TERRE D’ANGE é um lugar de beleza sem igual. Diz-se que os anjos deram com a terra e a acharam boa… e que a raça resultante do amor entre anjos e humanos se rege por uma simples regra: ama à tua vontade. Phèdre é uma jovem nascida com uma marca escarlate no olho esquerdo. Vendida para a servidão em criança, é comprada por Delaunay, um fidalgo com uma missão muito especial… Foi, também ele, o primeiro a reconhece-la como a eleita de Kushiel, para toda a vida experimentar a dor e o prazer como uma coisa só. Phèdre é adestrada nas artes palacianas e de alcova, mas, acima de tudo, na habilidade de observar, recordar e analisar. Espia talentosa e cortesã irresistível, Phèdre tropeça numa trama que ameaça os próprios alicerces da sua pátria. A traição põe-na no caminho; o amor e a honra instigam-na a ir mais longe. Mas a crueldade do destino vai levá-la ao limite do desespero… e para além dele. Amiga odiosa, inimiga amorosa, assassina bem-amada; todas elas podem usar a mesma máscara reluzente neste mundo, e Phèdre apenas terá uma oportunidade de salvar tudo o que lhe é mais querido.
Jacqueline Carey (born 1964 in Highland Park, Illinois) is an author and novelist, primarily of fantasy fiction.
She attended Lake Forest College, receiving B.A.'s in psychology and English literature. During college, she spent 6 months working in a bookstore as part of a work exchange program. While there, she decided to write professionally. After returning she started her writing career while working at the art center of a local college. After ten years, she discovered success with the publication of her first book in 2001.
Currently, Carey lives in western Michigan and is a member of the oldest Mardi Gras krewe in the state.
Acredito que, por esta altura, a maioria de vocês já esteja “farto” de saber que adoro esta autora e, em concreto, a série Kushiel, que se inicia com este “O Dardo de Kushiel” (corresponde à primeira metade do livro original). Já li os três primeiros livros em inglês e foi com enorme prazer que soube que a Saída de Emergência iria publicar estes livros por cá, o que serviu de pretexto a uma entrevista que a autora, de forma muito simpática, nos concedeu.
Na altura que li o primeiro livro desta série, deixei a minha opinião aqui, pelo que não vou resumir a história, mas apenas deixar as impressões que esta releitura me deixou. A verdade é que, nos últimos tempos, rara tem sido a ocasião em que me proponho reler livros que adorei, tanto por ter outras prioridades, como por receio que, com o tempo e o evoluir natural que qualquer leitor tem, a magia se perca. No entanto, curiosamente, parti para este releitura com um espírito diferente: o de reencontrar um mundo e as personagens que tanto gostei de conhecer, quando li os livros no original… quase como reencontrar velhos amigos.
Esta primeira metade do primeiro livro da série serve basicamente para nos dar a conhecer esta Europa Renascentista reinventada, cujo centro da acção decorre em Terre d’Ange (que corresponde à França real), o modo como funciona, os seus mitos e costumes. Acompanhamos o crescimento de Phèdre, a personagem principal, e o seu iniciar na dedicação aos dois deuses que parecem reger o seu destino: Naamah, a deusa do amor, e Kushiel, o deus da dor. Tem bastante intriga política, inúmeras personagens cujos nomes precisamos de seguir (valiosíssima, portanto, a listagem inicial de personagens), e uma protagonista que conta a sua história na primeira pessoa de uma forma quase hipnotizante.
Já tive oportunidade de referir noutras ocasiões e volto a repetir: adoro a escrita desta autora, a forma como ela vai tecendo a sua história, e como já sabia da sua tendência de deixar ao longo do texto pistas para o que o futuro reserva (porque é como se Phèdre estivesse a contar a sua história vários anos após ter decorrido), foi curioso lê-las e associá-las a coisas que já sei que vão acontecer – e isso não estraga a leitura, pelo contrário, torna-a ainda mais interessante. Curioso é, também, o surgir na história das minhas personagens preferidas, perceber como elas começaram e a forma como evoluíram.
Uma nota final para a tradução: tinha manifestado antes, numa das minhas opiniões, a curiosidade por perceber como iria o tradutor lidar com o estilo tão peculiar da Jacqueline Carey. Apesar de achar que, de um modo geral, foi um bom trabalho, não posso deixar expressar a sensação que tive de que se perdeu algo, talvez alguma da musicalidade… é difícil de explicar, até porque não sou nenhuma expert em tradução, mas a verdade é que me parece que esta autora é bastante difícil de traduzir, e por isso não sei se seria possível o resultado final ser melhor. De qualquer modo, é apenas um pormenor que não deve servir de impedimento a que possam começar aqui a acompanhar esta série fantástica.
Read? No, not really. I read the first 100 pages of this novel than left it at that. I just couldn't keep going. I can't point my finger on why I disliked it that much, 'cause I usually can get to the end of a novel even if I don't like it, but this just... rubbed me the wrong way.
_ Descrença: Então....tem-se um universo onde se é adestrado nas artes do prazer desde tenra idade? Uhhh
Realmente é uma ideia original...mas lá por ser "original", não significa que vá agradar a todos os leitores...sinceramente senti que este livro merecia mais a conotação de sado/erótico do que outros livros que para aí "andam" de expositor em expositor...
Chamem-me tacanha, não me interessa, mas para mim isto não passou duma ideia sórdida mascarada de romance histórico "wanna be"...
Deve haver para aí muitos cultos religiosos, que adorariam pegar nisto...pois estou a ser ingénua...
Do que é que isto trata? Bemmmmm, como forma de homenagear Naamah, certas crianças, rapazes e raparigas são criados nas chamadas "casas da noite" de acordo com as suas características físicas e determinadas inclinações.
