**3,5 estrelas**
Um tema pungente, que nos coloca de imediato sobre tensão. Poucas páginas e fiquei envolvida, embrulhada naquelas circunstâncias, algumas delas por demais embargantes.
Personagens com carisma, histórias que se repetem por esse mundo fora. A primeira parte do livro cativou-me completamente. Duas amigas, as suas cumplicidades e infelicidades.
Durante quase toda a segunda parte do livro somos confrontados com uma questão premente: “PORQUÊ?”.
Junto com Ryn, estamos suspensos por essa angústia dolorosa. Quando finalmente surge a justificação... bem, não muda muito. Não muda nada, quanto a mim. Aconteceu porque sim! Porque ambos tinham os seus fantasmas e se abstraíram de quem eram para fingirem quaisquer outras vidas! Somos humanos, cometemos erros, tantos! A vida é assim mesmo, uma aprendizagem, um amadurecimento, onde existem quedas e ergueres, de sermos humildes, de perdoarmos. Ryn remói aquela sensação que lhe pesa permanentemente, de não mais ter a oportunidade de falar ou de deixar falar e de perdoar. Quanto a esquecer, não me parece possível.
Quanto ao tempo, há que valorizá-lo devidamente! Não temos qualquer poder sobre ele, então há que agarrá-lo e vivê-lo como sendo único… o amanhã pode não existir, para nós ou para os nossos e é preferível não deixar pontas soltas que nos martirizem o resto dos dias. Esta mensagem que nos é passada é clara.
Senti uma ou outra atitude pouco credíveis, ficamos com aquela sensação que na vida real dificilmente aconteceriam.
Gostei da relação que se criou entre Ryn e Tegan. Como foi evoluindo, ganhando forma, confiança e coesão.
Não gostei do “trio”. Achei que todos eles eram, de alguma forma, desonestos, consigo próprios e com os outros. Levou páginas a mais nestas incertezas e ainda para cúmulo chegam ao fim e erram nos escrutínios e nas decisões. Nas últimas páginas, finalmente, ganham juízo.
Gostei, mas as expectativas eram elevadas devido às tantas opiniões excelentes que tinha lido. Senti-me um pouco desiludida.