Romance inédito de Paula Gicovate, Como navegar o abismo é uma narrativa sobre o luto, a reinvenção e os caminhos tortuosos de atravessar a dor.
Nara, uma chefe de cozinha premiada, com um bom emprego e um amor estável, vê tudo desmoronar depois de perder a mãe para um câncer grave. A partir desse abismo incontornável tudo vai sendo posto em xeque – não apenas o que ela acreditava ser sólido e confiável, mas também o próprio desejo, a sua busca, e a sua fome de vida. Com a morte da mãe, ela tem que voltar do Rio de Janeiro, onde vive, para a pequena Fontana, cidade em que nasceu e cresceu, e o reencontro com a família, os amigos de infância e o que ela mesma chegou a sonhar o dia moldarão uma outra mulher. Resta descobrir quem é.
Entre o bom humor e a delicadeza, Como navegar o abismo acompanha a tentativa de uma mulher de atravessar a perda ao mesmo passo que aprende, aos poucos, a não se perder de si.
Que livro lindo. Me senti inundado por sentimentos contraditórios entre leves e muito, muito pesados ao mesmo tempo. Se é difícil ler uma história sobre o luto, imagino quão torturante deve ser escrever sobre isso, e aqui a Paula vence como nunca vi outro vencer. É um livro deslumbrante, por mais difícil que seja de engolir. Como leitor, eu sou bem pragmático e até inflexível, mas diversas vezes me peguei torcendo, quase chorando, raivoso, e outros sentimentos que nem quando vivi um luto me permiti sentir. Um dos melhores do ano, com certeza!