Se gostares, digamos de...coisas picantes vais ali aquele lado, se gostares de baunilha vais ali ao outro ( clicando furiosamente com o indicador) podemos dizer que é um autêntico tuti-fruta....
Esta é uma actividade "honrada"( devo ter uma bola de pêlo alojada na garganta), porque se está a seguir o édito do Grande Elua ( vejam lá se o tipo não é esperto? Arranjou logo uma fã , a idiota Naamah disposta a prostituir-se por ele.... E não fosse ela uma autêntica Madalena.)
Isto é o conceito da história. Felizmente não há aqui descrições destas actividades de bordel. Exceptuando é claro, a da personagem principal.
_ Irritação: pois esta parte também já deve ter dado para "apanhar" no ponto anterior...mas por amor de Deus, como é que eu posso estar interessada em ler as aventuras de uma personagem que "precisa" de dor e de humilhação como uma constante na sua vida? É que eu ao contrário dela, não sou sadomasoquista. E existem aqui cenas, - como um das últimas no livro _ que provavelmente deixariam o Christian Grey a gritar por ajuda.
Fofo, não ? E de uma grande importância histórica. A reacção de Phédre:
A minha reacção: Oh,vai-te TRATAR!
Ah, mas está bem, ela não pode porque foi marcada por kushiel (a pinta vermelha no olho) para para sempre "experimentar a dor e o prazer como uma coisa só". Arrrghhh. Isto é doentio.
_Aborrecimento: A trama de intrigas e maquinações políticas não é assim tão interessante. Na realidade é bastante chata. Realmente existe um segredo acerca do Delauney, que me fazia voltar as páginas. Mas quando afinal se descobriu qual era, só me apeteceu dizer: É este o teu grande segredo? o.O
_ Espanto: Então, este livro já é mais chato, do que....a coisa mais chata, e vai e mata-se uma das personagens mais interessantes da história? Sim? VERDADE?? Really???
Depois existe a escrita....a escrita floreada da autora. O que dizer dela? Exageros, aka, idiotices, não implicam qualidade...para mim, disparates como ESTE podiam, deviam ser evitados: "Arpoando-me"....bem a Phèdre já é tantas coisas, porque não um peixe??
Este foi um livro que me forcei a acabar. Por tudo o que disse, este foi o primeiro e último livro que pretendo ler da autora. Quando estou a ler um livro, ficar "disgusted" com a sua leitura, não é o que pretendo obter dele.
Este parágrafo descreve perfeitamente o que Phédre é, e o que provavelmente sempre será: "E inevitavelmente, abominavelmente, no rasto desta fortuita humilhação, veio o desejo. Se Waldemar Selig tivesse decidido possuir-me diante de quatro dúzias de chefes tribais reunidos em assembleia, eu teria gritado de encorajamento. Sabia-o, e sabendo-o, chorei, desprezando o que eu era."(392)
No início do livro, senti-me algo perdida, pois somos "confrontados" com muita informação, quer de personagens, casas/famílias e deuses. Gostei muito da forma como a história nos é contada, pois acho Phèdre uma narradora fantástica, acho que tem uma "voz" que parece que está ao serão, ao nosso lado, a narrar-nos a história da sua vida.
Quanto a personagens, adorei Phèdre e Joscelin (e estou curiosa para saber mais sobre a forma como vão continuar a interagir), Melisande é uma personagem muito enigmática e perigosa. Sendo que fiquei triste com o que aconteceu a Delaunay, Alcuin e Guy :'(
No que respeita ao mundo em si, acho bastante interessante e não me fez confusão as cenas de sexo no meio da história, apesar de alguns ferimentos que parecerem um nadita violentos demais.
O único ponto menos positivo, foi a tradução, pois existem algumas palavras que fazem com que as frases fiquem a soar estranhas. Bem como palavras cuja opção de tradução não me pareceu muito acertada, por exemplo o uso de livraria em vez de biblioteca; e o uso da palavra "sagaz" muitas vezes ao longo do livro.
Pontuação máxima dentro do género! Já estou em pânico porque o volume 6 está esgotado! Série com potencial igual ou superior à Guerra dos Tronos se alguém com visão pegar nela. Tradução exemplar e escrita original orgásmica!
“Dardo de Kushiel” é a primeira parte do livro “Kushiel’s Dart” e é também a estreia da escritora americana Jacqueline Carey.
Neste primeiro volume encontramo-nos em Terra D’Ange, que fica situada na actual França, contendo uma mitologia bastante presente e onde existem várias casas, adorando diferentes Deuses.
É num mundo carregado de intrigas que encontramos a nossa personagem principal Phèdre nó de Delaunay. Esta obra é, assim, contada por esta menina, que se vê rejeitada quando pequena pelos seus pais e que sente uma dificuldade tremenda de se integrar no mundo que a rodeia, muito devido ao facto de ter sido marcada pelo Deus Kushiel, que a impossibilita de ser feliz sem sentir dor.
A parte central desta obra é em volta de todo o reportório de intrigas e é neste mundo que Phèdre tentará, utilizando os seus dotes de cortesã, angariar informações, para ajudar o seu tutor Anafiel Delaunay.
Embora me tenha custado um pouco a leitura deste livro no início, tal como aconteceu inicialmente com autores como, Robin Hobb e até George Martin, devido à existência de várias casas e de várias vidas entrelaçadas, à medida que fui avançando na estória, fui-me sentindo cada vez mais rendida à mesma. É uma estória viciante, que nos faz agarrar a este mundo a cada virar de página.
Gostei de todo o mundo engendrado por Carey, os Deuses e todas as maquinações políticas. É um livro que penso que não deixa ninguém indiferente, muito devido às intrigas, às personagens que se encontram incrivelmente bem descritas e a todo aquele mundo, que consegue prender qualquer um.
