Poemas de Noemi Jaffe, publicados anteriormente em 2005. Diálogos bem-humorados com um Deus solitário e carente; poemas parodiando a linguagem bíblica e filosófica.Introdução de Nuno Ramos.
Nasceu em São Paulo, em 1962. Doutorou-se em literatura brasileira pela USP, e atualmente é professora da PUC-SP. Crítica literária do jornal Folha de S.Paulo desde 2006, é autora, entre outros livros, de Todas as coisas pequenas (Hedra, 2005) e Quando nada está acontecendo (Martins Fontes, 2011). É também organizadora da antologia de poemas de Arnaldo Antunes (Global, 2010). Blog: nadaestaacontecendo.blogspot.com.br
“É preciso cuidado com as idéias. Deve-se ser zeloso com a matéria concentrada para não permitir que os pedaços de tempo se dissolvam rapidamente demais. Muitas idéias juntas vêm atabalhoadas, ligeiras, precipitando-se. O tempo vai se atropelando e escorregando desenfreado pelo precipício imenso das boas idéias, chegando possivelmente até um ótimo raciocínio que, esse sim, dizima populações inteiras de décadas e séculos, que poderiam passar lentamente, flutuando, e as idéias indo, vindo, escorrendo silenciosas formando prados e mais prados de flores amarelas e abotoadas onde mora o tempo.”
Esse livro foi "ok" para mim. Por que? Bem, eu adoro a Noemi Jaffe como prosadora. Os poemas são bons, mas diriam a mesma coisa caso fossem escritos em prosa. Se você transita pelos gêneros textuais deve, e isso é algo que eu acredito, dar diferentes nuances. Caso contrário, fica parecendo que tanto faz. Os temas tratados nos poemas são muito interessantes, mas não são poéticos, pois lembram muito a prosa da autora.