Ainda há pouco tempo, estava a terminar um casamento de vinte e cinco anos. O meu marido anunciou que ia sair de casa, depois de comemorarmos as bodas de prata, numa festa glamorosa com mais de cem convidados. Disse-me que vivíamos num teatro, presos a aparências, no qual já não havia amor.
Fui obrigada a reconhecer que não era feliz, a olhar para dentro e a recomeçar. A resgatar a Patrícia de cabelos soltos e encaracolados que, na sua juventude, andava numa vespa encarnada, destemida, cheia de sonhos e ilusões. A minha filha Constança diz que estou a viver uma crise, que devia ter juízo e comportar-me de acordo com a minha idade, com as regras ditadas pelos outros. O Daniel pede-me para viver no presente, sem pensar no futuro. Eu... vivo nesta angústia. Entre o medo de me entregar a um amor que nunca vivi e a dor de saber que este pode ter um fim.
Fátima Lopes é apresentadora de televisão. Licenciou-se em Comunicação Social, trabalhando depois na área de marketing e comunicação empresarial. Assinou crónicas para o jornal Diário Popular e para a Rádio Minuto. Distinguida pela Casa da Imprensa como Melhor Apresentadora de Entretenimento, em 2004, tornou-se um rosto da SIC, canal onde se estreou na apresentação, com Perdoa-me (1994). Seguiram-se os programas All You Need Is Love, Surprise Show , Fátima Lopes (com mais de 600 emissões) e SIC 10 Horas, que foi líder de audiências durante quatro anos. Comandou Fátima, exibido durante a manhã até 2009 e neste momento, apresenta o programa Vida Nova todas as tardes no terceiro canal da televisão portuguesa. Apresentou ainda os desfiles Moda Paris e Moda Roma, Portugal Fashion e as galas dos Globos de Ouro de 2003, 2004 e 2005. Lançou em 2006, 2007 e 2009, respectivamente, os romances Amar Depois de Amar-te, Um Pequeno Grande Amor e A Viagem de Luz e Quim.
Vamos lá. Primeiro não se assustem pelo age gap, vale bem a pena! Assim como o romance não é gráfico.
Vamos por partes.
O livro conta a história de Patrícia, e é a cima de tudo ela que carrega toda a história. É o seu presente, o seu passado e o seu futuro, dos bons aos maus momentos. A sua relação, de 25 anos, chega ao fim. Toda uma vida construída a dois, que de um momento para outro finda. Miguel já não sente que a relação funciona, e que é necessário o divorcio e seguir em frente.
Patrícia acaba por passar por um luto desta relação, de novos começos nesta história. Aos 50 anos, reencontra quem era e as suas paixões. Falamos da necessidade de ir à luta, de fazer acontecer e no meio disto tentar ser feliz. Daniel aparece na sua vida, tem 30 anos e a faisca entre os dois é quase instantânea. Equilibram-se, vivem!!! Isto é se o preconceito não estivesse sempre ao seu lado, na filha mais nova de Patrícia e em forma de medo na cabeça dela.
Será que este receio vale a pena? Este medo vai fazer com que deixe de ser feliz?
No meio deste romance, Patrícia lida com a filha mais nova (Constança) que “sai ao pai”, poderá estar numa relação abusiva com Antonio, com o ter de ter múltiplos empregos para não se afogar e mais umas mil coisas a serem resolvidas. Não contava com o plot twist final!! Muito bom.
O livro lê-se muito rápido. A escrita da Fátima é acessível, e com bom ritmo. No entanto,achei que havia muitas ideias repetidas, ao longo da história, assim como frases. Poderia ter havido aqui um polimento mais forte.
Tirando isso, recomendo a todos os amantes de romances, que procurem um bom livro para lerem numas belas horas.
Existem livros que têm de ser lidos no momento certo para serem sentidos e este foi o caso. Esta foi a minha estreia com a autora e confesso que não estava à espera de me sentir tão envolvido emocionalmente pela história. Apesar de ter sido uma leitura fluida, foi intensa, sensível e profundamente humana.
Ao longo das páginas, senti constantemente aquele equilíbrio delicado entre a angústia e a esperança. O livro mergulha em temas difíceis e reais, como o divórcio, o luto, as relações tóxicas, o medo de recomeçar, a diferença de idades numa relação e o medo do que os outros possam pensar acerca das nossas vidas e decisões. Tudo isto é abordado de forma muito honesta, sem dramatizações forçadas, o que tornou a leitura ainda mais impactante.