A personagem que mais gostei foi de Phèdre, pois mostrou-se ser inteligente, astuta, determinada e possuidora de uma personalidade, que nos consegue ligar a ela, em especial porque a vemos a crescer e compartilhamos os seus medos, os seus dilemas de menina e não só.
Além dela gostei de Melisande que conseguiu baralhar-me porque tanto me dava a ideia de ser uma mais-valia para Phèdre, que a ajudaria acontecesse, o que acontecesse, como depois já se mostrava ser a sua desgraça.
Relativamente às restantes personagens secundárias penso que todas elas me agradaram, não houve nenhuma que pudesse dizer que desgostei, muito devido à forma como esta escritora descreve este mundo e estas personagens.
“Dardo de Kushiel” é, assim, um livro que conta uma estória original, interessante e que nos consegue surpreender constantemente com todas as suas revelações, referentes àquele mundo.
O Dardo de kushiel é a primeira parte do original livro Kushiel’s Dart. Estando eu com grandes espectativas, mas com grande preguiça, em ler o livro, lá me juntei a leitura conjunta do fórum bang e acho que foi muito bom, adoro isto (venha o próximo lol) Sendo este primeiro volume, um volume introdutório em que nos apresenta como é Terra D’Ange, e como a dita sociedade se organiza por lá, tal como os Deuses a que cada casa adora. A história é contada pela personagem principal, Phédre. Uma menina que foi trocada quando era ainda muito pequena, pelos próprios pais, e que por isso não se liga muito ao ambiente que a rodeia, mas que no entanto aprende tudo o que tem para aprender na primeira casa que se encontra. Vendida posteriormente a Delaunay, a primeira pessoa a reconhece-la como marcada pelo Deus Kushiel, que lhe impossibilita de sentir prazer sem sentir dor. Assim num mundo cheio de intrigas, Phédre aprende na casa de Delaunay todas as artes, como ter dotes de cortesã, como ser uma boa observadora, e especialmente ajudar Delaunay com as suas informações. Confesso que no início estava a ver o caso mal parado pois estava a custar-me entrar na história, perdia-me muitas vezes com o nome das casas, do que queriam realmente e porque que faziam certas coisas, mas ao passar dessa fase e a medida que avançava compreendia melhor, tornando-se ate muito viciante. Com personagens que parecem (ou pelo menos desejamos que fossem) reais, atenta a cada pormenor, Carey consegue com este livro dar-nos a conhecer um mundo que ela própria criou e que é parecido com o nosso, mas de outras maneiras. Adorei a Phédre, que apesar do seu passado soube enfrentar o futuro, tornando-se astuta, dona de uma grande inteligência e que ao longo deste livro a vemos evolui e sentimos o que ela sente, porque ela própria nos diz, e como tornando serva de Namah era uma escolha dela. Nunca pensei que Delaunay a desse a escolher, mas fico feliz por o ter feito. Senti realmente pena do Guy, e gostei de ver como Dalaunay tratou dele, tal como tratou do Alciun, e o que este fez pelo seu tutor. Melisande, não sei bem o que dizer sobre ela, por vezes detesto-a, por vezes gosto dela. No entanto adoro a sua maneira de ser é uma vilã em pêras. Aguardo ansiosamente por ter o próximo livro nas mãos.
Este livro é a primeira parte do primeiro volume da trilogia, Kushiel's Dart. Sabendo-o de antemão, seguramente o notei no decorrer da leitura. Um universo denso e muito peculiar poderiam ter originado um arrancar lento, o que não aconteceu, assumo, devido À minha experiência e admiração pelas obras de Anne Bishop. Este livro não me prendeu à história de imediato, no entanto esperei pacientemente que chegasse o ponto de viragem na narrativa, que definiria o rumo da história, e quando ele chegou não me desiludiu. Antes disso e desde o início me rendi à escrita e ao tom da narrativa da autora. Estou ansiosa por ler a continuação!
Pelas críticas que já tinha lido, estava sinceramente à espera de algo muito bom. Infelizmente achei este livro extremamente aborrecido, por várias vezes estive para desistir de terminar esta leitura! Não se pode agradar a todos... :/
Apresento-vos estes dois volumes juntos pois eles são, na verdade, apenas um volume na versão original. A SdE optou mais uma vez por dividir o volume original em dois e estou até tentada a agradecer visto que o original tem cerca de 1000 páginas. Não é que me assuste mas... não dá muito jeito para trazer na mala. Na versão original esta saga terá 9 livros, 7 dos quais já editados e depois de terminada este leitura só posso dizer que aguardo com uma enorme expectativa a edição de todos eles em Portugal. Se o mapa do mundo criado por Jacqueline Carey com base numa Europa algo pré-medieval/medieval, não é nada complicado e com a sua ajuda a acção se torna fácil de seguir em termos geográficos, o mesmo já não se pode dizer do sistema social e político, bem como do jogo de intrigas nos quais os personagens se movem e pelos quais somos por elas guiados. A sociedade de Terre d'Ange assenta em Casas de prazer que veneram a deusa Nammah e em outras organizações, famílias ou instituições que se dedicam aos diversos deuses - cada um deles protector de uma região e das famílias daí naturais e que deles descendem. Com aliados distantes, inimigos bem próximos, aliados que o não são e inimigos que não o são tanto, a intriga política é um elemento muito forte. Quase tão forte como o sexo e a sensualidade, presentes a cada página e em quase todos os elementos que constituem este mundo. O nosso guia em Terre d'Ange é Phèdre, uma jovem vendida pela mãe ainda em criança e destinada a uma das casas de Nammah. Contrariamente a tudo o que seria de esperar, ela é alguém muito especial e é assim que acaba por ser educada por um fidalgo misterioso e que conhece o jogo político como ninguém. Com Alcuin, outro protegido do seu patrono, cresce com uma educação exemplar e tem uma