmente , acho desnecessários - sobre as pessoas que conheceu (os emigrantes que "fizeram" este livro) como por exemplo “tem barriga de cerveja”, “parece ter implantes de silicone” e outros que tais, que nada acrescentam ao que importa saber destas pessoas.