No verão de 1758, menos de três anos depois do grande terramoto que destruiu Lisboa, a população vive alarmada com o desaparecimento de sete raparigas cujos corpos nunca foram encontrados. Incomodado, Sebastião José de Carvalho e Melo, poderoso ministro do rei D. José, nomeia um recém-formado em Direito, Pina Manique, para investigar essas estranhas ocorrências.
No entanto, existem apenas vagas suspeitas sobre uns mercadores árabes. Para tentar acusá-los, Sebastião José dirige-se às masmorras da Torre de Belém para convencer Santamaria, um piloto de barcos, a auxiliá-lo na investigação, uma vez que o prisioneiro fala a língua dos árabes. A troco dessa ajuda, oferece-lhe a liberdade.
Santamaria recusa a proposta, até saber que uma das raparigas desaparecidas é a sua filha Assunção. É então que aceita ajudar na investigação, mergulhando numa cidade ainda atordoada pelo cataclismo. Nela, o piloto cruza-se com o seu filho Filipe, a antiga escrava Ester, o místico Abraão e o seu rival do passado, Hugh Gold, que em tempos disputou com ele o amor de Margarida, a paixão que Santamaria deseja agora rever.
De repente, Santamaria vê-se envolvido numa terrível conspiração, pois enquanto tenta encontrar a sua filha e desvendar os desaparecimentos, tem de evitar ser implicado no processo dos Távoras.
Numa Lisboa onde Sebastião José já começara a impor a sua lei de ferro, surge então esta história de amor de um pai pelos seus filhos e a sua simultânea tentativa de reencontrar a mulher por quem um dia se apaixonou.
Domingos Freitas do Amaral nasceu a 12 de Outubro de 1967, em Lisboa. Depois de se ter formado em Economia, pela Universidade Católica Portuguesa, e de ter feito um mestrado em Relações Internacionais, na Universidade de Colúmbia, em Nova Iorque, decidiu seguir a sua carreira como jornalista. Actualmente, é o director da revista Maxmen, desde o seu lançamento, em Março de 2001. Colabora também com o Diário Económico e a revista Grazia. Antes, trabalhou no jornal O Independente durante 11 anos, além de ter colaborado com outras publicações, como o Diário de Notícias, Grande Reportagem, City, Invista e Fortuna. Colaborou também com a Rádio Comercial e com a SIC. É casado, tem dois filhos - uma rapariga e um rapaz - e vive em Lisboa. Enquanto Salazar dormia...(2006) é o seu quarto livro de ficção publicado pela Casa das Letras, depois de Amor à Primeira Vista (1998), O Fanático do Sushi (2000) e Os Cavaleiros de São João Baptista (2004). Fonte:Webboom
“As Filhas do Terramoto” é a sequela de “Quando Lisboa Tremeu” e leva-nos de volta a uma Lisboa que ainda não recuperou do grande terramoto de 1755.
Desta vez, a história acompanha o desaparecimento de várias raparigas numa cidade ainda mergulhada no caos do pós-terramoto. Entre investigações, segredos e jogos de poder, o romance conduz-nos por uma Lisboa onde convivem medo, pobreza, reconstrução e tensão política.
Ao longo do livro, cruzamo-nos com algumas das figuras e acontecimentos mais marcantes da época — o crescimento do poder do Marquês de Pombal, a sombra da Inquisição e o ambiente cada vez mais tenso em torno da família Távora, num período que acabaria por conduzir a um dos episódios mais sombrios da história portuguesa.
Mas o que mais me conquistou foi a atmosfera. Lisboa não surge apenas como cenários, sente-se. Quase conseguimos caminhar por aquelas ruas ainda destruídas e perceber o peso daquela época.
Domingos Amaral tem uma escrita muito fluida e visual, que faz o livro avançar rapidamente sem perder o lado histórico. E quando um romance consegue despertar ainda mais vontade de conhecer a nossa própria história, já está a fazer alguma coisa bem.
Não é bem o meu estilo de literatura. Com demasiados palavrões que considero desneceessários e cenas fortes que me levaram a não o ler à noite. Uma história pouco consistente mas acima de tudo é o estilo de escrita com que não me identifico.