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O Último Espião do Reich

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O Último Espião do Reich, de Francisco Ramalheira, escritor português conhecido pelos seus romances históricos e thrillers de ação, transporta o leitor até janeiro de 1945, quando o maior pesadelo da Humanidade parece prestes a acabar.

Os exércitos nazis acumulam derrotas e os Aliados avançam rumo a Berlim. Porém, no seu bunker, Adolf Hitler afunda-se cada vez mais em drogas e numa obsessão por uma lenda milenar que afirma ser verdadeira: o tesouro da Atlântida. Acredita também que encontrar o conhecimento perdido dessa avançada civilização lhe poderá dar a vitória na corrida nuclear.

Enquanto em Berlim o Führer preocupa os seus seguidores mais próximos devido à sua demência crescente, Timóteo Feio, um modesto carteirista de Alfama, mete as mãos no bolso errado e tenta roubar um dos mais afamados espiões dos Aliados.

Acompanhado de espiões e dos maiores cientistas da época, Timóteo entra no epicentro de uma conspiração que envolve a Atlântida e uma bomba capaz de mudar o curso da História. Estará o humilde meliante preparado para a missão que lhe é confiada?

Baseado em factos verídicos e fruto de uma investigação rigorosa, O Último Espião do Reich é um thriller emocionante que promete dificultar a tarefa dos leitores no momento de pousar o livro.

296 pages, Paperback

Published April 21, 2026

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About the author

Francisco Ramalheira

10 books90 followers
Francisco Ramalheira é professor, gosta de jogar à bola com os amigos e de comer tudo aquilo que acrescenta tecido adiposo. Quem o conhece diz que é um pouco distraído. Quem o conhece bem, sabe que «pouco» é um eufemismo. Tem uma cadela, chamada Luz, e dois gatinhos, a Farrusca e o Ranhoso, não sendo da sua responsabilidade o processo de batismo deste último.

O escritório da sua humilde habitação está repleto de todo o género de livros (incluindo de banda desenhada), videojogos e jogos de tabuleiro. É para lá que vai quando quer abandonar a civilização.

É o autor do podcast «Ora Eça», no qual conversa com várias personalidades do mundo literário português.

E, mais importante de tudo, é o pai do Lourenço.

Para saber mais sobre o autor:

https://www.instagram.com/franciscora...

https://open.spotify.com/show/1okssIl...

https://www.facebook.com/franciscoram...

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Displaying 1 - 8 of 8 reviews
Profile Image for Ricardo Rodrigues.
188 reviews15 followers
April 28, 2026
Depois de ler "Os Bastardos" estava com expectativas elevadas, sabendo, de antemão, que o estilo seria diferente.

É genial a forma como o autor mistura personagens fictícios com reais (à semelhança de outros autores no género) sem cair no caricato ou parecer deslocado ao mesmo tempo que conta uma história.

História essa que envolve espionagem, envolve ação e envolve uma autodescoberta por parte do Abutre, tanto pessoal, como do verdadeiro significado de algumas atividades que tinha com o Pai.

Gostei particularmente do rumo que o Timi tomou neste livro e só quem o ler sabe do que falo. Gostei do papel final que teve e do "quão bem por cima" ele se saiu.

Não é uma história comovedora como "Os Bastardos" (géneros diferentes), mas é toda uma lição de História em cada página; já para não falar do tema da Atlântida (muito explorado ao longo dos anos) e da dependência de Hitler por "drogas pesadas", um tema que o autor abordou de forma audaz.

Se querem um livro com um pouco de premissa "E se?" misturada com História e muita ação, esta é a opção que estão à procura.
Profile Image for Joana Aguiar.
299 reviews103 followers
April 28, 2026
Que leitura.
Wow, pergunto o que o autor colocou nesta história. A ansiedade que este livro me provocou. Credo Francisco! No momento em que os meus olhos tquerem fugir para o final da página para descobrir o que aconteceu, é o momento que sei que é verdadeiramente um bom livro.