infância feliz. Até que a sua natureza a reclama e ela mergulha no mais profundo da sordidez humana até o seu mundo mudar irremediavelmente. Phèdre é misteriosa, inteligente, elegante na acção e no pensamento e magnetizante. Seduz-nos com uma languidez desarmante e que não deixa ninguém indiferente, criando uma ligação forte com o leitor. A forma como aceitamos aquilo que ela é, o que representa a sua natureza é... não sei explicar. Aceitamo-lo com uma naturalidade tão estranha que nem as descrições de sessões masoquistas (que estão escritas de forma muito elegante, devo dizer) chocam tanto quanto o esperado. Além do narrador sedutor, penso que será fácil para qualquer leitor a identificação com diversos personagens. Eles são um dos pontos fortes desta narrativa, bem construídos e credíveis, humanizados ao máximo e, acima de tudo, misteriosos. Ainda que com uma dicotomia herói/anti-herói (ou personagem bonzinho/personagem mau) ainda algo presente, a estória não perde em nada com este facto pois a autora socorre-se de outros artifícios para nos surpreender. Ainda que o leitor possa esperar acções menos benéficas deste ou daquele personagem, a surpresa é uma constante dado que os acontecimentos sofrem reviravoltas marcantes e que nos levam a querer sempre saber o que se seguirá. A acção não é vertiginosa, desenrola-se a um ritmo próprio, constante mas não rápido que nos é benéfico porque nos permite conhecer dados, locais e personagens sobre os quais não nos poderíamos deter se o ritmo fosse mais marcado. Por último, não posso deixar de referir o elemento que mais me prendeu, o elemento mágico destes livros. A linguagem. Há tanto tempo que não lia um livro assim, normalmente a linguagem é simples e fluída mas aqui... É fluída, é mas de simples tem muito pouco. A linguagem é como o narrador, têm pontos em comum e complementam-se simultâneamente. Atrevo-me mesmo a dizer que o narrador que temos diante de nós, com uma linguagem diferente perderia grande parte da sua identidade, do seu carisma e magnetismo. Jacqueline Carey teve o cuidado de usar uma linguagem cuidada e elegante, sensual e minimamente erudita (em algumas passagens) e que, se a princípio se estranha, acaba por se entranhar de tal modo que não queremos deixá-la. Esta linguagem marca e é marcada pelo narrador, atribui elegância à narrativa e seduz o leitor de forma quase mágica. Adorei. Um apontamento menos positivo para a tradução. A tradução no geral está bastante boa, não há erros de ortografia e não notei que houvesse falhas na adaptação de expressões idiomáticas nem nada desse género mas... Será que hoje já ninguém sabe conjugar verbos? Será assim tão complicado usar o presente do conjuntivo? Numa época em que, vá-se lá saber porquê, as pessoas falam cada vez pior, ouvem os outros a fazê-lo constantemente e escrevem ainda pior do que falam custa-me ver que os livros começam a espelhar essa realidade (nem é pelo dinheiro gasto, é mesmo porque um livro é fonte de informação e saber). Principalmente quando a tradução de uma forma geral é boa, como é o caso... Não percebo mesmo como pode acontecer.
O livro vinha altamente recomendado pela Canochinha, que leu esta trilogia (ainda que cá pareça que os volumes originais vão ser divididos em 2 livros, sendo este livro correspondente então à primeira metade do primeiro volume original) e fez questão de andar a gabá-la suscitando a minha curiosidade. Entendo agora o porquê do entusiasmo... o livro é mesmo magnífico!
A história de Phèdre nó Delauney é-nos contada pela própria protagonista e deixem-me dizer que a autora faz um trabalho extraordinário. Já li vários livros contados na primeira pessoa, mas poucos fizeram com que sentisse que a protagonista estava-me mesmo a contar a história. Geralmente acompanhamos o narrador enquanto a história se desenrola, aqui temos a protagonista a contar-nos a história da sua vida. Com artifícios como “isto era o que eu pensava neste momento, pois mal sabia eu o que estava por vir”, a autora como que trás à vida a sua personagem parecendo que esta nos conta, num qualquer serão, o que a levou até ao momento presente. Achei a narração magnífica porque mais do que ler, pareceu-me estar a ouvir a história, coisa que adoro. Simplesmente adoro ouvir as histórias das pessoas que se cruzam comigo e senti que, de facto, me cruzei com a protagonista. Mas esses artifícios têm outra razão de ser, aguçam a nossa curiosidade o que faz com que seja muito (e deixem-me enfatizar o muito) difícil colocar o livro de lado.
Mas para além da protagonista genial, a autora conseguiu também criar muitas outras personagens riquíssimas, entre as quais Melisande, que no seu requinte sádico é simplesmente extraordinária, e Ysandre de la Courcel, a herdeira de Terre d’Ange que, apesar do pouco que nos é dado a conhecer, parece ser uma personagem forte. Deve ser mesmo a personagem que mais curiosidade me suscita. Mas as personagens nada são sem história e esta está também muito bem conseguida. Apesar de a acção se desenrolar numa Europa de um universo paralelo, sendo fácil identificar povos e territórios, facilmente aprendemos a sua mitologia, história e rapidamente somos sugados para o meio de uma complexa intriga política, onde nem tudo parece ser o que é e cuja trama parece estar longe de ver o seu fim.
Este livro tem praticamente tudo o que procuro num livro e só posso mesmo recomendá-lo, mas com cuidado, já que a vontade de ler os volumes seguintes é muita. :P
Levante a mão quem, desse lado, é fã da saga Guerra dos Tronos. Muito bem, cheguem-se lá ali para aquele lado.
Agora levante a mão quem, desse lado, é fã daquela coisa com ar de livros da saga 50 sombras. Okey, não estamos aqui para julgar ninguém, passem lá para o mesmo lado que os fãs da Guerra dos Tronos.
E fantasia? gostam também? então juntem-se também.