O que mais me marcou foi a vulnerabilidade das personagens e a forma como a autora nos faz refletir sobre identidade, amor e liberdade emocional. Há dores silenciosas neste livro que acabam por tocar em partes muito íntimas de quem o lê. Senti várias vezes que estava a ler pensamentos que tantas pessoas guardam para si.
A escrita surpreendeu-me pela proximidade e simplicidade emocional. Não tenta impressionar com excessos, mas conquista pela verdade que transmite. E talvez tenha sido precisamente por isso que eu adorei este livro e guardarei esta história na memória por muito tempo.
Antes de mais começar por dizer, que livro. Que montanha russa de emoções. Terminei este livro com lágrimas nos olhos e coração apertadinho e até agora ainda não sei se fui eu que acabei o livro, ou se foi ele que acabou comigo. Este livro tocou-me tanto o coração, foi sinceramente dos livros que mais me emocionou nos últimos tempos. Que livro tão poderoso, que lição de vida tão valiosa. Aqui vamos acompanhando a história de Patricia, uma mulher de 50 anos, que ao longo de 25 anos se anulou, apagou para viver para a familia, para as filhas e o marido. Esta história começa quando de forma inesperada, o marido no dia a seguir a festejarem 25 anos de casados chega a casa e decide terminar o casamento de uma vida. Patricia vê-se então obrigada a recomeçar a sua vida. Ela uma protagonista forte, trabalhadora, com uma enorme força de vontade, não se vai vai abaixo e consegue reinventar a sua livraria, com a qual sempre sonhou e construir uma vida numa nova casa com a filha mais nova. E é nesta nova fase da sua vida que ela conhece Daniel, amigo da Luisa, a sua colega na livraria. A ligação entre ambos é imediata, os encontros, convívios, passeios pela praia, depressa se transformam num amor sem medida. E que história de amor tão linda para ser vivida. Existe apenas um “problema” aos olhos de Patricia. Daniel tem 30 anos, menos 20 que Patricia. E é nesta diferença que ela se foca, o medo do que as pessoas vão dizer, o próprio preconceito que ela tem. Será ela capaz de ultrapassar esta diferença e viver o grande amor da sua vida? Afinal eles são verdadeiras almas gémeas. Consegui sentir perfeitamente a mensagem que a autora queria passar. E que mensagem importante. Consegui sentir os medos, receios e ansiedades de Patricia. As suas inseguranças. Gostei bastante da forma como a autora abordou temas tão importantes e atuais como o divórcio, a diferença de idades em relações, a toxicidade no namoro, o voltar a amar e a reaprender a viver de uma forma tão delicada e profundamente humana. Gostei muito muito deste livro e recomendo muito. Um romance sobre segundas oportunidades que nos mostra que o mais importante é seguirmos o nosso coração e aproveitar o presente. Sem dúvida um livro que vai ficar para sempre no meu coração.
Este livro é uma verdadeira montanha-russa emocional. Uma história profundamente humana sobre recomeços, segundas oportunidades e a coragem de nos voltarmos a escolher, mesmo quando a vida parece desmoronar.
Acompanhamos Patrícia, uma mulher de 50 anos que, após 25 anos de casamento, vê a sua vida mudar por completo. Depois de anos dedicada à família, ao marido e às filhas, é obrigada a reencontrar-se e a perceber que nunca é tarde para recomeçar.
Gostei muito da forma como a autora aborda o luto pelo fim de uma relação, a redescoberta pessoal e todos os medos que surgem quando nos permitimos viver algo novo. E depois temos Daniel, um amor inesperado que traz intensidade, mas também levanta preconceitos e julgamentos. Porque continuamos a julgar tanto aquilo que foge ao “normal”?
Mais do que um romance, este livro fala de preconceitos, relações tóxicas, amor-próprio, família e da importância de não nos anularmos para corresponder às expectativas dos outros.
A escrita da Fátima é simples, fluida e envolvente, tornando esta leitura viciante. E aquele final… nada me preparou para ele. Fechei o livro de coração partido e com um nó na garganta.
