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Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo, a Portuguese novelist and historian. Born of humble stock, his grandfather was a foreman stonemason in the royal employ.
Privation made him a man, and in his works, he proves a poet of deep and considerable power of expression. The stirring incidents in the political emancipation of Portugal inspired his muse, and he describes the bitterness of exile, the adventurous expedition to Terceira, the heroic defense of Oporto, and the final combats of liberty.
In 1837 he founded the Panorama in imitation of the English Penny Magazine, and there and in Illustraco he published the historical tales which were afterwards collected into Lendas e Narratives; in the same year he became royal librarian at the Ajuda Palace, which enabled him to continue his studies of the past. The Panorama had a large circulation and influence, and Herculano's biographical sketches of great men and his articles of literary and historical criticism did much to educate the middle class by acquainting them with the story of their nation, and with the progress of knowledge and the state of letters in foreign countries.
Grave as most of his writings are, they include a short description of a crossing from Jersey to Granville, in which he satirizes English character and customs, and reveals an unexpected sense of humour. A rare capacity for tedious work, a dour Catonian rectitude, a passion for truth, pride, irritability at criticism and independence of character, are the marks of Herculano as a man. He could be broken but never bent, and his rude frankness accorded with his hard, sombre face, and alienated mens sympathiea though it did not lose him their respect. His lyrism is vigorous, feeling, austere and almost entirely subjective and personal, while his pamphlets are distinguished by energy of conviction, strength of affirmation, and contempt, for weaker and more ignorant opponents. His History of Portugal is a great but incomplete monument.
A lack of imagination and of the philosophic spirit prevented him from penetrating or drawing characters, but his analytical gift, joined to persevering toil and honesty of purpose enabled him to present a faithful account of ascertained facts and a satisfactory and lucid explanation of political and economic events. His remains lie in a majestic tomb in the Jerónimos Monastery at Belem, near Lisbon, which was raised by public subscription to the greatest modern historian of Portugal and of the Peninsula. His more important works have gone through many editions and his name is still one to conjure with.
Alexandre Herculano baseia-se na construção do Mosteiro da Batalha para, apoiado na sua carreira como historiado, delinear uma história que se passa ao mesmo tempo na Idade Média e no Século XIX - este último metaforicamente. O facto de apenas Afonso Domingues conseguir manter a abóbada firme, devido ao facto de ter alma portuguesa, o que era necessário para construir o edifício - e o que o mestre Ouguet, apesar da sua exímia técnica não tem -, e a forma como este aborda o rei no clímax da narrativa funcionam como uma pista para o liberalismo empreendido por Herculano aquando da época pós-vintismo, demarcada por este grande nacionalismo - impresso devido à ameaça espanhola, às invasões francesas e ao governo abusivo do general inglês Beresford - e por uma sede de um sistema que pudesse ao mesmo tempo ser livre e justo, dando força ao povo e à burguesia para se levantarem e fortalecerem a sua participação nos assuntos de estado. Uma bela narrativa romântica com um fim à medida, A Abóbada de A. Herculano é um livro de fácil mas proveitosa leitura, que promete, ensinando, dar prazer literário ao seu leitor.
Um dos livros mais pequenos que já li. Com uma escrita bastante descritiva, um pouco arcaica - passa-se no século XV - e direta (o autor dialoga o leitor), Alexandre Herculano apresenta-nos a breve história do arquitecto João Domingues e da construção do Mosteiro da Batalha.
Achei fascinante a personagem de João Domingues. Principalmente em conflito com outras personagens ao longo do livro, onde demonstra a garra que (ainda) tem, o patriotismo e a honra de cavaleiro.
Nota: Foi lançado este ano um filme de Cláudia Clemente e é baseado no livro com o mesmo nome.
Conto breve e relativamente fácil de ler sobre a construção de uma abóbada do Mosteiro de Sta. Maria da Vitória. Como o arquiteto Afonso Domingues levou a melhor apesar de cego.
Este livro de Herculano é retirado do seu “Lendas e Narrativas”. E é uma lenda que nos conta a construção da abóbada da sala do capítulo do mosteiro da Batalha. Aqui o autor começa a estória já no tempo da cegueira do mestre Afonso Domingues (AD) e com a obra entregue, por D. João I, ao mestre irlandês, David Huguet. No Dia de Reis, na presença do rei que, assistia ao auto de adoração dos reis, ouve-se um estrondo que não é nem mais nem menos que a queda da abóbada da sala do capítulo, que Huguet tinha contruído não respeitando as instruções de AD. Depois de muitas peripécias é AD que retoma a obra e a abóbada é sobre as instruções dele que a abóbada é finalmente concluída. Há que dizer que é hoje reconhecido que a referida abóbada é de facto da autoria de mestre Huguet. É um livrinho interessante!