Comecei com expectativas altas e sim, valeu a pena. Já conhecia o trabalho do Francisco, de outros livros, e sabia que com este novo projeto não iria falhar.

Prendeu-me logo desde o início e não me largou até ao fim. A história tem um ritmo que funciona mesmo bem, com capítulos curtos e onde há sempre algo a acontecer, o que faz com que, quando damos por isso, já estamos demasiado avançados para parar. Dormir para que!!

Gostei muito da forma como os cenários são usados. Não estão ali só para encher, fazem parte da história e têm peso, quase como personagens. Estas, foram espetaculares e super bem construídas, muito humanas e consistentes, o que tornou tudo ainda mais envolvente. Além disso, há vários POVs ao longo da narrativa, o que ajuda a acompanhar a história de forma mais completa e dinâmica. Poderá me ter causado alguma irritação, quando queria saber o que estava a acontecer com a personagem do pov e saltava para outra…. Os suspiros que dei!!!

Ler este livro foi uma verdadeira aventura. A procura pela Atlântida, é algo que fascina a humanidade há séculos, está no centro de toda esta história e dá-lhe um mistério e um impacto muito especial.

A escrita é super imersível, houve momentos em que parecia mesmo que estava a ver um filme. Os toques de pop culture e os easter eggs foram fantásticos, daqueles detalhes que me fizeram sorrir e tornaram a leitura ainda mais divertida de ir descobrindo.

No final da leitura fiquei com uma enorme vontade de visitar todos os locais mencionados, como se a história tivesse deixado uma marca real no mundo lá fora. Quero ir investigar!

Mistura géneros, arrisca e foge ao óbvio, e isso nota-se. Não é só mais um thriller. No fim, fiquei com aquela sensação de que ler, este livro, valeu mesmo a pena.
Profile Image for João Faia.
100 reviews11 followers
April 27, 2026
O Último Espião do Reich é um daqueles livros que sabe exatamente como agarrar o leitor desde o primeiro momento. A abertura com um enigma não é apenas um detalhe curioso, funciona como um verdadeiro convite à participação ativa.

Um dos aspetos que mais me conquistou foi a forma como a história coloca Lisboa e os Açores no centro da ação. Há algo particularmente fascinante em ver espaços tão familiares integrados numa história densa, com ecos históricos e uma dimensão internacional. O autor consegue transformar estes cenários em mais do que simples pano de fundo... são peças fundamentais do enredo, carregadas de segredos, símbolos e histórias enterradas no tempo.

A escrita do Francisco volta a destacar-se pelo seu carácter cinematográfico. As descrições são detalhadas sem se tornarem excessivas, e há um cuidado evidente na construção de cada cena, quase como se estivéssemos a assistir a uma adaptação visual. A isto junta-se um ritmo muito bem conseguido: os capítulos curtos e a constante sucessão de descobertas mantêm a tensão elevada e fazem com que seja difícil pousar o livro. É, sem dúvida, uma leitura compulsiva.

Em termos de género, o livro move-se com naturalidade entre o policial, o thriller, a ficção histórica e até elementos mais inesperados que roçam a fantasia. Esta mistura, que poderia facilmente tornar-se caótica, acaba por funcionar de forma coesa, contribuindo para uma narrativa rica e imprevisível. Nota-se uma ambição clara em cruzar diferentes registos e em oferecer algo mais do que um simples thriller convencional.