Uma história com personagens incrivelmente reais que nos relembra uma verdade importante de que, nunca devemos perder-nos a nós próprias na tentativa de corresponder às expectativas dos outros. Amar também é ter coragem para viver, arriscar e aproveitar a felicidade enquanto ela faz parte do nosso caminho.
Não esperava gostar tanto deste livro, especialmente porque não conhecia autora fora da televisão. No entanto, achei que o livro tinha uma mensagem muito clara: não se pode perder tempo. Isso e que não se pode confiar a 100% num homem.
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Estreei-me com esta autora e estava muito curiosa 🤍 Já a conhecia da televisão como apresentadora, por isso havia aquela expectativa de descobrir a Fátima Lopes enquanto autora… e gostei muito.
É uma leitura simples, emocional, intensa e muito viciante — li super rápido 📖✨
Aliás… fui passar um fim de semana em família ao Alentejo e a minha mãe viu o monte de livros que levei. Pegou neste… e acabou-o no próprio fim de semana 😅 (e ela nem costuma ler!). Ficou completamente viciada na história.
Patrícia está casada há 25 anos com Miguel, têm duas filhas. No dia seguinte à festa de comemoração das bodas de prata (com cerca de 100 convidados), ele resolve sair de casa. Repentino. Talvez a relação já não vivesse os melhores dias… mas a forma como acontece foi um choque
Imaginem… depois de uma vida inteira construída a dois, alguém simplesmente decide ir embora. Sem grandes explicações. Sem aviso.
Patrícia dedicou-se à família, aos filhos e ao pequeno negócio de venda de livros (pouco lucrativo). E, de repente, vê-se obrigada a recomeçar aos 50 anos.
💭 Gostei muito da forma como o livro aborda o recomeço, o luto pelo fim de uma relação e a redescoberta de quem somos depois de anos a viver para os outros. A relação com a Constança, a filha mais nova — a "menina do papá" — é difícil. Ela não aceita o divórcio e critica a mãe. Já a mais velha apoia-a.
E depois aparece Daniel 👀 Mais novo, tem 30 anos intenso, leve… e a ligação entre os dois surge naturalmente. Mas claro, aparecem também os preconceitos — especialmente por parte da filha mais nova, Constança, não aceita. E, no entanto, o pai também tem uma namorada mais nova… e aí já não acha mal. A própria Patrícia sente vergonha — esta desigualdade de géneros é tão gritante. 😔
Também gostei muito da história da Constança com o António. O apoio, a atenção e a presença dos pais fazem mesmo diferença 🤍 E embora aqui vejamos isso numa relação jovem, acredito que também acontece em relações mais maduras. Gostei como a Patrícia agiu com esta situação.
💭 Acho que uma das grandes mensagens do livro é esta: nunca nos devemos anular por outra pessoa — seja por filhos, familiares, maridos ou namorados. Devemos viver por nós, em primeiro lugar.
E aquele final… 🥲 Entendo-o. Faz sentido para a história. Mas deixou-me um aperto no coração.
Foi o primeiro livro que li da autora e achei a premissa super interessante. Uma escrita fácil e envolvente.
Achei algumas partes da história a serem arrastadas e repetitivas mas entendo que faz parte do contexto da história, as dúvidas, os medos e até novos desafios.
Neste livro vamos acompanhar a história da Patrícia uma jovem mulher de cinquenta anos que vivia uma ilusão, um casamento à muito acomodado mas fingia ser feliz pelas filhas.
Mas depois da festa de comemoração de vinte cinco anos de casados o marido decide por um fim ao relacionamento.
Patrícia volta a ter um pequeno fogo dentro de si, tenta despertar a sua pequena livraria, pega na sua velha moto e muda-se para um pequeno apartamento.
Sente-se realizada de novo mas a relação com umas das suas filhas não é fácil e tende a piorar.
Num convívio conhece o Daniel um homem nos seus trinta anos. Os encontros por acaso no cinema viram convites e o convívio acaba por se tornar paixão.
Mas Patrícia não consegue não pensar no que diram os outros e nem a sua filha aceita... portanto a relação não pode avançar , já ele está decidido a serem felizes, mas às vezes o destino prega-nos partidas.
Acho que o título fala por si só e eu terminei este livro com lágrimas nos olhos.
