Arthur era um garoto que não se encaixava. Fugia de sua realidade numa cidade pequena mergulhando em livros e devaneios. Até a noite em que dois desconhecidos surgem à sua janela para entregar um convite selado com cera. Um convite para escapar. Ao aceitá-lo, ele é arrebatado para o coração de uma sociedade secreta que faz o impossível: cria portais, encurta distâncias e que pode, talvez, alterar o destino do mundo.
A milhares de quilômetros dali, na Cidade do Cabo, Kaya aprendeu cedo a depender apenas de si mesma. Longe dos pais, ela guarda um segredo perigoso: o poder de controlar o tempo. Em sua busca por pistas para reencontrar a família, Kaya descobre que mesmo mexendo com o tempo, nada jamais será como antes. É preciso seguir em frente, e o futuro guarda ainda mais perigos que seu passado.
Em Distâncias não existem, Bruno Marchese entrelaça essas duas vidas distintas por meio de forças que desafiam o espaço e o tempo, em uma fantasia inovadora que promete conquistar uma nova geração de leitores.
Distâncias não Existem retrata o esmero e a dedicação de uma década de revisões e refinamento artístico: o enredo nos transporta para uma realidade intrigante e com um worldbuilding impecável. Conhecemos os "deslocados", capazes de dobrar o espaço à sua vontade, e os "amuletos", que conseguem manipular o tempo, testemunhando o passado ou prevendo futuros. É nesse cenário que acompanhamos Arthur, um deslocado recém-descoberto em busca de aceitação, e Kaya, uma amuleto autodidata decidida a reencontrar seus pais. Jornadas essas que evoluem para uma busca comum por redenção enquanto resistem à grande antagonista da trama, a organização conhecida como Concórdia. Nos entregando um verdadeiro thriller de aventura com um ritmo eletrizante.
O grande trunfo do livro vai além dos superpoderes. Por trás da fachada de ficção científica e fantasia, há uma discussão profundamente humana e filosófica sobre abandono, vulnerabilidade e solidão. O autor equilibra perfeitamente um rigor técnico com uma carga de sentimentos avassaladora. Ao apresentar protagonistas fragilizados e humanos, cada pequena vitória converte-se em uma descarga emocional gigantesca. É um livro que prende do início ao fim e nos recompensa a cada página.
Se você busca uma leitura nacional potente, com ritmo impecável e que mexe com você a nível molecular, dê uma chance a essa jornada!
Nunca pensei que leria um livro escrito pelo Rolandinho do canal Pipocando, que eu assistia em 2016. Eu ganhei o livro de presente, então, foi uma surpresa quando descobri quem era o autor. Logo, não foi por causa dele que li. Foi só uma surpresa engraçada.
A escrita do Bruno é muito fluida e gostosa, e deu para ver todo o cuidado e a pesquisa por trás do livro. Eu li esse livro super rápido, mais porque eu queria acabar logo do que por ele ter me prendido. Não me entendam mal, a história é muito interessante. Adorei todo o universo criado, como o autor lidou com o tempo e com o espaço, como ele expandiu e uniu as coisas. Porém, achei todo o enredo meio previsível. Mas entendo que não sou o público-alvo do livro (os protagonistas têm 14 anos). Li rápido pela curiosidade de como ele encerraria a história e foi meio frustrante descobrir que era o primeiro de uma série! Acredito que se fosse livro único, com mais umas 100 páginas para encerrar a história começada, seria muito mais interessante. Porém, não foi o caso. Apesar disso, lerei o próximo.
“Distâncias Não Existem” é uma das grandes surpresas de 2026. Bruno Marchese entrega uma fantasia brasileira envolvente, criativa e emocional, capaz de conquistar o leitor logo nas primeiras páginas e surpreender ainda mais conforme a história cresce.
O que começa como uma jornada aparentemente simples se transforma em uma narrativa intensa sobre pertencimento, destino, tempo e escolhas. Arthur e Kaya são protagonistas extremamente humanos, cheios de camadas, medos e conflitos, daqueles personagens que fazem o leitor criar apego rapidamente. E talvez esse seja um dos maiores acertos do livro: os personagens. Existem aqueles para amar, aqueles para odiar e aqueles moralmente ambíguos que deixam tudo ainda mais interessante.
A construção do universo também merece destaque. A ideia de uma sociedade secreta capaz de criar portais e encurtar distâncias traz frescor para a fantasia nacional, misturando elementos clássicos do gênero com uma identidade muito própria. Tudo parece grandioso sem perder a sensibilidade emocional da história.
Além da fantasia e da aventura, o livro fala sobre memória, solidão e família. “Distâncias Não Existem” consegue equilibrar cenas de ação, mistério e emoção sem perder o ritmo, criando uma leitura viciante.
Uma sci-fantasy brasileira promissora, criativa e cheia de personalidade, que prova que a fantasia nacional tem espaço, e muito talento, para conquistar uma nova geração de leitores.
Esse livro é maravilhoso. Tive a honra de ser uma leitora-beta e fui muito, mas muito, positivamente surpreendida pela história. A história foge do óbvio e é aquela mistura de fantasia, sci-fi, e doses do que te lembram os livros de Harry Potter e Percy Jackson que tanto amávamos quando crianças. A história é cativante, os personagens são marcantes e muito bem construídos, mas, pessoalmente, o ponto mais alto do livro é a ambientação. O autor fez um trabalho tão excelente nos levando para cada cenário - que não são poucos - que até certo ponto, até eu mesma conseguia abrir um portal na minha mente. Mal posso esperar para ler a versão final do livro e recomendo muito para aqueles que não cansam de viagens.
É tão bom ler um livro e sentir familiaridade nas descrições por ter crescido em lugares parecidos, na mesma cultura e com os mesmos dialetos. É tão bom quando tudo isso ainda é uma fantasia que é um dos meus gêneros favoritos. Leitura obrigatória pra todo brasileirinho que cresceu se imaginando desbravando todos os lugares que só ouvia falar, nem parece que é a primeira publicação do autor.
Mal posso esperar pelos próximos capítulos dessa aventura!