Dito isto, O Último Espião do Reich é uma leitura envolvente, bem ritmada e cheia de momentos de tensão e descoberta, que consegue entreter e surpreender em igual medida. Mais do que isso, consolida Francisco Ramalheira como uma voz relevante na literatura portuguesa contemporânea, especialmente dentro deste cruzamento entre entretenimento e ambição narrativa, e um dos meus autores favoritos.
Profile Image for Frederico Noites.
60 reviews3 followers
April 25, 2026
Uma Auditoria Imersiva entre a História e o Esoterismo

O Último Espião do Reich é uma obra que desafia o leitor a ser mais do que um mero observador. Francisco Ramalheira constrói uma narrativa densa que acompanha a obsessão de Hitler e Goebbels por segredos ancestrais, cruzando-a com o percurso de Timóteo Feio — um jovem de Alfama transformado em espião de elite.

O que mais me impressionou nesta auditoria foi a exigência de imersão. Para apreciar a obra na totalidade, recorri frequentemente ao Google Lens (essencial para a atmosfera dos diálogos originais) e ao Google Maps, dada a precisão geográfica dos cenários, que vão dos laboratórios de Los Alamos às nossas Grutas do Pico.

É impossível não notar, em determinados capítulos, uma verosimilhança fascinante com o universo de Portugal Vermelho, de Pedro Catalão Moura. Existe aqui uma maturidade na ficção histórica nacional que merece todo o destaque.

A trama equilibra perfeitamente figuras históricas como Oppenheimer e Krystyna Skarbek com elementos de mitologia e ciência. O epílogo e as notas finais são uma aula à parte, onde o autor presta homenagem à cultura popular e reforça a importância da ética científica e da memória histórica.

Uma aventura pedagógica, intrigante e visualmente rica. Recomendado para todos os que procuram um thriller que não subestima a inteligência do leitor. 🕵️‍♂️📊
Profile Image for Zmanny.
1 review
May 1, 2026
“O Último Espião do Reich”, de Francisco Ramalheira, foi uma leitura que me conquistou desde o primeiro instante. Há livros que demoram a ganhar ritmo, mas este não é um deles. Desde as primeiras páginas senti-me completamente envolvido na história.

Um dos aspetos que mais me marcou foi o estilo de escrita do autor. Fluido, envolvente e, ao mesmo tempo, com pequenos toques de humor que surgem nos momentos certos, tornando a leitura ainda mais interesante. Essa leveza não retira profundidade à narrativa, pelo contrário, equilibra-a de forma muito inteligente.

Adorei também as várias referências a obras "clássicas", que enriquecem a experiência de leitura e criam uma espécie de cumplicidade com o leitor. São detalhes que mostram cuidado e cultura, e que elevam o livro a outro nível.

Outro ponto muito forte para mim foi a ligação entre personagens fictícias e figuras históricas reais. Esse cruzamento dá uma sensação de autenticidade à história e torna tudo mais imersivo, como se estivéssemos a espreitar bastidores ocultos da própria História.

Fiquei tão envolvido que demorei apenas três dias a ler o livro, sempre com vontade de voltar às páginas seguintes. E, quando terminei, fiquei com aquela sensação agridoce: satisfeito pela leitura, mas a querer mais.

Sem dúvida, uma obra que recomendo a quem gosta de ficção histórica bem construída, com ritmo, inteligência e personalidade.


Deixo a questão ao autor: para quando o próximo, deste género?
Profile Image for Bruno Murteira Santos.
Author 1 book27 followers
May 3, 2026
N'O Último Espião do Reich, Francisco Ramalheira leva-nos até uma Europa mergulhada na sombra da Segunda Guerra Mundial, onde um carteirista de Alfama se vê envolvido num segredo capaz de alterar o rumo da História. Entre conspirações e jogos de poder, o livro mistura espionagem, História e uma componente mística ligada à lenda da Atlântida, que dá ao enredo uma identidade muito própria.

Confesso que nunca fui propriamente o maior fã de romances históricos, mas o Francisco conseguiu deixar-me rendido ao período que retratou. A forma como desenvolve as personagens, lhes dá vozes humanas, mesmo quando falamos de figuras como Hitler e Salazar, e mistura informação histórica com fantasia, mistério e aventura, cria um thriller explosivo, envolvente e difícil de largar.