Às vezes o medo e o preconceito que existe na nossa cabeça leva-nos a ter medo de procurar a felicidade. Quem são os outros para falarem mal de nós? Aliás façamos ou não vão sempre falar e o poder é nosso de não dar importância e sim viver!
Quando sai um novo livro da Fátima Lopes sei de imediato que vem aí uma história que me aproxima emocionalmente dos personagens, independentemente dos assuntos abordados. A autora tem esta característica, abordar assuntos delicados e complexos numa intimidade simples e humana com os seus leitores.
Este livro não foi exceção. A temática abordada é uma relação amorosa entre uma mulher de 50 anos e um homem de 30, ou seja, 20 anos mais novo.
Que mulher é esta? O que a levou até esta relação? Que vida teve até aqui e que escolhas fez, ao longo dos anos?
Que amor é este? Um amor que a faz rir e dá prazer, um amor que nunca viveu. Será este amor uma salvação? Ou um risco?
Terá Patrícia, assim se chama a personagem feminina, coragem para enfrentar tudo e todos de forma a viver este amor na sua plenitude? E as regras ditadas pela sociedade, como se enfrentam? Aos 50 anos ainda existe esta coragem? Ainda se pode recomeçar? Ou o medo de se entregar a um amor nunca vivido poderá ser maior do que a dor de saber que este pode ter um fim?
Este conflito é o centro desta história, que me levou a uma reflexão sobre a liberdade enquanto mulher e o tempo. Parece fácil na teoria, fazer uma escolha, mas o que cada um de nós está disposto a enfrentar? Preferimos viver ou sobreviver?
Passei o livro inteiro com tanta raiva da Constança. Eu entendo que ela tenha passado por momentos difíceis, mas nunca consegui perceber como é que ela foi incapaz de apoiar a mãe, que esteve sempre ao lado dela. E o que mais me irritou foi o facto de, sendo mulher, ter tantos preconceitos em relação à própria mãe, enquanto desculpava completamente o pai… quando ele fez exatamente a mesma coisa — e ainda traiu a mulher. Mesmo assim, ela escolhia sempre ficar do lado dele???????????
Este livro aborda o amor, a vulnerabilidade e os receios que acompanham as relações humanas. Gostei da forma como a autora explora os sentimentos e os conflitos internos das personagens, especialmente aquele equilíbrio difícil entre entregar-nos ao amor e protegermo-nos da dor. É um livro com momentos bonitos e reflexivos, mas senti que faltou algo para me envolver totalmente. Ainda assim, é uma leitura agradável e delicada para quem gosta de histórias mais sentimentais e introspectivas.
Há livros que te partem… e depois ajudam-te a reconstruir 💔✨
Há histórias que parecem ficção… até perceberes que podiam ser a tua. Aqui acompanhamos uma mulher que, depois de um casamento longo e aparentemente perfeito, vê o seu mundo desmoronar — e é obrigada a reencontrar-se, a questionar tudo e a aprender, talvez pela primeira vez, o que é amar de verdade.
Este livro foi uma mistura intensa de angústia e esperança. Senti-me constantemente dividido entre a dor das escolhas difíceis e aquela luz ao fundo do túnel que nos faz acreditar que ainda há mais para viver. A escrita da Fátima Lopes é incrivelmente fluida e emocional — lê-se quase de um fôlego, mas fica contigo muito depois de fechares o livro.
O maior destaque é, sem dúvida, a carga emocional e a forma tão real como aborda relações, recomeços e o peso das expectativas. É um livro que não romantiza a dor, mas também não tira a beleza do crescimento que vem com ela.
✔️ Para quem é: • quem gosta de histórias reais, cruas e cheias de emoção • quem aprecia livros que fazem refletir sobre o amor e a vida
❌ Para quem não é: • quem procura algo leve ou puramente escapista No fim, fica aquela sensação agridoce… mas necessária.
Uma leitura profundamente emocional e real, que marca pela honestidade e impacto.
Título: Entre o medo de te amar e a dor de te perder Autora: Fatima Lopes Género: Romance Temas Abordados: - Luto - Recomeço - Relação Tóxica - Age Gap Opinião: " O amor não escolhe idades", assim reza o ditado, mas será assim tão simples? Ou somos nós que dificultamos? Uma história intensa e extremamente humana, com foco no luto e na fase do recomeço, abordando também a realidade das relações tóxicas.