Muito bem, temos um grupinho jeitoso, sim senhor. E se eu vos dissesse que O Dardo de Kushiel mistura o melhor da Guerra dos Tronos e que, ao mesmo tempo, é as 50 Sombras em versão excelente? consigo a vossa atenção para este livro?
Já tinha lido este livro logo que saiu e agora tive de o reler para poder pegar nos últimos volumes da saga que comprei há coisa de ano e meio uma vez que já me lembrava de muito pouco. Portanto, neste primeiro livro, voltei ao contacto com Terra D’Ange, com a sua sociedade dividida em Casas, cada uma com as suas características especificas (quer em termos de aspecto físico quer em termos de orientação sexual) e com intrincadas relações políticas entre os vários ramos.
Toda a história é-nos contada por Phèdre, abandonada muito nova pelos pais numa das Casas, comprada mais tarde por Delaunay, a primeira pessoa a reconhece-la como marcada pelo Deus Kushiel. A primeira anguisette a nascer em várias gerações. E que significa isso? bem, é simples, significa que Phèdre sente dor e prazer como uma coisa só (lembram-se de vos ter dito que este é um livro bem melhor que as 50 sombras? pois, é precisamente por causa desta característica de Phèdre).
O Dardo de Kushiel, como primeiro livro da saga pode ser um pouco confuso ao inicio. Demasiadas casas, demasiados nomes, um mundo totalmente novo. Mas, aos poucos, vamos percebendo o mundo criado por Jacqueline Carey e vamos ficando presos à história, sem vontade de o largar. Portanto, vão-me desculpar sair assim à pressa mas vou ali num instante às Finanças buscar umas coisas e aproveito para ler mais umas páginas do segundo volume.
PT: Este merece cinco estrelas porque simplesmente surpreendeu-me pela positiva. Era um livro que simplesmente não esperava que fosse tão bom. No entanto George Martin aclama-o como "um livro maravilhoso que só queria que nunca tivesse terminado." E é realmente verdade. Este é o primeiro livro de uma saga fascinante que tem uma trama cheia conspirações, intrigas, luxúria e muito, muito mais. Embora possa ser um livro mais dirigido ao sexo feminino, até porque a personagem principal é Phédre, uma mulher, sem dúvida que a trama está montada de forma a também agradar ao público masculino. Escrito de uma maneira fabulosa, com a arte de enganar o leitor e depois surpreender no capítulo seguinte. Mal posso esperar por saber a continuação da história.
EN: The book deserves five stars because just surprised me in a positive way. It was a book that just did not expect it to be so good. However George Martin acclaims him as "a wonderful book I just wish it had never ended." And it's really true. This is the first book in a fascinating saga that has a plot full with conspiracies, intrigue, lust and much, much more. While it may be more targeted to a female book, because the main character is Phedre, a woman, no doubt that the plot is mounted to also please the male audience. Written in a fabulous way, with the art of deceiving the reader and then surprise in the next chapter. Can't wait to read the continuation of the story.
Para mim, este foi um livro que me deixou com uma mistura de sensações. Não parti para a sua leitura com muitas expectativas pois já tinha sido alertada para os aspectos menos bons do livro, de qualquer das formas, acho que sabendo um pouco da história que iria ler, imaginei algo que acabou por não se cumprir. A história começa de forma interessante, levando-nos a ficar muito curiosos sobre tudo aquilo que falta ainda acontecer, o problema é que quando finalmente chegamos à parte esperada a autora não consegue corresponder a toda a expectativa que foi criando, acabando por tornar grande parte do livro, enfadonho e repetitivo. Pelo lado bom, há que realçar o aparecimento de uma nova personagem perto do final do livro e que acaba por ser uma lufada de ar fresco, injectando alguma emoção à história e dando origem à parte mais interessante de todo o livro. Apesar de tudo e uma vez que se trata da 1ª parte de um único livro, estou bastante interessada em saber o que se irá passar na 2ª parte. :)
«O Dardo de Kushiel» foi um brilhante livro, que faz prometer uma série literária soberba. Nem sei por onde começar, porque gostei de tudo, basicamente. Não senti nenhuma dificuldade em entrar no mundo criado por Jacqueline Carey, porque já tinha feito um trabalho de pesquisa prévio. Não me sentindo perdido e confuso, foi muito fácil folhear as páginas e para isso muito contribui também a escrita rica e quase musicada da autora. Adorei como o jogo dos tronos foi abordado, inicialmente muito ao de leve, com acontecimentos que nos intrigavam e, mais para o fim, de forma explosiva e de fazer cortar a respiração. E as personagens são autênticos tesouros, com personalidades tão fortes; devo destacar a minha preferida: Phèdre, previsivelmente. Que protagonista marcante. Gostei muito de Anafiel e Melisande; também apreciei a introdução de Joscelin e quero ver como progride a sua relação com Phèdre. Estou muito ansioso por ler o segundo volume e espero que as expetativas sejam ultrapassadas em grande margem. Adorei.
This first part (of the first book) was disappointing to me. Phédre really isn't the type of character I can relate to (on any level), and I felt like she had to personality. There were too many intrigues, far too many characters to remember, and little of these actually showed up at any one time in the book, which made it that much harder to remember.
Still, the authors world-building was very good, especially in a religous-political side of things. Her writing as well was very enthralling, which kept me from geting bored in the info-dump stages of the first (many) chapters.
I still want to read the second part, but either Phédre grows a back bone, or I won't be moving forward afetr that one.
It's a good thing Joscelyn is in the book, otherwise I might have given up after this one.
Li este livro emprestado, porque estava com um pouco de medo de não gostar devido a nunca ter lido livros com um toque de erotismo mas, foi uma óptima surpresa e ainda bem que lhe dei uma chance. Phédre, a personagem principal, é uma personagem bastante interessante, a qual vamos conhecendo desde criança até se tornar mulher, por isso vamos percebendo todas as fases por quais ela passou e que fizeram com que fosse moldado a sua personalidade daquela maneira. É um livro com linguagem simples e com pouca descrição, apesar disso achei (...)