Renomeado e notável símbolo de Portugal, Alexandre Herculano procurou, em cada instância, difundir e incentivar os valores patrióticos e o apreço pela nação valente e imortal. Maioritariamente através da sua criação artística com romances e ficções, mas também na reconstrução e pesquisa da história de Portugal e na integração da vida política com a participação na guerra civil do século XIX como soldado das forças liberais. Tamanha bravura e feitura valem-lhe, hoje, um nobre lugar no Mosteiro dos Jerónimos.
Recuperando um período de imensa importância na história de Portugal, resgatando à usura do tempo figuras e locais simbólicos da consolidação e edificação da nação como estado soberano e independente, como D.João I, Nuno Álvares Pereira, a Padeira de Aljubarrota e o Mosteiro da Batalha, somos levados a visitar, no advento dos meados do século XVII, a edificação de uma das múltiplas abóbadas desse mesmo mosteiro. Narrado num relato que procura ser semelhante a uma crónica (linguagem cuidada, diálogos similares ao português medieval na construção e entoação e procura pela veracidade dos factos referidos), acompanhamos o exacerbar do espírito português e do seu patriotismo. Desde Afonso Domingues que já cego direciona todo e qualquer esforço para a construção da Abóbada, até ao Mestre de Avis que, em pequenas aparições, demonstra o caráter de humildade, sacrifício e astúcia que tão bem conduziram Portugal.
Escrita indomável e eximiamente representativa de um povo que nunca na modorra se deixou cair, pois, nas palavras de Alexandre Herculano gravadas no seu túmulo: "Dormir? Só dorme o frio cadáver que não sente. A alma voa e se abriga aos pés do omnipotente"
Este livrinho conta a história da construção do famoso Mosteiro da Batalha. Em primeiro lugar, esta descrição não parece uma ideia promissora. Talvez deva publicar-se num guia turística. Mas o autor, Alexandre Herculano tem tentado escrever uma história mais interessante. Descreve o desacordo entre o arquitecto irlandês, David Huguet e o português Afonso Domingues que ficara cego. Huguet era um imigrante, e o autor sublinha a importância de imigrantes na vida dum país. Também descreve um auto-da-fé com personagens que representam o diabo, a soberba, a caridade, entre outros. Acho que consegue pintar uma imagem das crenças religiosas dos séculos XIV e XV, por método de mostrar este espectáculo.
Ao que parece, o livro é um texto que se lê nas escolas portugueses, e posso ver os porquês. Combina história, religião e literatura num livro pequeno.
Interesse/comoção: 3 Escrita e estrutura: 3 Aprendizagem: 4 Ilustrações: 3
Esta obra implora uma visita ao mosteiro antes ou depois da leitura, para (re)conhecer os lugares e as figuras referidas. É uma novela do seu tempo, a transbordar de patriotismo, a glorificar o povo e os protagonistas históricos. O autor comunica com o leitor e cimenta a veracidade dos factos com as fontes a que recorreu. + A personagem de Afonso Domingues, cheia de brio e dignidade, é o maior destaque. + Há sarcasmo em certos diálogos e pontuais descrições, o que me agradou. - O desmoronamento da primeira abóbada é tratado como uma cena caricata, sem estrondo, sem susto, sem sequelas... Ficou estranho.
Gostei bastante. É uma história bonita, narrada pela singular voz de Herculano, sábio e exímio contador, que nos consegue submergir por completo num conto sobre arquitetura, nação e a fidelidade à palavra dada, que, a cada linha, faz pulsar em nós aquela veia escondida, porém real, de portugalidade e orgulho na nossa História, nas figuras que nos representam nela e nas lendas que as trazem à vida, tantos séculos depois.
Uma narrativa de história, política e sociedade! Muito fácil leitura, que tanto apela à curiosidade sobre o nosso maravilhoso Mosteiro da Batalha, porque nada substitui o orgulho do que é nosso!
Um pequeno livro que conta de forma romanceada a história da construção do Mosteiro da Batalha. O mestre Afonso Domingues responsável pela obra fica cego e é substituído pelo mestre estrangeiro Ouguet a pedido do rei Dom João I. Gostei particularmente das questões de nacionalidade que foram levantadas no livro: aquele complexo de que o que vem de fora é melhor do que o português e a briga de Portugal com Castela. Aliás, esta briga com Castela gera uma cena cômica durante um exorcismo que acontece no livro. Leitura bem agradável.