Os capítulos curtos tornam a leitura ainda mais viciante, sempre com aquela sensação de “só mais um”. Há ritmo, tensão e muitas vibes de filme de ação e aventura, quase à Indiana Jones, com segredos antigos, perigos constantes e uma energia cinematográfica que torna a leitura muito visual.

Mas a grande surpresa, para mim, foi Timóteo Feio. O carteirista de Alfama começa como uma figura quase cinzenta, aparentemente pequena perante tudo o que o rodeia, mas a sua transformação num herói improvável fez-me torcer por ele até ao fim. O Último Espião do Reich foi uma excelente surpresa e uma leitura que recomendo a quem gosta de thrillers históricos com mistério, ritmo e ambição.

📍Enredo: 💉💉💉💉,5/5
📍Fluidez a ler: 💉💉💉💉💉
📍Complexidade dos personagens: 💉💉💉💉💉/5
📌Nota Final: 💉💉💉💉💉/5
22 reviews
May 2, 2026
"O Último Espião do Reich", do Francisco Ramalheira é o último livro do autor e não desilude. Pelo contrário.
Com os seus capítulos curtos, com a acção a ficar "pendurada" no fim de cada capítulo, com a maneira leve como escreve de assuntos pesados e, neste caso, com a maneira como mistura verdade e ficção, este é um livro que se lê quase de um fôlego!
Estamos quase no fim da Segunda Guerra Mundial, Hitler quer a todo o custo ganhar a guerra mas começa a perceber que para isso tem de conseguir algo que lhe dê a vitória pois não vai ser no campo de ique o vai conseguir.
Popov, um espião que já encontrámos n"A Noite Mais Longa", "recruta" Timi, um ladrão de Alfama para ajudar a encontrar os segredos da Atlântida.
Com a acção a decorrer entre Lisboa e a ilha do Pico vamos descobrindo que nem tudo é assim tão linear e que as coincidência não existem. Um livro em que, quando chegamos ao fim, sentimos que perdemos amigos pois as personagens são tão intensas que ,apesar de ter lido o livro em 7 dias, parecia que as conhecia há anos!
Mais um que não podem deixar de ler!!!
Profile Image for Carla C T Ferraz  Cctf_book_reader1979 .
343 reviews10 followers
May 3, 2026
Na minha opinião, já tendo lido outros livros de Francisco Ramalheira, sabia mais ou menos o que esperar e mesmo assim "O Último Espião do Reich" conseguiu surpreender-me pela positiva. Comecei a leitura já com alguma confiança na qualidade, e não demorou muito até ficar completamente envolvida na história, sobretudo pela forma como mistura factos históricos reais com uma narrativa cheia de ação e mistério.

Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi a forma como o autor retrata o estado de Adolf Hitler nos últimos tempos da guerra. Não fazia ideia de que o consumo de drogas era tão comum naquela altura, nem que chegava a esse nível tanto entre os soldados como no próprio líder nazi. Saber que Hitler dependia de substâncias como a Eukodal para manter uma aparência de controlo e energia dá uma perspetiva completamente diferente daquilo que normalmente imaginamos. Torna tudo mais real, mas também mais perturbador.

Ao mesmo tempo, achei interessante o contraste entre esse ambiente pesado e a personagem do Timóteo Feio. Ele é um personagem improvável, quase cómico no início, mas acaba por ser envolvido numa missão enorme. Isso fez com que a história não fosse só sobre guerra e política, mas também sobre superação e acaso como alguém aparentemente insignificante pode acabar no centro de algo tão importante.

Outro aspeto que gostei foi a ideia da Atlântida ligada à corrida nuclear.
Pode parecer um pouco fantasioso, mas dentro do contexto da história até faz sentido e acrescenta um lado mais misterioso e diferente ao livro.
Não é só mais uma história sobre a Segunda Guerra Mundial tem ali qualquer coisa extra que a torna mais original.
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