Quando o comecei a ler pensei "vou dar 1 ou 2 estrelas a este livros, mais que isso não"... Bem, infelizmente foi preciso a morte de Delaunay e Alcun (o primeiro já estava á espera mas o segundo não),para a história melhorar... Mas tenho graves problemas com a escrita desta autora, a forma como está escrita e pelos nomes darem cabo de mim por serem tantos e nenhum deles fácil (e o mesmo personagem ter vários nomes também não ajuda em nada) No entanto, fiquei bastante curiosa em relação ao segundo livro...
O Dardo de Kushiel leva-nos até Terre D'Ange, um local que, como uma rosa, apresenta vários espinhos por entre a sua beleza. Por entre tramas políticas e uma sociedade altamente estratificada, Phèdre movimenta-se tentando atingir os seus objectivos pessoais, a sua marca, ao mesmo tempo que serve o seu senhor, Delaunay. A primeira parte de uma história que promete deliciar os amantes de intrigas palacianas com uma boa pitada de sadismo.
Este livro foi difícil de adaptar à escrita e tantas personagens (fiquei com a sensação que se perdeu na tradução alguma coisa). No entanto, como gosto de desafios, fiquei curiosa com a personagem principal e continuei. Quando cheguei ao fim deste livro quis mais... A curiosidade foi mais forte e a saga vale a pena. Deste livro para os seguintes foi um crescendo...
A nação de Terre d’Ange é um lugar de beleza e graça sem par. Diz-se que os anjos deram com a terra e a acharam boa… e que a raça resultante da semente dos anjos e dos homens se rege por uma simples regra: Ama à tua vontade. Phèdre nó Delaunay é uma mulher atingida pelo Dardo de Kushiel, eleita para toda a vida experimentar a dor e o prazer como uma coisa só. O seu caminho tem sido estranho e perigoso, e ao longo de todo ele o devotado espadachim Joscelin tem estado a seu lado. A natureza dela é uma tortura para ambos, mas ele jamais violou o seu voto: proteger e servir.Agora, os planos de Phèdre põem a promessa de Joscelin à prova, já que ela jamais esqueceu o seu amigo de infância, Hyacinthe. Passou dez longos anos em busca da chave para o libertar da sua eterna servidão, um acordo por ele feito com os deuses — tomar o lugar de Phèdre em sacrifício e com isso salvar uma nação. Phèdre não pode perdoar — nem a si própria nem aos deuses. Está determinada a agarrar uma derradeira esperança de redimir o seu amigo, nem que isso signifique a morte.A busca irá levar Phèdre e Joscelin mundo fora, para cortes distantes onde reina a loucura e as almas são moeda de troca, e por um lendário rio abaixo até uma terra esquecida de quase todo o mundo.E até um poder tão imenso que ninguém ousa proferir o seu nome. A história em si não é do tipo que me cative. Tem muitos jogos de intriga, política e espionagem. Pouca acção e demasiadas incógnitas. Ainda assim a autora consegue manter o interesse, graças à sua escrita. Uma coisa que gostei muito na sua construção, foi a mitologia e a religião. Tudo neste livro foi claramente pensado ao pormenor, não só em termos religiosos, mas politico-sociais e parece que a autora tem um grande orgulho neste seu 'mundo'. Apesar de achar que tudo está bem estruturado, houve algo que me impediu realmente de gostar desta sua criação e que está inerente ao próprio povo D'Angeline. A autora relata-nos um povo esbelto, em que todos são belos e bons, mas ainda assim Phédre passa metade do tempo a dizer como uma ou outra personagem são os mais belos que ela já avistou (isto muitas vezes). O conceito de beleza, como em tudo, é muito relativo, mas a autora quase que parece apregoar a sua definição de beleza (ou definições, plural), de tal forma que quando são introduzidos na trama os Skaaldi (um outro povo) a primeira característica que lhes é incutida é a sua fealdade (acompanhada da selvajaria). Compreendo que isto seja aos olhos da Phédre, mas senti quase como se a autora estivesse dizendo que a beleza física é uma necessidade. Isto causou em mim uma impressão não muito boa. Voltando à trama, pode se dizer que este primeiro livro foi quase uma introdução. Os primeiros capítulos foram autênticos info-dumps (despejo de informação), que apesar de ser apresentada de forma muito natural e, de certa forma, até cativante, não deixou de ser um pouco demais. Ainda assim acontecem várias coisas ao longo do livro, mas quase todas estão para além do campo de visão da protagonista e dessa forma são apresentadas de forma banal. Além disto as personagens são tantas que eu terminei o livro sem saber quem era quem (para além dos principais) e o fato de a maioria nunca aparecer realmente numa cena, além de ser meramente mencionada, não ajudou em nada a que o leitor fixasse nomes e os associasse a determinados acontecimentos. Em relação às personagens, deve ser já claro que não gostei da Phédre, a protagonista. Isto fez com que a leitura se tornasse ainda mais difícil para mim já que tudo se passava pelos olhos dela. Pessoalmente não consigo sentir empatia com uma garota de 12 anos cujo maior (e único?) desejo parece ser o deixar de ser virgem e praticar o culto de Namaah (leia-se, prostituição). Gostaria de ter pena dela, pelo seu passado, mas não consegui, graças à forma de ela ver a vida. Cheguei ao fim desta primeira parte, com a sensação de que a Phédre não tem personalidade. Claro que gosto de personagens diferentes e enredos diferentes, chegando mesmo a gostar do próprio tema do culto do prazer, mas este livro não funcionou da forma que devia, especialmente porque não glorifica o culto do prazer, mais do que o torna banal e até desprezível. Não ajuda o fato de a 'condição' da Phédre ter uma explicação supostamente divina e de isso ser desculpa para ela não conseguir se controlar em certas situações. O que é feito da força de vontade? Do auto-domínio e disciplina que supostamente ela aprendeu ao longo da vida? Felizmente as outras personagens eram mais interessantes, até mesmo os vilões. Os que mais apreciei foram Joscelyn, Hyacinthe e Delauney, além de Melisande (uma mulher que sabe o que quer). Em contrapartida, a escrita da autora é excelente. Muito rica e bela, sem chegar a ser cansativa. Claro que a tradução não ficou nada devendo ao livro em inglês, caso contrário teria saído daqui um livro desastroso. A autora apresenta-nos um mundo que quase podemos sentir, dedicando-se, no entanto, bastante mais à parte religiosa, política e social, do que propriamente a descrições paisagísticas, o que é uma grande perda, a meu ver, pois não "senti" os locais da mesma forma que "senti" a civilização.
Início da saga em Terre D'ange. Nascimento e infância de Phédre, que conta a história na primeira pessoa. História muito erótica sobre, o que para nós seria uma prostituta, mas contada com uma linguagem de tal forma coerente, e até elevada, que não nos escandaliza. Phédre, por ter um cisco vermelho no olho, não pode fazer parte do evoluir normal da casa Cereus, por isso Delaunay, compra a sua marca e aos 10 anos phédre vai para sua casa para ser treinada, juntamente com Alcuim, um jovem muito belo, para além do serviço a Naamah, saber espiar, ou seja, ouvir, e perceber os meandros da política de terre d'ange. os D'angelines são um povo especial, que adoram Elua e o seu lema "Ama à tua vontade". Elua tem muitas semelhanças com Jesus Cristo e Terre D'ange tem muitas semelhanças com a Europa (aliás, no mundo do livro, situa-se no continente Europa), onde há yeshuas (judeus) tsinganis (ciganos), uma ilha a nordeste, chamada Alba, etc. Delaunay é um poeta meio proscrito muito bem relacionado, que tinha sido ?amante? do príncipe rolande, o herdeiro do trono que morrera na batalha dos 3 príncipes e que tendo ficado delaunay como protetor secreto da sua filha Yvandre, herdeira única da coroa enquanto seu avô fosse vivo, atendendo a que a mãe isabel d'envers tinha morrido estranhamente, supostamente assassinada. No meio destas intrigas há muitas personagens estranhas nomeadamente Melisandre Shemasay que é a personagem feminina equivalente a delaunay, junta mas separada, perigosa e que parece levar a melhor em relação a Delaunay. Também, como Phédre, é herdeira de Kushiel, a "divindade" que gosta do prazer sofrido, físico e sexual. o lema de phédre, é que nem sempre os que se rendem estão derrotados. Render-se faz parte do seu dom, e é sua maldição. Os servidores de naamah vão fazendo a sua marca para atingirem a liberdade. Como o faz Phédre, mas num desenvolvimento dramático final, enquanto phédre estava no mestre Tiliard, marquista para acabar a tatuagem da sua marca, todos são mortos em casa de delaunay só sobrevivendo Phédre e Josseclin, um irmão da irmandade dos Cassilines (meio religiosos, meio guerreiros) que por saber demais, é enviada por melisandre para a terra dos Skaldi, bárbaros e selvagens que existem nas fronteiras este de Terre d'ange em permanente ameaça. vendidos como escravos a uma tribo da fronteira, os malti, onde Gunther é o chefe, este depois de a ter em muito apreço pelo que lhe ensina oferece-a ao grande líder e unificador da tribos skaldi, Waldemar selig. E assim acaba o primeiro livro da saga.
Eu acho que não sabia bem para o que ia. Sim, a sinopse falava de uma sociedade criada com a premissa de "ama à tua vontade". Uma sociedade baseada na idade média, com traços semelhantes à história como conhecemos (os romanos, cristianismo, etc... mas com outros nomes e nuances) e um reino em que o sexo é rei e venerado como base da religião. Existem casas, cada uma mais ligada a uma maneira de exprimir a paixão. A protagonista, Phèdre, nasceu com uma marca no olho, o que ao inicio faz com que seja desprezada, mas que é depois visto como um "dom": a capacidade de sentir dor e prazer em igual medida (as capacidades da moça provavelmente deixariam o Chistian Grey "abananado"). Ela é treinada no seu dom, ao mesmo tempo que se torna uma espia, e vai se ver enredada em jogos políticos e de poder onde acabará por, eventualmente, lutar pela sua vida.
Eu não sou fã de "tau-tau", embora honestamente nada que tenha lido me tenha chocado, apenas não o faria porque não gosto. E confesso que ao inicio me custou um bocado a entrar no livro. Phèdre é uma narradora interessante e gosto como a voz dela é retratada, mas toda aquela parte teoria sobre como surgiu aquela sociedade, como funcionam as casas e a explicação do seu dom foi ligeiramente seca e honestamente não senti muita simpatia pela criança precocemente exposta a um mundo de adultos que se tornou numa jovem que era ligeiramente egoísta e centrada em sim própria. Alguns segredos, que são mencionados várias vezes como assombrosos pela protagonista (ela conta a história como já sabendo o que vai acontecer), acabam por não o ser e isso deixou-me ligeiramente desiludida. Ela é rodeada de personagens interessante, algumas a meu ver, bem construídas. A tendência de matar personagens queridas, que lembra Game Of Thrones, está presente, embora não me tenha deixado propriamente afetada, pois apesar de gostar das personagens não sentia uma grande relação com elas. Mas é aqui que a história fica interessante, quando Phèdre é exposta ao desconhecido, perde a pose de "dondoca" e percebe que o seu dom tem um lado negro. Para mim nesta fase a história ficou interessante e provavelmente é o último quarto de livro que me vai fazer ler o segundo livro.
É um livro diferente de tudo o que li, sem dúvida, e tenho a dizer que a autora tem muita imaginação. Aguardo a continuação para maturar a minha opinião, mas por agora fico por um "nim".
Acima de tudo, uma leitura muito difícil. Muito difícil mesmo! Se agora, que o acabei de ler, fiquei completamente viciada no livro, ao início tenho que admitir que não foram poucas as vezes que assumi desistir de o ler e odiá-lo para sempre. Mas há uma explicação... Esta história é complexa, demasiado complexa até. Bem arquitectada, não hajam dúvidas, muito elaborada, num espaço inventado minuciosamente e com história própria e referências a entidades tão bem nossas conhecidas, mas transformadas de uma forma genial em algo muito carnal e concreto. Mas complexa. Esta é realmente a palavra que me acompanhou o pensamento ao longo de toda a leitura. Assim como a própria narradora e personagem principal. O que me pareceu, de facto, é que a própria história evolui ao mesmo passo que a personagem o faz, assim como vão sendo revelados cada vez mais detalhes e pormenores que enquadram a narrativa e delineiam o desenrolar da acção. A forma de escrita e narração, se ao princípio não me agradou nem um pouco, é algo que se entranha na nossa pele, cabeça e coração aos poucos, dando-me até a sensação que por vezes acabo a falar e mesmo a escrever da mesma forma. É uma escrita senhorial, cheia de artefactos e floreados, utilizada nas épocas medievais de reis e rainhas e cortes senhoriais. Mas tem todo o sentido que assim seja, já que a história é passada em tempos como tais. Uma escrita elaborada pela qual nos vamos apaixonando, mas que apenas me envolveu verdadeiramente a meio do livro. Os personagens, esses, são fantásticos. Cuidadosamente pensados e caracterizados. Em que sentimos o pulsar das suas personalidades a cada movimento deles. Misteriosos. Causam-nos ao mesmo tempo repugna, deslumbramento, suspense e amor por elas. Não esperava o forte conteúdo sexual que este livro encerra, mas nunca de uma forma crua, e sim apaziguada pela forma de escrever. Confesso que por vezes senti algum excitamento com algumas cenas descritas. A autora é uma arquitecta fantástica da escrita e do mundo em nos faz submergir. Este livro despertou em mim um sentimento ambivalente, e foi o primeiro a consegui-lo. Ao mesmo tempo gostei e não gostei, não consigo explicar melhor. Mas estou desejosa para ler o segundo volume...
Fiquei extremamente contente quando soube que Jacqueline Carey ia ter a sua obra publicada em Portugal e por uma editora que tanto gosto, a Saída de Emergência. Nunca tinha lido nada da autora no original, mas as capas e a temática da história sempre me haviam despertado interesse.
Esta é uma história que nos vai cativando aos poucos. Há imensas personagens e mistérios e a intriga é complexa, o que por vezes nos deixa um pouco baralhados se não estivermos 100% atentos. Neste aspecto faz lembrar um pouco Martin e as suas Crónicas de Gelo e Fogo.
A escrita de Carey não é muito simples, mas vamo-nos moldando a ela à medida que progredimos na leitura da obra.
Por O Dardo de Kushiel ser a primeira metade do seu original, Kushiel’s Dart, considero este volume mais como uma apresentação às inúmeras personagens e ao mundo criado pela autora, uma Europa alternativa do início do Renascimento. Digo isto também, porque é no último quarto do livro que nos começamos a sentir bem mais empolgados com a acção.
É importante referir que este é um livro com conteúdo direccionado a maiores de idade, é bastante gráfico e tem cenas pouco aconselhadas aos mais susceptíveis.
Ainda não posso afirmar que com este primeiro volume me tornei fã de Jacqueline Carey, mas garanto-vos que para lá caminho a passos largos!
OPINIÃO Acabei de ler este livro a 21 de junho de 2013 e dou-lhe três estrelas. Esta é uma história que se passa numa sociedade que me pareceu estranha, onde há várias casas e servos ao seu serviço, que, no fundo, se assemelham a escravos até completarem uma marca nas suas costas que vão tatuando à medida que o seu patrono lhes dá dinheiro. De início, o conceito das casas foi difícil de perceber, mas lá acabei por encarrilar com aquilo. Phèdre é entregue pela sua mãe a uma dessas casas, até que Delaunay a descobre e a adquire, pois ela é uma anguissette, uma herdeira com o Dardo de Kushiel pintado a vermelho no seu olho. Sinceramente, só gostei das últimas 50/ 60 páginas do livro. Tudo o resto me aborreceu e ainda me questionei se devia continuar. É só tramas, enredos políticos, nomes e mais nomes, linhagens e mais linhagens… irra, que perdi o fio à meada e resumi tudo ao facto de que alguém queria usurpar o trono e fiquei-me por isso. Quanto a continuar a ler esta série, não vou fazê-lo, pois suspeito que será mais uma soma de conspirações e não é um assunto que me interesse.
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As I said on my status update I really don't know what rate I should give to the book so I'm going to leave it without it. I'm going to start with the good things about it which are the tensions between the several factions (and its greedy members) in the world created by the author. That part is intriguing thus really nice to read. There's also a blend of several mythologies in the book which result in a fantastic world that makes you appreciate it. On the other hand it is written in the first person and that always makes me put my guards up for in these kind of situations I need to like the main character/ narrator as much as I like the story. That's what's wrong here (in my opinion of course) since I feel no empathy for the character thus couldn't care less about her fate. This makes her story not very appealing to me. For that reason I don't know if I'm going to continue reading the series, but one thing I know, I don't feel like it right now. Maybe I'll rate it later though, once my selective memory choses to remember only the part I liked.